quinta-feira, 23 de março de 2017

Reforma da Previdência: O que nos aguarda, por Giovanni Alves

22.03.2017, Giovanni Alves em seu Facebook








Milhões de empregos diretos migrarão para contratos terceirizados, quarteirizados ou pejotizados. Será o fim das atuais categorias de trabalhadores. Todos serão transformados em prestadores de serviços, com rendimentos menores, jornadas maiores e sem direitos trabalhistas.

No setor privado teremos o fim de direitos às férias, décimo terceiro, descanso semanal remunerado, aposentadoria e diversas conquistas da Convenção ou Acordo Coletivo.

Esses trabalhadores terão sua capacidade de organização sindical esvaziada completamente, além do aumento significativo da rotatividade no emprego, da maior exposição a riscos de acidentes e mortes no trabalho.

No setor público, a terceirização das atividades-fins permitirá que milhares de prefeitos, vereadores e empresas públicas dispensem a realização de concursos públicos e passem a contratar firmas terceiras para prestar serviços ao “poder público”.

Vai ser instalada a festa dos amigos, apaniguados e comparsas do “governante de plantão”, aumentando em muito a corrupção no Brasil.

Imagina a quantidade de vereadores e amigos de prefeitos que vão montar uma firma para fornecer serviços e mão-de-obra para as prefeituras.

A terceirização sem limites vai, ainda, precarizar o atendimento à população usuária do serviço público.

Teremos aumento do desemprego, redução da massa salarial e do consumo, redução da arrecadação do tesouro e demais fundos públicos, aumento das desigualdades sociais e barbarização das relações trabalho.

HIC RHODUS, HIC SALTA!



Guerra civil nos EUA contribui para paz mundial


23/3/2017, MK Bhadrakumar, Indian Punchline











A guerra civil em Washington entre presidente Donald Trump e seus detratores não dá sinal de amainar. Todos os dias, a luta recomeça. O mais recente movimento foi na 2ª-feira, na audiência na Comissão de Inteligência da Câmara de Deputados, onde o diretor do Federal Bureau of Investigation, FBI, James Comey, reconheceu que há investigação em andamento em sua agência sobre suposta intervenção russa na eleição presidencial, com hacking para ajudar o candidato Republicano Trump a chegar à Casa Branca.

terça-feira, 21 de março de 2017

Israel precisa reincendiar a Síria, por MK Bhadrakumar

20/3/2017, MK Bhadrakumar, Indian Punchline











Os ataques aéreos de Israel na 6ª-feira, perto de Palmyra na Síria contra o que, diz Telavive, seria um comboio que transportaria armas para o Hezbollah no Líbano – e que, para Damasco, foi ataque calculado contra posições das forças do governo libanês que combatem contra o Estado Islâmico na região – não podem ser vistos como 'fato isolado'.

Mas a hipótese na qual os israelenses investem não é crível, porque Palmyra é duas vezes mais distante da fronteira sírio-libanesa, em termos geográficos. É muito provável que o governo sírio acerte mais, e que os israelenses estivessem mesmo atacando deliberadamente forças sírias. Isso explica por que o Ministério das Relações Exteriores da Rússia convocou no mesmo dia o embaixador de Israel em Moscou e exigiu explicações.

Por que Síria? Por que Brasil? Muito melhor os EUA invadirem o Canadá

21/3/2017, Zero Hedge, de globalintelhub











Com o falecimento de David Rockefeller, das políticas pró-EUA de Trump [e da democracia no Brasil], estamos assistindo a vários interesses que se vão alinhando e apontam de volta para trás, para EUA isolacionistas pré-Era Industrial, como eram as coisas no século 20 remoto, exatamente o contrário de nação líder da Nova Ordem Mundial, e sempre tentando intrometer-se em caríssimas guerras sempre longe de casa. Iraque, Ucrânia, Síria, Afeganistão [Brasil, sim, sim, claro!] – nada além de re-colonialismo, um re-colonialismo pós-industrial – como explicamos em nosso livro Splitting Pennies (Tostões Partidos). "Leia, para aprender mais do que no [curso] MBAde Harvard!"].

segunda-feira, 20 de março de 2017

Pepe Escobar: Grande Muralha de Ferro contra Nova Rota da Seda?

16/3/2017, Pepe Escobar, Asia Times










Quando o zum-zum em torno do encontro Trump-Xi converter-se numa Mar-a-Lago em campo mês que vem, os dois presidentes terão de concordar integralmente em pelo menos uma questão: "o terror islâmico radical" – na terminologia trumpeana.


Donald Trump aposta suas fichas num "banimento sem banir" que – em teoria – restringiria o influxo de islamistas potencialmente radicais para o território dos EUA; seu contraparte chinês, Xi Jinping, em encontro com políticos da província Xinjiang, acontecido durante a sessão anual do Congresso Nacional do Povo em Pequim, lançou uma "Grande Muralha de Ferro", para proteger o Extremo Oeste da China.

Dores do parto de um novo Oriente Médio, por Pepe Escobar

19/3/2017, Pepe Escobar, SputnikNews










Vocês todos lembram bem do que a ex-secretária de Estado dos EUA Condi Rice previu em 2006 em matéria de "dores do parto de um novo Oriente Médio". Fiel ao regime de George "Dábliu" Bush/Cheney, Condi errou tudo, fragorosa e espetacularmente, não só sobre o Líbano e Israel, mas também sobre Iraque, Síria e a Casa de Saud.

O governo Obama aplicadamente manteve uma tradição que se pode chamar sem medo de errar de Escola Sex Pistols de Política Exterior ("no future for you[não há futuro para você]). Ela está perfeitamente exposta pela imbatível porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da Rússia Maria Zakharova, em poucas e precisas palavras.

Papéis de EUA, Rússia, Turquia, Irã e Israel na Síria: Rumo ao fim da guerra

14/3/2017, Elijah ManierBlog











EUA e Rússia têm acordo para pôr fim ao "Estado Islâmico" (ISIS/Daech), como prioridade na Síria, unificando o objetivo sem necessariamente concordar com unir esforços e coordenar o ataque por terra. Ainda assim, esse começo levará ao fim da guerra na Síria e pavimentará o caminho para remover obstáculos essenciais (quer dizer: todos os jihadistas) na estrada do processo de paz.

domingo, 19 de março de 2017

Para o Irã, é necessário salvar a Síria

16/3/2017, Ali Hashem, Al-Monitor












Já com seis anos de crise na Síria, o Irã vê o resultado do conflito como fator que vai modelando o novo Oriente Médio. Foi a primeira intervenção declarada do Irã em outro país, em décadas, que ideólogos iranianos chamaram de guerra pela própria existência do país. Funcionários iranianos dizem que a intervenção na Síria poupou a Revolução Islâmica de ter de combater guerra semelhante no seu próprio território. Nem por isso é guerra menos custosa, impiedosa em termos de perdas materiais e, ainda pior, no dano que causa à imagem do Irã no mundo muçulmano. Limitou as opções do Irã e abalou alianças – apesar dos interesses comuns que o Irã partilha com seus parceiros.

sábado, 18 de março de 2017

A chantagem de Erdogan pode derrubar a Europa de uma vez por todas

16.03.2017, Ruslan Ostashko, LiveJournal/Fort Russ



Tradução russo/inglês: J. Arnoldski – 
Tradução inglês/português: btpsilveira





Provavelmente, você já ouviu falar do escândalo diplomático entre Ancara e Amsterdã. O conflito tomou grades proporções depois que as autoridades holandesas impediram ministros turcos de fazer campanha a favor de Erdogan entre a diáspora turca local e já transbordou as fronteiras holandesas. Pode acabar tendo consequências sérias para toda a União Europeia.

Como tudo isso começou?

A perigosa realidade de uma guerra no Irã

15/3/2017, Sharmine Narwani , The American Conservative












BEIRUTE — Depois de semanas de agitar sabres e promover a ideia de que o Irã seria "estado terrorista número 1" no mundo, o governo Trump parece ter discretamente baixado o tom da retórica.

Aqui no Oriente Médio, contudo, onde cada zumbido que venha de Washington é esquadrinhado milimetricamente, gente interessada não parou de especular sobre um confronto dos EUA com o Irã. Aos 50 dias de mandato, o curso da política exterior de Trump continua a ser um enigma. O governo dos EUA jura que "todas as opções" permanecem sobre a mesa com o Irã. Mas será que realmente permanecem?

Muito triste: ataque furioso de Fed/Bancos Centrais contra os trabalhadores

17/3/2017, Mike Whitney, Counterpunch











Para o Brasil, ver Presidente do Banco Central do Brasil [NTs].




Por que o Fed-EUA elevou seus juros referenciais, mesmo com a inflação ainda abaixo da meta, com os salários fortemente arrochados e a economia que não chega nem a 1% de crescimento?

Essa pergunta foi feita a [presidenta do Fed-EUA Janet] Yellen numa conferência de imprensa na 4a-feira, um dia depois de divulgado o informe da Federal Open Market Committee, FOMC (Comissão de Mercado Aberto do Fed, uma das mais importantes comissões que compõem o Federal Reserve System). A resposta ajuda a ver como o Fed-EUA [e o mesmo vale para o Banco Central do Brasil (NTs)] toma suas decisões políticas baseado em fatores que a maioria das pessoas jamais consideraria. Eis o que disse a presidenta do Fed:

A Dança da Morte, por Chris Hedges

12.03.2017, Chris Hedges* - Truthdig



Traduzido por E. Silva






As elites corporativas no comando já não buscam construir. Elas buscam destruir. Elas são agentes da Morte. Elas anseiam pelo poder irrestrito para canibalizar o país, poluir e degradar o ecossistema, para alimentar o desejo sem freios de riqueza, poder e hedonismo. Guerras e “virtudes” militares são celebradas. Inteligência, Empatia, Bem Comum são banidos. A Cultura é degradada em cafonice patriótica. A educação é destinada apenas à proficiência técnica para servir à venenosa máquina do capitalismo corporativo. A amnésia Histórica nos fecha o acesso ao passado, ao presente e ao futuro. Esses valores, rotulados como improdutivos ou redundantes, são descartados, esvaziados ou confinados ao esquecimento. A repressão estatal é indiscriminada e brutal! E na regência desse escandaloso e macabro espetáculo há um diretor insano tuitando absurdos desde a Casa Branca.

Grandes impérios mundiais - Sumério, Egípcio, Romano, Maia, Khmer, Otomano e Austro-Húngaro- seguiram esta mesma trajetória de colapso físico e moral.

A Vaca Sagrada e a Sombra de Weimar, por Mauro Santayana

16.03.2017, Mauro Santayana







O fascismo tem por hábito, como certos vírus, se manifestar, primeiro, em pequenos e sintomáticos episódios, para depois se impor, como a peste fazia, no passado, como  uma maligna epidemia que contamina e apodrece, de alto abaixo, as nações, em certos períodos absurdos e trágicos da História.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Nasrallah do Hezbollah: "Fim da ilusão 'Dois Estados' anuncia a libertação da Palestina"

6/2/2017, Discurso do Secretário Geral do Hezbollah
Na homenagem anual aos dirigentes mártires. Vídeo, versão original em árabe, legendada em francês, texto transcrito e traduzido ao francês, por Sayed Hassan. Aqui traduzido ao português (2ª.parte)












[...] Bem... e o segundo ponto é a questão israelense, do ponto de vista palestino.

O que se passa atualmente? Israel prossegue no processo de judeização em velocidade máxima. A judeização de Al-Quds (Jerusalém), a expulsão dos habitantes, a construção de mais e mais colônias, para modificar a identidade da cidade e separá-la da Cisjordânia, até a proibição da chamada para as orações, projeto do governo de Netanyahu adotado pelo Parlamento [Knesset], até a lei que legaliza o roubo de terras palestinas na Cisjordânia, com o prosseguimento da construção de milhares de casas na Cisjordânia, o prosseguimento quotidiano de assassinatos, prisões e demolição de casas, destruição de plantações e, agora, com Trump, a transferência da embaixada dos EUA, de Telavive para Jerusalém. A intenção aí é confirmar que Jerusalém seria capital eterna daquela entidade usurpadora.

Israel tenta cobrar uma libra de carne humana (mas ouve ‘nyet’, de resposta)

12/3/2017, MK Bhadrakumar, Indian Punchline












A 'visita de trabalho' do primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu a Moscou, semana passada, tinha um objetivo chave relacionado ao conflito na Síria – uma conversa da mais alta importância com o presidente Vladimir Putin sobre a presença do Irã, na Síria. Antes de embarcar para Moscou, Netanyahu disse ao seu gabinete, em declarações públicas, que


  • "No quadro de [um futuro acordo de paz] ou sem acordo de paz, o Irã está tentando implantar-se permanentemente na Síria – seja mediante presença militar em campo, ou presença naval –, e também mediante tentativa para gradualmente abrir uma frente contra nós nas Colinas do Golan. Manifestarei ao presidente Putin a vigorosa oposição de Israel a essa possibilidade."

Como é caracterísitico nele, Netanyahu tentou encurralar Putin já logo nas declarações iniciais, nem bem os dois sentaram no Kremlin,


  • "Uma das coisas que nos une [Israel e Rússia] é nossa luta comum contra o terrorismo islamista. Ano passado alcançamos substancial progresso na luta contra o terrorismo islamista radical sunita liderado por ISIS e Al-Qaeda, e a Rússia deu grande contribuição para esse resultado e avanços. Claro, não queremos ver o terrorismo islamista xiita liderado pelo Irã entrando em cena para substituir o terrorismo islamista sunita."

As notas que os russos distribuíram à imprensa citavam fielmente cada palavra de Netanyahu, mas omitiam a resposta fulminante de Putin. O Kremlin optou por distribuí-la mais tarde, em matéria de RT:

Pepe Escobar: "E Deus inventou Maria..."

10/3/2017, Maria Zakharova, porta-voz do MRE da Rússiavia Pepe Escobar, Facebook














Jornalista: Foi anunciado recentemente que os EUA planejam enviar a artilharia do Marine Corps para a Síria, o que caracteriza claro afastamento da promessa do governo anterior, de que não haveria coturnos em solo. Como Moscou reagirá a isso?

Maria Zakharova: Mas... como Moscou 'reagirá' a quê?! E de que 'governo interior' você está falando? Que governo anterior? Nunca apresentou estratégia consistente para a Síria durante oito anos! Um dia, bombardeamos tudo; dia seguinte, nada de bombas; mais um dia, retiram-se da Síria; dia seguinte, invadimos a Síria; um dia derrubamos o governo; dia seguinte, nos acertamos com ele, para 'ação conjunta'. Essas flutuações aconteceram mês após mês... Um lado do governo não compreende o que o outro lado faz. A posição que é preciso implementar na arena internacional como abordagem norte-americana consolidada (a comunidade internacional precisa compreender essa política, porque aí se trata de ações na arena internacional). Mas a abordagem norte-americana consolidade nunca apareceu! Primeiro era um conceito. Depois mudaram de ideia. Nos últimos seis meses antes das eleições, assistimos à agonia da política de Washington para a Síria.

Por um lado, houve atividade sempre crescente na área da política exterior e, ao mesmo tempo, era atividade que nunca foi apoiada por ação em campo de militares norte-americanos. Lembram-se da distância que separava a posição de algumas forças no Departamento de Estado, e os militares norte-americanos?

Depois aconteceu evento ainda mais misterioso: seguiram em frente e abandonaram toda a política síria, sem nem ideia do que poderia acontecer, sem fim à vista. Na sequência, concentraram-se em Aleppo, mas não para resolver alguma coisa, só para inflar o mais possível a histeria e uma campanha de (des)informação orientada exclusivamente para as eleições. O que se pode dizer, se se analisa a abordagem do 'governo anterior'?*****

segunda-feira, 13 de março de 2017

The Saker: O Império deveria ser posto sob Vigilância Anti-suicídio

12.03.2017, The Saker - The Unz Review/The Vineyard of the Saker



tradução de btpsilveira






Ao observar o drama que acontece neste momento nos Estados Unidos, resultado das tentativas de deslanchar uma revolução colorida contra Trump, o quadro mais amplo acaba passando despercebido. E olhem que esse quadro mais amplo é espantoso, porque se prestarmos atenção, perceberemos o que podemos chamar de sinais irrefutáveis de que o Império está agarrado em algum tipo de bizarra cerimônia em câmara lenta de seppuku (suicídio ritual praticado por samurais no Japão, até recentemente, também chamado de harakiri – NT) e a única dúvida que ainda resta é quem, ou o que, servirá como kaishakunin  (samurai encarregado de assessorar o suicida e que fica encarregado de desferir o golpe de misericórdia – NT) para o Império (se é que alguém se prestará ao serviço).

Não seria desmedido argumentar que o Império está empenhado em uma política total de autodestruição em vários e diferentes níveis, cada qual se acumulando com o anterior para a soma total que leva ao suicídio. Notem que quando me refiro ao comportamento autodestrutivo não estou falando daquelas questões de longo prazo tais como o modelo econômico capitalista insustentável ou as consequências de uma sociedade que não só é incapaz de diferenciar o certo do errado, mas desceu ao nível de considerar o comportamento depravado como normal e saudável. Estes são o que chamo de “barreiras de longo prazo”, nas quais, infalivelmente cairemos, mas que estão ainda comparativamente longe em relação às “barreiras imediatas”. Permitam-me listar algumas delas:

domingo, 12 de março de 2017

O 'aniquilamento' apocalíptico de Steve Bannon, por Alastair Crooke

9/3/2017, Alastair Crooke,* Consortium News












Steve Bannon costuma iniciar muitas de suas palestras para ativistas e reuniões do Tea Party com a seguinte 'história':


"Às 11h do dia 18/9/2008, Hank Paulson e Ben Bernanke disseram ao presidente dos EUA que já haviam soprado $500 bilhões de liquidez para dentro do sistema financeiro nas 24 horas anteriores – mas precisavam de mais um trilhão de dólares, naquele mesmo dia.

A dupla disse que, se não obtivessem o dinheiro imediatamente, o sistema financeiro dos EUA implodiria nas 72 horas seguintes; o sistema financeiro mundial, em três semanas; e o caos político e a agitação social sobreviriam em um mês." (No final, Bannon observa, o mais provável é que tenham requisitado $5 trilhões, mas ninguém sabe realmente quanto foi, porque não houve qualquer registro de todos esses trilhões).

O grande triângulo estratégico que está modificando o mundo

11.03.2017, Federico Pieraccini - Strategic Culture



tradução: btpsilveira



Importantes mudanças mundiais estão acontecendo dentro do grande triângulo estratégico em curso entre Rússia China e Irã, enquanto o resto do mundo continua perdendo tempo tentando decifrar ou assimilar a nova presidência Trump.


Distante do atual caos nos Estados Unidos, grandes acontecimentos estão acontecendo a pleno vapor, com Irã, Rússia e China coordenados em uma série de movimentos significativos para o futuro do continente eurasiano. Com uma população total de mais de cinco bilhões de almas, que constituem cerca de dois terços da população do planeta, o futuro da humanidade passa obrigatoriamente através dessa área imensa. Apontando para uma mudança de grande magnitude na ordem mundial que se baseia atualmente na Europa e nos Estados Unidos, em direção a mundo multipolar monitorado pela China, Irã e Rússia, os estados eurasianos estão se preparando para um papel de liderança no desenvolvimento desse enorme continente. Como parte dos desafios que deverão enfrentar os líderes desses países multipolares, os eventos prejudiciais que se originam na ordem mundial Euro/Atlântica construída depois da Segunda Grande Guerra mundial terão que ser encarados.

EUA: Diz-que dia 15/3/2017 para tudo por lá...

27/2/2017, Tyler Durden, Zero Hedge












Há duas semanas David Stockman alertou que "parece à primeira vista que o mercado esteja precificando um grande estímulo de Trump. Mas se você olha o mundo real aí fora, a única coisa que acontecerá é um banho de sangue fiscal e um descarrilamento da Casa Branca como jamais se viu na história dos EUA"; e exclamou que, quando se olham os mercados, "o que está acontecendo hoje é completa insanidade". 


Hoje ele está de volta com outra entrevista, dessa vez a Greg Hunter de USAWatchdog, na qual outra vez Stockman alerta que está para acontecer "uma carnificina, um banho de sangue fiscal monstro"; e aconselha os ouvintes a dar especial atenção ao prazo final, dia 15/3/2017, limite intransponível do teto da dívida, quando, afinal, "tudo engripa e tudo para."

Como Greg Hunter escreve, David Stockman, ex-diretor de Orçamento da Casa Branca do governo Reagan diz que o sofrimento financeiro é certeza matemática: virá. 

Stockman explica: "Acho que haverá banho de sangue com massacre fiscal. É muito mais provável o massacre monstro, do que algum estímulo fiscal."

Pepe Escobar: Oh, que WikiTrump mais traiçoeiro!

9/3/2017, Pepe Escobar, Asia Times











Captura de tela do filme 1984 via YouTube


A divulgação do WikiLeaks Vault 7 monstro [lit. Cofre-forte 7 (monstro) de Wikileaks (NTs)] é serviço público da mais alta relevância. Difícil encontrar alguém que não se preocupe ante a evidência de que a CIA tem um programa secreto para hacking, que toma por alvo virtualmente todo o planeta – carregado com um malware capaz de invadir a encriptação de proteção de qualquer aparelho: do iOS para Android; e do Windows para as TVs Samsung.


Numa série de tweets, Edward Snowden confirmou o programa da CIA e disse que os nomes em código nos documentos são de gente real; que só poderiam ser do conhecimento de gente interna com a mais alta autorização da segurança [ing. um "cleared insider"], que o FBI e a CIA sempre souberam dos furos digitais, mas os mantiveram abertos para espionar; e que os vazamentos ofereceram "a primeira prova pública" de que o governo dos EUA pagou secretamente para preservar os furos de segurança do software dos EUA.

Como se isso já não fosse suficientemente grave, WikiLeaks diz que "a CIA perdeu o controle da maioria das armas que criou para seu arsenal para invadir-espionar"; várias centenas de milhões de linhas de código – mais do que tudo que é usado para administrar a rede Facebook.