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sábado, 19 de maio de 2018

Carta do Irã: "Sr. Trump, considere-se acusado e notificado", por Pepe Escobar

19/5/2018, Pepe Escobar, Asia Times


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Altos funcionários, inclusive ex-agentes da CIA, oficiais do Pentágono, oficiais do Exército dos EUA e ex-diplomatas exigem explicações para as ações dos israelenses.

Em carta dirigida ao presidente Donald Trump, com cópias para a Corte Criminal Internacional (CCI) e o Conselho de Segurança da ONU, quatro altos ex-funcionários do mais alto escalão do governo dos EUA, dentre outros, notificaram o presidente de que consideram descumprido o dever legal do presidente de informar o Congresso dos EUA, a CCI e o Conselho de Segurança da ONU, dentre outros, sobre ações de Israel ocorridas no momento em que "era comemorado o aniversário da expulsão, de dentro das próprias casas, de 750 mil palestinos."

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Da arte de violar um acordo, por Pepe Escobar

9/5/2018, Pepe Escobar, Asia Times


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



Entreouvido na Vila Vudu:
"Parece que a palavra "xeque-mate" é derivada do persa sakh maht (não sei como escrever),
que se traduz como 'o rei tombou'."
[De um fórum de jogadores de xadrez, com informações de Wikipedia (NTs)]
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Depois de violar regras não escritas da diplomacia global, o governo Trump viola agora o Plano de Ação Amplo Conjunto [ing. Joint Comprehensive Plan of Action], conhecido como "acordo nuclear do Irã". Nenhuma nuance no que só pode ser descrito como retirada violenta unilateral.

Todas as sansões norte-americanos contra o Irã serão reimpostas e haverá novas, duríssimas.

Nem importa que Agência Internacional de Energia Atômica, AIEA, tenha repetidamente confirmado que o Irã, sim, estava cumprindo rigorosamentetodas as determinações do acordo, como se confirmou em 11 detalhados relatórios a partir de janeiro de 2016. Até o secretário de Defesa dos EUA James Mattis aprovou os mecanismos rigorosos de verificação.

terça-feira, 8 de maio de 2018

Putin, empossado, prepara-se para a Guerra Fria 2.0, por Pepe Escobar

4/5/2018, Pepe Escobar, Asia Times



Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu





Dos Comentários à coluna, in Asia Times, 4/5/2018 [aqui traduzido]
Falk Rovik [Antiterrorism Analyst at ARG Asia]

A Rússia já enfrenta guerra fria com o ocidente há mais de uma década. A Rússia está sob ataque de uma guerra de moedas, de uma guerra de mercadorias, de ataques sob falsa bandeira e de sanções. A Rússia deve preparar-se para guerra quente. Israel está usando todos os truques mais sujos para arrastar EUA/OTAN para uma guerra contra o Irã.

O mais recente ataque dos israelenses contra a Síria foi realizado com jatos Eagles F-15 israelenses, com sinais falsificados de transponder. Israel não usou suas rotas normais de voo para chegar pelo Sul; chegou pelo Norte, sobrevoando Jordânia, Iraque para cometer seus crimes de guerra. Os caça bombardeiros F-15E de Israel fizeram-se passar por norte-americanos.

Russos e sírios relutam em atacar aeronaves norte-americanas, porque poderia levar a retaliações SEVERAS, até à 3ª guerra mundial. Então os israelenses fazem-se de norte-americanos.

Sinais falsificados de transponder podem arrastar EUA/OTAN para mais uma guerra. É só questão de tempo, até que um jato norte-americano seja derrubado acidentalmente pelas defesas antiaéreas da Síria.
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Espera-se que imediatamente depois da posse, na 2ª-feira, o presidente Vladimir Putin anuncie um novo governo. E há uma bomba a caminho. O novo gabinete está concebido como uma Stavka: quer dizer, como gabinete de guerra.

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Por que a Europa teme as Novas Rotas da Seda, por Pepe Escobar

25/4/2018, Pepe Escobar, Asia Times



Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu

Entreouvido na Vila Vudu:

Enquanto Temer, o Usurpador, destrói o Brasil e discursa a favor de "livre comércio" [só rindo!] com a direita chilena, a China constrói pontes, estradas, portos, estaleiros, conexões high-tec e –
como no verso do grande João Cabral de Melo Neto – "tece uma manhã".
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Começou como um escândalo de pequenas proporções – considerando-se o ciclo de noticiário pós-verdade, 24 horas, sete dias por semana. Dos 28 embaixadores de países da União Europeia em Pequim, 27 – única exceção foi a Hungria – assinaram um documento interno em que criticam as Novas Rotas da Seda como ameaça não transparente ao livre comércio, que supostamente favoreceriam conglomerados chineses e a concorrência não equânime.

O documento foi vazado primeiro para o respeitado jornal do empresariado alemão Handelsblatt. Diplomatas da União Europeia em Bruxelas confirmaram para Asia Times a existência do documento. Até que o Ministério de Relações Exteriores da China acalmou a turbulência, dizendo que Bruxelas já explicara tudo.

Caspian games: '-stões' da Ásia Central disputam mercado da conectividade, por Pepe Escobar

Enquanto isso o Brasil é empurrado pela CIA de volta aos anos 50s, como neoquintal


23/4/2018, Pepe Escobar, de Asia Times in The Vineyard of the Saker


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


O Mar Cáspio é importante centro de um sistema de gasodutos e corredores comerciais da Eurásia.

O Azerbaijão realizou eleição presidencial esse mês. Previsível, o atual líder Ilham Aliyev obteve o quarto mandato consecutivo, com 86%, padrão dinastia-Kim, dos votos.


Monitores internacionais da Comissão para Instituições Democráticas e Direitos Humanos (CIDDH) [Office for Democratic Institutions and Human Rights (ODIHR)] da Organização para Segurança e Cooperação na Europa, (OSCE) [Organization for Security and Cooperation in Europe (OSCE)] denunciou "disseminado desprezo por procedimentos obrigatórios, numerosos casos de irregularidades sérias e falta de transparência"; a comissão eleitoral nacional do Azerbaijão retrucou que tais observações são "infundadas".

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Síria, Irã e "caos nas relações internacionais", por Pepe Escobar

19/4/2018, Pepe Escobar, Asia Times


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu





Mesmo em ambiente geopolítico de pós-verdade em torvelinho, o presidente da Rússia Vladimir Putin dizer ao seu contraparte iraniano, Hassan Rouhani, em conversa telefônica, que qualquer novo ataque ocidental contra a Síria pode "levar ao caos, nas relações internacionais" deve ser visto no mínimo pelo que é: impressionante eufemismo.


Segundo o Kremlin, Putin e Rouhani concordam em que os ataques da entidade que os mais cínicos chamam de F.U.K.U.S. [por aproximação fonética, "Fodam-se EUA"] –, F de França, UK de United Kingdom [Reino Unido] e US de EUA – causaram grave dano às chances de se alcançar qualquer solução política significativa na Síria.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

De Ancara a Moscou, avança a integração da Eurásia, por Pepe Escobar

5/4/2018, Pepe Escobar, Asia Times


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


Entreouvido na Vila Vudu:
Por mais que 'analistas' de TV e 'jornalistas' (só rindo) no Brasil ensinem que não, que o Brasil seria uma ilha no mundo, esses movimentos de integração da Eurásia têm influência direta e profunda sobre os movimentos do Império Anglo-sionista contra governos soberanos na América Latina, nesse início do século 21, século da guerra híbrida.
(Pessoal aqui saindo do trabalho para ir para São Bernardo do Campo, defender o presidente Lula. RESISTÊNCIA.)
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Imagem: Hassan Rouhani do Irã, Recep Tayyip Erdogan da Turquia e Vladimir Putin da Rússia, à saída de uma reunião sobre a Síria, dia 4/4. Foto AFP/Adem Altan

Ao mesmo tempo em que os presidentes Vladimir Putin, Hassan Rouhani e Recep Tayyip Erdogan encontravam-se em Ancara para uma segunda reunião de cúpula Rússia-Irã-Turquia sobre o futuro da Síria, Moscou realizava sua 7ª Conferência sobre Segurança Internacional, da qual participam ministros da Defesa de dúzias de países.

Difícil encontrar imagem mais explícita da crescente sincronia do movimento que avança na direção da integração da Eurásia.

terça-feira, 3 de abril de 2018

China opta pelo caminho mais longo, para resolver o quebra-cabeças do petroyuan*, por Pepe Escobar

30/3/2018, Pepe Escobar (de Asia Times, in Information Clearing House


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



Poucas viradas do jogo geoeconômico são mais espetaculares que os futuros contratos de compra de petróleo a serem denominados em yuan – especialmente quando são firmados pelo maior importador de cru do planeta.

Mas a estratégica da mídia em Pequim parece ser reduzir muitíssimo o noticiário sobre o lançamento do petroyuan na Bolsa Internacional de Energia de Xangai.

Mesmo assim, sente-se no ar uma euforia discreta. O cru Brent subiu a $71 por barril pela primeira vez desde 2015. O West Texas Intermediate (WTI) alcançou o preço mais alto em três anos, com $66,55 por barril, depois recuou para $65,53.

quinta-feira, 29 de março de 2018

Pepe Escobar: Era Putin-Xi superará a (des)ordem liberal ocidental?

26/3/2018, Pepe Escobar, in The Vineyard of the Saker  (de Asia Times)


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




A emenda à Constituição chinesa, que passa a permitir mandatos subsequentes ao presidente Xi Jinping – de modo a que fique no poder por tempo suficiente para promover o "rejuvenescimento nacional" –, combinada às eleições na Rússia que confirmaram Vladimir Putin na presidência, garantiu consistência e continuidade à parceria estratégica Rússia-China até bem entrada a próxima década.

Com isso se facilitam a interação entre a Iniciativa Cinturão e Estrada (ICE) e a União Econômica Eurasiana (UEE); a coordenação política dentro da Organização de Cooperação de Xangai, nos BRICS e no G-20; e o movimento em geral rumo à integração da Eurásia.

O fortalecimento do que se deve ver como a era Putin-Xi só pode estar levando pânico aos liberais ocidentais.

quinta-feira, 22 de março de 2018

Fantasma de Gaddafi assombra o morto-vivo Rei Sarkô, por Pepe Escobar

22/3/2018, Pepe Escobar, Asia Times


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




A guerra da OTAN contra a Líbia, em 2011 foi vendida unanimemente em todo o Ocidente como operação humanitária inadiável contra o proverbial ditador do mal de sempre (Hillary Clinton: "Viemos, vimos, ele morreu".). Rússia e China manifestaram-se firmemente contra a invasão.


Agora, em virada histórica surpreendente, o fantasma do Coronel Muammar Gaddafi parece ter voltado para assombrar o ex-presidente Nicolas Sarkozy da França, autonomeado superstar espetacular da tal R2P ("responsabilidade de proteger"). "bomba Coronel Sarkô" explodiu na 4ª-feira à noite: o ex-presidente havia sido indiciado e estava sob investigação formal por corrupção passiva, financiamento ilegal de campanha e apropriação fraudulenta de fundos do Estado líbio.

quinta-feira, 15 de março de 2018

O mito de uma China neoimperial, por Pepe Escobar

15/3/2018, Pepe Escobar, Asia Times

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




O foco geopolítico do ainda novo século 21 cobre o Oceano Índico, do Golfo Persa até o Mar do Sul da China, ao longo de todo o espectro do Sudoeste da Ásia até a Ásia Central e a China.

Assim se configura o principal palco, terrestre e marítimo, das Novas Rotas da Seda, ou Iniciativa Cinturão e Estrada (ICE).

O epicentro da mudança do poder global para o Oriente está fazendo voar penas em alguns círculos políticos dos EUA – com proliferação de análises paroquianas que cobrem, da "superdistensão imperial" até "pesadelos" que estariam sendo provocados pelo Sonho Chinês de Xi Jinping.

quarta-feira, 7 de março de 2018

Marco histórico: Rússia derruba resolução dos EUA sobre guerra ao Iêmen, por MK Bhadrakumar

5/3/2018, MK Bhadrakumar, Asia Times

Rússia indicou claramente que EUA e seus aliados ocidentais já não podem dominar todo o sistema internacional. E que a Rússia passa a se opor ativamente, por questão de princípios, à hegemonia dos EUA

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu

Entreouvido na Vila Vudu:

Nikki Halley, a harpia sionista, embaixadora dos EUA à ONU, perguntou ao assessor:
"Que diabos significa "princípios"?! [pano rápido] (Dos "Comentários", 
Marko, in Russia Insider)



O veto dos russos no Conselho de Segurança da ONU nessa 2ª-feira, para bloquear o avanço de uma resolução apoiada pelos EUA que visava a condenar o Irã por supostas violações das sanções internacionais (com os EUA tentando, por essa via, agravar o conflito no Iêmen) foi marco histórico.

É a primeira vez que a Rússia derruba movimento liderado pelos EUA no Conselho de Segurança relacionado a conflito regional no qual os russos não estivessem diretamente envolvidos. Moscou não bloqueou os movimentos ocidentais contra o Iraque em 2003 ou contra a Líbia em 2011, apesar de, nos dois casos, haver interesses russos envolvidos. Moscou tampouco impediu que o governo do Kosovo fosse admitido à ONU como estado soberano, controlado pelo ocidente, em 2008, e engoliu a pílula, por mais amarga que tenha sido em todos os sentidos.

segunda-feira, 5 de março de 2018

Rota da Seda de Xi chegou para ficar, por Pepe Escobar

2/3/2018, Pepe Escobar, Asia Times


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Bastaram duas frases para Xinhua noticiar fato histórico relevante: o Comitê Central do Partido Comunista Chinês "propôs remover a expressão 'o presidente e o vice-presidente da República Popular da China governarão por no máximo dois mandatos consecutivos', da Constituição do país".


Tudo será confirmado ao final da próxima sessão do Congresso Nacional do Povo que se iniciará semana que vem em Pequim.

Seguiu-se a devida tempestade geopolítica made in Ocidente: a infalível condenação do "regime" e o "renascimento autoritário" e todo o espectro da demonização de praxe do "ditador vitalício" e de "o novo Mao". É como se o Novo Imperador estivesse assumindo o chicote para dar início a neo-iminentes Grande Fome, Revolução Cultural e Tiananmen, num combo.

quinta-feira, 1 de março de 2018

Mais uma guerra que os EUA perderam: Afeganistão, novo conector na integração da Eurásia, por Pepe Escobar

26/2/2018, Pepe Escobar, Asia Times


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




A inauguração do gasoduto TAPI (Turcomenistão-Afeganistão-Paquistão-Índia) sinaliza que Cabul está a bordo, no grande projeto da integração da Eurásia.

Uma das mais dramáticas sagas que se desenrolam no que há muito anos batizei de Oleogasodutostão, acaba de passar por virada decisiva.


O gasoduto TAPI (Turcomenistão-Afeganistão-Paquistão-Índia), de US$8 bilhões e 1.814 km de extensão, foi oficialmente inaugurado ontem, com grande pompa, e com transmissão ao vivo pela TV afegã, na fronteira entre Turcomenistão e Afeganistão, perto de Herat.

O presidente do Afeganistão Ashraf Ghani recebeu o primeiro-ministro paquistanês Shahid Khaqan Abbasi, o presidente turcomeno Gurbanguly Berdymukhamedov e o ministro de Relações Exteriores da Índia M.J. Akbar.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

'Novas Rotas da Seda' da China chegam à América Latina, por Pepe Escobar

15/2/2018, Pepe Escobar, Asia Times

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


Entrelido no Twitter
Bartleby Street 03:50 - 19 de fev de 2018
Para @duploexpresso É erro GRAVE confundir o internacionalismo comunista e o imperialismo de Wall Street. Marx Ñ escreveu livro intitulado 'A Comuna'. Escreveu livro q se chama 'O Capital'. Kem entende de capitalismo é MARX (e os comunistas, hj os chineses), não os Meirelles e Goldfajns, ô meossaco!
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Importante virada geoeconômica aconteceu mês passado em Santiago, Chile, na segunda reunião ministerial de um fórum que reúne a China e os 33 membros da Comunidade de Estados Latino-americanos e o Caribe. 

O miistro de Relações Exteriores da China, Wang Yi, disse aos presentes que a segunda maior economia do mundo e a América Latina devem unir esforços para apoiar o livre comércio. Trata-se de "opor-se ao protecionismo" e "trabalhar a favor de uma economia mundial aberta" – disse ele.

Depois de encorajar os países latino-americanos e do Caribe a participar de uma grande exposição em novembro, na China, Wang mostrou a que realmente veio: a América Latina tem "significativo" papel nas 'Novas Rotas da Seda', conhecidas como Iniciativa Cinturão e Estrada. A mídia chinesa destacou devidamente o convite.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Resposta para um enigma envolto em mistério, por Pepe Escobar

8/1/2018, Pepe Escobar, de Asia Times em The Vineyard of the Saker


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Conversações intracoreanas de alto nível na cidade de Panmunjeom na fronteira são passo vital na diplomacia dos Jogos Olímpicos de Inverno, mas também oferecem excitante chance para uma abertura em discussões que estão hoje paralisadas no 'grupo dos seis'.


Em contraste gritante com a chuva usual de tuítos, o presidente Donald Trump dos EUA até disse ao presidente Moon-Jae-in da Coreia do Sul que a reunião poderia levar a resultado positivo.

Dentre outras, há a possibilidade de que Seul e Pyongyang retomem as trocas de civis. A 'linha vermelha' entre as duas Coreias pode ser reaberta, bem como a Região Industrial Conjunta de Kaesong, fechada em 2016.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Num tempo de Homens Ocos [Hollow Men] e angústia existencial, Reler Sartre, por Pepe Escobar

23/12/2017, Pepe Escobar, Asia Times


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Com o tabuleiro de xadrez geopolítico ainda jogado de um lado para outro por ventos insanos, um Ocidente exaurido bambeia na lama dos próprios fracassos, e o planeta enfrenta crise existencial montante. Haveria coisas piores a fazer do que parar e pensar sobre como uma das maiores mentes da geração que nos precedeu pode nos ajudar a ver algum sentido nesses tempos difíceis.

Jean-Paul Sartre foi um dos últimos gigantes de um panteão de uma Renascença preocupada com todo o espectro da existência humana. Mentes agudas e independentes sempre apreciaram a incandescência sartreana que permeia a cultura ocidental (ou pelo menos as fagulhas ainda não esterilizadas pela academia).

Presidente Vladimir Putin no centro do palco: O grande conector para toda a Eurásia, por Pepe Escobar

18/12/2017, Pepe Escobar, Asia Times e The Vineyard of the Saker


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu






Na sua tradicional conferência com a imprensa em Moscou, já convertida em sua marca registrada, o presidente Vladimir Putin da Rússia mais uma vez ofereceu pérolas seletas de política externa, essenciais para que se compreenda o que há pela frente no turbulento tabuleiro de xadrez geopolítico eurasiano.

Já se sabe que Putin é candidato às eleições marcadas para 18 de março ("os candidatos se autoapresentam" e "espero contar com o apoio dos eleitores"). O Homem no Timão pode, pois, continuar no timão. Assim sendo, interessa muito acalmar a gritaria. Sentem, relaxem e apenas ouçam.

Novo Grande Jogo: China e Índia velejam para águas agitadas, por Pepe Escobar

12/12/2017, Pepe Escobar, Asia Times


Ver também

"Do Pacífico Asiático para o Indo-Pacífico: O Novo Grande Jogo"
8/12/2017, Pepe Escobar, Asia Times, traduzido no 
Blog do Alok


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



O Corredor Bangladesh-China-Índia-Myanmar, que inclui um oleoduto da Baía de Bengala até a província de Yunnan, também está no coração do projeto das Rotas da Seda, bem como o Corredor Econômico China-Paquistão [ing. China-Pakistan Economic CorridorCPEC]. Estende-se de Xinjiang até Gwadar e inclui elos de fibra-ótica, zonas econômicas e investimentos em novas rodovias e portos.


Por fim, há a Rota Marítima da Seda, que parte do litoral do sudeste da China rumo ao Oceano Índico e o Chifre da África, antes de tomar o rumo de Veneza na Itália e Rotterdam na Holanda. No coração dessa teia há portos e logística de infraestrutura.

sábado, 9 de dezembro de 2017

Do Pacífico Asiático para o Indo-Pacífico: O Novo Grande Jogo, por Pepe Escobar

8/12/2017, Pepe Escobar, de Asia Times, in The Vineyard of the Saker


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




No contexto do Novo Grande Jogo na Eurásia, as Novas Rotas da Seda, conhecidas como Iniciativa Cinturão e Estrada, ICE, integra todos os instrumentos do poder nacional da China – políticos, econômicos, diplomáticos, financeiros, intelectuais e culturais – para modelar a ordem geopolítica/geoeconômica do século 21. ICE é o conceito que organiza a política externa da China para o futuro que se pode antever; o coração do qual foi posto em termos de conceito antes até do presidente Xi Jinping, como "a ascensão pacífica da China".

A reação do governo Trump ao fôlego e aos objetivos da ICE foi, pode-se dizer, minimalista. Por hora, resume-se a uma mudança de terminologia, do que antes se conhecia como Pacífico Asiático, para o que hoje se conhece como "Indo-Pacífico". O governo Obama, até a última visita do ex-presidente à Ásia, em setembro de 2016, sempre falou de Pacífico Asiático.