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terça-feira, 29 de maio de 2018

Fracassará o plano de Donald "Mão-Pequena"* Trump para estrangular o Irã

25/5/2018, Said Mohammad Marandi, Middle East Eye


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu





Ao aproximar-se o 40º aniversário da República Islâmica, a obsessão à Capitão Ahab[1] contra o Irã em Washington aprofunda-se todos os dias. Possuído por todos os anjos caídos do céu, o patrão de Ahab não consegue apagar a obsessão que o liga À Baleia. 

Como Ahab, a trindade nada santificada formada de Donald Trump, John Bolton e Mike Pompeo perseguem incansavelmente a Moby Dick que os atormenta.

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Washington, DC: Mergulho ao fundo do pântano-mãe de todos os pântanos

22/5/2018, Moon of Alabama


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



Há um ano, Trump jurou fidelidade com as mãos postas sobre o Globo Wahhabista, a lâmpada que governa todos eles:

"O juramento prestado à estrela wahhabita da morte foi parte da cerimônia de inauguração do potemkinesco "Centro Global para Combate contra a Ideologia Extremista" [ing.Global Center for Combating Extremist Ideology" em Riad.
...
Os saudistas montaram todo o teatro para induzir Trump, pela vaidade, a lutar em nome deles, contra o Irã. Esperam ter comprado a obediência de Washington."



Campanha contra seus rivais locais, Qatar e Iran. Trump apoiou fortemente a campanha saudita anti-Qatar, até que o Pentágono informou Trump que o Qatar hospeda a maior base aérea dos EUA em todo o Oriente Médio, que não pode ser mudada de lá de repente, de um momento para outro.

sábado, 19 de maio de 2018

Carta do Irã: "Sr. Trump, considere-se acusado e notificado", por Pepe Escobar

19/5/2018, Pepe Escobar, Asia Times


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Altos funcionários, inclusive ex-agentes da CIA, oficiais do Pentágono, oficiais do Exército dos EUA e ex-diplomatas exigem explicações para as ações dos israelenses.

Em carta dirigida ao presidente Donald Trump, com cópias para a Corte Criminal Internacional (CCI) e o Conselho de Segurança da ONU, quatro altos ex-funcionários do mais alto escalão do governo dos EUA, dentre outros, notificaram o presidente de que consideram descumprido o dever legal do presidente de informar o Congresso dos EUA, a CCI e o Conselho de Segurança da ONU, dentre outros, sobre ações de Israel ocorridas no momento em que "era comemorado o aniversário da expulsão, de dentro das próprias casas, de 750 mil palestinos."

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Amizade colorida Trump-Macron vira amor-bandido, por MK Bhadrakumar

27/4/2018, MK Bhadrakumar, Oriental Review


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu

Entreouvido na Vila Vudu:

Um fator trabalha a nosso favor, no golpe que está destruindo o Brasil:

– no Brasil, a grana-preta da bankerada anglo-sionista não conseguiu encontrar (nem construir! Em 20 anos!) candidato que prestasse.

Na França, bem ou mal, encontraram esse Macron Rotschild & Brigite-mídia.

No Brasil, a bankerada&CIA tentou inventar Aécim, o pré-eleito. Mas acabaram tendo de se conformar com Temer, cuja manutenção no poder já custou à bankerada anglo-sionista no Brasil: um Congresso, vários juízes, vários procuradores, vários TRFs e 1 STF COM TUDO inteirinhos e uma RedeBlogo, que se autodestruíram no processo de destruir Lula e a democracia liberal no Brasil.
E para quê?! Para nnnnnnnaaaada.

Porque Aécim, o mais desgraçado dos rebentos da des-elite brasileira, ele mesmo, plus um partido absolutamente USP-Opus-Dei-UDN-fascista imbecilizado, no qual FHCs, Moros, Aluisims & Serras são considerados sumidades e faróis da 'ética', da 'sociologia', da 'Teoria' do 'Direito' e do 'jornalismo' [só rindo!], todos esses, eles se autodetonaram e detonaram o Aécim, o infeliz.

Com isso a bankerada anglo-sionista & CIA ficou, no Brasil, SEM CANDIDATO, sem lei, sem mídia, sem universidade e sem terra firme.

Quer dizer: Tá mais prá nóiz aki, que na França. Talvez doa, mas... tá mais prá nóiz do que parece. [Pano rápido].
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Presidente da França Emmanuel Macron faz 'positivo' com o polegar, depois de discursar diante do Congresso (Deputados e Senadores reunidos), 4ª-feira, no Capitólio, EUA.

A visita oficial de três dias do presidente francês Emmanuel Macron aos EUA acabou por se converter em desastre para o anfitrião Donald Trump. É a primeira vez que Trump oferece jantar oficial a dignitário estrangeiro, evento de alta voltagem cerimonial. Provavelmente pretendia que o simbolismo destacasse a amizade com a França, "não só amiga, mas a mais antiga aliada dos EUA", palavras dele.

Nicarágua, 2017: Mais uma 'mudança de regime' à moda CIA

23/4/2018, Tortilla Con Sal, in Telesur, Venezuela


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu

Entreouvido na Vila Vudu:
Não sei se a história acontece primeiro como tragédia, depois como farsa.
O que sei é que quando a história acontece exatamente idêntica, ao mesmo tempo, na Ucrânia, na Síria, na Líbia, na Costa do Marfim, na Venezuela, na Nicarágua, em Brasília-DF, não é tragédia nem farsa: é projeto e ação da CIA. [Pano rápido]
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O padrão é similar ao que se viu na Líbia, Síria e Venezuela [e no golpe no Brasil-2016], onde minorias políticas de extrema direita conspiraram com elites estrangeiras para derrubar governos legítimos e o status quo nacional.

Eventos na Nicarágua ao longo da semana passada seguem claramente o modelo do projeto liderado pelos EUA e conduzido pela OTAN que se viu em operação na Líbia, na Costa do Marfim e na Ucrânia, mas que, até aqui, já fracassou na Tailândia, Síria e Venezuela [no Brasil do golpe de 2016, a luta prossegue]. Num nível nacional, os protestos têm sido liderados por grupos do setor privado, que defendem seus lucros contra as políticas socialistas que defendem os trabalhadores de baixa renda e aposentados e pensionistas.

terça-feira, 10 de abril de 2018

The Saker: Opções dos anglo-sionistas (relatório intermediário)

ATUALIZADO 10/4/2018, The Saker, The Vineyard of the Saker


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



Parece inevitável e iminente um ataque anglo-sionista contra a Síria. Sempre é possível alguma ação de contenção que venha de algum general supostamente menos insano, realista e patriota, se houve, no Pentágono, mas não contem com isso (consultei dois dos meus amigos mais bem informados sobre o assunto, e os dois me disseram que "sem chance"). É ingenuidade contar com gente que fez a vida obedecendo ordens para que, de repente, recuse-se a obedecer alguma ordem e, no processo, arruíne a própria carreira. Além do mais, a maioria do que se tem hoje no Pentágono não são tipo almirante Fallon, mas, mais, aquela gente tipo "franguinha lambe cu" [orig. an ass-kissing little chickenshit] à moda Petraeus. Talvez não preguem abertamente ataque à Rússia, mas farão o que os mandarem fazer. Exatamente o que disse recentemente o comandante do CENTCOM ("fazemos o que nos mandam fazer").

Contudo, que tipo de opções de ataque os neoconservadores norte-americanos e seus capangas israelenses escolherão, isso, sim, provavelmente está em discussão nesse momento. Aqui vão as opções básicas:

segunda-feira, 9 de abril de 2018

The Saker: Atento ao que dizem experts russos em horário nobre


(Breve comentário sobre o estado de espírito do horário nobre da TV russa) 
8/4/2018, The Saker, The Vineyard of the Saker




Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Acabo de passar cerca de duas horas assistindo a um debate, pela TV, entre experts russos sobre o que fazer quanto aos EUA. Anoto aqui alguns pontos interessantes.

1) Todos concordam que os Anglo-sionistas (eles falam, claro, de "EUA" ou "países ocidentais") só pensam em escalar e escalar, e que o único meio de deter o processo é deliberadamente levar o mundo até o ponto extremo em que esteja iminente uma guerra total entre EUA e Rússia, ou, mesmo, em que já tenha começado localmente. Disseram que seria fundamentalmente errado, para a Rússia, responder só com palavras contra as ações do ocidente.

2) Interessante, também estavam todos de acordo com a ideia de que mesmo um ataque total dos EUA contra a Síria já viria tarde demais para mudar a situação em campo; que já está muito, muito tarde para isso.

3) Outra conclusão interessante foi que a única verdadeira questão para a Rússia é se a Rússia ganharia mais com adiar ou com acelerar os eventos dessa crise máxima, e fazer as coisas acontecerem mais cedo. Quanto a isso não há consenso.

4) Na sequência, houve consenso em torno de ter sido completamente fútil pedir, argumentar, exigir equilíbrio ou justiça; até pedir bom-senso foi futilidade. A visão russa é simples: o Ocidente é governado por uma gang de bandidos apoiados por uma mídia hipócrita com capacidade infinita para mentir, e o público ocidental em geral já está inapelavelmente zumbificado. A autoridade dos ditos "valores ocidentais" (democracia, estado de direito, direitos humanos etc.) hoje, na Rússia, é gato morto jogado no acostamento.

5) Houve também amplo consenso de que as elites dos EUA não estão levando a Rússia a sério, e que os esforços atuais da diplomacia russa são perda de tempo (sobretudo no que tenham a ver com o Reino Unido). O único modo de mudar isso seria adotar medidas muito duras, incluindo medidas diplomáticas e militares. Todos concordaram que conversar com Boris Johnson seria, pior que total desperdício de tempo, erro imenso.

6) Para meu assombro, a ideia de que a Rússia talvez tenha de afundar alguns navios da Marinha dos EUA, ou usar seus [mísseis] Kaliber contra forças dos EUA no Oriente Médio, é considerada opção plausível e, mesmo, inevitável. Ninguém discordou ou apresentou qualquer reserva.

Cada um extraia as próprias conclusões. Só digo que nenhum daqueles "experts" representava ou estava a serviço do governo russo. Os especialistas do governo russo não apenas trabalham com informação de melhor qualidade como, além disso, sabem que a vida de milhões de pessoas depende das decisões deles – o que não é o caso dos tais "experts" de TV. Mas, sim, tudo isso considerado, ainda acho que as palavras daqueles torsos falantes de televisão refletem, me parece, um consenso popular crescente na Rússia.


The Saker



Guerra comercial: a China contra-ataca. Duras lições para EUA aprenderem

5/4/2017, Global Times, Pequim, China (editorial)


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



Na 4ª-feira, a China revelou uma lista de produtos importados dos EUA no valor de $50 bilhões que passam a ter de pagar tarifas mais altas, entre os quais soja, carros, aeronaves e produtos químicos. A decisão, tomada pela Comissão de Tarifas Aduaneiras do Conselho de Estado, pode vir ainda a incluir outra tarifa de 25% sobre 106 itens distribuídos em 14 categorias.



É mostra clara de retaliação, por Pequim, contra a lista de tarifas sobre produtos chineses que EUA impuseram. Pequim mostrou capacidade extraordinária para reagir, demorando menos de 12 horas para anunciar suas contramedidas comerciais. Funcionários chineses dizem que as contramedidas respondem à altura às medidas impostas pelos EUA e são excelente sinal de que a China está decidida a vencer essa guerra comercial.

sábado, 31 de março de 2018

EUA aceitarão a derrota ou desafiarão o Urso Russo e o Dragão Chinês? Parte 1: RELATÓRIO DE SITUAÇÃO, Síria

28/3/2018, Elijah Magnier Blog, Damasco, Síria


Parte 2: Rússia & o Oriente Médio (ing. e Blog do Alok)
Parte 3: China & a Visão Global (
ing. e Blog do Alok)


Traduzido Pelo Coletivo Vila Vudu






Depois da libertação de Ghouta leste, com os jihadistas já saídos também de Idlib, ao norte, que estava sob controle da al-Qaeda e dos turcos, a cidade de Duma está agora em negociações com o lado russo, para encontrar uma saída para os militantes do "Exército do Islã" (Jaish al-Islam). Esses militantes combateram contra muitos jihadistas e rebeldes e portanto acabaram sem amigos na arena síria. Mesmo assim essa negociação já não passa hoje de detalhe tático, porque a capital, Damasco, está segura e não mais exposta ao bombardeio diário, como foi o caso antes da libertação de Ghouta.

E agora? Acontece o quê?

EUA aceitarão a derrota ou desafiarão o Urso Russo e o Dragão Chinês? PARTE 2: Rússia & o Oriente Médio

28/3/2018, Elijah Magnier Blog, Damasco, Síria



Parte 1: RELATÓRIO DE SITUAÇÃO, Síria (ing. e Blog do Alok

Parte 3: China & a Visão Global (ing.e Blog do Alok)


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



Em marrom: campos de gás em propspecção

Em azul: área marítima em disputa

Com o fim da batalha de al-Ghouta e a derrota dos jihadistas, Moscou alcança seus objetivos no Levante.

Apesar dos EUA, da União Europeia e da mídia mainstream em conjura para atacá-lo e demonizar suas políticas, o presidente Vladimir Putin da Rússia pode agora dizer "veni, vidi, vici".

Os EUA estimaram que a Rússia, em 2020, estaria já forte demais, militarmente e economicamente, para ser isolada ou enfraquecida. Essa é a razão pela qual Washington tenta hoje de todos os modos cercar a Rússia e "cortar-lhe as pernas", muito antes daquele prazo e fechar os oceanos aos russos e a seu aliado chinês.

O último ataque dos EUA, embora escondidos por baixo das saias da União Europeia, para atrair a Ucrânia para a órbita dos europeus e deter o fluxo de gás russo para a Europa – recurso vital para a economia russa –, aconteceu em 2014; com isso o urso russo acordou e, acordado, decidiu agir e reagir à altura.

EUA aceitarão a derrota ou desafiarão o Urso Russo e o Dragão Chinês? Parte 3: China & a Visão Global

28/3/2018, Elijah Magnier Blog, Damasco, Síria


Parte 1: RELATÓRIO DE SITUAÇÃO, Síria (ing. e Blog do Alok)
Parte 2: Rússia & o Oriente Médio (
ing. e Blog do Alok)


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




A Rússia apresentou a China à Síria durante a guerra, quando a Marinha chinesa chegou ao Mediterrâneo e foi até o litoral de Tartus e Lattakia, enviando uma mensagem aos EUA e aliados, de que estava acabada a dominação monolítica dos EUA sobre o mundo.

Há milhares de jihadistas chineses que lutaram com ISIS e al-Qaeda, e Pequim preocupava-se, interessada em assegurar que não saíssem vivos da Síria. Assim se estabeleceu a cooperação entre os serviços de inteligência sírio e chinês. Damasco era banco de dados inigualável, com rica informação sobre combatentes de várias nacionalidades, aos quais muitos países do mundo gostariam de ter acesso, dado que mais de 80 nacionalidades foram postos dentro da Síria, sempre como parte do esforço para derrubar o regime e implantar um Estado Islâmico.

Mas Washington ainda protege a própria posição, recusando-se a entregar a coroa da dominação mundial que lhe pertenceu por mais de uma década; hoje se apronta para lutar contra "o eixo que se opõe aos EUA" usando outros meios fora da Síria. O establishment dos EUA e aliados está expulsando diplomatas russos e impondo sanções à China e ao Irã. Impossível não ver o quanto a derrota na Síria é dolorida para os EUA.

terça-feira, 13 de março de 2018

Síria: Hezbollah recolhe algumas de suas forças, por Elijah J. Magnier


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


"O novo campo anti-EUA que se vai organizando em torno de Rússia, China e Irã não teme – sequer reconhece! – a velha monarquia norte-americana." Elijah J. Magnier Blog 
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"Não participaremos da 'coalizão' liderada pelos EUA contra ISIS/EI, porque EUA são mãe e pai do terrorismo"
[Said Hassan Nasrallah, secretário-geral do Hezbollah, em discurso no Líbano, dia 23/10/2014,
traduzido em redecastorphoto] (Epígrafe aqui acrescentada pelos tradutores).




O Hezbollah decidiu recolher suas forças ainda estacionadas em várias províncias da Síria e manter outras (atendendo ao pedido do presidente Bashar al-Assad da Síria), em atenção à segurança do Líbano e à luta contra Israel. Contudo, esse realocamento indica uma das consequências da guerra na Síria: o Levante será dividido e assim permanecerá por muitos anos adiante. Dito de modo sucinto, significa que forças turcas e dos EUA permanecerão como forças ocupantes em território sírio.

quinta-feira, 8 de março de 2018

Mais uma guerra perdida: Ameaças dos EUA já não abalam o Paquistão, por MK Bhadrakumar

22/2/2018, MK Bhadrakumar, RediffNews


Se o plano dos EUA é usar a plataforma Força Tarefa de Ação Financeira, FTAF, para isolar o Paquistão e impor-lhe sanções, não funcionará, agora que países influentes como Turquia, Irã, Arábia Saudita, China e Rússia não apoiarão a campanha dos EUA'.


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



Entreouvido na Vila Vudu:

Tudo isso ajuda a compreender o desespero com que CIA-FBI e Wall Street atiram-se hoje sobre a carniça-Brasil que o governo dos escroques, amparado no STF-com-tudo, rastejantes, lhes entregaram.





Movimento concertado entre EUA e aliados ocidentais para pôr novamente o Paquistão na lista de países 'em observação' da chamada Força Tarefa de Ação Financeira, FTAF [ing. Financial Action Task Force, FATF] parece tirado de um auto medieval – drama alegórico no qual Washington apareceria como exemplo de moralidade.

Para os não iniciados, essa FTAF é cria do G-7, concebida em 1989 para, supostamente, estudar e monitorar métodos de lavagem de dinheiro e aferir a conformidade.

Em décadas mais recentes, a tal 'força tarefa' converteu-se em observatório do terrorismo internacional e instrumento do Ocidente para ter jurisdição sobre algum suposto 'financiamento do terrorismo'.

O Paquistão, como muitos países, viveu entrando e saindo da lista de 'observação' da FTAF desde 2008. Até, curiosamente, recebeu um prêmio em 2013, por ter feito 'progresso suficiente' e desde 2014 foi tirado da lista 'negra'.

O movimento para reinserir o Paquistão na lista de 'observação' tem natureza política no atual contexto, quando os EUA estão montando instrumentos coercitivos para pressionar Islamabad a cooperar com a estratégia do governo Trump para forçar uma solução militar para a guerra do Afeganistão.

Dito de outro modo, trata-se de mais uma instância dos padrões dúbios que o Ocidente adota para questões de terrorismo internacional.

quarta-feira, 7 de março de 2018

Em Goutha: Guerra "Fria" dos EUA contra a Rússia para dividir a Síria, por Elijah J. Magnier

25/2/2018, Elijah J. Magnier, Blog, Damasco


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Está em curso na Síria uma guerra global entre EUA e Rússia, que atende pelo nome de "Situação humanitária em Ghouta", leste da capital síria, Damasco. É guerra suja, na qual se permitem todos os golpes baixos, os mais violentos, o que implica dizer que nenhuma das grandes potências aceitará a derrota.


Sim, há uma crise humanitária em Ghouta leste, e também em Kfariya e Al-Fo’a, que estão sob sítio desde o início da guerra, como aconteceu em Aleppo e na cidade de Al-Raqqah. A guerra cobra antes e sobretudo a vida de civis que não têm refúgio e estão à mercê das forças insurgentes: são as vítimas desse conflito internacional cujo campo de combate é a Síria, e assim tem sido já há sete longos anos.

Marco histórico: Rússia derruba resolução dos EUA sobre guerra ao Iêmen, por MK Bhadrakumar

5/3/2018, MK Bhadrakumar, Asia Times

Rússia indicou claramente que EUA e seus aliados ocidentais já não podem dominar todo o sistema internacional. E que a Rússia passa a se opor ativamente, por questão de princípios, à hegemonia dos EUA

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu

Entreouvido na Vila Vudu:

Nikki Halley, a harpia sionista, embaixadora dos EUA à ONU, perguntou ao assessor:
"Que diabos significa "princípios"?! [pano rápido] (Dos "Comentários", 
Marko, in Russia Insider)



O veto dos russos no Conselho de Segurança da ONU nessa 2ª-feira, para bloquear o avanço de uma resolução apoiada pelos EUA que visava a condenar o Irã por supostas violações das sanções internacionais (com os EUA tentando, por essa via, agravar o conflito no Iêmen) foi marco histórico.

É a primeira vez que a Rússia derruba movimento liderado pelos EUA no Conselho de Segurança relacionado a conflito regional no qual os russos não estivessem diretamente envolvidos. Moscou não bloqueou os movimentos ocidentais contra o Iraque em 2003 ou contra a Líbia em 2011, apesar de, nos dois casos, haver interesses russos envolvidos. Moscou tampouco impediu que o governo do Kosovo fosse admitido à ONU como estado soberano, controlado pelo ocidente, em 2008, e engoliu a pílula, por mais amarga que tenha sido em todos os sentidos.

segunda-feira, 5 de março de 2018

Putin grita "Paz!" e truca* Trump**



Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Em dezembro de 2002, o presidente George W. Bush proclamou que os EUA abandonavam unilateralmente o Tratado dos Mísseis Antibalísticos de 1972 [ing. ABM Treaty] que interrompera o desenvolvimento de mísseis nucleares e de sistema de antimísseis para derrotá-los.

Bush medíocre e arrogante achava que a tecnologia espacial dos EUA estaria avançando tão rapidamente que logo neutralizaria a força dos mísseis balísticos intercontinentais [ing. ICBM] russos.  Bush nunca passou de fantoche. O poder real que o fazia mover boca e braços e operava por trás dele era o vice-presidente Dick Cheney, principal neoconservador daquele governo, que zombou dos russos, falava da Rússia como "posto de gasolina" e estava decidido a pôr os EUA no trono da dominação global.

quinta-feira, 1 de março de 2018

Mais uma guerra que os EUA perderam: Afeganistão, novo conector na integração da Eurásia, por Pepe Escobar

26/2/2018, Pepe Escobar, Asia Times


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




A inauguração do gasoduto TAPI (Turcomenistão-Afeganistão-Paquistão-Índia) sinaliza que Cabul está a bordo, no grande projeto da integração da Eurásia.

Uma das mais dramáticas sagas que se desenrolam no que há muito anos batizei de Oleogasodutostão, acaba de passar por virada decisiva.


O gasoduto TAPI (Turcomenistão-Afeganistão-Paquistão-Índia), de US$8 bilhões e 1.814 km de extensão, foi oficialmente inaugurado ontem, com grande pompa, e com transmissão ao vivo pela TV afegã, na fronteira entre Turcomenistão e Afeganistão, perto de Herat.

O presidente do Afeganistão Ashraf Ghani recebeu o primeiro-ministro paquistanês Shahid Khaqan Abbasi, o presidente turcomeno Gurbanguly Berdymukhamedov e o ministro de Relações Exteriores da Índia M.J. Akbar.

Lição de sociologia política para Mueller*- Moro ®

18/2/2018, John Helmer, Dances with Bears, Moscou


"E tudo é sempre e só o mesmo veeeeeeeeeelho Projeto Pontes para a CIA, dos Moros de cá e de lá de sempre..."
"Ereção: Jamais pronuncie essa palavra (só se aplica a prédio de universidades  cujos proprietários sejam 'ministros' de STFs nos trópicos)." (Gustave Flaubert, Dictionnaire des idées reçues, 1913, verbete Erection [updated])[1]


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



Os três poderes que decidem o destino dos governos são a força, a fraude e a subversão, quer dizer: canhões, dinheiro e mídia-empresa.

O Império Romano foi bom no uso de exércitos pequenos para combater exércitos muito maiores; concentrando com talento as próprias forças, deram jeito de controlar territórios muito maiores do que as legiões conseguiriam cobrir. O Império Bizantino soube como ninguém naquela época subornar nativos, para mantê-los fieis; pré-requisito nesse caso foi a inteligência para identificar a quem pagar, quanto e como e com que frequência. O Império Britânico usou a subversão para dividir e governar quase todos os seus alvos coloniais, mas onde os britânicos tiveram de enfrentar ou o poder do fogo ou o poder da inteligência, eles foram derrotados – pelos colonos norte-americanos, pelos maoris, pelos bôeres, pelos alemães, pelos japoneses.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

The Saker: Escalada dos EUA na Síria - Até onde os russos se deixarão arrastar?

16/2/2017, The Saker, Unz Review


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Os eventos na Síria passaram recentemente por clara virada para pior, e há cada dia mais provas de que a força tarefa russa na Síria está sendo alvo de sistemática campanha de "ataques de provocação e abuso".

Primeiro, foi o (relativamente bem-sucedido) ataque por drones e morteiros contra a base Aeroespacial Russa em Khmeimin. Depois foi o ataque que derrubou um SU-25 russo sobre a cidade de Maasran na província de Idlib. Agora se sabe de baixas russas no ataque dos EUA contra uma coluna síria (acompanhada de notícias exageradas de "centenas" de russos mortos). No primeiro caso, funcionários russos falaram abertamente de fortes suspeitas de que o ataque, se não foi planejado e executado pelos EUA, foi pelo menos com certeza coordenado com forças dos EUA nos arredores. No caso da derrubada do SU-25, não se ouviu qualquer acusação aberta, mas muitos especialistas declararam que a altitude na qual o jato foi atacado sugere fortemente ataque por MANPAD [ing. Man-portable air-defense system (Sistema portátil de defesa antiaérea que dispara mísseis terra-ar)] bastante moderno de um tipo não visto com frequência na Síria (aqui, a sugestão nem tão sutil é que o jato foi derrubado por US Stingers que os EUA enviaram aos curdos).