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quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Implicações monstro da Rota Marítima do Norte da Rússia, por F. William Engdahl

22/11/2017, F. William Engdahl, New Eastern Outlook, NEO


Eis como é que se fazem as coisas, quando o país é governado por cidadãos de bem, não por dinastias familiares de ladrões profissionais e pervertidos de todos os tipos, organizados em quintais de votos e acobertados por empresas de 'mídia' cuja sobrevivência depende de a bandidagem perdurar no poder com STF-com-tudo.


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


No que tenha a ver com sobreviver nas condições mais duras de clima do planeta nenhum país sequer se aproxima das competências dos russos. Agora, a Rússia definiu, como prioridade, desenvolver uma Rota Marítima do Norte, ao longo da costa russa do Ártico, como via para transporte de Gás Natural Liquefeito, GNL, e de contêineres embarcados, entre Ásia e Europa. A nova rota cortará pela metade o tempo de viagem e evitará o cada dia mais perigoso Canal de Suez. A China está integralmente engajada e já incorporou formalmente a nova rota na infraestrutura da nova Iniciativa Cinturão e Estrada, ICE.

sábado, 25 de novembro de 2017

Decisão de permanecer na Síria depois da derrota do ISIS unirá Rússia, Irã e Turquia contra os EUA



Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Depois da reunião de Rússia, Irã e Turquia em Sochi, na qual foi anunciado o fim da guerra e o início do processo de regulação pós-guerra para decidir sobre o futuro da Síria, a mídia dos EUA pôs-se a noticiar que os EUA planejam ficar na Síria, mesmo depois do colapso do ISIS; e que usarão os curdos para pressionar o governo de Assad.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Putin às elites ocidentais: "Acabou a brincadeira", por Dmitri Orlov

24/10/2014, Dmitri Orlov, Club Orlov


Esse discurso do presidente Vladimir Putin completa três anos – e que anos! –, precisamente hoje. Para ajudar a relê-lo e pensar, cortamos-colamos adiante a íntegra do discurso, em tradução ao português europeu, trabalho valioso de nossos amigos do Diário Liberdade da Galícia [NTs].


Ver também (sobre o Discurso)

PCR, "Putin às elites ocidentais: 'Acabou a brincadeira'."
[Da série "PARA NÃO ESQUECER" (1/2 e 2/2)]









Muitos, nas partes do mundo que só falam inglês, não souberam do discurso de Putin na Conferência Valdai em Sochi há uns poucos anos, e acho que os que ouviram falar do discurso não puderam lê-lo nem avaliar a importância dele. A mídia-empresa ocidental fez o que pôde para ignorar o discurso ou distorcer-lhe o significado. 

Independente do que você pense ou deixe de pensar de Putin (como o Sol e a Lua, Putin não existe como pretexto para que você tenha 'opiniões'), esse é provavelmente o discurso político mais importante desde a fala de Churchill, "Cortina de Ferro", dia 5/3/1946.

Nesse discurso, Putin mudou abruptamente as regras do jogo.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

A Casa de Saud curva-se ante a Casa de Putin, por Pepe Escobar

9/10/2017, Pepe Escobar, Asia Times










Quanta diferença faz um ano – uma eternidade, em geopolítica. Aconteceu, sem que ninguém previsse: a matriz ideológica de todas as variantes do terror jihadista salafista – que a Rússia combate sem trégua, do ISIS/Daech ao Emirado do Cáucaso – percorreu a trilha toda até o Kremlin e está pronta a abraçar a Rússia como aliada estratégica.


A Casa de Saud ficou horrorizada com a bem-sucedida campanha da Rússia para impedir o sucesso do golpe de mudança de regime na Síria. Moscou solidificando cada dia mais sua aliança com Teerã. Falcões do governo Obama só fizeram impor à Arábia Saudita uma estratégia de manter baixos os preços do petróleo para ferir a economia russa.

Agora, já tendo perdido todas as suas batalhas, da Síria ao Iêmen, perdendo influência regional para Irã e Turquia, endividada, vulnerável e paranoica, a Casa de Saud tem ainda de enfrentar o fantasma de um possível golpe em Riad contra o príncipe coroado Mohammad bin Salman, também chamado MBS, como Asia Times noticiou. Sob tamanha pressão, a quem você recorreria?

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

11/9 e o insolucionável drama afegão, por Pepe Escobar

13/9/2017, Pepe Escobar, Asia Times

Com o 11/9 sumindo no passado, há hoje duas soluções possíveis para o Afeganistão: uma envolve os EUA; a outra é focada na Ásia.







16 anos depois do 11/9 e do subsequente bombardeio norte-americano que derrubou os Talibã, em que pé estamos?

Osama bin Laden está morto. Al-Qaeda não existe mais no Afeganistão, mas ataca como enxame a província Idlib na Síria, convertida por metástase em Hayat Tahrir al-Sham (HTS), a ex- Frente al-Nusra; 30 mil jihadistas com experiência de combate que absorveram brigadas de outros grupos de "rebeldes moderados". Os Talibã controlam de fato mais de 60% do Afeganistão.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

BRICS: Rumo a novos horizontes de parceria estratégica, por Vladimir Putin

1/9/2017, Vladimir Putin, sobre Cúpula de Xiamen, China (Kremlin, ing.)










A 9ª Cúpula dos BRICS será realizada em Xiamen, China, nos dias 4 e 5 de setembro. Considero importante, nessa ocasião, apresentar o modo como a Rússia aborda a cooperação no quadro dessa grande e prestigiosa associação e partilhar minha visão sobre o futuro de nossa cooperação doravante.

Gostaria de começar por expressar nossa apreciação pela significante contribuição da China, que nesse ano exerceu a presidência da organização, o que permitiu que os países BRICS como grupo avançassem em áreas chaves de nossa parceria, incluindo as áreas de política, economia e cultura. Mais que isso, o grupo dos cinco fortaleceu muito a própria estatura global.

É importante que as atividades de nosso grupo baseiem-se nos princípios de igualdade, respeito pela opinião dos demais e consenso. Dentro dos BRICS, nada é jamais imposto a alguém. Quando as abordagens dos vários membros não coincidem, trabalhamos pacientemente e cuidadosamente para coordená-las. Essa atmosfera aberta e de confiança tem levado à implementação bem-sucedida de nossas tarefas.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Países europeus assinaram sete pactos e tratados de não agressão com a Alemanha nazista

24/8/2017, Adam Garrie, The Duran



O período entre as duas guerras mundiais não foi tempo de democracias versus ditaduras. Foi tempo de Europa oriental e Europa central – ambas de ultradireita e fascistas –, contra uma União Soviética isolada.













O período entre as duas guerras mundiais na Europa não foi tempo de democracias florescentes brotadas das cinzas da 1ª Grande Guerra, mas, isso sim, os países centrais eram marcadas ditaduras de extrema direita.

Listo aqui alguns exemplos:

HUNGRIA: Nos anos entre as duas grandes guerras, a Hungria teve governo ultrarreacionário, com destaque para o primeiro-ministro Gyula Gömbös. 

LETÔNIA: O ditador da Letônia Kārlis Ulmanis governou com mão de extrema direita férrea durante os anos entre a 1ª e a 2ª Guerra Mundial. 

LITUÂNIA: Antanas Smetona, líder lituano entre as guerras ajudou a empurrar o país sempre mais na direção de uma direita protofascista. 

ESTÔNIA: Konstantin Päts era um pouco menos violento, mas era ditador fortemente nacionalista, que matou a democracia em seu país.

TCHECOSLOVÁQUIA: Edvard Beneš foi o político tcheco mais influente entre as duas guerras mundiais, e embora menos radical que muitos de seus vizinhos, também deixou legado ambíguo de governo fortemente autoritário. 

E houve também a Polônia, país que, sob o governo militar de Józef Piłsudski, foi o primeiro país europeu que assinou um acordo de não agressão com a Alemanha de Adolf Hitler, quatro anos antes de Hitler unificar Alemanha e Áustria, a Anschluss(12/3/1938).