5/8/2017, Vladimir Gujaničić, Fort Russ (J. Arnoldski. Ed.)
Quantas vezes ao longo de meses recentes ou mesmo anos, ouvimos o secretário-geral da OTAN, Obama, ou generais dos EUA declararem que "a Rússia é o maior inimigo" dos EUA e até de toda a ordem ocidental? A histeria da "ameaça russa" for forjada nos veículos da mídia-empresa, em alto padrão. Mas praticamente sempre é deixada sem resposta a questão de por que a Rússia seria tamanha ameaça contra os EUA.
Tudo parece ter começado em 2011, quando os EUA começaram a correr adiante com suas "revoluções" coloridas ou "primaveras" no mundo árabe. Mas se a "Primavera Árabe" foi "coberta" pela mídia, outro evento ficou praticamente sem ser noticiado – que os EUA passavam a observar vários governos "desleais" aos EUA, na América Latina e em outras partes do mundo. No ponto crucial – como na Síria –, a Rússia confronta os EUA e seus aliados nessas regiões.
O falecido presidente de Cuba, Fidel Castro, disse abertamente, pouco antes de morrer, que "A Rússia salvou o mundo de ser recolonizado." Ponto similarmente importante pode também ser lido num discurso há muito tempo esquecido de Zbigniew Brzezinski, de 1979, sobre ameaças que os EUA enfrentavam, e como os EUA deviam formular sua política exterior. Brzezinski destacou uma revolução que atingiu o planeta Terra no século 20: "De 1900 a 1950, a população mundial cresceu [saltou] de 900 milhões para 2,5 bilhões (...) como resultado dessa mudança política, o número de estados e nações triplicou para mais de 180. Na vida de qualquer de nós presentes nessa sala, foi a maior revolução política na história da humanidade (...) Por causa da tecnologia moderna e das comunicações, bilhões se tornaram conscientes de novas ideias e da desigualdade no mundo."

