6/10/2015, Lambert Strether of Corrente, in Naked Capitalism (excerto)
Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu
Cobertura da acovardada mídia-empresa para o clímax do encontro de ministros do Comércio dos países do TPP (Acordo da Parceria Comercial Trans-Pacífico) em Atlanta foi como zurro de repetição dos '5 minutos de ódio' contra Corbyn na Grã-Bretanha. Aí vão algumas manchetes. Pode-se ver que se copiaram uns dos outros. [Ah! A imprensa livre... [risos, risos]. Quem precisa dessa imprensa livre só para um lado, e nunca para o lado das maiorias?]:
United States, 11 Pacific Rim countries reach trade deal AP = acordo está firmado
12 Pacific countries seal huge free trade deal AFP = acordo está firmadoTrans-Pacific Partnership Trade Deal Is Reached New York Times = acordo está firmado
US, Japan and 10 countries strike Pacific trade deal Financial Times = idem idem idem (mas... até quando?!)Trans-Pacific free trade deal agreed creating vast partnership’ BBC = acordo está firmado
[Dos tradutores]: Na Folha de S.Paulo, lixo de segunda mão requentado do lixo de primeira mão aí acima, copiado de 'agências' e piorado na redação da rua Barão de Limeira:
"EUA e mais 11 países fecham maior acordo comercial regional da história. Brasil fora." = acordo está firmado. E "Brasil fora" de um acordo de países que têm litoral no Oceano Pacífico. FSP 'noticia' a exclusão do Brasil... de um lugar onde o Brasil jamais esteve. :-D))))) ].
Trans-Pacific Partnership signed: US and Japan among 12 in ‘disastrous trade agreement’ International Business Times" [TPP assinado: EUA e Japão em 'desastroso acordo comercial']
É O SEGUINTE:
NADA foi assinado, o 'acordo' NÃO FOI "alcançado", "conseguido", "selado", "fechado" ou "acertado". NADA. No máximo há um acordo para tentar chegar a algum acordo. Todas essas manchetes e a mentalidade de editores e jornalistas é, em todos esses casos, profundamente antidemocrática.
A BBC, acovardada, até admite:
Apesar do sucesso nessa etapa das negociações, o 'acordo' ainda terá de ser aprovado pelos Parlamentos de cada um dos países envolvidos.
The Financial Times desmente, na matéria, a sua própria manchete:
O TPP terá ainda de ser assinado pelos respectivos presidentes de cada país e ratificado pelos parlamentos – e o apoio ao documento está longe de ser unânime. Mesmo nos EUA, o presidente Obama enfrentará dura luta para conseguir aprovar o documento no seu próprio Congresso, ano que vem, sobretudo agora que até o candidato a candidato dos Republicanos Donald Trump já se manifestou contra ele.
