Mostrando postagens com marcador Truthdig. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Truthdig. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Noam Chomsky: "Uma nação pacífica foi transformada em nação de odiadores": Fora Bolsonaro e seu cálice envenenado

Apud "Noam Chomsky e sua esperança dissidente", entrevista a Chris Hedges, Truthdig (ing.), traduzido em Outras Palavras, 20/6/2014, excerto


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




O crescimento da indústria de “relações públicas”, iniciada pelo presidente Wilson, que criou o Comitê de Informação Pública [“Creel Committee”][4], para instilar sentimentos pró-guerra na população, inaugurou uma era não só de guerra permanente, mas também de propaganda permanente. O consumo foi instilado também, com compulsão incontrolável. O culto do indivíduo e do individualismo tornou-se regra. E opiniões e atitudes passaram a ser talhadas e modeladas pelos centros de poder, como o são hoje.

“Uma nação pacífica foi transformada em nação de odiadores, fanáticos por guerras” – diz Chomsky. – 

“Essa experiência levou a elite no poder a descobrir que, mediante propaganda efetiva, poderiam, como Walter Lippmann escreveu, usar “uma nova arte na democracia, e fabricar o consenso.”

quinta-feira, 18 de maio de 2017

História de como os neoconservadores tomaram os EUA (Parte 4)

10/5/2017, Paul Fitzgerald e Elizabeth Gould, in Truthdig e The Vineyard of the Saker



Parte 4/4 – Estágio final da tomada dos EUA pelas elites 'maquiavélicas': de Trotsky a Burnham e de Burnham e 'Maquiavélicos' ao neoconservadorismo: fecha-se o ciclo do imperialismo britânico[9]
















Capa da edição de 1550 de "O Príncipe" de Machiavelli e "A Vida de Castruccio Castracani".

A recente afirmativa, pela Casa Branca de Trump de que Damasco e Moscou teriam distribuído "falsas narrativas" para desviar a atenção do mundo, de modo a que ninguém visse o ataque com gás sarin dia 4 de abril em Khan Shaykhun, Síria, é perigoso passo adiante na guerra de propaganda em torno de "fake news" lançada nos últimos dias do governo Obama. E é passo cujas raízes profundas na IV Internacional Comunista de Trotsky [muito mais, isso sim, de 'seguidores-deformadores' de Trotsky (NTs)] têm de ser bem compreendidas, antes de se decidir quanto ao que realmente se passa aí.

Agitando o lodo para turvar as águas com empenho jamais visto desde os anos do senador Joe McCarthy e do "Medo Vermelho" [ing. Red Scare] nos anos 1950s, a "Lei de Combate à Desinformação e à Propaganda" [ing. "Countering Disinformation and Propaganda Act" assinada e convertida em lei quase clandestinamente por Obama em dezembro de 2016 autoriza oficialmente a ação de uma burocracia de censores só comparável ao Ministério da Verdade que George Orwell nos mostra em seu romance 1984.

História de como os neoconservadores tomaram os EUA (Parte 3)

10/5/2017, Paul Fitzgerald e Elizabeth Gould, in Truthdig e The Vineyard of the Saker




Parte 3/4 – Como a CIA inventou uma falsa realidade ocidental para sua "Guerra não convencional"[6]




Ver também
Parte 1/4 – Imperialismo norte-americanoempurra o mundo para um inferno dantesco (Blog do Alok)

Parte 2/4 – Como os neoconservadores promovem a guerra, maquiando os livros (Blog do Alok)
Parte 4/4 – Estágio final da tomada dos EUA pelas elites maquiavélicas: de Trotsky a Burnham, de Burnham e Maquiavel ao neoconservadorismo: fecha-se o ciclo do imperialismo britânico (Blog do Alok)












"Os espíritos malignos da imprensa diária moderna", Cartoon da revista Puck em 1888.

A ideologia estranha, psicologicamente conflitiva e politicamente divisionista que se conhece como Neoconservadorismo [ing.Neoconservatism, de onde a forma reduzida "neocons"] pode reivindicar para ela muitos padrinhos nos EUA. Irving Kristol, pai de William Kristol, Albert Wohlstetter, Daniel Bell, Norman Podhoretz e Sidney Hook são nomes que logo vêm à mente, e há muitos outros. Mas, seja em teoria seja na prática, o título de pai fundador da agenda neoconservadora nos EUA – de guerra permanente [impossível não pensar no conceito de "revolução permanente" de Trotsky; para conhecê-lo nos próprios termos do autor-criador leia aqui (NTs)] – que rege o pensamento da defesa e das políticas exteriores dos EUA hoje cabe com mais propriedade a James Burnham.

terça-feira, 16 de maio de 2017

História de como os neoconservadores tomaram os EUA (Parte 2)

0/5/2017, Paul Fitzgerald e Elizabeth Gould, in Truthdig e The Vineyard of the Saker


Parte 2/4 – Como os neoconservadores promoveram a guerra, maquiando as contas[3]















Ver também

Parte 1/4 – Imperialismo norte-americanoempurra o mundo para um inferno dantesco (Blog do Alok)

Parte 3/4 – Como a CIA inventou uma falsa realidade ocidental para sua "Guerra não convencional


"Parte 4/4 – Estágio final da tomada dos EUA pelas elites maquiavélicas: de Trotsky a Burnham, de Burnham e Maquiavel ao neoconservadoreservadorismo: fecha-se o ciclo do imperialismo britânico





Cartoon editorial de 1898 por Leon Barritt. O cartoon apresenta os editores de jornais Joseph Pulitzer, à esquerda, e William Randolph Hearst vestido como Yellow Kid, um personagem de desenho animado popular da época. É uma sátira do papel de seu Jornal em influenciar a opinião pública dos EUA para ir à guerra com a Espanha.


Muitos norte-americanos fora dos círculos políticos de Washington nunca ouviram falar de "Team B", de onde saiu ou o que fez, nem conhecem as raízes que conectam esse grupo e a 4ª Internacional, o ramo trotskista da Internacional Comunista.[4]


"As raízes do problema vão longe, até 6/5/1976, quando o diretor da CIA George H.W. Bush criou o primeiro Team B… O conceito de uma "análise competitiva" dos dados, produzida por equipe alternativa já enfrentara forte oposição de William Colby, antecessor de Bush como diretor da CIA e profissional de carreira (...) Embora o relatório do Team B contivesse poucos dados factuais, foi recebido com entusiasmo por grupos conservadores, como oCommittee on the Present Danger [aprox. Comissão do Perigo Presente]. O relatório logo se revelou gravemente errado, mas o Team B acertava pelo menos num ponto: o relatório inicial da própria CIA estava, sim, errado. Mas estava errado na direção contrária."


Korb explicou que uma Comissão Especial de Inteligência do Senado em 1978 que revisou o relatório concluiu

sábado, 18 de março de 2017

A Dança da Morte, por Chris Hedges

12.03.2017, Chris Hedges* - Truthdig



Traduzido por E. Silva






As elites corporativas no comando já não buscam construir. Elas buscam destruir. Elas são agentes da Morte. Elas anseiam pelo poder irrestrito para canibalizar o país, poluir e degradar o ecossistema, para alimentar o desejo sem freios de riqueza, poder e hedonismo. Guerras e “virtudes” militares são celebradas. Inteligência, Empatia, Bem Comum são banidos. A Cultura é degradada em cafonice patriótica. A educação é destinada apenas à proficiência técnica para servir à venenosa máquina do capitalismo corporativo. A amnésia Histórica nos fecha o acesso ao passado, ao presente e ao futuro. Esses valores, rotulados como improdutivos ou redundantes, são descartados, esvaziados ou confinados ao esquecimento. A repressão estatal é indiscriminada e brutal! E na regência desse escandaloso e macabro espetáculo há um diretor insano tuitando absurdos desde a Casa Branca.

Grandes impérios mundiais - Sumério, Egípcio, Romano, Maia, Khmer, Otomano e Austro-Húngaro- seguiram esta mesma trajetória de colapso físico e moral.