Mostrando postagens com marcador Turquia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Turquia. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Erdogan que tome cuidado: veja o caso de Lula do Brasil

15/7/2017, MK Bhadrakumar, Indian Punchline







Prôs petistas e liberais 'éticos' em geral que ignoram sinceramente ou só fingem que não veem a real luta internacional do capital – e se comprazem no xororô de 'como nos perseguem'.






Turquia marca hoje um aniversário pungente. Há exatamente um ano, houve uma tentativa de golpe militar na Turquia para depor o presidente Recep Erdogan – e, se fosse possível, provavelmente, eliminá-lo fisicamente. Mas o povo turco respondeu imediatamente à convocação de Erdogan para resistir ao golpe. A mais próxima analogia na história moderna pode ser a derrota histórica da tentativa de golpe contra Mikhail Gorbachev em agosto de 1991, quando Boris Yeltsin mobilizou o 'poder popular' na Praça Vermelha em Moscou e derrotou os golpistas.

Golpe é ruim, mas tentativa de golpe que fracassa é muito pior. O revide torna-se praticamente inevitável, quando o golpe fracassa, e a coisa pode ficar realmente feia, porque os baixos instintos afloram incontrolavelmente e passa a reinar a 'natureza, dentes e garras ensanguentadas' [orig. ‘nature, red in tooth and claw’Tennyson] como único juiz, júri e carrasco executor. Yeltsin aproveitou aquele momento para se apossar das alavancas do poder que em tese pertenciam a Gorbachev, naquela zona indefinida quando a ousadia impõe-se e o vencedor leva tudo. Yeltsin prosseguiu o desmonte da União Soviética, para consolidar seu poder na Federação Russa.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Rússia entrou na alcova da OTAN

1/7/2017, MK Bhadrakumar, Indian Punchline










Será que se pode dizer que nasceu uma "beleza terrível" no baixo ventre da OTAN — tomando emprestadas as palavras do poeta anglo-irlandês Y. B. Yeats?[1] Moscou revelou na 5ª-feira que foi concluído o contrato entre Rússia e Turquia para venda de sistemas de mísseis de defesa de longo alcance S-400. O conselheiro do presidente Putin para cooperação militar e técnica VladimirKozhin disse que "o contrato está feito e tudo está resolvido exceto a questão de um empréstimo, de fundos, ainda não está acertada" (TASS). A imprensa russa noticiou que a Turquia pediu um empréstimo para financiar a compra, e Moscou está considerando ativamente a ideia.

terça-feira, 4 de abril de 2017

OTAN esfacela-se: Relações EUA-Turquia já estão em queda livre

30/3/2017, MK Bhadrakumar, Indian Punchline



"EUA já estão destruindo até a OTAN... E a Rússia nem precisou ajudá-los!"

The Price of Partition: US Military Prepares to Get Kicked Out of Turkey
[EUA preparam-se para ser expulsos da Turquia: preço de insistirem em esfacelar a Síria]

2/4/2017, Rudy Panko, 
Russia Insider (ing.)
















Prima facie, nada há de comum entre a prisão pelo FBI em New York, na 2ª-feira, de um banqueiro turco muito bem relacionado, e a chegada do secretário de Estado dos EUA Rex Tillerson em Ankara dois dias depois. Mas o relacionamento turco-norte-americano tem longa história de diplomacia por coerção.

A Turquia sempre foi tradicional "estado de fronteira" na Guerra Fria, e a importância que tem hoje para os EUA não é menor, com as relações entre EUA e Rússia em perene deterioração e com as velhas linhas pontilhadas na Europa Central, Bálcãs e Mar Negro já reaparecendo. (Na 3ª-feira, o principal comandante dos EUA na Europa, general Curtis Scaparrotti falou à Comissão das Forças Armadas da Câmara de Representantes em Washington, procurando conseguir que "brigadas blindadas e mecanizadas" sejam deslocadas para a Europa para conter a Rússia; no mesmo dia, o Senado dos EUA aprovou, por ampla maioria a inclusão do estado de Montenegro como novo membro da OTAN.).

domingo, 26 de março de 2017

Síria: Movimento de soldados dos EUA sobre Tabqa complicará a situação política

23/3/2017, Moon of Alabama



Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



Dos "Comentários"[de: karlof1 | Mar 23, 2017 5:01:57 PM | 16]

"O que está acontecendo na margem oriental da Eurásia e potenciais desenvolvimentos estão resenhados hoje (item 4, abaixo) por Pepe Escobar, cujos recentes vários artigos podem ser todos reunidos numa análise mais ampla:

(1) Pepe Escobar, 9/3/2017, "Oh, que WikiTrump mais traiçoeiro!", 
Asia Times [port].;

(2) Pepe Escobar: 16/3/2017, "Grande Muralha de Ferro contra Nova Rota da Seda?",
 
Asia Times [port.];

(3) Pepe Escobar, 17/3/2017, "Dores do parto de um novo Oriente Médio", 
SputnikNews [port.];

(4) Pepe Escobar, 24/3/2017, "Coreia do Norte: As opções realmente sérias sobre a mesa", 
Asia Times [trad. em breve no Blog do Alok].






Turquia entrou num beco sem saída na Síria. O sonho de Erdogan de avançar para Raqqa e Deir Ezzor ou mesmo até a cidade de Aleppo foi bloqueado por um acordo entre EUA e Rússia. As forças representantes de Erdogan no local estão paralisadas no nordeste da cidade de Aleppo e não têm como avançar nem para o sul, nem para o leste ou oeste. Ocuparam um pedaço de área rural que não dá qualquer poder de barganha a Erdogan; só, potencialmente muitas dores de cabeça. Um pequeno contingente russo avançou para dentro do enclave curdo no noroeste da Síria em torno de Afrin, bloqueando qualquer movimento importante dos turcos contra aquela área.

Turquia e seus patrões no Qatar, Kuwait e Arábia Saudita perderam a guerra pela Síria. Ainda tacitamente apoiados pelos EUA, o grupo tenta agora um movimento de desespero, no esforço para recuperar algum poder de negociação para a próxima rodada das conversações de Genebra. O mais provável é que falhem outra vez. As forças que representam o grupo no noroeste, dentre as quais a al-Qaeda, saíram do norte, rumo à cidade de Hama (vejam o mapa (23/3/2017); vermelho=governo sírio). Ao longo dos últimos dias, capturaram 11 pequenos vilarejos muito fracamente defendidos. No momento, estão sob pesado ataque da força aérea russa e síria; o Exército Árabe Sírio prepara um contra-ataque e em poucos dias os porá para fora de lá.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Papéis de EUA, Rússia, Turquia, Irã e Israel na Síria: Rumo ao fim da guerra

14/3/2017, Elijah ManierBlog











EUA e Rússia têm acordo para pôr fim ao "Estado Islâmico" (ISIS/Daech), como prioridade na Síria, unificando o objetivo sem necessariamente concordar com unir esforços e coordenar o ataque por terra. Ainda assim, esse começo levará ao fim da guerra na Síria e pavimentará o caminho para remover obstáculos essenciais (quer dizer: todos os jihadistas) na estrada do processo de paz.

sábado, 18 de março de 2017

A chantagem de Erdogan pode derrubar a Europa de uma vez por todas

16.03.2017, Ruslan Ostashko, LiveJournal/Fort Russ



Tradução russo/inglês: J. Arnoldski – 
Tradução inglês/português: btpsilveira





Provavelmente, você já ouviu falar do escândalo diplomático entre Ancara e Amsterdã. O conflito tomou grades proporções depois que as autoridades holandesas impediram ministros turcos de fazer campanha a favor de Erdogan entre a diáspora turca local e já transbordou as fronteiras holandesas. Pode acabar tendo consequências sérias para toda a União Europeia.

Como tudo isso começou?

domingo, 12 de março de 2017

Erdogan Estapeia a Alemanha na Cara, em Público

09.03.2017, Dmitry Sedov - Strategic Culture



tradução de btpsilveira






São espantosas as coisas que os políticos europeus são obrigados a ouvir de Recep Tayyip Erdogan! Depois de 14 anos de sua administração, o carismático líder turco foi anotando uma lista enorme de pecados cometidos pela União Europeia. Prometeu e cumpriu encontrar sempre um jeitinho de fazê-la pagar o preço devido a cada um deles.

Os políticos europeus nem se recuperaram ainda dos traumas espirituais que Erdogan lhes infligiu com seus insultos no ano passado. Erdogan foi direto ao ponto ao espicaçar a condenação dos líderes europeus à dura repressão turca na sequência da tentativa de golpe de 2016 em Ancara. Além disso, a Alemanha apanhou como vaca na horta por causa da resolução do Bundestag reconhecendo o genocídio armênio no início do século 20.

Agora, para acrescentar ódio ao escárnio, surge mais uma bomba. Desta vez, o presidente turco se superou, colocando mais uma vez a Alemanha na sua alça de mira. Os líderes alemães estão sendo acusados de agir como nazistas!

quinta-feira, 2 de março de 2017

Síria – Erdogan apostou errado – Trump provavelmente adotará uma estratégia cautelosa

01.03.2017, Moon of Alabama



tradução de btpsilveira





As últimas tendências na Síria enunciavam:

O exército sírio está se movendo na direção do Rio Eufrates, ao Sul de Al-Bab. O movimento poderá cortar o caminho das forças turcas para Raqqa e Manbij.

O movimento foi concluído. Agora, as forças de invasão da Turquia estão bloqueadas e não poderão se mover mais para o Sul. Terão que lutar contra o exército sírio e seus aliados russos se quiserem tomar a direção de Raqqa. Caso se movimentem para leste, terão que lutar contra o YPG sírio/curdo e seus aliados (norte)americanos.

Pela primeira vez desde o início da guerra as linhas de suprimento entre a Turquia e o Estado Islâmico estão cortadas!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Estratégia Confusa de Trump leva a mais uma reviravolta de Erdogan na Síria

23.02.2017, Moon of Alabama




tradução de btpsilveira







No front sírio, há dois novos desenvolvimentos. O Estado Islâmico mudou de tática subitamente e o presidente turco Erdogan inverteu seu curso político mais uma vez.

Nas últimas 24 horas novos anúncios de vitórias contra o Estado Islâmico aconteceram em sequência:

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

2016: 'pós-verdade' ou "desinformação tática"

30/12/2016, Burak Arikan, medium.com, Turquia










desinformação tática, embora de modo algum seja fenômeno novo, jamais antes foi tão calculada, algorítmica ou organizada, em toda a história da comunicação de massa. O ambiente midiático hoje está gravemente danificado pela disseminação estratégica de notícias falsas, por trolls que conduzem as massas nas plataformas das mídias sociais, e por bolhas de filtragem que reforçam as já presentes zonas homogêneas de consenso.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Assassinato do embaixador russo: uma retaliação. Mas de quem?

20.12.2016 - Tony Cartalucci, New Eastern Outlook



Traduzido por btpsilveira




Apenas alguns dias depois da liberação de Alepo, cidade ao norte da Síria, o embaixador da Rússia para a Turquia, Andrey Karlov, foi morto a tiros enquanto ministrava uma palestra em uma galeria de arte em Ancara, capital do país.

O atirador, identificado com um antigo oficial da polícia turca, exibiu o gesto já familiar de um dedo acima usado por organizações terroristas que operam na vizinha Síria, entre elas a Jabhat Al Nusra e o autodenominado “Estado Islâmico” – enquanto gritava, segundo o Guardian:

“Não esqueçam Alepo. Não esqueçam a Síria. A menos que nossas cidades estejam seguras, vocês também não estarão. Apenas a morte me tirará daqui. Todos os envolvidos nesse sofrimento terão que pagar um preço.”

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Pepe Escobar: Quem se beneficia do 'momento Sarajevo' da Turquia?

20/12/2016, Pepe Escobar, RT













Vamos logo ao que interessa: Ankara 2016 não é Sarajevo 1914. Não é prelúdio da 3ª Guerra Mundial. Quem tenha urdido o assassinato do embaixador russo na Turquia Andrey Karlov – diplomata calmo, educado, contido, da velha escola russa – pode esperar revide de altíssima octanagem. 

O assassino Mevlut Mert Altintas, graduado da Academia de Polícia, 22 anos, recebeu pena de suspensão da Polícia Nacional Turca por suspeita de laços com a Organização Terrorista Fethullahista [ing. Fethullahist Terrorist Organization (FETO)] depois do fracassado putsch de 15 de julho contra Erdogan, mas retornou ao serviço em novembro.

Não é segredo que os Gulenistas estão pesadamente infiltrados dentro da Polícia Nacional Turca; assim sendo, um específico efeito do ataque será ataque ainda mais furioso e incansável, de Erdogan/AKP contra a rede de Gulen. A investigação turca terá de se concentrar na falha (gigantesca) de segurança naquele prédio do moderno centro de artes de Ankara, – mas também terá de alcançar outros muitos pontos. A evidência de que o ministro do Interior turco Suleyman Soylu só se manifestou, em frases tensas, mais de três horas depois do evento mais preocupa que tranquiliza.

sábado, 12 de dezembro de 2015

Aleijada na Síria,[1] Turquia tenta um ‘Sunistão’ no Iraque

10/12/2015, Pepe Escobar, RT



Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



A "incursão" da Turquia em território do Iraque é movimento planejado, frio. E mais uma vez o nome do jogo é – e o que mais seria? – Dividir para Governar. 

A Turquia mandou para o Curdistão Iraquiano – que é parte do estado do Iraque – nada menos que um batalhão de 400 soldados, com apoio de 25 tanques M-60A3s. Agora, já se noticiou que o número de pares de coturnos turcos em solo no campo de Bashiqa, nordeste de Mosul, chegou a algo em torno de 600.


Primeiro fato desmascarado: não é um "campo de treinamento" – como Ancara anda espalhando. É uma base militar completa, talvez permanente.



O negócio espertalhão oportunista foi acertado entre o ultracorrupto Governo Regional Curdo (GRC) [ing. Kurdistan Regional Government (KRG) e o então ministro turco de Relações Exteriores Feridun Sinirlioglu em Erbil, mês passado.



Torrentes de propaganda turca juram que se trata, só, de "treinar" Peshmergas para que combatam contra o ISIS/ISIL/Daesh.



Nonsense total. O fato crucialmente importante é que Ancara está petrificada de medo da aliança dos "4+1" que dá combate ao Estado Islâmico, na qual se reúnem Irã, xiitas iraquianos e o Exército Árabe Sírio (EAS, ing. SAA), e o Hezbollah, com a Rússia.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Pepe Escobar: Como a Rússia está detonando o jogo turco na Síria

03/12/2015, Pepe Escobar, RT




Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Mas... por que Washington levou virtualmente uma eternidade para realmente reconhecer que ISIS/ISIL/Daesh vende petróleo roubado da Síria, o qual acaba sempre chegando, no mínimo, até a Turquia? 


Porque a prioridade sempre foi deixar que a CIA comande – nas sombras – uma "linha de rato" – pela qual continue a fornecer armas a uma legião de "rebeldes moderados".

Assim como o Daesh – pelo menos até agora – a gangue Barzani no Curdistão Iraquiano nunca agia no turno em que Washington fazia a 'segurança'. A operação que o Governo Regional do Curdistão comanda na Turquia é virtualmente ilegal; de roubo do petróleo que pertence ao estado, no que tenha a ver com Bagdá.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

A rede do terror turco entrou na alça de mira da Rússia




Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


Análise cuidadosa das longas declarações russas nos últimos três dias sobre as tensões com a Turquia sugere que Moscou descartou (pode-se dizer, praticamente) a teoria conspiracional de que Ancara teria tomado a desgraçada decisão de derrubar o jato russo na 3ª-feira passada com tácito encorajamento dos EUA.


Dado o clima prevalecente nos laços russos com o ocidente, não deve ter sido surpresa para Moscou que o secretário-geral da OTAN Jen Stoltenberg tenha manifestado o apoio rotineiro à integridade territorial da Turquia, ou que o presidente Barack Obama tenha visto o incidente da 3ª-feira pelo prisma do jogo que se vai consumando na Síria. Importante, Moscou com certeza observou que ambos, a OTAN e Obama aconselharam a Turquia a 'des-escalar' com a Rússia e deixaram claro que se trata de assunto entre Ankara e Moscou. (Ver no meu blog, US, OTAN tell Turkey to ‘deescalate’ with Russia.)

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Moon of Alabama: As duas versões do incidente do avião em Latakia

24/11/2015, Moon of Alabama (editado e atualizado)



Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


Turquia diz que dois de seus jatos F-16 derrubaram um jato que havia entrado no espaço aéreo da Turquia e caiu em solo sírio:
"Dois F-16 turcos derrubaram um jato SU-24 de fabricação russa dia 24 de novembro próximo à fronteira síria, depois de o avião russo ter violado o espaço aéreo da Turquia, informaram fontes da presidência. 

A Turquia derrubou o avião depois de não ter obtido qualquer resposta aos avisos sobre as regras de engajamento.

Primeiras notícias dizem que o jato pertencia à Rússia, mas fontes da presidência da Turquia informaram que a nacionalidade do jato é desconhecida.

A Força Armada Turca também declarou que o jato "de nacionalidade desconhecida" havia sido alertado dez vezes, em cinco minutos, de que estava violando a fronteira.
Uma autoridade do governo turco disse à [agência de notícias] Reuters que dois aviões de guerra aproximaram-se da fronteira turca e foram alertados, antes de um deles ser abatido.
O jato derrubado é um SU-24 russo. Um piloto foi morto e o corpo está em poder dos 'rebeldes'. Em vídeo filmado que mostra o piloto morto, os 'rebeldes" se apresentam como "mujahidin". Uma das imagens mostra o corpo com dois ferimentos de bala no peito, sugerindo que tenha sido executado (ilegalmente). Fonte entre os 'rebeldes' diz que o piloto teria sido morto enquanto descia de paraquedas, do avião em chamas. Nos termos da Convenção de Genebra é crime de guerra. 

Moon of Alabama profético: Neobarulheira de EUA-Turquia a favor de guerra aberta à Síria

22/11/2015, Moon of Alabama





Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


A mídia-empresa norte-americana, especialmente as empresas de TV a cabo, parecem dedicadas a criar histeria totalem torno do Estado Islâmico e de muçulmanos em geral. Suponho que, agora, o 'noticiário' visa a preparar a 'opinião pública' nos EUA para guerra declarada contra a Síria.

O modo como operam tem lógica própria. Tom Toles, do Washington Post captou aí o movimento de vai e vem do facão. É exatamente como o envolvimento dos EUA na Síria desenrolou-se até agora.




domingo, 22 de novembro de 2015

Assad: "Al Qaeda é criação dos EUA, com ajuda do dinheiro saudita wahhabista. Turquia, Arábia Saudita, Qatar apoiam o ISIS"

20/11/2015, TV Channel RAI UNO, It., distribuído Ag. SANA, Damasco. Reproduzido in Global Research

Só não digam que foi por falta de aviso!

7/4/2013, Presidente Bashar al-Assad, da Síria (entrevista):
“Estamos cercados por países que estimulam o terrorismo”
26/9/2013
, Presidente Bashar al-Assad (entrevista):
"Essas operações terroristas são financiadas, planejadas e instigadas por gente de fora da Síria"
22/11/2015, Presidente Bashar al-Assad (entrevista):
"Não há guerra civil na Síria. Todos os sírios estamos em guerra contra terroristas
reunidos, organizados e armados por interesses 'ocidentais'."

(Dentre outros exemplos de aviso...)
_________________________________________________





Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




RAI UNO: Sr. Presidente, obrigado por nos receber. Comecemos por Paris. Como o senhor reagiu às notícias que chegavam de Paris?

Presidente Assad: Podemos começar por dizer que é crime horrível. Ao mesmo tempo é evento muito triste, sempre que se sabe de inocentes assassinados, sem qualquer motivo, mortos por nada. Os sírios conhecemos bem o significado de perder um membro amado da família, um amigo amado, alguém que você conheça só de vista, qualquer inocente, num crime tão horrível. Os sírios passamos por tudo isso, todos os dias, há cinco anos. 


Sentimos pelos franceses, como sentimos pelos libaneses alguns dias antes e pelos russos que sofreram o atentado que derrubou o avião sobre o Sinai, e também pelos iemenitas. Mas e o resto do mundo, sobretudo o 'ocidente', sente por todas essas pessoas? Ou só chora por franceses? Será que lamentam e protestam por os sírios sermos alvos, há cinco anos, do mesmo tipo de terrorismo? Não se pode politizar o sofrimento, todos são vítimas, não se trata de nacionalidades, trata-se de ataque a toda a humanidade.



RAI UNO: Há o Daesh por trás disso. Mas daqui, desse ponto de vista, visto daqui de Damasco, qual a força doDaesh? Como o senhor entende que possamos combater terroristas em solo?



Presidente Assad: Se você quer falar sobre a força do Daesh, a primeira pergunta importante é quantas incubadoras, incubadoras reais, verdadeiras estruturas de incubação, efetivas forças de incubação, dentro da sociedade que possam levar ao surgimento e a manutenção do terrorismo. Até esse momento, o que posso dizer a você é que o Daesh não tem nenhum fator, agência ou estrutura social de incubação, dentro da Síria, que assegure sobrevida ao terrorismo. É muito bom, um fato que nos tranquiliza. Mas simultaneamente, se o terrorismo vai-se tornando crônico, se a ideologia do terrorismo, mesmo chegada de fora, implanta-se aqui, é uma ideologia que pode mudar a própria sociedade.



RAI UNOSim, mas alguns dos terroristas foram treinados aqui, na Síria, a poucos quilômetros daqui. O que significa isso?



Presidente Assad: Mas porque os turcos, os sauditas e os qataris os apoiavam. E, claro, sempre houve, aqui e em vários lugares, a política ocidental de apoiar terroristas, dos mais diferentes modos, desde o início da crise, claro, mas a questão não é essa. A questão é que, em primeiro lugar, se você não tem num determinado local, região ou estado, os fatores e agentes que garantem uma estrutura para incubação do terrorismo, não há por que se preocupar. Mas, por outro lado, em qualquer lugar o terrorismo e os terroristas podem se tornar muito fortes, se são apoiados, armados, financiados, e por estados, sejam estados aqui no Oriente Médio, ou no ocidente.



RAI UNO: Sr. Presidente, há especulações no ocidente que dizem que o senhor foi um dos que apoiou o Daesh no início da crise, para dividir a oposição. Como o senhor vê essa questão?

sábado, 7 de novembro de 2015

Erdogan vai à guerra

06/11/2015, Mike WhitneyCounterpunch

"Você queria saber por que 58 mil norte-americanos (e número vergonhosamente muito maior de vietnamitas) morreram na Guerra Americana [que é como se conhece, no Vietnã, o que nos EUA chama-se 'Guerra do Vietnã']? Morreram para estimular o surgimento de empresários, aumentar as exportações e fazer emergir muitos tecnocratas por todo o sudeste da Ásia."

11/3/2015, "Como criar um estado de insegurança", Andrew J. Bacevich,
TomDispatch, traduzido em 
redecastorphoto (epígrafe acrescentada pelos tradutores)
_________________________________________________

"ISIS ameaça nosso modo de vida e nossa segurança (...) Temos planos para agir militarmente contra eles nos próximos dias. Vocês verão" (ministro turco de Relações Exteriores Feridun Sinirlioğlu).




Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu 



Vitória ampla nas eleições extraordinárias de 1º de novembro na Turquia afastaram o último obstáculo que ainda continha o ímpeto do presidente Recep Tayyip Erdoğan rumo à guerra. O surpreendente resultado das urnas, amplamente denunciado por observadores internacionais das eleições turcas como "injusto e distorcido pela violência e pelo medo", deu ao Partido Justiça e Desenvolvimento (tu. AKP) de Erdogan 49% dos votos e restabeleceu governo de partido único em Ancara. Pouco depois de anunciados os resultados das eleições, o primeiro-ministro Ahmet Davutoglu convocou os partidos políticos turcos a descartarem a Constituição vigente, para dar quase ilimitada autoridade executiva ao presidente Erdogan.


Segundo o jornal turco Today's Zaman, Davutoglu disse: "Conclamo todos os partidos que chegam ao Parlamento a produzir nova constituição nacional civil (...) Vamos trabalhar juntos para uma Turquia onde o conflito, a tensão e a polarização são inexistentes e todos se saúdam em paz."

Em outras palavras, as urnas estão sendo usadas para sabotar a democracia e dar poderes supremos não controlados ao presidente. Menos de 24 horas depois de Erdogan ter reconstruído seu controle sob governo de partido único, lá estava ele a 'reiterar' o apelo de Davutoglu para aumentar os poderes do presidente mediante referendo nacional.