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segunda-feira, 11 de junho de 2018

O "duelo das cúpulas" desse fim de semana tem algo para os livros de História, por Pepe Escobar

10/6/2018, Pepe Escobar, Asia Times, The Vineyard of the Saker


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




O inferno desabou sobre o G6+1, também chamado G7, em La Malbaie, Canadá, quando todos só pensavam na divina integração eurasiana na Organização de Cooperação de Xangai, OCX, em Qingdao, China, em Shandong, província natal de Confúcio.

O presidente Donald Trump dos EUA foi a estrela previsível do show no Canadá. Chegou atrasado. Saiu mais cedo. Faltou a um desjejum de trabalho. Discordou de tudo e de todos. Fez uma "proclamação de livre comércio", pró nenhuma barreira e nenhuma tarifa, nenhuma, em lugar algum, depois de impor tarifas ao aço e ao alumínio contra Europa e Canadá. Propôs que a Rússia voltasse ao G8 (Putin mandou dizer que tem outras prioridades). Assinou o comunicado final, em seguida retirou a própria assinatura.

domingo, 10 de junho de 2018

E Putin? Pronto para 'se livrar' do Irã? Será?

7/6/2018, The Saker, Unz ReviewThe Vineyard of the Saker



Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




O tópico das ações russas na Síria continua a fascinar e a gerar muita polêmica. Faz sentido – a questão é extraordinariamente importante em muitos níveis, inclusive no nível pragmático e no nível moral, e hoje quero concentrar-me estritamente no nível pragmático, deixando de lado, por enquanto, considerações morais/éticas/espirituais. Além disso, assumirei, para facilitar o argumento, que o Kremlin age em uníssono, que não há Integracionistas Atlanticistas no governo russo, nem 5ª coluna no Kremlin nem lobby sionista a exercer grande influência na Rússia. Futuramente enfrentarei essas questões, porque não tenho nenhuma dúvida de que o tempo e o desenrolar dos eventos comprovarão o quanto essas reservas são na realidade politicamente motivadas

Mas para o objetivo dessa análise, podemos assumir que vai tudo bem no Kremlin e assumir que a Rússia é plenamente soberana e protege sem limitações os próprios interesses nacionais.

Tudo isso posto, o que sabemos sobre o que está acontecendo na Síria?

E Putin bem que avisou (há dez anos)

9/6/2018, Finian Cunningham, Sputnik

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Não se pode culpar o presidente russo Vladimir Putin, por saborear um momento 'eu-avisei'. Putin realmente avisou líderes europeus de que a briga geral em que estão eles todos metidos de um lado, contra os EUA, de outro lado, é o que sempre acontece quando alguém se curva com demasiado servilismo às ambições hegemonistas dos EUA.


Contra isso, precisamente, o presidente Putin alertou no hoje famoso discurso de 2007 em Munique[1] sobre a crescente desordem global.

terça-feira, 29 de maio de 2018

"Construir uma economia de confiança" - Discurso do presidente Vladimir Putin em São Petersburgo, 25/5/2018

Vladimir Putin (versão distribuída pelo Kremlin, ing. aqui traduzido, tradução não oficial)


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu






Senhor Emmanuelle Macron [presidente da França, convidado de honra], Senhor Shinzo Abe [primeiro-ministro do Japão, convidado de honra], Senhora Lagarde [diretora do FMI], Senhor Wang Qishan [vice-presidente da República Popular da China],

Senhoras e senhores, amigos,

É grande prazer recebê-los aqui, ao 22º Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, Rússia.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Paul Craig Roberts: Estratégia de Putin começou, afinal, a funcionar?



Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



Já expliquei a prática cristã do presidente Vladimir Putin da Rússia, de oferecer a outra face às provocações do ocidente, como estratégia para convencer a Europa de que a Rússia é racional e razoável, e Washington não é; e de que a Rússia não ameaça nem os interesses nem a soberania dos europeus, e Washington sim, ameaça tudo isso. Ao se curvar a Israel e retirar os EUA do acordo multinacional sobre proliferação de armas nucleares que inclui o Irã, o presidente Donald Trump pode ter afinal comprovado o sucesso da estratégia de Putin.

terça-feira, 8 de maio de 2018

Putin, empossado, prepara-se para a Guerra Fria 2.0, por Pepe Escobar

4/5/2018, Pepe Escobar, Asia Times



Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu





Dos Comentários à coluna, in Asia Times, 4/5/2018 [aqui traduzido]
Falk Rovik [Antiterrorism Analyst at ARG Asia]

A Rússia já enfrenta guerra fria com o ocidente há mais de uma década. A Rússia está sob ataque de uma guerra de moedas, de uma guerra de mercadorias, de ataques sob falsa bandeira e de sanções. A Rússia deve preparar-se para guerra quente. Israel está usando todos os truques mais sujos para arrastar EUA/OTAN para uma guerra contra o Irã.

O mais recente ataque dos israelenses contra a Síria foi realizado com jatos Eagles F-15 israelenses, com sinais falsificados de transponder. Israel não usou suas rotas normais de voo para chegar pelo Sul; chegou pelo Norte, sobrevoando Jordânia, Iraque para cometer seus crimes de guerra. Os caça bombardeiros F-15E de Israel fizeram-se passar por norte-americanos.

Russos e sírios relutam em atacar aeronaves norte-americanas, porque poderia levar a retaliações SEVERAS, até à 3ª guerra mundial. Então os israelenses fazem-se de norte-americanos.

Sinais falsificados de transponder podem arrastar EUA/OTAN para mais uma guerra. É só questão de tempo, até que um jato norte-americano seja derrubado acidentalmente pelas defesas antiaéreas da Síria.
__________________________________

Espera-se que imediatamente depois da posse, na 2ª-feira, o presidente Vladimir Putin anuncie um novo governo. E há uma bomba a caminho. O novo gabinete está concebido como uma Stavka: quer dizer, como gabinete de guerra.

quinta-feira, 29 de março de 2018

Pepe Escobar: Era Putin-Xi superará a (des)ordem liberal ocidental?

26/3/2018, Pepe Escobar, in The Vineyard of the Saker  (de Asia Times)


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




A emenda à Constituição chinesa, que passa a permitir mandatos subsequentes ao presidente Xi Jinping – de modo a que fique no poder por tempo suficiente para promover o "rejuvenescimento nacional" –, combinada às eleições na Rússia que confirmaram Vladimir Putin na presidência, garantiu consistência e continuidade à parceria estratégica Rússia-China até bem entrada a próxima década.

Com isso se facilitam a interação entre a Iniciativa Cinturão e Estrada (ICE) e a União Econômica Eurasiana (UEE); a coordenação política dentro da Organização de Cooperação de Xangai, nos BRICS e no G-20; e o movimento em geral rumo à integração da Eurásia.

O fortalecimento do que se deve ver como a era Putin-Xi só pode estar levando pânico aos liberais ocidentais.

segunda-feira, 5 de março de 2018

Putin grita "Paz!" e truca* Trump**



Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Em dezembro de 2002, o presidente George W. Bush proclamou que os EUA abandonavam unilateralmente o Tratado dos Mísseis Antibalísticos de 1972 [ing. ABM Treaty] que interrompera o desenvolvimento de mísseis nucleares e de sistema de antimísseis para derrotá-los.

Bush medíocre e arrogante achava que a tecnologia espacial dos EUA estaria avançando tão rapidamente que logo neutralizaria a força dos mísseis balísticos intercontinentais [ing. ICBM] russos.  Bush nunca passou de fantoche. O poder real que o fazia mover boca e braços e operava por trás dele era o vice-presidente Dick Cheney, principal neoconservador daquele governo, que zombou dos russos, falava da Rússia como "posto de gasolina" e estava decidido a pôr os EUA no trono da dominação global.

sábado, 3 de março de 2018

Discurso do Presidente Vladimir Putin [2/2]

1/3/2018, Sala Manege, Moscou, Rússia (Website da presidência

Vídeo legendado em inglês, aqui 
Essa parte 2/2 começa em 1:15'15"

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


(Estamos aguardando a tradução da 1ª parte, que logo será distribuída.)

À Assembleia Geral da Federação Russa e ao Parlamento Russo


"Àqueles que nos últimos 15 anos dedicaram-se a acelerar a corrida armamentista e buscaram arrancar vantagens unilaterais contra a Rússia, impondo restrições e sanções – que são ilegais do ponto de vista da Lei Internacional –, com vistas a conter nosso desenvolvimento nacional, inclusive na área militar, digo o seguinte:


– Tudo que vocês tanto tentaram impedir que acontecesse, com essa sua política ilegal, já aconteceu. Ninguém conseguiu conter a Rússia."

_____________________________




[...]

Todos os projetos e prioridades de que falei hoje, como o desenvolvimento urbano, investimentos em infraestrutura, educação, saúde, o meio ambiente, tecnologias e pesquisa de inovação para apoiar a economia, promover os talentos, a juventude, tudo isso está sendo concebido para uma tarefa estratégica – o desenvolvimento realmente renovador da Rússia.

Ao mesmo tempo, não podemos esquecer de cobrir, de modo confiável, as questões de segurança da Rússia.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Putin oferece barganha e paz, mas... Israel conseguirá digerir?

17/2/2018, Alastair Crooke, in Conflicts Forum


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



"Israel empinou o nariz", escreveu Alex Fishman (o veterano Correspondente da Defesa Israelense) no diário israelense, Yedioth Ahronoth, mês passado, "e aproxima-se com passos de gigante de uma 'guerra por escolha'. Sem meias palavras: Israel iniciou uma guerra no Líbano." No artigo de Fishman, lê-se: "Contenção clássica acontece quando se ameaça um inimigo, para que não agrida dentro do território de quem ameaça; mas nesse caso Israel 'exige' que o inimigo nada faça dentro do território do próprio inimigo, ou Israel o atacará. De um ponto de vista histórico e da perspectiva da legitimidade internacional, são magras as chances de que essa ameaça seja percebida como esforço de contenção e leve à cessação de atividades do inimigo aqui, no território de Israel."

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Por que Putin "permite" que Israel bombardeie a Síria?

18/1/2018, The Saker, Unz Review e The Vineyard of the Saker


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Informationclearinghouse postou recentemente um artigo assinado por Darius Shahtahmasebi intitulado "Israel Continua a Bombardear a Síria e Ninguém Faz Nada para Impedir". Depois da publicação, recebi e-mail de um leitor, que me fazia a mesma pergunta:


"Putin permitindo que Israel bombardeie a Síria – por quê? Estou confuso com as ações de Putin – Putin apoia a entidade sionista, como faz parecer? Apreciaria qualquer resposta sua sobre o assunto. Também – ouvi, mas não consegui confirmar , que imigrantes judeus russos que vivem na Palestina Ocupada são os mais ferozes atormentadores dos palestinos. É preciso muito trabalho para enfrentar gente da laia de Netanyahu. Por favor, comente".

Embora no artigo Darius Shahtahmasebi estranhe que o mundo nada faça para deter os israelenses ("Por que Irã, Síria e/ou Hezbollah no Líbano não respondem diretamente?"), meu leitor é mais específico, e estranha que Putin (ou a Rússia) especificamente, não só "permitam" que Israel bombardeie a Síria, mas que possivelmente estejam até "apoiando" a Entidade Sionista.

A questão surge com frequência em e-mails e comentários, e gostaria de, hoje, tratar disso.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Putin contra nossas burguesias mafiosas e capitalistas

5/1/2018, Bruno Adrie Blog in Mondialisation, Canadá


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




No número mais recente da revista Hérodote (166/167), Jean-Robert Raviot (professor de civilização russa contemporânea na Universidade Paris-Nanterre) explica como Vladimir Putin assentou seu poder e com qual objetivo.*

Convencido de que a Rússia tinha de enfrentar um inimigo interno – pronto, como o famoso miliardário Khodorkovski, preso em 2003, a firmar pactos com o inimigo para aumentar os próprios ganhos –, o presidente Putin cercou-se de uma guarda pretoriana, de "um grupo restrito de uma quinzena de homens" que combinam a conduta tradicional do Estado com altas competências para a gestão de setores chaves da economia.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Presidente Vladimir Putin no centro do palco: O grande conector para toda a Eurásia, por Pepe Escobar

18/12/2017, Pepe Escobar, Asia Times e The Vineyard of the Saker


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu






Na sua tradicional conferência com a imprensa em Moscou, já convertida em sua marca registrada, o presidente Vladimir Putin da Rússia mais uma vez ofereceu pérolas seletas de política externa, essenciais para que se compreenda o que há pela frente no turbulento tabuleiro de xadrez geopolítico eurasiano.

Já se sabe que Putin é candidato às eleições marcadas para 18 de março ("os candidatos se autoapresentam" e "espero contar com o apoio dos eleitores"). O Homem no Timão pode, pois, continuar no timão. Assim sendo, interessa muito acalmar a gritaria. Sentem, relaxem e apenas ouçam.

Tradição da Coreia do Sul como pivô geopolítico mete mais medo nos EUA que a bomba atômica de Kim

15/12/2017, Adam Garrie, The Duran


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



O presidente Moon da Coreia do Sul acaba de se reunir com Xi Jinping, presidente da China. O encontro reafirmou que a Coreia do Sul é mais um tradicional aliado dos EUA na Ásia que quer mesmo se engajar na Iniciativa Cinturão e Estrada, ICE, da China. Mas a implicação ultrapassa as questões da economia da Coreia do Sul. O movimento pode levar a mais uma abertura para a paz na região – que os EUA só fazem tentar impedir ou retardar o mais possível.

Durante toda a Guerra Fria, a doutrina da destruição mútua assegurada [ing. mutually assured destruction], que atende pelo acrônimo muito adequado de MAD ["louco(a)"], assegurou que, por mais altas que fossem as tensões, nenhuma das potências nucleares jamais atacaria diretamente a outra.

Embora a Guerra Fria esteja acabada, a ideia de que seria loucura dois países se matarem mutuamente, contando os mortos aos milhões, ainda vale e mantém-se forte. Por essa razão, o presidente Putin da Rússia disse mais uma vez que o programa de armas da Coreia do Norte é movido por razão bem clara. As autoridades em Pyongyang não querem ver seu país e seu povo destruídos como Iraque e Líbia, simplesmente porque os países árabes não contavam com o fator ‘MAD’ de contensão.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Trump se ata em mil nós. Putin, mestre de xadrez, embarca para o Cairo

12/12/2017, MK Bhadrakumar, Indian Punchline

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



Com os EUA dedicados a atender exclusivamente ao próprio interesse na questão de Jerusalém, abre-se para a Rússia uma janela de oportunidade para fortalecer sua posição como o player mais ativo e criativo de toda a política do Oriente Médio. Quatro dias depois de o presidente Trump manifestar-se sobre Jerusalém, o presidente Vladimir Putin já está embarcando para 'visitas de trabalho' não agendadas ao Egito e à Turquia.



·         "Acreditamos que qualquer solução justa e duradoura para o tão prolongado conflito entre palestinos e israelenses terá de ser baseada na lei internacional, incluindo as resoluções do Conselho de Segurança e da Assembleia Geral da ONU que oferecem meios para resolver todos os aspectos do status final dos territórios palestinos, inclusive da altamente delicada questão de Jerusalém, mediante conversações diretas entre palestinos e israelenses. A nova posição dos EUA sobre Jerusalém pode complicar ainda mais as relações palestino-israelenses e a situação na região (...) A Rússia, vê Jerusalém Leste como capital do futuro estado palestino, e Jerusalém Oeste como capital do Estado de Israel."

Rússia posicionou-se de modo adequado ao que pensa e sente a Rua Árabe. Mas o que está levando Putin ao Cairo não é a questão de Jerusalém. O documento do Kremlin proclama e insiste na necessidade de "prover estabilidade e segurança no Oriente Médio e Norte da África". O que significa Líbia, Sinai e Síria e até certo ponto o Iêmen –, talvez nessa ordem.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Encontro Putin/Assad: Começo do Fim da Dominação Norte-Americana no Oriente Médio

23/11/2017, Tom Luongo, Zero Hedge


Traduzido Pelo Coletivo Vila Vudu


Não sou homem terrivelmente religioso. Mas gostaria de acreditar que haja um canto especial no Inferno reservado para os que fomentaram a Guerra na Síria.

Desde o início da guerra síria, na Líbia, com as armas encaminhadas através da embaixada dos EUA em Benghazi, até o encontro de ontem, entre o presidente da Rússia Vladimir Putin e o presidente da Síria Bashar al-Assad, todo esse affair será lembrado como um dos períodos mais cínicos, violentos e abusivos da história da humanidade.

O poder (moral) que salvou o século


A chamada 'Guerra Civil' síria [nunca foi guerra civil: sempre foi guerra lá implantada] foi promovida para ser a culminância dos sucessos das políticas de EUA/Israel/Sauditas no Oriente Médio, a apoteose do neoconservadorismo.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Putin às elites ocidentais: "Acabou a brincadeira", por Dmitri Orlov

24/10/2014, Dmitri Orlov, Club Orlov


Esse discurso do presidente Vladimir Putin completa três anos – e que anos! –, precisamente hoje. Para ajudar a relê-lo e pensar, cortamos-colamos adiante a íntegra do discurso, em tradução ao português europeu, trabalho valioso de nossos amigos do Diário Liberdade da Galícia [NTs].


Ver também (sobre o Discurso)

PCR, "Putin às elites ocidentais: 'Acabou a brincadeira'."
[Da série "PARA NÃO ESQUECER" (1/2 e 2/2)]









Muitos, nas partes do mundo que só falam inglês, não souberam do discurso de Putin na Conferência Valdai em Sochi há uns poucos anos, e acho que os que ouviram falar do discurso não puderam lê-lo nem avaliar a importância dele. A mídia-empresa ocidental fez o que pôde para ignorar o discurso ou distorcer-lhe o significado. 

Independente do que você pense ou deixe de pensar de Putin (como o Sol e a Lua, Putin não existe como pretexto para que você tenha 'opiniões'), esse é provavelmente o discurso político mais importante desde a fala de Churchill, "Cortina de Ferro", dia 5/3/1946.

Nesse discurso, Putin mudou abruptamente as regras do jogo.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Vladimir Putin: muito além de uma caricatura grosseira - As entrevistas de Putin a Oliver Stone

16.10.2017, Léa Maria Aarão Reis - Conversa Afiada



Resenha da escritora e jornalista Léa Maria Aarão Reis






Quando o apresentador da CBS, Stephen Colbert, entrevistou o cineasta Oliver Stone, há três meses, procurando desqualificá-lo com ironias baratas e criticando-o pela primorosa série de quatro episódios, Putin’s Interviews, que acabava de estrear nos Estados Unidos, a ignorância americana foi desafiada e exposta em um dos seus momentos mais ridículos.

Bastante semelhante ao que ocorre aqui com a audiência controlada dos programas de auditório tipo hulks, faustos, silvios et caterva locais: indivíduos rindo histericamente, sem saber exatamente do que gargalham.

Na ocasião, o respeitado jornalista John Wight escreveu no site Russia Today, na contramão da grosseira caricatura do presidente da Rússia vigente nos Estados Unidos:"Assistir a série de documentários de Oliver Stone sobre Vladimir Putin é absolutamente necessário para que o público ocidental tenha uma visão da visão de quem governa a Rússia, o maior país da Europa, grande potência nuclear e alvo de profundas tensões decorrentes das diferenças geoestratégicas do país e da rivalidade com Washington nos últimos anos."

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Enquanto Trump tuíta, Putin larga na frente nas negociações com a RPDC, por MK Bhadrakumar

8/9/2017, MK Bhadrakumar, Asia Times











O presidente da Rússia, Vladimir Putin, assiste luta de judô às margens do Fórum Econômico Oriental em Vladivostok, na Rússia, em 7 de setembro de 2017. Foto: Reuters / Sergei Karpukhin

O presidente da Rússia esteve ocupado essa semana, semeando as dementes da diplomacia liderada pelo Kremlin como solução para o impasse na Península Coreana.

A mensagem dos dois dias de conferência do Fórum Econômico Oriental, FEO (ing. Eastern Economic Forum, EEF), encerrado em Vladivostok ontem, 5ª-feira, é que o movimento de "pivô na direção da Ásia", da Rússia, em anos recentes, na contracorrente das sanções ocidentais que os russos sofreram, já é o vetor decisivamente crucial das políticas exteriores da Rússia.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

"Gente politicamente não civilizada"

6/9/2017, Moon of Alabama









Folhetos distribuídos por soldados norte-americanos na província Parwan, norte de Cabul, na 3ª-feira, mostram um leão, representando a coalizão comandada pelos EUA, caçando um cachorro com um pedaço de bandeira dos Talibã em que se lê uma passagem do Corão, em árabe, impresso de um lado [WaPo – 6/9/2017]

A "passagem do Corão" sobre a bandeira dos Talibã é a Shahada, a crença central de todos os muçulmanos: "Só há um Deus. Maomé é seu profeta." Difícil acreditar que norte-americanos treinados em guerra psicológica cometam a estupidez de distribuir blasfêmia desse quilate por pura ignorância, sem ter algum objetivo específico.

E há outros desses folhetos incendiários.


Melhor um milhão de norte-coreanos mortos que mil norte-americanos mortos (...) No mundo real, a maior imoralidade na guerra é não matar o inimigo. A maior imoralidade seria os EUA perdermos a guerra [The moral answer to North Korea... (Resposta moral à Coreia do Norte) - Ralph Peters, NY Post, 5/9/2017


Essa mentalidade moral é desgraçadamente amplamente aceita e difundida nas colunas políticas e de opinião. E independentemente da filiação partidária.



Concordo com Vladimir Vladimirovich nesse ponto:

Quanto ao povo norte-americano, os EUA devem ser realmente uma grande nação, se os americanos conseguem tolerar lá tanta gente politicamente não civilizada.
Vladimir Putin – 5/9/2017