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sábado, 11 de fevereiro de 2017

Atentas a Trump, Rússia e China reforçam a aliança

09/01/2017, MK Bhadrakumar, Indian Punchline










Não culpem os russos se já tiverem começado a dar sinais de agudo mal-estar, com a impressão de que o governo Donald Trump serve-se deles, enquanto monta a própria jogada para recuperar terreno que os EUA perderam para Moscou nos anos recentes, na dinâmica global do poder.

O punhal que Trump enfiou no coração da aliança Rússia-Turquia-Irã deve ter sido como uma revelação para Moscou – recordando ao presidente Erdogan os charmes de sua olvidada identidade OTAN. (Sobre isso também em Trump hails Turkey as strategic partner, NATO ally.)

Trump aparentemente está reexaminando a velha agenda de 'mudança de regime' na Síria. Mike Pompeo, chefão da CIA, pousou hoje cedo em Ankara. A estratégia dos EUA visa a quebrar o eixo russos-turcos-iranianos na Síria. É o que explica o tsunami de hostilidade contra o Irã.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Pepe Escobar: Trump saltará para uma Rota da Seda 'à americana'?












Se o novo presidente quer mesmo guerra comercial contra a China, já começa por se dar mal desde o primeiro dia. 

A histeria reina suprema no alvorecer da era Trump, com o presidente já reformatado ao longo de todo o espectro ideológico, seja como um Mao norte-americano ou até como um Hitler norte-americano.

Afastemo-nos para longe dessa "carnificina [midiática]", para examinarmos uns poucos fatos que dizem respeito ao G2 não oficial: as relações EUA-China.

Pode-se demonstrar sem dificuldade que Pequim já acertou diretos 1-2-3, ao bloquear a possibilidade de guerra comercial iniciada pelos EUA.

Começou com a visita hoje já famosa que Jack Ma fez à Trump Tower, quando desenvolveu a ideia dele, de ajudar pequenas empresas dos EUA a vender seus produtos na China e por toda a Ásia, servindo-se da rede de Alibaba, criando assim pelo menos "1 milhão de empregos" (contas de Ma) nos EUA.

Depois foi a aula magna do presidente Xi Jinping em Davos, onde se posicionou como um Ronald Xi Reagan e vendeu sua globalização "inclusiva" aos luminares do turbocapitalismo.

Discurso do Pres. Xi Jinping, da China ao Fórum Econômico de Davos

(Trad. Google, aqui revista, cotejada com orig. ing.)












Estou muito contente de vir a essa bela Davos. Embora pequena cidade nos Alpes, Davos é janela importante para tomar o pulso da economia global. Pessoas de todo o mundo aqui vêm para trocar pensamentos e ideias, o que amplia a visão de todos. Isso faz da reunião anual do Fórum Econômico Mundial (FEM, ing. WEF) esse evento de brainstormingeconômico, que eu chamo de "economia de [prof. Klauss] Schwab". 

"Foi o melhor dos tempos, foi o pior dos tempos." Assim Charles Dickens descreveu o mundo da Revolução Francesa.[1]Hoje, também vivemos num mundo de contradições. Por um lado, com a crescente riqueza material e os avanços na ciência e tecnologia, a civilização humana se desenvolveu como nunca antes. Por outro lado, os conflitos regionais frequentes, os desafios globais – como o terrorismo e os refugiados –, bem como a pobreza, o desemprego e a crescente disparidade de rendimentos contribuíram para as incertezas do mundo. 

As pessoas sentem-se perplexas e perguntam-se: o que deu errado com o mundo?

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Eis como se desdobrará o governo Trump, por Pepe Escobar

19/1/2017, Pepe Escobar, The Vineyard of the Saker












Começa agora a era Trump – com geopolítica e geoeconomia prontas para uma série de pontos iminentes, imprevisíveis, de suspense.

Já escrevi que a estratégia do guru de Trump para política externa Henry Kissinger, para lidar com o formidável trio da integração da Eurásia – Rússia, China e Irã – é um "Dividir para Governar" remix: seduzir a Rússia para longe da parceria estratégica com a China, ao mesmo tempo em que ataca o elo mais fraco, o Irã.

De fato, a coisa já se está desdobrando desse modo – como se viu nas tiradas espalhafatosas de membros seletos do gabinete de Trump durante as sabatinas no Senado dos EUA. Facções da Think-tank-lândia dos EUA, referindo-se à política de Nixon para a China, também construída por Kissinger, estão excitadíssimos com as ricas possibilidades de 'contenção', na direção de pelo menos uma das potências "potencialmente coligadas contra os EUA".

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Teatro de sombras: O Novo Grande Jogo na Eurásia, por Pepe Escobar


10/1/2017, Pepe Escobar, Asia Times Online














Então ali, no coração de Bali, ainda fascinado depois de uma conversa séria com um dukun — mestre espiritual —, a ideia surgiu-me: aqui deve ser a nova Ialta, perfeito cenário para uma reunião Trump-Xi-Putin que fixe os parâmetros adiante para o sempre mutável Novo Grande Jogo na Eurásia.

Na cultura balinesa, sekala é o que nossos sentidos podem discernir. Niskala é o que não pode ser sentido diretamente, só pode ser "sugerido". Mas não se demarcam diferenças entre o secular e o sobrenatural. Mudanças geopolíticas massivas à frente não poderiam estar mais envoltas em niskala.

Prisioneiro da vertiginosa velocidade do aqui e agora, o Ocidente ainda tem muito a aprender de uma cultura altamente evoluída que prosperou há 5 mil anos ao longo das margens do rio Sindhu — agora, Indus — em terras que atualmente são o Paquistão, e migrou do império Majapahit em Java para Bali, no século 14, sob pressão do Islã rampante.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

MK Bhadrakumar: China conclama Cuba a trilhar a via socialista


29/11/2016, MK Bhadrakumar, Indian Punchline















Duas empresas aéreas norte-americanas – American Airlines e JetBlue Airways – iniciaram hoje voos diretos entre EUA e Havana, pela primeira vez depois de meio século. Esses voos conectam New York e Miami, respectivamente, com a capital de Cuba. Acontece no momento em que o presidente eleito dos EUA Donald Trump condenou pesadamente o legado de Fidel Castro, ao comentar a morte do herói cubano na 6a-feira à n noite.

Na 2ª-feira, Trump voltou ao tema, com um tuíto: 'Se Cuba não quiser acordo melhor para o povo cubano, para o povo cubano/norte-americano e para os EUA como um todo, porei fim ao acordo.' O tuíto veio em tom tipicamente 'trumpiano' – o assunto central envolto em muitas e muitas condicionalidades ("Se..., se..., se..."), em tudo semelhante à abordagem do caso iraniano, que deixa o observador sem chão firme onde pisar.

Claramente, o tuíto não contém ameaça direta ao acordo com Cuba, que o governo Obama conseguiu a duras penas e com a mediação do Vaticano. Nem Trump ameaça reimpor sanções contra Cuba. Por outro lado, Trump exige coisas de Raul Castro, para não renegar o acordo. Há uma distinção sutil que se tem de fazer aqui, mas é uma mudança importante na ênfase, que pode fazer toda a diferença para as confabulações cubano-norte-americanas na era Trump.

Presidente Xi Jinping, da China: Mensagem de Condolências, pela morte do Camarada Fidel Castro

27/11/2016, Xinhua, Pequim (trad. ao inglês)














"Entristecido com a notícia da morte do líder revolucionário cubano Fidel Castro, eu, em nome do Partido Comunista Chinês, do governo e do povo da China e em meu nome pessoal, manifesto as mais profundas condolências ao Camarada Raul Castro e por ele ao Partido Comunista de Cuba, ao governo e ao povo de Cuba; e minha mais sincera simpatia à família de Fidel Castro.

Fidel Castro, fundador do Partido Comunista de Cuba e da causa socialista de Cuba, é um grande líder do povo cubano. Devotou toda sua vida à grande causa do povo cubano, de luta pela libertação nacional, defesa da soberania do estado e construção do socialismo.

sábado, 26 de novembro de 2016

China desce a cortina sobre a era Obama

20/11/2016, MK Bhadrakumar, Indian Punchline











Entreouvido na Vila Vudu:

No Brasil, Fernando Henrique Cardoso já cuida da própria sobrevivência pós-Clintons.
Quem tem u tem medo [pano rápido].






A China está fazendo a transição, do governo Barack Obama que se encerra, para o próximo governo Donald Trump, impressionante facilidade e elegância.

Os presidentes de China, EUA e Rússia participam da reunião de cúpula da Cooperação Econômica do Pacífico Asiático (CEPA) [ing. Asia-Pacific Economic Cooperation (APEC)] em andamento no Peru. Mas só o presidente Xi Jinping agendou encontros com os dois presidentes, Barack Obama e Vladimir Putin. Os dois outros sequer estão em posição de manter conversa em termos adequados.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Todos a bordo do mundo pós-Parceria Trans-Pacífico, por Pepe Escobar

24/11/2016, Pepe Escobar, Strategic Culture Foundation















Os apertos de mãos pode-se dizer 'de indiferença' que trocaram os presidentes Barack Obama dos EUA e Vladimir Putin da Rússia, um antes e outro depois de terem conversado "por cerca de quatro minutos", em pé, nos corredores da cúpula de Cooperação Econômica do Pacífico Asiático (CEPA) [ing. Asia-Pacific Economic Cooperation (APEC)] em Lima, Peru, capturou à perfeição o ocaso melancólico da era Obama. 

Qualquer flashback mesmo que superficial das sempre precárias relações entre Obama e as duas "ameaças existenciais" Rússia e China incluiria de tudo, desde Maidan patrocinado por Washington em Kiev, até o "Assad tem de sair" de Obama na Síria, com menção especial à guerra pelo preço do petróleo, sanções, o ataque contra o rublo, a demonização extremada de Putin e de tudo que tenha a ver com a Rússia, provocações no Mar do Sul da China – até a reviravolta final: a morte do tão almejado Tratado da Parceria Trans-Pacífico (PTP) [ing. Trans-Pacific Partnership (TPP)], morte que foi reconfirmada na CEPA em Lima, imediatamente depois da eleição de Donald Trump.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Fóruns Internacionais: China assume governança global

23/11/2016, Xinhua, Pequim








Enquanto isso, o Brasil da tucanaria privateira golpista 
 vai-se afundando firmemente na mediocridade doentia de Gedeis, 
Temers, Dalagnóis, Moros, Gilmares Mendes & ganga 'mídiática', 
com Aluysio Serra & CIA. QSF. O que é deles tá guardado.

Outra coisa: abertura à chinesa NÃO É abertura à moda 
Temers&Meirelles&Gedéis&Lopretes cum Moros.







Desde a reunião de cúpula da Cooperação Econômica do Pacífico Asiático de 2014 (CEPA) [ing. Asia-Pacific Economic CooperationAPEC] em Pequim, a China tem sempre destacado a importância da governança global nessas diferentes ocasiões internacionais como a cúpula do G20 em Hangzhou em setembro e a recém-concluída cúpula da CEPA em Lima.

As propostas, iniciativas e contribuições da China estão injetando vida nova na governança global.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Marco Polo chinês, Xi começa a tomar as rédeas do mundo pós Obama, por Pepe Escobar

17/11/2016, Pepe Escobar, RT













Em capítulo ainda mais espetacular de sua saga reversa à Marco Polo, o presidente Xi Jinping da China fez uma parada estratégica na Sardenha, Itália, em sua rota para participar da reunião de cúpula da Cooperação Econômica do Pacífico Asiático [ing. Asia-Pacific Economic Cooperation, APEC]) em Lima, Peru.

Por que a bela Sardenha? Com certeza não para cruzeiro em iate pela Costa Esmeralda. Trata-se, mais uma vez e sempre, das Novas Rotas da Seda puxadas pelos chineses.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Um mapa do caminho para sociedade moderadamente próspera

2/11/2015, Wang Wen e Jia Jinjing, China.Org http://www.china.org.cn/opinion/2015-11/02/content_36953552.htm




Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


Construir uma sociedade moderadamente próspera em todos os aspectos à altura do ano 2020 é um das "duas metas do centenário" do grande rejuvenescimento da nação chinesa, e também alvo estratégico para o projeto estratégico conhecido como as "Quatro [ações] Compreensivas" [ing. "Four Comprehensives": construir compreensivamente uma sociedade moderadamente próspera, levar compreensivamente a reforma até um nível mais profundo, governar compreensivamente o país pela lei, e compreensivamente aplicar a estrita disciplina partidária].


Tudo isso é de grande importância para a realização do Sonho Chinês, e para o grande rejuvenescimento da nação chinesa. Nesse sentido, o 13º Plano Quinquenal, deliberado na recentemente encerrada 5ª sessão plenária do 18º Comitê Central do Partido Comunista da China (PCC), é o primeiro plano quinquenal completo sob o governo do presidente Xi Jinping que oferece um mapa do caminho para todo o país nos cinco anos vindouros.

domingo, 27 de setembro de 2015

Putin e Xi: Quebrando tuuuuuudo em New York

25/9/2015, Pepe Escobar, Asia Times
 


 
Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


O papa Francisco pode ser o rock star. Mas mais uma vez o verdadeiro coração da ação só tem a ver, tudo, com Rússia e China — as tais principais "ameaças" ao Excepcionalistão, segundo o Pentágono.

Onde se mete o Anjo da História, de Benjamin, quando se precisa dele? Com certeza, está agora com os olhos postos na terra dos livres e lar dos valentes. Francisco pode ter posto a casa abaixo em DC, mas é Xi quem realmente está quebrando tuuuuuudo na Costa Oeste, enquanto Putin prepara-se para ser coroado novo Rei de New York. Quem imaginaria que o Novo Grande Jogo na Eurásia pudesse ser assim tão divertido?

E entra Frank Underwood

Já antes de Putin falar do negócio geopolítico de nova ordem mundial a sério na ONU, Xi Jinping da China falou do negócio do Vale do Silício com, ora... Com toda a elite do Vale do Silício. Vê-se na foto deliciosamente descontruída pelo South China Morning Post.




terça-feira, 22 de setembro de 2015

Quem tanto quer uma 3ª Guerra Mundial?

21/9/2015, Pepe Escobar, SputnikNews

O que Washington realmente mais deseja é encontrar alguma forma de coerção que obrigue Pequim a abrir o muito ambicionado mercado financeiro chinês, para o cassino financeiro megaespeculativo conhecido como sistema dos Big Banks dos EUA. Não está funcionando – porque a Casa Branca absolutamente não tem meios para pressionar nesse campo.



Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




O presidente chinês Xi Jinping surfa os EUA em sua primeira visita de estado, quase ao mesmo tempo que o Papa Francisco. Será fascinante observar como os centros de decisão da hiperpotência reagirão a essa dupla exposição ao materialismo dialético – com características chinesas – e à Igreja Católica, em tese, "em reconstrução".


Em discurso histórico em Havana, o Papa Francisco – que se intrometeu na reuniãozinha entre o presidente Barack Obama dos EUA e Raul Castro – insistiu que quer o aprofundamento das relações entre Washington e Havana. Pediu a Obama e Raul que busquem plena reconciliação como exemplo para o mundo, "um mundo que necessita de reconciliação, nessa atmosfera de terceira guerra mundial por etapas que estamos vivendo".

"Terceira guerra mundial" não aparecia na redação oficial do discurso do Papa. Francisco acrescentou essa linha no avião, voando de Roma a Havana.