sábado, 26 de março de 2016

Golpistas no Curral, por Leandro Fortes





Como é formada, em sua imensa maioria, por analfabetos políticos com altíssimo déficit de leitura, a direita brasileira tende a se movimentar quase que exclusivamente como manada.

Então, assim como o "kkkkkkk", que lhes serve de sustentação literária tanto para disfarçar preconceitos como para consagrar estultices, o clichê do momento entre a reaçada é o argumento barato do todos-os-corruptos-devem-ser-presos-não-interessa-o-partido.

É como se, de repente, os milhões de eleitores de Aécio Neves tivessem descoberto o Código Penal, mas somente depois de seu líder e salvador da pátria começar a aparecer nas delações como insistente - chato mesmo - receptador de propinas.

Esse movimento ganhou forma nas últimas manifestações de rua, quando a turba com camisas da CBF viralizou nas redes mensagens dando conta de que, ao contrário do PT, não tinha compromisso com "bandidos de estimação".

Isso vindo de uma gente que marchou até Brasília para tirar foto com Eduardo Cunha.
Colocar-se, agora, a favor de prender todos os corruptos, não importa qual o partido, é, antes de tudo, uma maneira cafajeste de fingir que não está apoiando o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff - justo no momento em que as coisas começam a dar errado para os golpistas.

É mentira.

Essa gente abobalhada de verde-e-amarelo nunca foi a favor de prender corruptos, até porque votou sempre neles, movida pela catapora infantil do antipetismo.

Esses neoprobos formam as fileiras da classe média apavorada e iletrada do Brasil, alimentada de ódio pela mídia - esse lixo que depende do golpe para voltar a mamar nas tetas do Estado.

Então, não me venham com essa história, agora, que querem todos os corruptos presos.

Ninguém vai acreditar nessa moralidade tardia de quem, na verdade, está com vergonha de ser apontado como um golpista fracassado, daqui por diante.

Não depois de terem sido tocados pelos corruptos como gado, pelas ruas do País, mugindo palavras de ordem fascistas e ruminando o ódio que lhes foi servido como capim.

Tradução comentada do Cabo Moro-Wikileaks.

30/10/2009
Da Embaixada, Brasília
SENSÍVEL NÃO SIGILOSO

ASSUNTO: BRASIL: Conferência de finança ilícita usa com sucesso a "palavra T" ["Terrorismo"]



REF: BRASÍLIA 01684 

1.  (SBU) Resumo: Uma conferência regional financiada por S/CT intitulada "Crimes Financeiros Ilícitos"[orig. llicit Financial Crimes" (sic). Talvez porque já então, em 2009, o consulado dos EUA no RJ já tivesse inventado crimes financeiros LÍCITOS (NTs)] realizada no Rio de Janeiro,[1] nos dia 4-9/10/2009, reuniu com sucesso representantes da comunidade jurídica e das polícias federal e estaduais do Brasil e países de toda a América Latina [mas o telegrama não faz NENHUMA referência a qualquer dos tais outros "países latino-americanos". A conferência, ao que tudo indica, foi dedicada só aos "brasileiros" (NTs)].
A conferência durou uma semana e foi elogiada pelos participantes, em avaliações por escrito; muitos participantes pediam mais treinamento, incluindo treinamento específico para combater o terrorismo.
Esse pedido direto é diferente dos pedidos anteriores dos brasileiros, que historicamente sempre evitaram qualquer treinamento que tomasse por objeto o terrorismo, preferindo terminologia mais genérica como "crimes transnacionais". Além do mais, os participantes, todos eles, elogiaram o fato de o treinamento ter sido multijurisdicional, prático, com demonstrações ao vivo (por exemplo, como preparar uma testemunha para depor e o exame direto de testemunhas). Treinamentos futuros devem ser construídos em áreas específicas, como forças tarefas para finanças ilícitas, que pode vir a comprovar-se como o melhor meio para combater o terrorismo no Brasil. Fim do resumo.

União Jihadi Europeia, por Pepe Escobar


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



Passaram-se quatro meses, antes que Salah Abdeslam – um dos supostos membros do comando que atacou em Paris 13/11– fosse capturado em Bruxelas, depois de um tiroteio. Ele não fugira para a Síria; não arredara pé de sua toca de endereço conhecido em Molenbeek.

Passaram-se apenas quatro dias até desvendar o complô seguinte – um ataque coordenado de jihadistas no aeroporto de Bruxelas e numa estação de metro a 500 metros de distância da sede da União Europeia.

Sob cenário de revide, foi altamente previsível. O ministro de Relações Exteriores da Bélgica Didier Reynders até alertara durante o fim de semana que ataques eram iminentes. Mais preocupante é o vazamento de que os serviços secretos belgas – e as agências de inteligência ocidentais – tinham informação "precisa" sobre o risco de ataque contra o aeroporto e um provável ataque contra o metrô. 

sexta-feira, 25 de março de 2016

Há golpe no ar: O complô para desestabilizar Rousseff, Lula e o Brasil


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



Partidos neoliberais, mídia comercial, Judiciário conservador, lobistas das petroleiras, elite branca e grupos de direita, com ajuda abundante que vem de fora do país, reuniram-se em gangue para derrubar o governo do Brasil. E a coisa está sendo feita de modo a fazer crer que teria havido um levante popular contra um regime corrupto.


A presidente Dilma Rousseff, que se está sob o ataque da oposição combinada, voou para São Paulo para ficar com Lula. Foto: Ricardo Stuckert

São Paulo: Em novembro de 2009, The Economist põe o Brasil na capa. "Brasil Takes Off" [Brasil decola], diz a manchete, sobre uma foto do icônico Cristo Redentor, como se decolasse sobre o mar azul, feito uma nave espacial. Prevendo que "o Brasil está a caminho de tornar-se a 5ª maior economia do mundo, deslocando a Grã Bretanha e a França", a revista dizia que a maior economia da América do Sul deveria "tomar maior velocidade nos próximos cinco anos, com a ativação dos campos de petróleo de mar profundo, e os países asiáticos ainda famintos de alimento e minérios da vasta e dadivosa terra do Brasil." 


Em 2009, mesmo com o mundo ainda convalescendo de uma catastrófica crise financeira, The Economist viu o Brasil como a maior esperança do capitalismo global.

A ilusão deontológica, por Marco Dantas



Getulio não perdeu tempo. Lula e o PT perderam 13 preciosos anos iludidos com o discurso ideológico da deontologia liberal do Jornalismo e das Comunicações



Nenhum órgão de imprensa mostrou-se minimamente escandalizado diante do fato, em si absurdo, de um juiz de 1ª instância ter gravado conversas da Presidência da República e, ainda por cima, ter vazado o áudio dessas gravações para os meios de comunicação. Sem quase nenhuma diferença nas formas de expressão, empenharam-se em destacar o que haveria de supostamente escandaloso no conteúdo das conversas entre a presidente e o ex-presidente Lula da Silva. No máximo, deixaram para as vozes críticas previsíveis, nos meios políticos ou jurídicos, as reações negativas ao comportamento do juiz, em matérias publicadas nos espaços secundários de suas páginas, no caso da imprensa escrita, ou muito escassamente divulgadas, no caso do noticiário televisivo.

O juiz nazista Roland Freisler
O ato do juiz Sergio Moro, cujo comportamento já começa a assumir os ares destemperados do juiz nazista Roland Freisler, passou-se assim como se fosse algo tão natural quanto o morro do Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro. Essa naturalidade é naturalmente absorvida pelo senso comum da sociedade que, no geral, excluídos os seus estratos mais intelectualizados ou aqueles já propensos à desconfiança e à crítica, não costuma a questionar o que lhe chega dos meios de comunicação. Ao contrário: a realidade que lhe é mostrada, na forma como lhe é mostrada, esta é a realidade a ser vivida no seu cotidiano banal.

Síria: narrativas matam!


No Brasil, onde reina o 'jornalismo' de maledicência & futrica, praticado pela mesma mídia-empresa que já foi golpista em 1964-68 e volta a ser golpista em 2016, pode-se dizer também:
"Narrativas corrompem!" e/ou "Narrativas roubam!" (Entreouvido na Vila Vudu)


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Hoje se sabe que a luta do povo sírio e do governo sírio mudou o mundo. Reuniu russos e chineses (BRICS) e jogou-os na frigideira 'ocidental'. E mudou a ordem global, de unipolar para multilateral – da noite para o dia.


Se, no primeiro ano de guerra na Síria, a quantidade descomunal de jornalistas que repetiram e reforçaram as premissas das quatro falsas narrativas que adiante se discutem as tivessem contestado, criticado, investigado... talvez os mais de 250 mil sírios que morreram ainda estivessem entre nós.
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Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu





(...) Segundo a Comissão Internacional Independente da ONU de Investigação sobre a Síria, a soma de mortos do lado das Forças do governo sírio era 2.569, em março de 2012, quando o conflito completava um ano. Naquele momento, a conta da Comissão da ONU, para todas as vítimas da violência política na Síria, era 5.000 mortos.


Esses números pintavam já há quatro anos, um quadro completamente do que se conhece ainda hoje sobre os eventos na Síria. Com certeza, esses números não confirmam as características do conflito sobre o qual elaboram os jornais, televisões e jornalistas e especialistas midiáticos e manchetes. No mínimo, a 'paridade' no número de mortos entre os dois lados sugere que o governo sírio usou força proporcional na ação inicial para pôr fim à violência. (...)

quarta-feira, 23 de março de 2016

O que, em sua opinião, significa o Gráfico 1 (adiante)?


"É uma reestruturação das economias ocidentais dominantes, que se querem bem distantes de qualquer modelo democrático no qual representantes do povo e governo eleitos definem as políticas. A nova ordem representa mudanças básicas na economia política, uma economia que agora serve aos interesses exclusivos do 1% de cima. Bem-vindos ao Admirável Mundo Novo do Fed."

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Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


O que, em sua opinião, significa o gráfico abaixo?


Pois significa que a economia dos EUA debate-se nas vascas da 'Recuperação' mais completamente fracassada desde a 2ª Guerra Mundial.


"Mas como é possível" – pergunta você. – "Afinal, o Fed não 'garantiu' juros zero durante sete anos, ao mesmo tempo em que abastecia todo o sistema financeiro com mais de $4 trilhões?"



Sim, mas... Fizeram tudo isso, mas o tal estímulo monetário deles não conseguiu arrancar a economia das mais lentas calmarias, ou produzir a recuperação robusta que nos prometeram. Em vez disso, o PIB dos EUA despencou a abissais 2,2% desde 2009, o que é muito abaixo da média de 3,6% dos 60 anos anteriores. Resumo da ópera: Não há chance de a economia sair dessa estagnação de longo prazo, a menos que os políticos mudem dramaticamente de abordagem. 



Vejam o que mostra a Revista Fortune, com matéria do WSJ.