terça-feira, 19 de abril de 2016

Hienas da guerra híbrida estraçalham o Brasil, por Pepe Escobar



Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



A noite tenebrosa, repulsiva, quando a presidenta da 7ª maior economia do mundo foi a presa da hora escolhida por gangue de linchadores, hienas em matilha, naquele Circus Maximus provinciano em Brasília, está inscrita para sempre nos anais da infâmia.

Por 367 votos a favor e 137 contra, o impeachment/golpe/mudança-de-regime soft contra a presidenta Dilma Rousseff passou no circo dos deputados do Congresso do Brasil e irá agora para o Senado, onde uma "comissão especial" será definida para redigir um parecer. Se aprovado, Rousseff será afastada da presidência por 180 dias e um Brutus tropical subalterno, o vice-presidente Michel Temer, assumirá o governo, até o veredito final do Senado.

Que essa farsa barata sirva como toque de despertar, não só para os países BRICS, mas para todo o Sul Global. Quem precisa de OTAN, "responsabilidade de proteger" ou "rebeldes moderados", se você pode obrar sua mudança de regime só com uma cutucada no sistema político/judicial das nações?

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Heroína de Ocasião, por Leandro Fortes

18;04.2016 - Leandro Fortes



Essa é a deputada Raquel Muniz, do PSD de Minas Gerais.

Ontem, ela se vestiu de verde e amarelo para votar contra Dilma Rousseff, na Câmara dos Deputados.

Você sabe, para acabar com a corrupção no Brasil.


Hoje, o maridão de Raquel, o prefeito de Montes Claros, Ruy Muniz, foi preso pela Polícia Federal por roubar dinheiro da saúde pública para colocar no hospital privado da família.

Ao votar pelo impeachment, Raquel cometeu a seguinte pérola:

"Meu voto é em homenagem às vítimas da BR-­251. É para dizer que o Brasil tem jeito, e o prefeito de Montes Claros mostra isso para todos nós com sua gestão".

Então, você que vibrou com o voto de Raquel Muniz contra uma presidenta honesta que jamais foi acusada de desviar um único tostão público, não aposente ainda a sua camisa da CBF.

A guerra está começando agora.

‪#‎ALutaContinua‬

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Rússia de Putin não cabe em explicações simplórias


Entreouvido na Vila Vudu:

Quando quiser férias do imbecilismo imbecilizante de todos os veículos da mídia-empresa Br-2016, leia um jornal chinês; se for editorial e sobre a Rússia/Putin, melhor ainda 
;-)
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Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



O presidente Vladimir Putin da Rússia tornou-se foco de atenção global novamente nessa 5ª-feira, quando lá esteve, em seu encontro anual com cidadãos russos, pela televisão, em linha direta de perguntas e respostas, ao vivo. Apenas um dia antes, o Pentágono distribuíra um vídeo em que se veem jatos russos voando muito perto de um destroier dos EUA armado com mísseis teleguiados, ato que os EUA descreviam como "um ataque simulado".

Brasil-2016: Pistoleiros e traidores põem de joelhos o Gigante?

15/4/2016, Timothy Bancroft-Hinchey,* diretor e editor-chefe da ed. em port. de Pravda.Ru
Twitter: @TimothyBHinchey



Os procedimentos de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff do Brasil são ilegais, equivalentes a nada menos que tentativa de golpe de Estado, mecanismos dos quais se serve agora uma elite política endemicamente corrupta e em vários casos criminosa, dominada por Washington e hoje terrivelmente perturbada por quatro mandatos consecutivos de presidentes democraticamente eleitos, representantes do Partido dos Trabalhadores.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Geopolítica do sistema de Banco Central

17/3/2016, Valérie Bugault,* Katehon

A gênese da ordem oligárquica do 
banking: do sistema de banco central às instituições financeiras[1]

"Deixem-me controlar o dinheiro do país
e nem me importa quem escreva as leis"
[Mayer Amschel Bauer, 1º da dinastia Rothschild]

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



O conceito de Banco Central depende da centralização das questões monetárias em mãos de banqueiros de bancos centrasi controlados por banqueiros privados. A política monetária é assim gerida, por sua própria natureza, para satisfazer os interesses da maioria dos acionistas dos principais bancos privados.

Bancos centrais que pertencem a atores financeiros privados que regulam as chamadas moedas soberanas [State currencies] e mais ou menos diretamente controlam todo o setor bancário privado são o núcleo mais duro da questão monetária. Bancos centrais[2] são assim o nervo central do sistema financeiro que temos hoje.

América Latina: gelado vento de golpe sopra do Norte

13/4/2016, Vijay Prashad, The Hindu, Nova Delhi, Índia

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


Com os fundos para programas de bem-estar secando, em plena recessão global, a velha elite, com ajuda dos EUA, está outra vez usando a linguagem da anticorrupção para repor os pés na região e desestabilizar governos de esquerda eleitos na América Latina.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Guerra Híbrida, de Palmyra ao Panamá, por Pepe Escobar




Os Panama Papers, dissecados até o osso, revelaram-se, como já escrevi, essencialmente, como operação de infoguerra iniciada pela Agência de Segurança Nacional dos EUA (ing. US-NSA) – que convenientemente mira contra os "inimigos" do 'ocidente' no sul global (como os países BRICS) e variados peões descartáveis.


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



No estágio atual, os Panama Papers estão servindo como arma de operação de guerra psicológica (ing. psyops) apresentados como 'vazamento ativista', saído diretamente do manual de Guerra Híbrida.

Os incansáveis agentes 'especialistas' da mídia-empresa dominante estão tendo muito trabalho para apresentar o 'vazamento' monstro como "jornalismo responsável", sempre sem tocar em nenhuma das graves questões que já apareceram, sobre como o tal 'vazamento' teria sido 'vazado'; como teriam sido seletivamente editados 2,6 terabytes de dados, incluindo 5 milhões de emails; como foram obtidos sem encriptação; como é possível que, de toda essa massa de dados sobre a qual teriam trabalhado mais de 400 jornalistas por mais de um ano, não tenha havido nenhum 'vazamento' do 'vazamento'; e sobre como a informação estaria sendo seletivamente distribuída hoje.