terça-feira, 10 de maio de 2016

Impedimento venceu. Golpe gorou, por Vanderley Guilherme dos Santos






IMPEDIMENTO VENCEU



Não há reversibilidade possível no processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff. O atual Supremo Tribunal Federal não tem coesão para tanto ousar, declarando inconstitucional a decisão iniciada pela Câmara dos Deputados e completada pelo Senado Federal. 


Os fundamentos da acusação à presidente são precários, a sentença é notoriamente desproporcional, mas a convergência de conspirações entre agentes econômicos, maiorias parlamentares conservadoras, ressentimentos de ricos e remediados, com a liga propiciada pelo oligopólio dos meios de comunicação, historicamente antidemocráticos, alcançou eficácia inédita na contra-história golpista brasileira. 


A nova normalidade: Guerra Fria 2.0, por Pepe Escobar

5/6/2016, Pepe Escobar, SputnikNews

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



Todos estamos vivendo tempos de Guerra Híbrida. Da R2P ("responsabilidade para proteger") às 'revoluções coloridas'; de ataques a moedas, a manipulação no mercado de ações.


De golpes 'brandos' organizados e perpetrados pelo complexo judiciário-financeiro-político-midiático – como se vê hoje em andamento no Brasil – a apoio a jihadistas 'moderados', estágios variados de Guerra Híbrida operam hoje a polinização cruzada de vários vírus e geram uma máquina operada por vírus mutantes.



O conceito de Guerra Híbrida, concebido na Av. Beltway em Washington, já foi virado de pernas para o ar pelos próprios conceptualizadores. 



A OTAN, fingindo surpresa até por o conceito existir, interpreta o que chama de "invasão" da Ucrânia pelos russos, como Guerra Híbrida. Assim, os teóricos iniciais criadores da Guerra Híbrida, como a corporação RAND, recebem alvará para avançar, inventando cenários de jogos de guerra nos quais a Rússia seria capaz de invadir e ocupar os estados do Báltico – Estônia, Latvia, e Lituânia – em menos de 60 horas.


Trump e seu jogo de longo prazo

Elizabeth Drew, New York Review of Books, vol. 63, n. 9, 26/5/2016


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



Desde que entrou na corrida presidencial, Donald Trump só faz derrubar pressupostos e 'certezas'. Agora, a questão central é se a abordagem que escolheu para conseguir a indicação do Partido Republicano lhe servirá também nas eleições gerais. De pouco adianta estudar mapas de resultados passados no colégio eleitoral, principalmente da eleição de Obama em 2012, e tentar projetar o futuro a partir daqueles dados – exercício que sugere uma provável vitória de Hillary Clinton. Por um lado, não estamos mais em 2012; além do mais, obviamente, Donald Trump não é Mitt Romney. (Nem Hillary Clinton, Barack Obama.) 


sábado, 7 de maio de 2016

The Saker - Contrapropaganda à moda russa

6/5/2016, The Saker, Unz Review The Vineyard of the Saker

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


Quem acredite na mídia-empresa 'ocidental' tem a impressão de que o Kremlin controla toda a mídia-empresa russa com mão de ferro, e que não se permite nem uma palavra de crítica contra a Rússia, e contra Putin, então, nem se fala(ria). 


Essa situação está tão feia, que os anglo-sionistas puseram-se agora a prover fundos para novos esforços "de informação" para contra-atacar a máquina de propaganda russa e assegurar que o povo russo – que claramente não suspeita(ria) de que só lhe são fornecidas mentiras – receba a tão necessária "informação"; assim os anglo-sionistas cuidarão para que o povo russo só ouça verdades e opiniões 'do outro lado'.

De fato, nada mais longe da realidade.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

O STF e a Coalizão Satânica do Golpe





A hora da longa resistência


Por ação e omissão o Supremo Tribunal Federal é a mais recente instituição recrutada pelo cronograma do golpe de Estado patrocinado pela coalizão satânica entre o Legislativo e o Ministério Público. A expressão “satânica” não é arroubo retórico nem irritação partidária.

Não custa repetir, reconheço no surgimento e crescimento do Partido dos Trabalhadores a mais importante novidade na história brasileira, fazendo com que a classe trabalhadora estreasse no mercado de consumo de bens de segunda e terceira necessidades e, por sua própria conta e risco, na competição política.

'OTAN do comércio' - Parceria Trans-Pacífico já fracassou na Europa e na Ásia, por Pepe Escobar

Ver também

31/5/2013, "URGENTE - Impedir o acordo secreto entre UE e EUA (TTIP)", Jean-Luc Mélenchon Blog
(traduzido em 
Redecastorphoto
)

30/4/2015, "O que quer Obama com seus tratados TPP & TTIP?", Eric Zuesse, 
Countercurrents(traduzido em Redecastorphoto)

16/6/2015, "O mito do 'livre comércio' global", Pepe Escobar, SputnikNews
(traduzido em 
Redecastorphoto)


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



O presidente dos EUA [ing. President of the United States, POTUS] está desesperado. Prova A: o artigo que Obama acaba de publicar em defesa da face asiática – a Parceria Trans-Pacífico [ing. Trans-Pacific Partnership, TPP] – de uma "pivotagem" de duas cabeças e amplo alcance. 

A cabeça europeia é, claro, a Parceria Trans-Atlântico de Comércio e Investimento, PTCI [Transatlantic Trade and Investment Partnership, TTIP].

Obama POTUS, no Chicago Tribune, apresenta as duas 'parcerias', a Trans-Pacífico – e também a Trans-Atlântico,TTIP – como se fossem braços benignos das exportações dos EUA expandidas, com as empresas privadas (dos EUA) postas afinal em "justas condições para competir contra empresas estatais". Como assim... "justas"? Nada há de justas naquelas condições. 

Vejamos como opera o mecanismo, começando pelo braço europeu das 'parcerias': a Parceria Trans-Atlântico, TPP.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Rumo a 1964, por Alex Solnik



Somente ontem, faltando alguns dias para a presidente ser deposta, depois de ouvir as serenas e bem fundamentadas exposições do professor adjunto de Direito Financeiro da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), Ricardo Lodi Ribeiro, e do professor de Direito Processual Penal da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) Geraldo Luiz Mascarenhas Prado na comissão de impeachment do Senado, eu compreendi perfeitamente que: