segunda-feira, 23 de maio de 2016

Cuidado com o que desejar: Rússia está pronta para guerra, por Pepe Escobar

22/5/2016, Pepe Escobar, RT



Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



Ministros de Relações Exteriores dos 28 países-membros da OTAN reuniram-se em Bruxelas para dois dias de confabulação, enquanto Montenegro – imponente potência militar – foi incorporada como novo membro. 


A OTAN, esse Robocop mundial discutiu, como se podia prever, o Afeganistão (guerra que a OTAN perdeu vergonhosamente); o Iraque (guerra que o Pentágono perdeu vergonhosamente); a Líbia (nação que a OTAN converteu em estado fracassado e devastado, inferno de milícias incontroladas); a Síria (nação que a OTAN adoraria conseguir invadir pela fronteira turca, e também já converteu em inferno de milícias).

Os afegãos podem voltar a dormir em paz, porque a missão "Apoio Resoluto" da OTAN – plus "apoio financeiro para as forças afegãs" – com certeza garantirão o sucesso eterno da Operação Liberdade Duradoura.

Os líbios podem ter certeza de que, nas palavras do secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, nós "devemos nos manter prontos para apoiar o novo Governo de Acordo Nacional na Líbia"

E, na sequência, a cereja do bolo da OTAN, apresentada como "medidas contra a Rússia".

domingo, 22 de maio de 2016

O governo da crise permanente, por Roberto Amaral

22.05.2016, Roberto Amaral, GGN




Sem legitimidade, sem voto e sem popularidade, o vice enfrentará, logo, o descontentamento profundo

O golpe de Estado, que se consolida a cada dia, realiza-se mediante a usurpação do mandato e uma presidente legitimamente eleita, que ninguém crê haver praticado crime.

Aparentemente fechando um ciclo, o do desenvolvimentismo nacional-popular, esse golpe parlamentar-midiático-judicial operado no Congresso Nacional abre espaço para uma nova fase de conservadorismo, anti-popular, anti-trabalhista, mediante a instalação de um governo conservador, comprometido com o que há de mais atrasado na política brasileira.

Uma vez mais, e talvez ainda não pela última vez, a direita interrompe, a frio, uma experiência tímida de integrar socialmente os pobres por meio de um projeto de conciliação de classe, ilusão que dominou o segundo e bom governo Vargas e presidiu o lulismo (um conjunto voluntarioso de ações ainda carente de teorização); ilusão que esbarrou na renitente resistência oligárquica a qualquer proposta de mudança, reacionarismo que aflora com maior virulência nos períodos de crise econômica.

Superdelegados: Como o Partido Democrata tornou-se Partido Nada Democrático

21/5/2016, in Naked Capitalism, Yves Smith

Aqui, fala Yves. Adiante, ofereço a vocês esse segmento de Democracy Now! que conta como o sistema de superdelegados surgiu como reação contra o risco de perigosos "outsiders" como McGovern e Carter conseguirem a indicação como candidatos do Partido Democrata. Observe-se que Carter nunca foi 'contestador', especialmente pelos padrões daquele momento. Começou desregulando indústrias, apesar de reconhecidamente não haver qualquer prova de que a ação trouxesse qualquer benefício (discussão mais aprofundada em meu livro  ECONNED).


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


No início da campanha eleitoral de 2016, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton começou as primárias com diferença de mais de 400 delegados a seu favor, ao garantir o apoio dos superdelegados – os 712 congressistas, senadores, governadores e outros representantes eleitos que muito frequentemente representam a elite do Partido Democrata.

Agora, novo artigo publicado em In These Times, de Branko Marcetic, revela a "A História Secreta dos Superdelegados" [orig. The Secret History of Superdelegates], criados pela Comissão Hunt em 1982. Conosco estão Jessica Stites, diretora-executiva de In These Times e editora da matéria de capa da edição de junho; e Rick Perlstein, repórter com base em Chicago e autor de vários livros, dentre os quais "Nixonlândia: Crescimento de um presidente e fratura dos EUA" [orig. Nixonland: The Rise of a President and the Fracturing of America].

sábado, 21 de maio de 2016

Golpe contra Dilma é golpe corporativo

19/5/2016, Frederico Noleto, BRICS+, Londres, "Opinion"
"Finanças à parte, em termos políticos, Lula foi o primeiro governante da história do Brasil que lutou para aplicar o que está escrito na Constituição. Nem uma linha a mais, nem uma linha a menos."

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



O Brasil não é dividido só por causa da atual crise política, que a 'mídia' traduz como um "Yankees vs. Red Sox" local. Temos de reconhecer que sempre fomos divididos. Não por alguma dicotomia ideológica, mas por pura e velha luta de classes. Para perceber isso, basta pensar um pouco sobre quando exatamente, e por quê, começou o bater de panelas. Ou, melhor dito, por quem protestavam aquelas panelas no Brasil?

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Governo chinês define cronograma para reformar suas gigantes estatais – as quais continuarão estatais, claro!

20/5/2016, Xinhuanet, Pequim (editorial) xhne.ws/zdp6o

Ver também "China inicia 'dolorosa restruturação' daquele endividamento insano"
Pepe Escobar, 18/5/2016 (traduzido no Blog do Alok) http://goo.gl/TuWLK0


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


PEQUIM – Fechar "empresas zumbis", resolver os problemas que se criem para os trabalhadores afetados e podar as empresas laterais que invadam as competências das empresas estatais de administração centralizada, são algumas das medidas que o governo chinês introduzirá nos próximos 2-3 anos, para aprofundar a reforma daquelas importantes organizações.

A decisão foi revelada durante uma reunião executiva do Comitê do Estado presidida pelo premiê Li Keqiang, ontem, quarta-feira.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Xi inicia "dolorosa reestruturação" do insano endividamento chinês, por Pepe Escobar

18/5/2016, Pepe Escobar, Russia Insider

A dívida da China tem aparecido com muita frequência no noticiário. Em Zerohedge (17/5/2016encontra-se quadro elucidativo. Aqui, Pepe Escobar oferece informações valiosas sobre o contexto.
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"Fato é que o golpe funcionou no Brasil – um elo frágil na corrente BRICS. A liderança do Partido Comunista Chinês aprendeu muito atentamente – e silenciosamente – a lição brasileira; a China está hoje mais alerta do que jamais à evidência de que nada deterá o Excepcionalistão, que tentará absolutamente tudo e qualquer coisa para deter o já espetacular avanço chinês em termos globais."
Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Comecemos por examinar o que o Dragão em pessoa – presidente Xi Jinping – tem a dizer sobre a China estar sendo tão frequentemente ridicularizada em influentes círculos do governo dos EUA em Washington, como em [capítulo de] House of Cards (port. lit., "Castelo de Cartas").

Xi já desmentiu, é claro, a ideia de que estaria em curso alguma furiosa disputa pelo poder à moda de House of Cards nos píncaros serenos do Partido Comunista Chinês (PCC). Ao mesmo tempo, não para de repetir que "conspiradores", "carreiristas", "gangues" e "claques" obram para minar o PCC de dentro para fora.

Assim é que, por justiça poética e/ou pura ironia, está em produção um seriado, em 42 episódios, sobre a corrupção na China – intitulado "Em Nome do Povo" e financiado pela principal agência de fiscalização e justiça do Império do Meio –, que ganhará vida antes do final de 2016, mostrando, no papel de vilão, um alto figurão do PCC (primeira vez na história). Praticamente, um Frank Underwood chinês.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Golpes para 'mudança de regime' na América Latina: O que a Rússia tem a ver com isso?



18/5/2016, Dmitry Babich, Information Clearing House

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



É mais que hora de a Rússia iniciar movimento diplomático para declarar ilegal a política patrocinada pelos EUA para 'mudança de regime', sobretudo agora, ante os recentes eventos na América Latina. 

Esses desenvolvimentos já se vão tornando tão 'rotineiros', que se podem descrever como golpes de Estado 'institucionais', com presidente populares eleitos removidos do poder e substituídos por funcionários neoliberais, e que recebem apoio pode-se dizer declarado e ostensivo do governo dos EUA e da Grande Finança norte-americana.

"O que se vê hoje no mundo é uma tentativa, pelo chamado 'ocidente histórico', para preservar a sua dominação no campo dos assuntos internacionais" – disse o vice-ministro de Relações Exteriores da Rússia Sergey Ryabkov, em conferência sobre desenvolvimento latino-americano em Moscou. "A América Latina não é exceção a essa tendência global. Veem-se esforços dos EUA para interferir diretamente em assuntos internos de alguns países daquela região. Argentina, Brasil, Venezuela são apenas os exemplos mais recentes."