sexta-feira, 17 de junho de 2016

Tropas britânicas entram na Síria e na Líbia para garantir que a guerra sobreviva ao Daech

15/6/2016, Dan Glazebrook, RT


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu





Ao longo das últimas três semanas, soube-se que forças especiais da Grã-Bretanha estão engajadas atualmente em combate direto na Líbia e na Síria. Ostensivamente, lá estariam para combater contra o Daech [também chamado "Estado Islâmico", ISIS, ISIL]. Na verdade, o objetivo da 'ação' é impedir que os exércitos sírio e líbio derrotem, eles mesmos, os terroristas do Daech. 

Bernie Sanders continuará lutando e não desistirá "nem hoje, nem amanhã, nem dia seguinte"

14/6/2016, Tyler DurdenZeroHedge


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


Hillary Clinton pode estar à frente de Bernie Sanders na batalha das primárias, mas o socialista de Vermont recusa-se a aceitar a realidade. Segundo Bloomberg, Bernie não tem planos de aceitar a derrota na corrida pela indicação dos Democratas contra Hillary Clinton nem depois de as primárias estarem concluídas, e não se entregará à pressão de outros senadores nem de autoridades de seu partido. 

O valoroso Bernie decidiu que nas seis semanas que faltam até a convenção Democrata, ele "continuará a promover os itens centrais de sua plataforma: forçar o big money a obedecer à política, reduzir a desigualdade de renda e subir impostos, até fazer do atendimento público à saúde um direito universal nos EUA."

É uma grande, bela mensagem. Infelizmente, nada que traga qualquer benefício pessoal ao candidato.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Brexit – O fim do universo

16/6/2016, Mathew D. Rose, Berlim (in Naked Capitalism)


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


Outro dia, assisti estarrecido a uma entrevista na emissora de rádio estatal alemã. Foi na Deutschlandfunk, especializada em noticiário e temas correntes, e considerada por muitos a emissora de rádio mais séria e objetiva de toda a Alemanha.

Neste caso, o moderador entrevistava o Deputado do Parlamento Europeu Sven Giegold, dos Verdes, sobre o próximo referendum, também chamado Brexit, na Grã-Bretanha, sobre o país deixar a União Europeia. Giegold é inteligente, de fato um dos raros talentos ativos em Bruxelas. Uma das primeiras questões do moderador foi se não seria melhor se o ministro das Finanças da Alemanha Wolfgang Schäuble, o presidente da Comissão Europeia Jean-Claude Juncker e Donald Tusk, presidente do Conselho Europeu fossem à Grã-Bretanha para defender o lado do "Fica" [ing. Remain] na União Europeia, com vistas ao próximo referendum.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Ultimatum da Reunião da OTAN em Varsóvia, à Rússia

14/6/2016, Scott Humor, The Vineyard of the Saker


À espera de Yalta-2 (Parte 2)


Ver também


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


"Que ninguém se engane: são eles, esses grupos de falsos artistas, ladrões, mentirosos, sádicos profissionais, quem hoje está enfrentando "crise sem precedentes". Eles, eles! Não nós, pessoas comuns, trabalhando para viver em todo o mundo. Eles enfrentam ameaça sem precedentes. Eles lucram com as guerras, nós morremos nas guerras. Eles tornaram-se escandalosamente ricos. Nós somos castigados pelo ARROCHO. Eles declaram-se juízes da humanidade, e nós somos vítimas dos crimes deles. Quando falam, falam só por eles, nunca por nós."



EUA só fracassam (em tudo) 

Às vezes, as crianças são brutalmente sinceras. Um menino pergunta à mãe: "Mamãe, você já viu o meu pai nu?" E ela: "O quê? Como?" E o menino: "Corra aqui! Papai está no chuveiro! Venha ver que coisa horrível!" 

Recentemente alguém escreveu que os norte-americanos agem como crianças. Se algum dia foi verdade, é hoje, com um punhado de indivíduos que governam aquele país e tentam, para dizer o mínimo, praticar ato violento, não consensual, contra o resto da humanidade.

Considere-se por exemplo o secretário de Defesa Ash Carter. Lembro-me de ter cruzado com Mr. Carter uma vez, num evento de levantamento de fundos. Naquele momento, era subsecretário, encarregado da compra de bens e serviços para os militares dos EUA [ing.military procurement]. Em outras palavras, era a figura mais importante do mundo para milhares de empresas norte-americanas, pequenas e grandes, para as quais os contratos da Defesa eram a única fonte de dinheiro e existência. Um velho amigo meu, fornecedor da Defesa durante toda a vida, apontou Carter, numa roda de governadores e juízes e disse: "Pode esquecer os políticos. Aquele é o homem mais importante do mundo, para um sujeito como eu." Fiquei impressionadíssimo. Mal sabia eu que talvez estivéssemos olhando para o homem que, poucos anos adiante, talvez venha a ser o último ministro militar dos EUA.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

EUA: por que as elites odeiam Trump

Batalhas em torno da candidatura de Trump revelam as tensões que subjazem ao projeto capitalista global comandado pelos EUA


05.06.2016 -  Nicole M. Aschoff, Jacobin Magazine


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu





Cruz e Kasich estão fora. O Donald está dentro. Nem a brigada do #TrumpNunca; nem a estratégia de dividir para governar do Partido Republicano, dividido logo ele mesmo, para começar; nem os aparentemente infindáveis tropeções retóricos do próprio Trump, nada disso conseguiu deter o homem.

Até aqui, só as repetidas e sempre calmíssimas 'avaliações' dos 'especialistas', de que Trump não vencerá em novembro, parecem ainda impedir que o mundo venha abaixo.

Rússia prepara-se para divulgar e-mails interceptados de La Clinton

13.06.2016, OilPrice.com


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Fontes de inteligência confiáveis no ocidente já indicaram que receberam sinais de alerta de que o governo russo, em futuro próximo, divulgará o texto de mensagens de e-mail do correio pessoal da candidata presidencial às eleições dos EUA, Hillary Clinton, do tempo em que foi secretária de Estado. A divulgação, segundo indicam os alertas, provam que a secretária Clinton efetivamente expôs segredos dos EUA à interceptação por agentes e interesses estrangeiros, ao pôr informes altamente sigilosos do governo num servidor privado – o que caracteriza violação da lei norte-americana; e que, como se suspeitava e agora se confirma, o servidor foi atacado e hackeado por serviços de inteligência de outros países.

Putin: última alternativa 'pró-ocidente' na Rússia

7/6/2016, Glenn DiesenThe Interpreter


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



O ocidente tende a antecipar uma eventual queda de Vladimir Putin como evento a considerar com entusiasmo e otimismo, porque há quem espere por alternativa mais 'pró-ocidente' ou, mesmo, por uma volta das políticas da era Yeltsin. As sanções anti-Rússia depois da reintegração da Crimeia à Rússia [chamada em alguns artigos, até hoje, "tomada da Crimeia" (NTs)] foram concebidas para empurrar a população, a comunidade dos negócios e as elites políticas contra Putin, o que obrigaria Putin a modificar suas políticas.


O que se vê agora, porém, é que a pressão está aumentando, sim, para que Putin modifique a posição russa. Mas não é pressão que parta de alguma oposição pró-ocidente, mas dos falcões que querem que o presidente esqueça para sempre o tom conciliatório e responda mais coercitivamente para deter o avanço da OTAN.