sábado, 9 de julho de 2016

Há provas suficientes para pôr Tony Blair na cadeia, por Alexander Mercouris


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



O Relatório da Comissão de Investigação Chilcot confirma que há elementos suficientes para indiciar e levar Tony Blair a julgamento.

Foram necessários sete anos e consumidos £10 milhões, mas o Relatório Chilcot afinal encontrou a arma do crime.

Aí vai o memorando que Blair enviou a Bush dia 28/7/2002. As primeiras palavras – "Estarei com você aconteça o que acontecer" – ganharam fama imorredoura. Foi o último prego no caixão da reputação de Blair.

O memorando merece ser lido inteiro:

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Putin perdeu a paciência: "Há jornalistas responsáveis pela guerra mundial que se aproxima"

7/7/2016, Information Clearing House


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



Vladimir Putin, afinal, arregaçou as mangas.

O presidente russo estava em conferência de imprensa com jornalistas estrangeiros na conclusão do Fórum Econômico Internacional de S.Peteresburgo, dia 17 de junho, quando decidiu que era hora de deixar perfeitamente claro que o mundo caminha por uma trilha que pode levar a uma guerra nuclear. 

A verdade sobre [o relatório & o próprio] Chilcot*

6/7/2016, Craig Murray,** Information Clearing House


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



O número de mortes no horrendo mais recente atentado a bombas no Iraque já ultrapassou 250. 

Se Blair não estivesse obcecadamente determinado a atacar o Iraque apoiado numa sabida e conhecida mentira sobre Armas de Destruição em Massa (ADMs), aquelas pessoas ainda estariam vivas, bem como vários milhões de outros mortos. O ISIS jamais teria conseguido controlar territórios no Iraque e na Síria. Al-Qaeda jamais teria crescido, de organização de poucas centenas, para organização de dezenas de milhares de membros. O Oriente Médio não estaria completamente desestabilizado; e não haveria massiva crise de refugiados.

Mas que ninguém espere hoje verdade completa e transparência total do painel Chilcot de fiadores do establishment. Não esqueçamos quem são aquelas pessoas.

Robert Fisk: Li o relatório Chilcot essa semana, viajando pela Síria

E vi ao vivo o resultado das ações de Blair


06.07.2016, Robert Fisk, The Independent, "Voices"

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


"Qual a diferença entre as Armas de Destruição em Massa (ADMs) iraquianas que não existem; 'alertas' de 45 minutos, todos falsos; 70 mil "moderados" sírios inexistentes e a extinção (inventada) do Serviço Nacional de Saúde da Grã-Bretanha [National Health Service (NHS)] se o país deixar a UE?"



Acho que um julgamento em Nuremberg seria melhor local para analisar as minúcias dos crimes Blair-Bush que todos os britânicos cometemos para ir à guerra no Oriente Médio. Causamos a morte de mais de meio milhão de pessoas, a maioria das quais muçulmanos, tão completamente inocentes quanto Blair foi culpado. Uma corte semelhante à de Nuremberg poder-se-ia concentrar mais detidamente no caso das massas árabes vítimas de nossa odiosa expedição criminosa, que na culpa hedionda e na "profunda lástima" – palavras dele, claro – de Lord Blair de Kut al-Amara.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

As três Hárpias estão de volta, por Pepe Escobar

03.07.2016, Pepe Escobar, Russia Insider


"ali, onde as tétricas harpias fazem ninho"
(Divina Comédia, "Inferno", canto XIII)


"... E a Hárpia n. 3 é a secretária de Estado Victoria Nuland – valorosa baluarte dos neoconservadores –, que imortalizou o "Foda-se a União Europeia" muito antes do Brexit."


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


Era uma vez, quando a Líbia ("Viemos, vimos, ele morreu") oferecia ao mundo espetáculo imperialista humanitário sangrento estrelado pelas Três Hárpias Norte-americanas: Hillary Clinton, Samantha Power e Susan Rice, de fato quatro, se se incluía a mentora e alma mater de Hillary, Madeleine Albright.

Pops cínicos sentiram-se tentados, àquela época, a chamar de Brunhilde e as Valquírias, aquelas amazonas no desvio. Ou pelo menos, a chamar Hillary, a da gargalhada-careta-grudada-ao-rosto, de Átila, a Franga Huna [orig. Attila The Hen].

Acabemos logo com o suspense. Com certeza haverá pelo menos uma sequela previsível. E até já apareceu, sob a forma de uma resenha cheia de empáfia intitulada 
Expanding American Power  [Expandindo o Poder Norte-americano], publicada pelo think-tank Center for a New American Security (CNAS). O CNAS tem, como cofundadora e presidenta – a ex-subsecretária de Defesa Michele Flournoy, que trabalhou no governo Obama, sob as ordens de Leon Panetta.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Uruguai isolado e pressionado por Brasil e sócios no Mercosul

Francisco Montiel, La Onda Digital, n. 776, 4-11-/7/2016, Montevidéu, Uruguai



"A República Bolivariana da Venezuela rechaça as declarações insolentes e amorais do chanceler provisório do Brasil, José Serra" (Chanceler Delcy Rodríguez, da Venezuela, em Montevidéu). 

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



Reunião extra agenda do presidente Tabaré Vázquez, com uma delegação chefiada pelo chanceler brasileiro José Serra, que chegou na 3ª-feira a Montevidéu, pôs em evidência que o Brasil já está encaminhando uma série de medidas políticas e diplomáticas contra o governo da Venezuela.

Brexplosão antiglobalização

Yoon Young- kwan,* La Onda Digital, n. 776, 4-11-/7/2016,  Montevidéu, Uruguai

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu

Entreouvido na Vila Vudu:

Valha o que valer, é reflexão muuuuuuuuuuuuuuuuuito mais estimulante que o besteirol 'jornalístico' de 'colunistas' e 'especialistas' da mídia-empresa brasileira mal informada, mal formada, preconceituosa e, em todos os casos, conservadora atrasista e/ou metida a 'ética' – e/ou do meirelles-serrismo (Tesconjuro!). Sigue la lucha.




O populismo, o nacionalismo e a xenofobia contribuíram para a vitória da campanha "Sai" [ing. Exit] no recente referendo do Reino Unido sobre a permanência na União Europeia. Mas essas forças flutuam na superfície de mudança radical muito mais importante: um giro fundamental, no plano mundial, na relação entre Estado e mercado.

Desde o nascimento do capitalismo moderno, esses dois marcos da atividade humana estiveram, de modo geral, em campos opostos. O mercado tende a expandir-se geograficamente, com os atores perseguindo ganhos econômicos, e o Estado quer manter tudo e todos em ordem dentro do território que controla. Um comerciante pode ver oportunidades de mercado em país estrangeiro, mas, se quiser usufruir delas, terá de enfrentar o Estado – logo de início, no plano mais simples, o cidadão terá de enfrentar as autoridades da imigração do país.