Yoon Young- kwan,* La Onda Digital, n. 776, 4-11-/7/2016, Montevidéu, Uruguai
Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu
Entreouvido na Vila Vudu:
Valha o que valer, é reflexão muuuuuuuuuuuuuuuuuito mais estimulante que o besteirol 'jornalístico' de 'colunistas' e 'especialistas' da mídia-empresa brasileira mal informada, mal formada, preconceituosa e, em todos os casos, conservadora atrasista e/ou metida a 'ética' – e/ou do meirelles-serrismo (Tesconjuro!). Sigue la lucha.
O populismo, o nacionalismo e a xenofobia contribuíram para a vitória da campanha "Sai" [ing. Exit] no recente referendo do Reino Unido sobre a permanência na União Europeia. Mas essas forças flutuam na superfície de mudança radical muito mais importante: um giro fundamental, no plano mundial, na relação entre Estado e mercado.
Desde o nascimento do capitalismo moderno, esses dois marcos da atividade humana estiveram, de modo geral, em campos opostos. O mercado tende a expandir-se geograficamente, com os atores perseguindo ganhos econômicos, e o Estado quer manter tudo e todos em ordem dentro do território que controla. Um comerciante pode ver oportunidades de mercado em país estrangeiro, mas, se quiser usufruir delas, terá de enfrentar o Estado – logo de início, no plano mais simples, o cidadão terá de enfrentar as autoridades da imigração do país.