domingo, 24 de julho de 2016

Putin às elites ocidentais: acabou a brincadeira - da série "PARA NÃO ESQUECER" (2/2)

24/7/2016, Paul Craig Robert Blog (de 24/10/2014 in Redecastorphoto e 29/10/2014 in Club Orlov)


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu






(Continuação) Na minha visão, ainda há lugar para um acordo. Sim, Wolfgang falou sobre isso e compreendi bem o que disse. Falou sobre as próximas eleições na Ucrânia e no sul do país. Sabemos disso e estamos constantemente discutindo isso. Hoje mesmo, pela manhã, voltei a discutir isso com a chanceler da Alemanha. Os acordos de Minsk determinam que as eleições no sudeste sejam feitas em coordenação com a lei ucraniana. Em coordenação, não sob o império da lei ucraniana.

Putin às elites ocidentais: acabou a brincadeira - Da série "PARA NÃO ESQUECER" (1/2)

24/7/2016, Paul Craig Robert Blog (de 24/10/2014 in Redecastorphoto e 29/10/2014 in Club Orlov)


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



"Não se trata de alguns simples negócios locais, ou de alguma partilha na esfera de influência, no espírito da diplomacia clássica, ou da total dominação global por alguma força. Entendo que precisamos de uma nova versão do que seja interdependência. Devemos não temer a interdependência. Ao contrário, pode ser um bom instrumento para harmonizar posições".
(Vladimir Putin, Clube Valdai de Discussão Internacional, Sochi, Rússia, 24/10/2014)




MUITOS, na parte anglófona do planeta, não souberam do discurso do presidente Putin na conferência Valdai em Sochi, há poucos dias, e é altamente provável que mesmo os que ouviram falar do discurso não tiveram chance de lê-lo na íntegra, e ficaram sem meios efetivos para avaliar a importância daquela fala. (Para ajudar, adiante todos encontrarão o discurso do presidente Putin, transcrito na íntegra [e traduzido].) A mídia-empresa ocidental fez de tudo para ignorar o discurso ou distorcer seu significado real. Independente do que um ou outro pense ou não pense sobre Putin (como Sol e Lua, Putin não veio ao mundo para servir de 'substrato' a opiniões de colunistas de jornal) – o chamado Discurso de Sochi, do presidente Vladimir Putin é provavelmente o mais importante discurso político que o mundo conhece, desde o discurso de Churchill, "Cortina de Ferro", dia 5/3/1946.

MK Bhadrakumar - Jornais sauditas partem ao ataque contra Erdogan

22/7/2016, MK Bhadrakumar, Indian Punchline

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


O influente diário saudita Asharq Al-Awsat, que pertence ao príncipe Faisal bin Salman (filho do rei Salman), governador de Medina, partiu para o ataque contra o presidente Recep Erdogan da Turquia, com uma série de ataques violentos, que fazem ver claramente as rachaduras que se produziram na política do Oriente Médio muçulmano, depois do golpe fracassado da 6ª-feira passada na Turquia. Em edições sucessivas do jornal apareceram três colunas assinadas por duas vozes muito influentes dentro da mídia saudita – Abdulrahman Al-Rashed (atual gerente geral da rede Al-Arabiya de TV e ex-editor-chefe do diário; e Eyad Abu Shakra (atual editor-chefe do mesmo diário).

A primeira coluna levava o título de "A Turquia Boicotará o Ocidente?" [ing. Will Turquia Boycott the West?aqui, veio assinada por Al-Rashed e apareceu na 3ª-feira, imediatamente depois da tentativa de golpe na Turquia. Trazia duas mensagens para Erdogan: a) Não crie problemas para o ocidente (leia-se: os EUA); e b) Haverá consequências graves, se Erdogan pressionar para que os EUA extraditem o clérigo islamista Fetullah Gülen.

Jogos Olímpicos 2016: ferramenta da nova Guerra Fria

21/7/2016, Andrey Fomin, Oriental Review


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


O 6º Princípio Fundamental do Olimpismo (nenhuma discriminação de qualquer tipo, incluídas por nacionalidade ou opinião política) parece já ter sido esquecido há muito tempo. Na Grécia Antiga a competição entre os melhores atletas fazia parar guerras e servia como ponte de compreensão até entre inimigos recentes. Mas no século 20, os Jogos Olímpicos foram convertidos em arma política. 

Nos anos 1980, os EUA e aliados boicotaram os jogos de Moscou como protesto contra tropas soviéticas que entraram no Afeganistão a pedido do governo legítimo daquele país (bem diferente disso, os Jogos Olímpicos de 1936 na Alemanha Nazista, com Hitler no palanque, foram realizados sem qualquer percalço, sob os aplausos do mundo 'civilizado').

Prensa Latina entrevista o Pres. Bashar Al-Assad da Síria

21/7/2016, Prensa Latina, Cuba


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


Damasco, 21 de julho (Prensa LatinaPrensa Latina distribuiu a íntegra da entrevista exclusiva com o presidente da Síria Bashar Al Assad:

Prensa Latina: Sr. Presidente, obrigado por dar a Prensa Latina de Cuba a oportunidade histórica de transmitir o seu ponto de vista ao resto do mundo sobre a realidade na Síria. Como o senhor sabe, há muita desinformação sobre o seu país, sobre a agressão estrangeira que seu belo país está sofrendo.

Sr. Presidente, como o senhor avalia a situação militar atual da agressão externa contra a Síria, e quais os principais desafios das forças sírias em campo, para combater os grupos anti-governamentais? Se for possível, gostaríamos de saber sua opinião sobre as batalhas ou combates em Aleppo, em Homs.

Presidente Assad: Claro, os terroristas receberam muito apoio, de todo o mundo. Temos mais de cem nacionalidades que participam na agressão contra a Síria, com o apoio de certos países como a Arábia Saudita e Qatar com o seu dinheiro e da Turquia, com o apoio logístico e, claro, com o aval e supervisão dos países ocidentais, principalmente os Estados Unidos, França e Reino Unido, e alguns outros aliados.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Moon of Alabama - Turquia: Ofender Erdogan não deterá as mudanças na política externa

22/7/2016, Moon of Alabama


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


Leem-se atualmente muitas ofensas contra Erdogan na mídia-empresa nos EUA e na Europa. Tudo sugere que os autores das peças hostis teriam preferido que o golpe fosse bem-sucedido. Por que um estado de emergência e algumas restrições a direitos humanos na Turquia seria evento tão preocupante, se as mesmas medidas – e muito menos justificadas – foram implantadas na França absolutamente sem qualquer protesto? 

O presidente francês acaba de empurrar goela abaixo dos cidadãos uma nova legislação trabalhista rejeitada pelos cidadãos, servindo-se do Parlamento. Isso, sem qualquer votação e usando uma provisão constitucional muito obscura, concebida para ser usada em situação de emergência. Que fim levou o protesto na mídia-empresa e governantes 'ocidentais' contra a violação à francesa dos princípios e regras da democracia?

O golpe na Turquia fracassou – até agora. Como aconteceu – quem planejou, como foi traído, por que foi costurado de modo tão amadorístico –, tudo isso continuará a intrigar. Algumas respostas parecem plausíveis, mas permanecem abertas muitas perguntas.

MK Bhadrakumar: O complicado tango EUA-Rússia, pela Síria



Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


Reunião de cinco horas entre ministro de Relações Exteriores visitante e o presidente Vladimir Putin da Rússia não é apenas evento raro; na verdade, ninguém consegue lembrar-se de outra. Putin faz raras exceções para receber ministros de Relações Exteriores. E quando os recebe é sempre depois que já falaram com o ministro russo, Sergey Lavrov. Sob todos esses critérios, a reunião entre Putin e o secretário de Estado dos EUA John Kerry, 5ª-feira passada no Kremlin foi extraordinária.

Kerry rumou diretamente para o Kremlin no momento em que pousou em Moscou na 5ª-feira à noite e esteve com Putin até 1h da madrugada da 6ª-feira. A rara presença de Putin em conferência conjunta de imprensa com ministro estrangeiro (Kerry), a linguagem corporal de Putin e, claro, a conferência de imprensa que aconteceu logo depois, com Kerry e Lavrov – todos sempre dedicados a dar a impressão de que EUA e Rússia estariam engajados numa grande ação conjunto relacionada ao conflito sírio (aqui e aqui).