domingo, 31 de julho de 2016

"Drill, Baby, Drill":* o que significa no Mar do Sul da China (3/3), por Pepe Escobar

31/7/2016, Pepe Escobar, Strategic Culture Foundation


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu

Ver também

"O verdadeiro segredo do Mar do Sul da China (1/3)"
26/7/2016, 
Pepe Escobar, SputnikNews (traduzido no Blog do Alok)
Guerra inevitável no Mar do Sul da China? (2/3)
27/7/2016, 
Pepe Escobar, RT (traduzido no Blog do Alok
)



Há um buraco azul no Mar do Sul da China. Longdong ("Buraco do Dragão") tem espantosos 300,89 metros de profundidade, em águas azuis profundas perto de Yongle, um grande recife de corais nas ilhas Paracel (ou Xisha, na denominação chinesa).

Os mais cínicos podem argumentar que, depois da recente sentença da Corte Arbitral de Haia, em larga medida contrária à "linha dos nove traços" da China, todo o Mar do Sul da China seria, mais, um buraco negro – não azul – geopolítico, onde as mais sérias turbulências são praticamente inevitáveis.

Já examinei noutro artigo como a história do Mar do Sul da China está hoje colidindo com imperativos derivados do sistema de Westphalia, e como o "pivô para a Ásia" do EUA está acelerando o conflito. Também examinei como a obsessão da Marinha dos EUA com "acesso" na verdade está tumultuando as relações entre nações soberanas, na questão de qual delas tem direito de extrair lucros das águas em torno de um punhado de ilhas ou "rochedos".

Além disso tudo, há também aquela lógica inescapável que envolve todas as guerras de energia: "É o petróleo, estúpido".

Ante a derrota, EUA 'ameaçam' balcanizar a Síria, por MK Bhadrakumar

31/7/2016, MK Bhadrakumar, Indian Punchline


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


Os comentários ácidos, amargos, em que John Brennan chefe da CIA pôs em dúvida o futuro da Síria como país soberano, no Fórum de Segurança de Aspen, Colorado, ontem, mostram o alto nível de frustração dos EUA ante as realidades que emergem dos combates em solo (Reuters). As forças do governo sírio, apoiadas por forças russas, iranianas e por combatentes do Hezbollah cercaram afinal a estratégica cidade de Aleppo, no norte do país. Dentro da cidade, presos na arapuca, estão os grupos extremistas que EUA e aliados apoiaram na guerra.

sábado, 30 de julho de 2016

Guerra inevitável no Mar do Sul da China? (2/3), por Pepe Escobar

27/7/2016, Pepe Escobar, RT


Ver também
"O verdadeiro segredo do Mar do Sul da China (1/3)"
26/7/2016, 
Pepe Escobar, SputnikNews (traduzido no Blog do Alok)



Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


Mar do Sul da China, Sudeste Asiático, foram tomados pela questão de como responder. Confabularam. Discutiram. Caíram em desespero.

Foi demonstração viva e em cores de como se fazem negócios "ganha-ganha" na Ásia. Pelo menos, em teoria.

Por fim, em reunião de cúpula em Vientiane, Laos, as dez nações da Associação de Nações do Sudeste Asiático [ing. Association of Southeast Asian Nations (ASEAN)] e a China finalmente decidiram-se por aquele mantra familiar – "diluir tensões".

Concordaram com parar de mandar gente para "ilhas, recifes, baixios, atóis e outros afloramentos", depois que a ASEAN declarou-se preocupada com as demandas de terra e "escaladas de atividades na área".

E tudo isso sem sequer falar de China – nem, tampouco, da decisão do Tribunal de Haia.

O verdadeiro segredo do Mar do Sul da China (1/3), por Pepe Escobar

26/7/2016, Pepe Escobar, SputnikNews


Ver também
"A guerra é inevitável no Mar do Sul da China", Is war inevitable in the South China Sea? (2/3)
27/7/2016, Pepe Escobar, RT (em tradução)

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




O Mar do Sul da China é e continuará a ser o ponto geopolítico mais importante de todo o jovem século 21 – muito mais que o Oriente Médio ou as fronteiras ocidentais da Rússia. Ali se disputa nada menos que o futuro da Ásia – e o equilíbrio de poder Oriente-Ocidente.

Para compreender o Grande Quadro, é preciso voltar a 1890, quando Alfred Mahan, então presidente da Academia Naval dos EUA, escreveu o seminal The Influence of Sea Power Upon History, 1660-1783 (ing.). A tese central de Mahan é que os EUA tinham de sair ao mundo à procura de novos mercados, e proteger essas suas novas rotas de comércio com uma rede de bases navais.

Esse é o embrião do Império de Bases dos EUA – que começou de facto depois da guerra EUA-Espanha, há mais de um século, quando os EUA alcançaram o status de potência do Pacífico, ao anexar Filipinas, Hawaii e Guam.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Obama diz que Hillary continuará o legado dele – e continuará mesmo!

29/7/2016, Michael Hudson, in Naked Capitalism (postado por Yves Smith)


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


"Poucos provavelmente captaram a ameaça assustadora que Obama deixou no ar, sobre um plano de Hillary para que as empresas partilhem os lucros com os empregados. Para mim, é o mesmo plano de Pinochet, para privatizar a Seguridade Social entregando-a a Programas de Propriedade de Ações para Empregados [ing. ESOPs (Employee Stock Ownership Programs)], da mais deslavada exploração.

(...) Mas Bernie, ele mesmo, parece um Alex Tsipras norte-americano. Tsipras supôs que sair da eurozona fosse ainda pior que capitular ante a austeridade [não é 'austeridade', é arrocho (NTs)]; Sanders supõe que se afastar dos Democratas e apoiar um realinhamento político – talvez mesmo elegendo Trump no período de transição – seria pior que a agenda pró-Wall Street de Hillary, prima-irmã da agenda de Obama."



Pouco antes da convenção do Partido Democrata na 2ª-feira, Hillary escolheu o senador Blue Dog [democrata conservador] Tim Kaine de Virginia como seu vice-presidente. Logo depois Wikileaks distribuiu os e-mails do Comitê Nacional Democrata, CND [ing. Democratic National Committee (DNC)] que mostram que o Comitê Nacional obrou, na verdade, como agente da campanha de Clinton, ao ponto de até usar os mesmos advogados da campanha dela, para boicotar a candidatura de Bernie Sanders.


O Fascismo e sua Imbecilidade Ilógica, por Mauro Santayana

27.07.2016 - Mauro Santayana

O fascismo de hoje se disfarça de “liberalismo” no plano político e de neoliberalismo no plano econômico.


(Jornal do Brasil) - Célebre por seus estudos sobre a França de Vichy, Robert Paxton dizia que o fascismo se caracteriza por uma sucessão de cinco momentos históricos: a criação de seus movimentos; o aparelhamento do setor público; a conquista do poder legal; a conquista do Estado; e, finalmente, a radicalização dos fins e dos meios - incluída a violência política - por intermédio da guerra.     

O fascismo de hoje se disfarça de “liberalismo” no plano político e de neoliberalismo no plano econômico.

Seu discurso e suas “guerras” podem ser dirigidos contra inimigos externos ou internos.     

E sua verdadeira natureza não pode ser escondida por muito tempo quando multidões uniformizadas, quase sempre com cores e bandeiras nacionais, descobrem "líderes" dispostos a defender o racismo, a ditadura, o genocídio e a tortura.     

Que, quase sempre, são falsa e artificialmente elevados à condição de deuses vingadores.     

quinta-feira, 28 de julho de 2016

A Questão Central na Campanha Presidencial nos EUA

27/7/2016, Eric Zuesse, The Vineyard of the Saker


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


A questão central na campanha presidencial nos EUA não pode sequer ser discutida na mídia-empresa de 'noticiário' nos EUA, porque a mesma mídia-empresa é toda ela, quase uniformemente, cúmplice do crime de ocultar da opinião pública dos EUA a informação factual crucialmente decisiva para que a população possa votar de modo inteligente e confiavelmente bem-informado sobre aquela questão. Nenhum veículo da mídia-empresa de notícias quer ver noticiada a própria cumplicidade em crime algum; assim sendo, a 'cobertura', de fato o 'encobrimento', continua inalterado. Essa 'cobertura'/encobrimento ativo tem vida própria, que empurra o mundo cada vez para mais perto de uma situação que pode fazer bilhões de mortos, porque quanto mais se mantiver o encobrimento, mais fora de controle tornam-se as coisas. E por isso persiste o ciclo de mentiras virtualmente uniformes, apesar do perigo sempre crescente.