segunda-feira, 15 de outubro de 2018

A internacional capitalista impôs o seu candidato

9/10/2018 Por Álvaro Verzi Rangel,[1] Centro de Analise Estratégico Latinoamericano,* trad. Victor Farinelli (por indicação de Pepe Escobar, pelo Facebook)

Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga



A internacional capitalista encontrou em um ex-militar xenófobo, misógino e homofóbico chamado Jair Bolsonaro a figura para conquistar a Presidência do Brasil através dos votos, diante da incapacidade dos golpistas de 2016 para realizar as reformas estruturais que garantam a nula intervenção do Estado nas relações capital-trabalho e nas transações comerciais e financeiras, o “mercado livre” em estado puro.

O trabalho para impor esse discurso no imaginário coletivo dos brasileiros, imersos em uma profunda crise com mais de 13 milhões de desempregados, começou há mais de uma década, a partir dos think tanks do movimento ultraliberal, um enorme financiamento e a ativa participação das igrejas evangélicas, que tiveram um papel crucial na campanha eleitoral e na construção do imaginário coletivo cheio de golpes baixos e fake news (mentiras), como é habitual nesta época de pós-verdade.

Os mísseis S-400s não resolvem o dilema geoestratégico da Índia, por Pepe Escobar

7/10/2018, Pepe Escobar, Asia Times

Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga



“Com aquele dramalhão demente que rola no Brasil, essa notícia pode ter-se perdido na confusão, mas é MUITO importante.

Em resumo, aí estão os contornos do jogo geoestratégico de apostas altíssimas que os três (B)*RICS/OCX – Rússia, Índia, China – estão jogando na relação com o Excepcionalistão.”
Pepe Escobar, pelo Facebook, 8/10/2018





A cúpula de 2018 Índia-Rússia pode ter resultado em encontro histórico, que terá efeitos por eras. As negociações, vistas da superfície, centraram-se na possibilidade de a Índia confirmar ou não a compra de cinco sistemas S-400s russos, de mísseis de defesa, por $5,43 bilhões.

O negócio foi fechado imediatamente depois que o primeiro-ministro Narendra Modi da Índia, e o presidente Vladimir Putin da Rússia, deram por encerrada a conversa em Nova Delhi. As negociações começaram em 2015. Os S-400s serão entregues em 2020. 

E agora? Acontece o quê? O governo Trump sanciona a Índia nos termos da Lei de Resposta aos Adversários da América mediante Sanções [ing. Countering America’s Adversaries Through Sanctions Act (CAATSA)?

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Como EUA organizam campanhas ‘jornalísticas’ – à moda Trump [e Bolsonaro] – contra Rússia, China...

Moon of Alabama [Com atualização para o caso do Brasil]


Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga



Ontem, vários países divulgaram uma mesma campanha de propaganda, igual em todos os países, contra a Rússia. O contexto foi uma reunião de cúpula da OTAN na qual os EUA pressionam para que a ciberguerra contra o inimigo preferido da OTAN seja intensificada.

No mesmo dia, outra campanha coordenada foi disparada contra a China. O alvo a ser atacado, nesse caso, é a fabricação de chips para computador que os chineses estão promovendo a escala superior. Também relacionada, é a pressão que os EUA fazem sobre Taiwan, para que rompa relações com sua grande mãe-pátria.

EUA: Sete dias em setembro - 'Democracia’ aos “tropeços” no século 21, por Joe Lauria

3/10/2018, Joe Lauria,* Consortium News

Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga



Nos primeiros sete dias de setembro, foram divulgados – quase inacreditavelmente – esforços empreendidos para cercar e talvez para derrubar um presidente constitucionalmente eleito nos EUA, levantando questões complexas sobre o tão louvado sistema democrático norte-americano.

O que se passou parece extraído do romance, depois filme, Sete Dias em Maio: história de um golpe militar fracassado contra um presidente dos EUA que tentava melhorar as relações com a Rússia. O presidente na ficção foi baseado no presidente real, John F. Kennedy, que abriu a Casa Branca em 1963 ao diretor Frankenheimer para que filmasse as únicas cenas de filme de Hollywood jamais filmadas lá.

domingo, 7 de outubro de 2018

República da Sérvia, pequena aliada da Rússia, Atacada nos Bálcãs

4/10/2018, Stephen Karganovic, Strategic Culture Foundation



“Pode-se dizer que a pequena República Srpska, mudou-se repentinamente
para o Lago Paranoá, em Brasília, DF...” [pano rápido]
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Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga



A República Sérvia (também conhecida como República Srpska, que não deve ser confundida com a Sérvia propriamente dita), uma das duas regiões de estados disfuncionais e governos autônomos (a outra é a Federação da Bósnia e Herzegovina, federação croato-bósnia), realizará eleições dia 7 de outubro.  


O processo eleitoral acontecerá sob a sombra alongada da manipulação política ocidental, empenhada em influenciar no resultado.

Jarro de prata centenário evoca mistérios da Rota da Seda

1/10/2018, Susan Whitfield,*South China Morning Post  [Dica de Pepe Escobar, no Face]

Entreouvido na Vila Mandinga
Enquanto EUA e Brasil, já convertidos em latrina do mundo, afogam-se em lama e merda e miséria e ARROCHO neoliberais e ladram em ‘debates’ pela Rede Globo, a caravana do ‘oriente’ anti-ARROCHO só avança... Venceremos.
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Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga



Ao promover sua “Iniciativa Cinturão e Estrada” – ambicioso plano para abrir novos mercados para a China, pela construção de infraestrutura comercial e logística da Ásia para Europa e Ásia – Pequim invoca e recria paralelos com a fabulosa Rota da Seda, que operou entre os mesmos três continentes, praticamente do ano 200 a.C., até 1400.

Mas, como objeto de estudo histórico, a Iniciativa Cinturão e Estrada é completamente diferente da Rota da Seda. De fato, nunca houve um trilha chamada Rota da Seda, que é o nome pelo qual, desde o final do século 20, muitos se referem, de vários modos, todos igualmente imprecisos, ao comércio de longa distância e às interações entre África e Eurásia.

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

A Questão Nacional não Entrou na Questão Eleitoral, por Pedro Augusto Pinho

3/10/2018, Pedro Augusto Pinho (msg distribuída por e-mail, aqui repassada)





Desde o momento que o capitalismo financeiro, que denomino banca, dominou o mundo capitalista, novas prioridades passaram a definir a luta dos povos por suas independências. E, como é óbvio, este novo poder dominante criou novos mitos, novas questões para desviar desta luta seus principais conteúdos, quais sejam as ações nacionais pela soberania e pela cidadania.

Ter colônia de escravos, e no mínimo número necessário para produzir seus lucros, é o objetivo da banca.
Temos, por exemplo, a violência e a corrupção como temas eleitorais, em 2018, enquanto se entregam bens insubstituíveis de propriedade do Brasil aos estrangeiros. Bens naturais, dádivas de um território rico, e bens intelectuais, fruto do esforço e dos investimentos dos brasileiros como a Embraer e a tecnologia de produção de petróleo em águas ultraprofundas.