domingo, 11 de novembro de 2018

(B)RIC(S) depois de Bolsonaro, por Ghassan Kadi

8/11/2018, Ghassan Kadi, The Saker Blog

Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga



A sigla BRICS designa a ‘aliança’ que inclui Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Mas, e com todo o respeito por Brasil e África do Sul, BRICS resume-se efetivamente a RIC ou IRC ou CRI e outras fórmulas [(B)RIC(S)].

Com Rússia, Índia e China, não interessa em que ordem, aí está o futuro da Eurásia; setor praticamente nunca mapeado onde vive 1/3 de toda a população do planeta; vasta porção de massa terrestre, rica em recursos, não só recursos humanos, e só esperando o melhor momento para pôr sua marca na história.

O que pensamos das ‘sanções’ dos EUA, por Javad Zarif, Ministro das Relações Exteriores do Irã

6/11/2018, The Vineyard of the Saker (Vídeo, 2’57”, fala transcrita e traduzida)

Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga



Bom-dia. Os EUA parecem crer que impor sanções ilegais e draconianas ao Irã causará tal sofrimento a nossa nação, que seremos forçados a nos submeter ao que querem os EUA, não importa o quanto as sanções contra nós sejam absurdas, ilegais ou fundamentalmente viciosas. Já passamos 40 anos como alvos da hostilidade dos EUA, vivendo exclusivamente dos nossos próprios recursos.

Abe reúne-se com Xi, depois com Modi: Nova ‘Esfera Asiática de Cooperação’? Por F. William Engdahl



Da série “EUA perderam”: 
Pra EUA sóssobrô BB&MoMo 
(Brasil de Bolsonaros e Moro&Morão)
(3/3) EUA perderam o Japão”

Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga



Uma das consequências mais importantes da guerra comercial que o governo Trump faz contra China e também contra o Japão, é o recente encontro econômico-diplomático entre o primeiro-ministro do Japão Shinzo Abe e o presidente da China Xi Jinping em Pequim. É não só porque é a primeira visita de qualquer primeiro-ministro japonês, em sete anos, desde o resfriamento das relações, por efeito de disputa por ilhas no Mar do Leste da China. Também é consequência importantíssima porque sugere que uma nova estratégia política e econômica pode estar emergindo na mais ampla esfera econômica da Ásia. Horas depois de ter deixado Pequim, Abe recebeu em Tóquio a visita do primeiro-ministro Narenda Modi em Tóquio. Significará, toda essa movimentação, que está emergindo um novo flanco no mundo multipolar? Ou tudo não passa de política esperta, de Abe ?

EUA a um passo de ter de devolver o Af-Paq aos Talibã, al-Qaeda, por MK Bhadrakumar

31/10/2018, MK Bhadrakumar, Indian Punchline

Da série “EUA perderam”: Pra EUA sóssobrô BB&MoMo (Brasil de Bolsonaros e Moro&Morão) (1/3)          EUA perderam o Af-Paq

Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga



Segundo matérias traduzidas, os Talibã anunciaram na 3ª-feira que cinco homens, da alta direção do grupo, que estiveram presos em Guantánamo, apresentaram-se ao gabinete político do grupo, no Qatar. É desenvolvimento dramático, que assinala que as conversações entre os Talibã e os EUA avançam seriamente, em busca de um acordo para o Afeganistão.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Modi enterra a ‘servidão unipolar’ da Índia, por MK Bhadrakumar

3/11/2018, MK Bhadrakumar, Indian Punchline

Da série “EUA perderam”: 
Pra EUA sóssobrô BB&MoMo (Brasil de Bolsonaros e Moro&Morão)

(2/3) EUA perderam a Índia

Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga




Essa semana trouxe surpresas em dois campos. De um lado, o espectro de Nova Guerra Fria EUA-China teve morte súbita, quando opresidente Trump, na 5ª-Feira, telefonou ao presidente Xi Jinping para atrasar o relógio de volta a tempos mais felizes. 



Sem meias palavras, Trump tentou encerrar de vez a guerra comercial e remendar todas as pontes com a China. Realista, Trump sabe que os EUA simplesmente não têm meios para impor seus desejos à China. Pequim está visivelmente satisfeitíssima.

À sombra do vulcão paquistanês, por Pepe Escobar

3/11/2018, Pepe Escobar, Asia Times

À Sombra do Vulcão
3/11/1938, Dia de los muertos, Cuernavaca, México
Malcolm Lowry (1947) (NTs)

Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga



Enquanto Khan move suas pedras num complexo tabuleiro de xadrez geopolítico, a ajuda dos chineses pode ser uma tábua de salvação financeira, com Islamabad em luta contra um extremismo religioso mortífero.


Foi semana de quase nem respirar, colhido à sombra do vulcão político-religioso fumegante, borbulhante, que é o Paquistão de Imran Khan.[1]
E os desenvolvimentos multifacetados dessa semana podem estar sinalizando mudanças sísmicas nas relações internas e externas do Paquistão, para o futuro previsível.



Antes de entrar nos assuntos mais sangrentos, comecemos com o episódio “Mr. Khan Vai à China” – essencial para revisar todos os aspectos do que os dois lados descreveram entusiasticamente como a “parceria estratégica cooperativa para tudo, faça chuva, faça sol”.

O internacionalismo tem de ser distrital

24/10/2018, Costas Lapavitsas, Red Pepper, Reino Unido
(entrevista a Michael Calderbank, editor de Red Pepper)

“Os senhores das neonormalidades fazem de tudo para que todos esqueçam que os mecanismos da nova normalidade são gerados durante a crise e carregam as impressões digitais da crise” (3/11/2018, Costas Lapavitsas Blog, sobre a ‘nova normalidade’ grega.
Aplica-se à suposta nova normalidade do golpe no Brasil-2018).
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Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga



Costas Lapavitsas*  O livro é obviamente uma crítica da União Europeia (UE), como está hoje. É uma avaliação de onde está a UE, em que se converteu e seu rumo provável. É uma tentativa de dizer que o que sobrou hoje nada tem a ver com defender aquele conjunto de instituições. É preciso assumir posição crítica, de rejeição. Para mim, esse é o único modo pelo qual se pode desenvolver política radical na Europa e um programa econômico radical, internacionalista e social.