terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Pepe Escobar entrevista Prof. Hasan Unal Desafios e atribulações da política exterior da Turquia

1/12/2018, Pepe Escobar, The Vineyard of the Saker (de Asia Times)

Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga



Quando Vladimir Putin visitou o muito pomposo novo palácio presidencial de Erdogan em Ankara, que custou $500 milhões, só achou uma coisa para dizer: “Estou muito impressionado”. O prof. Hasan Unal, saboreia o humor gelado, com prazer tão grande, ao recontar a história, quanto a certeza de que o comentário de Putin não teve qualquer efeito de ironia sobre Erdogan, conhecido pelo mau humor.

Professor Hasan Unal é renomado cientista social e especialista em relações internacionais da Turquia. Tive o prazer de passar uma longa tarde com ele, na Universidade Maltepe em Istanbul, onde o prof. Unal goza hoje de tempo para “só dar aulas”, depois de carreira acadêmica muito agitada em Ankara. Adiante, alguns dos principais pontos de nossa conversa:

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Paris, novembro-dezembro, 2018: Estamos com os rebeldes

30/11/2018, Aurélie Dianara, Jacobin Magazine

Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga


Os dois últimos fins-de-semana assistiram a grandes mobilizações de massas em toda a França, pelos “jalecos amarelos” que protestam contra o aumento dos preços dos combustíveis. No sábado, 17/11, 282 mil desses “jalecos amarelos” (assim chamados por causa dos coletes fosforescentes, de alta visibilidade, que todos os motoristas franceses são obrigados, por lei, ter no carro) mobilizaram-se em todo o país, bloqueando estradas, em “operações tartaruga” para dificultar o trânsito, e ações para passar pelos pedágios sem pagar. Foram mais de duas mil ações em todo o país, quase 400 prisões, várias centenas de feridos e um morto. Houve confrontos diretos com a Polícia, e o movimento prosseguiu nos dias seguintes, sem arrefecer, apesar da repressão.

G20, a jogada: versão condensada, por Pepe Escobar

30/11/2018, 16h30 (hora de BSB) Pepe Escobar, pelo Facebook (traduzido)

Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga



O G20 na verdade é como uma última bocada de ar para “salvar” a atual (des)ordem no mundo turbo-capitalista. Fracassará. Esperem descomunais fogos de artifício que vêm por aí.

Os sherpas no G20 passarão a noite em claro tentando inventar alguma declaração final capaz de conter Trump. Todos apoiam o multilateralismo no comércio – e ninguém quer incomodar ainda mais o Verdadeiro Big Boss em Buenos Aires: Xi Jinping. O jantar Trump-Xi é amanhã à noite. Prognóstico NÃO é bom – para dizer o mínimo.

Degradação das condições de vida dos cidadãos é a mais grave ameaça à segurança nacional dos norte-americanos

30/11/2018, Moon of Alabama
Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga

Bolsonáricos batem continência e sonham com copiar os EUA, mas... 


Micah Zenko @MicahZenko (aqui traduzido)
8:14pm  29/11/2018

A mais grave ameaça à segurança nacional dos EUA é a indiferença coletiva à continuada deterioração dos padrões de vida e subsistência dentro dos EUA.


Expectativa de vida em idades selecionadas, por sexo: Estados Unidos, 2016 e 2017

Micah Zenko, que trabalhou no Conselho de Relações Exteriores e agora está na Chatham House, é um dos analistas mentalmente sãos, que trabalha com as políticas de segurança dos EUA.

O tuíto acima (aqui traduzido) foi escrito em resposta ao relatório da Secretaria de Saúde Pública dos EUA, 2017, sobre mortalidade nos EUA. Os principais dados que ali se reúnem são:

Drama no Estreito de Kerch: Provocar o urso russo, por Pepe Escobar

27/11/2018, Pepe Escobar, Asia Times

Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga



O Ocidente esbraveja contra uma ‘agressão’ russa, mas a coisa parece mais simulação barata, do desesperado presidente da Ucrânia e conservadores nos EUA, obcecados com derrubar Trump no primeiro charivari com Putin.

Quando a marinha da Ucrânia despachou um rebocador e mais dois barcos armados no domingo, para forçar caminho pelo Estreito de Kerch até o Mar de Azov, sabia de antemão que a resposta dos russos seria rápida e impiedosa.

Quem inflou a imagem de Qassem Soleimani e a influência do Irã por todo o Oriente Médio?, por Elijah J. Magnier

27/11/2018, E.J.Magnier Blog


Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga




Quem ajudou o general iraniano, comandante da Brigada al-Quds, general Qassem Soleimani, a expandir a própria influência e seu círculo de aliados no Oriente Médio? Como esse nome tornou-se tão conhecido e a reputação do general cresceu tanto?

Putin e as Regras da Elite


24/11/2018, Aleksandr Khaldey, StalkerZone, de iarex.ru
(traduzido ru.-ing., por Ollie Richardson & Angelina Siard, aqui retraduzido)


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“Por essa razão é impossível exigir hoje de Putin [e de Lula, de Cristina Kirshner, de Rafael Correa e de alguns outros] que transforme radicalmente e derrube a elite: porque as condições internas e externas para que isso aconteça ainda não se desenvolveram, infelizmente.

O sistema atual ainda não exauriu todos os seus recursos, e continuará a lutar pela própria vida. O fim de qualquer formação social historicamente é processo longo; e não há como acelerá-lo ou empurrá-lo adiante. O problema não é quebrar o que existe. O problema está em compreender o que ocupará o espaço do que agora se acaba. Enquanto essa noção não estiver construída, o que aí está aí permanecerá.”
O capitalismo está reduzido a restos, vai-se enfraquecendo, mas ainda é forte demais para simplesmente sumir. O novo ainda está em formação e ainda não consegue desalojar o velho sistema.”
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Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga




Quando tentava compreender, durante muitos anos, por que Putin não derruba a elite ainda governante na Rússia, mas trabalha com o que encontra no poder, percebi que pouca gente compreendia o que, de fato, estava em discussão. Especialistas já conhecem praticamente decorados, todos os fatos possíveis e imagináveis relacionados ao presidente, a biografia de Putin e toda a história de sua chegada ao cargo mais algo do governo russo. Mas poucos estudam a elite russa, motivo pelo qual se sabe muito menos sobre o que representa aquela elite e sobre se o presidente teria hoje algum espaço para influenciar radicalmente a elite – como fez Stálin, por exemplo –, ou se as oportunidades hoje são muito limitadas.