Privatizações estão cada vez mais em moda, na Grécia, na Ucrânia, nos EUA e na Grã-Bretanha – e privatizações são um dos traços centrais do fascismo.
Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga
O núcleo do fascismo é a ideia de que há alguma elite – seja "os arianos" seja "o povo escolhido por Deus" ou assemelhados – que devem comandar; e todos os demais seres humanos existem para servir àquela elite. Inevitavelmente, essa elite oficial consiste no pessoal que o poder, seja qual for, escolhe para serem os proprietários de tudo que tenha valor de venda. E crescentemente os bens vão-se tornando propriedade privada daquela gente – e até o que foi criado como patrimônio público torna-se privado. Praias tornam-se privadas. Escolas. Florestas. Rios. Recursos naturais em geral tornam-se privados. Não se trata só da arte que os nazistas roubaram e privatizaram e/ou exibem em museus controlados por eles, que se torna privada; é tudo que aquela elite deseje ter e controlar: tudo será privatizado. Esse é o ideal fascista.






