quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Republicando - Privatização: o coração do fascismo

25/8/2015, Eric ZuesseStrategic Culture


Privatizações estão cada vez mais em moda, na Grécia, na Ucrânia, nos EUA e na Grã-Bretanha – e privatizações são um dos traços centrais do fascismo.

Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga



O núcleo do fascismo é a ideia de que há alguma elite – seja "os arianos" seja "o povo escolhido por Deus" ou assemelhados – que devem comandar; e todos os demais seres humanos existem para servir àquela elite. Inevitavelmente, essa elite oficial consiste no pessoal que o poder, seja qual for, escolhe para serem os proprietários de tudo que tenha valor de venda. E crescentemente os bens vão-se tornando propriedade privada daquela gente – e até o que foi criado como patrimônio público torna-se privado. Praias tornam-se privadas. Escolas. Florestas. Rios. Recursos naturais em geral tornam-se privados. Não se trata só da arte que os nazistas roubaram e privatizaram e/ou exibem em museus controlados por eles, que se torna privada; é tudo que aquela elite deseje ter e controlar: tudo será privatizado. Esse é o ideal fascista.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

É mito que EUA teriam “detonado” o ‘Estado Islâmico’ na Síria

9/2/2019, Stephen Lendman, Global Research

Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga



‘Estado Islâmico’ – ing. ISIS, que não é nem “estado” nem “islâmico” – é criação dos EUA. E al-Qaeda, a frente al-Nusra, descendente da al-Qaeda e outros grupos terroristas também são criação dos EUA: todos esses grupos foram usados pelo Pentágono e pela CIA como ‘agentes locais’ mercenários, e simulacro de soldados, que os EUA usam para fazer suas guerras em áreas distantes.

As frases de Trump, segundo as quais os EUA estariam “detonando” o ‘Estado Islâmico’… Ou teriam “derrotado” o ‘Estado Islâmico’ na Síria” são rematadas mentiras. Antes, Trump já dissera que ele saberia “muito mais sobre #‘Estado Islâmico’ do que os generais”...

EUA têm longa história de intervenção em assuntos internos da Venezuela

A influência dos EUA na Venezuela é parte de um plano imperial de dois séculos

9/2/2019, Shane Quinn, Global Research


Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga

As causas de base das crises em curso na Venezuela vão-se tornando cada vez mais aparentes, ao ritmo em que a situação no país alcança níveis cada vez mais ameaçadores. A Venezuela é dona de 1/5 de todas as reservas de petróleo conhecidas no planeta, equivalente às reservas somadas de Irã e Iraque, e deixa para trás, em segundo lugar, a Arábia Saudita.


A obsessão dos EUA contra a Venezuela explica-se, principalmente, pelos recursos quase sem fim da nação sul-americana. Se conseguirem substituir o presidente Nicolás Maduro, 56 anos, por qualquer figura simpática aos desejos imperiais dos EUA, os recursos naturais reunidos em território venezuelano dariam impulso considerável à hegemonia mundial dos EUA.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Venezuela: vamos ao que interessa, por Pepe Escobar

01.02.2019 - Pepe Escobar, Strategic Culture Foundation 



Traduzido por btpsilveira



Finalmente a Guerra Fria 2.0 atingiu repentinamente a América do Sul – colocando em campo os EUA e seus minions contra os pilares da integração da Eurásia em andamento: Rússia, China, Irã e Turquia.
É o petróleo, estúpido. Mas há muito mais do que parece (óleo).

sábado, 2 de fevereiro de 2019

Nota sobre o crime contra a Venezuela

31/1/2019, J.B.Gerald, Night Lantern         


31/1/2019, 12:01pm, Facebook• [ing. aqui traduzido] Boa análise. Problema é que os EUA e a UE rejeitará qualquer Astana para salvar a Venezuela – exatamente como rejeitaram Astana para a Síria.

Escrevo sobre isso em tempo integral há anos; mais e mais, a batalha se trava entre os dois grandes polos: integração da Eurásia versus Império do Caos e lacaios selecionados do ocidente.
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Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga




Para esclarecer a importância da tentativa de golpe de Estado de 23 de Janeiro na Venezuela, recordamos que, desde a Segunda Guerra Mundial, a motivação habitual para as violações da Convenção sobre o Genocídio tem sido a cobiça, dos sempre os mesmos, sobre recursos naturais de alguma parte do mundo. Por exemplo, Iraque, Líbia, Síria, Haiti, República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Sudão do Sul, Guatemala e outros.

As populações que habitam áreas ricas em recursos naturais são forçadas a fugir, exilar, refugiar-se em outros lugares, ou são atacadas por doenças, ou fome, ou diretamente assassinadas por programas militares, ou divididas internamente em guerras civis que garantam quem morram homens, mulheres e crianças, aos milhões.

Os danos são intergeracionais, porque os efeitos do urânio empobrecido ou dos resíduos da mineração passam de pai para filhos e netos; os sobreviventes de uma geração perdem os filhos na geração seguinte. O efeito da destruição de um habitat é a destruição de um povo com reivindicações históricas legais sobre a terra e seus recursos naturais.

Se estas multidões de seres humanos forem erradicadas, o desenvolvimento dos recursos naturais prossegue sem impedimentos ou qualquer benefício ou pagamento aos legítimos proprietários. 

Esse blog “Lanterna da Noite” faz aqui um alerta aos povos que habitam ou podem reivindicar legalmente um território rico em recursos naturais.

No Afeganistão, os EUA revisitam a síndrome do Vietnã, depois de 17 anos de guerra e destruição

31.01.2017 - Finian Cunningham, Information Clearing House


tradução: btpsilveira



É a guerra mais prolongada dos EUA, custando enormes somas de “sangue e dinheiro” como afirmam os líderes dos Estados Unidos. Mas parece que os EUA estão aceitando finalmente uma derrota histórica no Afeganistão, comparável à vergonhosa derrota na Guerra do Vietnã.

Negociações intensas entre autoridades (norte)americanas e os insurgentes do Talibã produziram o “maior passo concreto” na direção do fim da guerra que já dura quase 18 anos no Afeganistão, de acordo com o New York Times.

Novas conversações estão marcadas para as próximas semanas para reforçar os detalhes, mas já existem  relatos de que os EUA estão retirando as 14000 tropas remanescentes do país da Ásia Central dentro do próximo ano, mesmo sem quaisquer garantias de reciprocidade pelo inimigo.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Venezuela – A tentativa de golpe é parte de um projeto maior – Intervenção militar provavelmente falhará

31.01.2019 - Moon of Alabama



trad: btpsilveira



A administração Trump lançou um grande projeto político para reconfigurar vários países na América Latina. Manchete do Wall Street Journal:
A pressão dos Estados Unidos para derrubar o governo Maduro na Venezuela é o primeiro disparo do plano para reconfigurar a América Latina
O objetivo mais abrangente da administração Trump é ganhar vantagem contra Cuba e minimizar recentes incursões na região pela Rússia, Irã e China.

O plano inclui mudança de regime na Venezuela, Nicarágua e eventualmente até em Cuba. A remoção de qualquer interesse de russos e chineses é outra meta. Trata-se de um projeto de longo prazo com apoio bipartidário. Provavelmente necessitará de força militar. 
Alvos: Raul Castro (Cuba), Daniel Ortega (Nicarágua) e Nicolás Maduro (Venezuela).
O projeto parece ter se espelhado no plano para o “Novo Oriente Médio” da então Secretária de Estado Condoleeza Rice, lançado em 2006. O plano falhou, em grande parte devido a incompetência dos Estados Unidos, mas mesmo assim deixou vários países seriamente prejudicados.