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terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Golpista John Bolton humilhado outra vez. Turquia rejeita suposto novo ‘plano’ dos EUA para a Síria

8/1/2019, Moon of Alabama

Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga



No domingo, o Conselheiro de Segurança Nacional dos EUA John Bolton tentou impor algumas condições para a retirada dos soldados dos EUA, da Síria:


Bolton, em viagem a Israel e Turquia, disse que destacaria, em conversas com autoridades turcas, inclusive com o presidente Tayyip Erdogan, que as forças curdas têm de ser protegidas.
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Consultado sobre se a retirada dos norte-americanos não aconteceria até que a Turquia assegurasse proteção aos curdos, Bolton respondeu: “Basicamente, é isso.”
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“Não acreditamos que os turcos empreendam qualquer tipo de ação militar que não seja, pelo menos minimamente, coordenada e aprovada pelos EUA”, disse Bolton. “Assim sendo, os turcos não ameaçam nossos soldados, mas também cumprem o que o presidente [Trump] exigiu, que as forças da oposição síria que lutaram conosco não sejam ameaçadas.”


A Turquia não gostou. Os curdos do YPG, que os EUA usam como bucha de canhão para combater o ‘Estado Islâmico’, são a mesma organização PKK, que opera como grupo terrorista na Turquia. A Turquia não pode admitir que esse grupo permaneça junto às fronteiras turcas como força militar organizada.

sábado, 5 de janeiro de 2019

Trump cede à pressão doméstica e adia retirada dos EUA da Síria, enquanto uma tempestade se forma no Levante, por Elijah J. Magnier



O Levante está voltando ao centro da política no Oriente Médio, em posição de mais prestígio do que jamais antes desde 2011 

Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga




Em resposta à pressão doméstica, Trump concordou com adiar o prazo para retirar milhares de soldados dos EUA, da província de al-Hasaka, nordeste da Síria, depois de ter anunciado a retirada, inicialmente anunciada para 30 dias, até abril desse ano. Jornalistas belicistas e falcões de think-tanks no establishment norte-americano pressionaram Trump com argumentos implausíveis, para que mantivesse a presença militar dos EUA na Síria. Os ataques contra Trump foram quase todos construídos a partir do pretexto de proteger aliados dos EUA, os curdos, que correriam risco de serem exterminados pelos turcos. Outros analistas chegaram a repetir o mantra norte-americano absurdo segundo o qual “ISIS tem entre 20 mil e 30 mil militantes na Síria e Iraque” para justificar a continuada ocupação do nordeste da Síria. Como se não bastassem esses argumentos, houve também quem dissesse que Trump estaria entregando o norte da Síria a espantalhos iranianos e russos; ou que estaria facilitando a “conexão Irã-Bagdá-Damasco-Beirute”. Trump permanece determinado a tirar suas tropas, por mais que seus aliados Israel, França e Reino Unido supliquem que os EUA permaneçam no Levante.

sábado, 29 de dezembro de 2018

Relatório de Situação: Síria - Fim do isolamento político - Exército Sírio retoma território no nordeste do país

28/12/2018, Moon of Alabama


Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga



A decisão do presidente Trump dos EUA de retirar da Síria as tropas dos EUA desenvolve-se como se esperava.

Trump anunciou uma rápida redução no número de soldados dos EUA na Síria. Depois, falou de um processo controlado que permitiria que a Turquia assumisse o controle nas áreas que os EUA ocuparam no nordeste da Síria. Esse plano, iniciado provavelmente pelo Conselheiro de Segurança Nacional dos EUA John Bolton, é absolutamente irrealista. Ocupação de tão grandes dimensões, contra a qual se ergueriam muitas forças poderosas, absolutamente não interessa à Turquia. Ainda assim, o presidente turco Erdogan usará a ameaça de uma invasão turca para pressionar na direção do desmanche das forças curdas YPG que os EUA treinaram e equiparam.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Por que Trump decidiu tirar as tropas dos EUA, da Síria

20/12/2018, Moon of Alabama

Traduzido pelo Coletivo Vila Mandiga




6ª-feira passada, o presidente Trump teve outra longa conversa por telefone com o presidente Erdogan da Turquia. Em seguida, desconsiderou o que lhe diziam todos os seus conselheiros e decidiu remover os coturnos norte-americanos que estão na Síria e também pôr fim à guerra aérea.

Foi a primeira vez que Trump tomou decisão em completa oposição aos borg, o establishment permanente neoconservador e intervencionista que reina na Casa Branca, os militares e o Congresso, que sempre determina a política exterior dos EUA. Foi decisão dele, e Trump não afastou-se do que decidiu, o que finalmente o tornou presidente efetivo.

sábado, 22 de dezembro de 2018

EUA retira-se do Levante: Hora de todos reconsiderarem o próximo movimento, por Elijah J. Magnier

21/12/2018, Elijah J Magnier Blog

Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga



O repentino comunicado da retirada iminente das forças dos EUA, do noroeste da Síria, está sendo amplamente criticado pelos especialistas norte-americanos, analistas de centros de pesquisas e muitas vozes do establishment norte-americano. Dizem que a decisão do presidente Donald Trump pode criar um vácuo que será rapidamente preenchido por alguma milícia ligada ao Irã ou pela Turquia.