segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Soberania e coisa pública: da história romana à nossa história

11/8/2018, Jacques Sapir, RussEurope-en-ExilLes Crises](excertos)




Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu

Sobre o livro da Prof. Claudia Moatti: Res publica
(Debates sobre a soberania revelados pelas evoluções das representações da "coisa pública")

"Nesse 'povo' que a elite senatorial põe sob sua tutela pode-se encontrar um eco longínquo da vontade, hoje, entre 'os que sabem', de pôr sob tutela o povo, desde que aqueles 'sapientes' comprovem capacidades didático-pedagógicas (Hoje ditas "capacidades de kumunicação" [pano rápido]).

(...) Será preciso o Império pôr-se a caminhar na direção da cristandade, para que essa referência ao povo desapareça lentamente e a ideia da soberania perca o lugar para a ideia de um pacto entre Deus e o Imperador. Mas essa já é outra história…"
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"A res publica transformada em coisa do Senado, só faltava um passo para que virasse coisa do imperador."
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Claudia Moatti, professora em Paris-8 é especialista em história intelectual, personalidade reconhecida do mundo universitário francês. Agora, acaba de publicar uma obra sobre a evolução da concepção da "coisa pública" – da res publica – no mundo romano [1]. É obra que, certamente, se converterá em referência. Trata não só de interpretações da noção de "coisa pública", mas também de noções de legitimidade e de direito. Por trás disso tudo se ouve claramente a questão da soberania. (...)

A lei como arma do golpe, por Paul Craig Roberts

13/8/2018, Paul Craig Roberts (Blog)

Da série "Todos os golpes são o mesmo golpe da CIA"

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu







A 'tarefa' de Robert Mueller é investigar um "Russiagate" que todo mundo já sabe que é investigação cenográfica e simulacro concebido pelo ex-diretor da CIA John Brennan, pelo ex-diretor do FBI James Comey e pelo atual vice-procurador-geral Rod Rosenstein. Dado que "Russiagate" é pura invencionice e simulacro, Mueller jamais conseguiu produzir sequer um fiapo de prova do inexistente 'complô' Trump/Putin para hackear e-mails de Hillary e influenciar o resultado da última eleição para presidente dos EUA.

Colapso da lira turca atravessará o Mediterrâneo

10/8/2018, Tom Luongo, Gold, Goats 'n Guns [Vídeo: Tom Luongo, de Gold, Goats 'n Guns (ing.)]


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu






(...) A situação da Turquia é grave. A Turquia pagou preço terrível pelo fracasso de EUA e Israel, que não conseguiram destruir a Síria. A Turquia gastou bilhões em moradia para refugiados e apoio aos rebeldes na tentativa de realizar os sonhos neo-otomanos do presidente Erdogan.


No instante em que Erdogan deu-se conta de que entrara como bode expiatório na narrativa do fracasso de EUA e Israel na Síria, pôs-se a procurar rota de fuga. Na procura, acabou chegando ao lado errado da política exterior dos EUA.

A Turquia é a joia da coroa da OTAN. É a segunda maior força em solo da OTAN. Controla o acesso ao Mar Negro e à Terra do Meio do mundo. 

E Erdogan quer unir-se aos (B)RICS. Comprar petróleo iraniano, gás russo, poder nuclear e defesas antimísseis.

Tudo isso é não-não-e-não.

Como nasceu e cresceu a crise da moeda da Turquia

10/8/2018, Moon of Alabama [atualizado até hoje, ao final do artigo]


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu





O presidente Erdogan da Turquia repete sempre que 'potências estrangeiras' (quer dizer: os EUA) querem derrubá-lo. Diz que o 'lobby de interesses' (quer dizer: banqueiros; quer dizer: banqueiros judeus) quer prejudicar a Turquia. De certo modo, acerta nas duas pontas.

Desde a semana passada, a lira turca está em longa trajetória de queda. Só hoje, perdeu cerca de 20% do valor. Muito provavelmente arrastará com ela toda a economia turca, e Erdogan precisa de um bode expiatório.

Mas, se potências estrangeiras e bancos sem dúvida usam a crise para seus próprios objetivos, a maior parte da culpa cabe à política econômica do próprio Erdogan. O prolongado boom que Erdogan criou e inflou com dinheiro estrangeiro emprestado chegou afinal a estado de pré-explosão.

Aqui uma recapitulação de como a coisa chegou ao ponto que chegou.

UE caiu na armadilha de Washington, para a guerra comercial anti-China, por F. William Engdahl

10/8/2018, F. William Engdahl, New Eastern Outlook, NEO


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Embora muitos na União Europeia (UE) tenham respirado aliviados ante o aparente sucesso das recentes conversações sobre tarifas comerciais entre Juncker, presidente da Comissão da UE, e o governo Trump, na realidade parece que Washington conseguiu arrastar ardilosamente a UE, especialmente a Alemanha, a fechar a porta contra qualquer possível colaboração com a China para o desenvolvimento comercial e econômico. Apesar de haver problemas com a política econômica da China, os recentes desenvolvimentos sugerem que se criou algum consenso na UE para dar as costas aos monumentais potenciais do espaço econômico eurasiano com centro na China, a favor de uma aliança com EUA e com o Japão – ambos países hostis ao desenvolvimento da China. É desdobramento que pode ferir gravemente o desenvolvimento da economia da UE.

Rússia e China estreitam as condições da aliança, por MK Bhadrakumar

10/8/2018, MK Bhadrakumar, Indian Punchline



Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu

Entreouvido na Vila Vudu:

"E eu pergunto: o que pensa(ria)m Álvaro Dias, a bispaiada e a bankerada, Alckmin e Meirelles incluídos, Boulos, o doido do Bolsonaro e Álvaro Dias sobre a Rota do Mar do Norte (item chave e modelo das estratégias de Moscou para o Ártico) ser integrada à Iniciativa Cinturão e Estrada, da China, com vistas a modificar as conexões da China, por terra e por mar, com a Europa e com, claro, o Brasil e o mundo?! [Risos, risos MUITO justificados]

Sinceridade? Lula saberia o que dizer. Mas, daquela gangue lá presente,
só Ciro Gomes entenderia do que se trata. Mas em todos os casos:

Quem precisa daquela seleção de imprestáveis, naquele imprestável 'debate'?!"
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Yang Jiechi, do Politburo do Partido Comunista Chinês visitará Moscou entre os dias 14-17 de agosto, a convite do secretário do Conselho Nacional de Segurança da Rússia Nikolai Patrushev, para participar na 14ª rodada de consultas russo-chinesas sobre estabilidade estratégica. O evento será observado com intenso interesse em todo o mundo, dado que os dois países aproximam-se rapidamente da situação de confrontar um 'inimigo' comum'. É experiência sem precedentes para os dois lados, desde os bons tempos de calmaria [orig. halcyon days] da aliança sino-soviética nos anos 1950s.

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Rússia promove plataforma curda unificada, por M.K.Bhadrakumar

Que BRICS?! Enquanto 'chanceler' do "B" tenta escapar da cadeia, Lavrov tenta dar jeito no mundo... [NT]


7/8/2018, M.K.Bhadrakumar, Indian Punchline


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



Foi fundada no sábado [4/8], em Moscou, a Federação Internacional de Comunidades Curdas. É importante desenvolvimento contra o ressurgimento do problema curdo. Os curdos vivem em vários países, num arco amplo, da Turquia, por toda a parte norte do Oriente Médio, até o Cáucaso e a Ásia Central.