quinta-feira, 20 de setembro de 2018

O ataque ao IL-20 russo, por Andrei Martyanov



19/9/2018, Andrei Martyanov, Unz Review


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Já (re)começou. A Rússia deve atacar Israel, não “obliterar[1] Israel”, Putin é “mole”, o mundo está por um fio, sionistas controlam o Kremlin, a Rússia mostrou a outra face. E por aí vai e vai e vai. O coro dos nobres guerreiros contra o demônio sionista é mais e mais estridente a cada dia. 

Por trás dessa histeria, a tragédia do avião IL-20 da Forças Aeroespaciais Russas [ru. VKS] de algum modo deu publicidade de modo amplo e crucialmente decisivo a notícias que estavam sendo completamente ignoradas. E não surpreende que tenham sido ignoradas por todos os tipos de ‘especialistas’ em estratégia, política e estrategistas de poltrona (entre os quais me incluo). 

As notícias até aqui ignoradas são bastante simples. O tenente-general Alexander Ionov, ex-vice comandante do Estado-maior da Força Aérea Russa de 1991 até 2001, disse ao jornal russo popular Zvezda que é absolutamente garantido que as forças da Defesa Aérea Síria não receberam equipamentos e códigos IFF compatíveis.

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Rússia, EUA, Israel, Irã e Síria: luta sem trégua para iniciar ou evitar mais uma guerra, por Elijah J. Magnier


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



O Sistema de defesa síria derrubou, por engano, um avião de vigilância Ilyushin IL-20M 90924 russo, na Síria com 15 homens a bordo, na noite de 2ª-feira, um dia depois de um F-16 de Israel ter destruído um avião militar de carga do Irã na pista do aeroporto de Damasco, matando o copiloto. Ao mesmo tempo em que o avião russo era derrubado, quatro F-16 de Israel atacaram alvos militares sírios e iranianos ao norte da cidade de Latakia. O sistema sírio de defesa respondeu aos mísseis de ataque e atingiu o avião russo que se preparava para pousar, sobre o aeroporto militar de Hamymeen. Aconteceu apenas quarto horas depois de os presidentes Vladimir Putin e Recep Tayyip Erdogan assinarem compromisso para interromper a batalha de Idlib e diluir o risco de acampamentos e aeroportos militares sírios serem destruídos.

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Rússia culpa Israel pela derrubada de seu avião EW (ATUALIZADO 2 xs)

18/9/2018, The Saker, The Vineyard of the saker


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



Basicamente: quatro aviões de Israel foram mandados em missão de bombardeio contra alvos próximos de instalações dos russos em Khmeimim e Tartus (só até aí, já é ato de simultaneamente estupidez e temeridade). Os israelenses *deliberadamente* não avisaram os russos até o último minuto antes do ataque, de modo que os russos não tiveram tempo de alertar a tripulação do avião Il-20 armado com equipamento eletrônico, que fazia a aproximação para um pouso, para que se afastasse da área. Quando o S-200 sírio disparou seus mísseis para interceptar os mísseis de Israel, os F-16 usaram o Il-20, que tem figura muito maior no radar, para se esconderem. Os mísseis sírios atingiram o avião russo, o que resultou em 15 mortos e um avião destruído.

Típica ‘esperteza’ de israelenses.

O Ministério da Defesa da Rússia culpou os israelenses por todo o incidente e declarou o ataque “vil e covarde” [ing. dastardly], as ações dos israelenses, “hostis”, e disse que a Rússia “reserva-se o direito” de responder com “contra-ações adequadas”.

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Libertação de Idlib: Turquia atravanca o meio do campo, Rússia desacelera, por Elijah J Magnier



Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



A Turquia está deslocando mais reforços, soldados, unidades de combate e tranques para Idlib, no norte da Síria e em torno da cidade, para um específico objetivo: interromper o ataque à cidade pelas forças sírias e aliados apoiados pela Rússia. Ancara está, isso sim, aproveitando-se de a Rússia ter desacelerado a própria estratégia para libertar a cidade dos jihadistas (incluindo al-Qaeda), dada a ameaça de os EUA bombardearem o Exército Sírio e forças que defendem o governo, sob o pretexto de que estariam "usando armas químicas". A tal "arma química" já se tornou parte da batalha por Idlib, usada como ferramenta para fazer guerra à Síria, precisamente quando a guerra chega ao fim.

Ordem russa versus caos ocidental

15/9/2018, Rostislav Ishchenko, Stalker Zone (orig. ru. trad. Ollie Richardson & Angelina Siard ao ing., versão aqui retraduzida)

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Dia 14 de setembro, a Corte de Apelações da Inglaterra e Gales decidiu atender à apelação da Ucrânia e reenviar para reexame o caso dos $3 bilhões que [Viktor] Yanukovych conseguiu receber do empréstimo de $15 bilhões que recebera da Rússia, em 2013.

A Ucrânia reconhece a dívida, mas espera que uma decisão final siga o exemplo do que resolveu a Corte Arbitral de Estocolmo sobre o que a empresa "Naftogaz" [empresa nacional de petróleo da Ucrânia] devia à "Gazprom" [empresa nacional de petróleo da Rússia]. Kiev entende que se se subtrair sua dívida das contas [apresentadas à Rússia – Ed.] por ter "roubado a Crimeia" e pela ajuda da Rússia ao Donbass, ainda assim Moscou continuaria a dever à Ucrânia, e soma ainda maior.

Noam Chomsky: "Uma nação pacífica foi transformada em nação de odiadores": Fora Bolsonaro e seu cálice envenenado

Apud "Noam Chomsky e sua esperança dissidente", entrevista a Chris Hedges, Truthdig (ing.), traduzido em Outras Palavras, 20/6/2014, excerto


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




O crescimento da indústria de “relações públicas”, iniciada pelo presidente Wilson, que criou o Comitê de Informação Pública [“Creel Committee”][4], para instilar sentimentos pró-guerra na população, inaugurou uma era não só de guerra permanente, mas também de propaganda permanente. O consumo foi instilado também, com compulsão incontrolável. O culto do indivíduo e do individualismo tornou-se regra. E opiniões e atitudes passaram a ser talhadas e modeladas pelos centros de poder, como o são hoje.

“Uma nação pacífica foi transformada em nação de odiadores, fanáticos por guerras” – diz Chomsky. – 

“Essa experiência levou a elite no poder a descobrir que, mediante propaganda efetiva, poderiam, como Walter Lippmann escreveu, usar “uma nova arte na democracia, e fabricar o consenso.”

Mensagens precisas, em momento muito grave

5/9/2018, Al-Binaa, orig. ár. trad. ao francês para Réseau International, de Rania Tahar (versão aqui retraduzida)

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Num momento de atrito, quando as negociações e as mensagens de força confundem-se, o jogo internacional e regional "à beira do abismo" parece chegar ao apogeu. Quando a aliança conduzida pela Rússia e composta principalmente de Irã, China e outros aliados, com a Síria à frente, tenta consolidar suas conquistas e continuar a avançar sem entrar em confronto direto com os EUA, Washington parece incapaz de tolerar ou de aceitar os progressos que conferem àquela aliança a superioridade na Ásia e põem Israel e a Arábia Saudita em situação delicada.