domingo, 18 de novembro de 2018

Xi, na Cúpula da APEC, e a economia mais aberta

18/11/2018, Xinhua, Pequim (Li Xia, Ed.)


Só para lembrar: 

O golpe no Brasil-2018 só é compreensível se se mantém em mente, como substrato, a importância, para os EUA, de destruírem totalmente o Brasil soberano e implantarem-se diretamente aqui – no território geopolítico decisivo na disputa pelo Atlântico Sul. 

Porque no mundo desenvolvido, inclusivo e de paz, que China e Rússia estão construindo, 
já não há lugar para os EUA-de-hoje [pano rápido].
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Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga



Pequim. Uma proposta de cinco pontos, apresentada pelo presidente Xi Jinping da China, injetará potência no desenvolvimento regional da região do Pacífico Asiático, e criará melhor futuro para que se construa economia mundial aberta – dizem os analistas.

A proposta do presidente Xi foi apresentada ontem, em discurso histórico à reunião de cúpula dos executivos da Cooperação Econômica do Pacífico Asiático [ing. Asia-Pacific Economic Cooperation (APEC), em Port Moresby, capital da Papua Nova Guiné.

Síria - Relatório de Situação: Exército Árabe Sírio vence a batalha por Al-Safa. Mais tropas movimentam-se rumo a Idlib

17/11/2018, Moon of Alabama

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Informação correta e atualizada. Fala de realidade que parece distante, mas é dolorosamente muito próxima de nós, agora que o Brasil, desgraçadamente, entrou na área de mira dos EUA. É informação útil, também, para que não esqueçamos completamente o que é informação bem construída, para informar, não para ludibriar, fazer-não-ver e desinformar.
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Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga


Hoje, o Exército Árabe Sírio pôs fim à batalha por al-Safa. Al-Safa é região inóspita que cerca um antigo vulcão a sudeste de Sweida, onde em julho o ISIS fez dúzias de reféns. Os último que permaneciam presos foram libertados por um comando de forças especiais do Exército Árabe Sírio, há dez dias.



Já sem reféns naquele setor, os sírios puderam afinal usar armamento pesado contra o ISIS que se mantinha escondido em cavernas na região. Sob cobertura de artilharia pesada, os soldados sírios conseguiram bom progresso (vídeo). Foram então três dias de chuvas muito fortes, inesperadas. Os combatentes do ISIS afogaram-se nas cavernas e em várias de suas posições de combate. O comandante do ISIS na área, um checheno, foi morto. Os combatentes do ISIS que sobraram fugiram para a região de al-Tanf atualmente sob controle dos EUA, e para o deserto na área leste de Homs. O Exército Árabe Sírio controla agora completamente a área de al-Safa.

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

O desastre do projeto Netanyahu para o Oriente Médio, por Alastair Crooke

5/11/2018, Alastair Crooke, Strategic Culture Foundation / Zerohedge / Conflicts Forum


Entreouvido na Vila Mandinga:

Muito do que aqui se lê ajuda a compreender o neossurto de interesse obsessivo de Israel & EUA pela América Latina. 

Desde Bush havia quem ensinasse no Brasil que 
“melhor que elejam Bush. Com Bush eles se afundam no Oriente Médio e deixam em paz a América Latina”. BINGO! 

Foi o tempo que governos democráticos aproveitaram muito bem na América Latina – embora pouco tenham feito para preparar o povo para a desgraça que fatalmente cairia sobre nós, e caiu. Agora, infelizmente, a ‘folga’ acabou. 

Não acabou por algum tipo de ‘mérito’ dos EUA e de Israel, mas EXCLUSIVAMENTE porque a Resistência Árabe (libanesa, síria, iraniana, palestina) fez a balança pender muito decisivamente contra EUA e Israel. Então o mal absoluto – que destruiu o Oriente Médio, mas, que, sim, pode já ter começado a ser derrotado lá mesmo –, chegou, afinal, ao Brasil. As camisetas dos dois facínoras traidores do Brasil não são acaso.

(Homenagem in memoriam do Embaixador Arnaldo Carrilho, amigo da Vila Mandinga, e primeiro representante diplomático do Brasil na Palestina, em Ramallah, nomeado pelo Chanceler Celso Amorim, orgulho do Brasil
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Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga



Nahum Barnea, conhecido colunista israelense, em coluna para o jornal Yedioth Ahronoth em maio (em hebraico), expôs com perfeita clareza o ‘negócio’ que há por trás da política de Trump para o Oriente Médio.

“Logo depois de os EUA saírem (saíram dia 8/5/2018) do Acordo Nuclear com o Irã [oficialmente Plano Conjunto de Ação, ing. Joint Comprehensive Plan of Action, JCPOA] e porque saíram, Trump” – escreveu Barnea – “ameaçará fazer chover ‘fogo e fúria’ sobre Teerã (...), na expectativa de que Putin impeça o Irã de atacar Israel a partir do território sírio, o que deixará Netanyahu livre para fixar ‘novas regras do jogo’, pelas quais Israel possa atacar e destruir forças iranianas em qualquer ponto na Síria (não só na área de fronteira, como antes acertado), quando bem entenda, sem temer retaliação”.

Foi o nível 1 da estratégica de Netanyahu: conter o Irã, plus os russos concordarem com operações aéreas israelenses coordenadas sobre a Síria.

“Só há uma coisa que não está clara [nesse negócio]”–, disse um alto oficial da Defesa israelense dos mais próximos de Netanyahu [Al Monitor, 9/5/2018, Ben Caspit], – e é “quem trabalha para quem? É Netanyahu a serviço de Trump ou é o presidente Trump a serviço de Netanyahu. (...) Vista a coisa pelo lado de fora (...) parece que os dois estão em perfeita sincronia. Vista pelo lado de dentro, parece ainda mais. É o tipo de cooperação (...) que às vezes faz crer que os dois trabalham num só grande gabinete”.

Desde o início também houve um nível 2:

Essa ‘pirâmide invertida’ da engenharia no Oriente Médio sempre teve, como único ponto de partida, o conhecido MbS (Mohammed bin Salman).

Foi serviço de Jared Kushner, noticia o Washington Post. O genro do presidente Trump “apresentou e inflou Mohammed como reformador posicionado para fazer a ultraconservadora monarquia do petróleo entrar na modernidade. Kushner insistiu e insistiu privadamente, por meses, ano passado, que MbS seria chave para construiu um plano de paz para o Oriente Médio, e que, com as bênçãos do príncipe, grande parte do mundo árabe acompanharia”. 

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

A principal ameaça ao dólar como moeda dominante

12/11/2018, Irina Slav, Oil Price (San Francisco, EUA)

Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga



Exportadores russos de petróleo estão pressionando exportadores ocidentais para que paguem em euros, não em dólares, as compras de petróleo russo, agora que Washington prepara mais sanções ainda por conta da reintegração da Crimeia à Federação Russa, a Agência Reuters noticiou com essas palavras (NTs)] semana passada, citando nada menos que sete fontes na indústria do petróleo.

EUA perderam o Afeganistão: A Índia e as transições afegãs, por MK Bhadrakumar

Os Talibã estão voltando legitimamente ao poder


12/11/2018, MK Bhadrakumar, Indian Punchline


Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga

Ver também
§   “EUA a um passo de ter de devolver o AfPaq aos Talibã, à al-Qaeda”31/10/2018, MK Bhadrakumar, Indian Punchline, traduzido em Blog do Alok
§   Talibã, 2018: “Em Moscou, falamos de paz. Ninguém aqui está ‘negociando’” 
9/11/2018, Dawn, Paquistão [traduzido e editado para excluir o viés pró-EUA e pró-guerrae inserir um viés pró-Rússia e pró-paz]


Transição política é traço recorrente na moderna história do Afeganistão. A cada 10-20 anos, houve transições – o golpe de Estado contra o Rei Zahir Xá em 1973; a violenta ascensão ao poder dos comunistas em 1978 (a “Revolução do [mês] Saur); o colapso do governo comunista e a substituição pelos Mujahideen Afegãos em 1992; a tomada de Cabul pelos Talibã em 1996; e a derrubada do regime dos Talibã em 2001.


Estamos agora no limiar de mais uma transição, com os Talibã andando na direção de Cabul. A comunidade internacional praticamente sem exceção reconhece a necessidade imperativa de uma reconciliação com os Talibã (que controla mais da metade do território afegão).



Deve-se prever que os Talibã estarão de volta ao poder em Cabul já em 2019. A Índia mais uma vez enfrenta o desafio de lidar com uma transição já iminente.

A curta guerra de Gaza-2018 expôs a fraqueza de Israel

13/11/2018, Moon of Alabama (Atualizado hoje, no final do postado)

Entreouvido na Vila Mandinga
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QUE FALTA DE SORTE! Bem quando os Bolsonaros inventam de lamber botas sionistas... o mundo é informado de que "Movimento Boicotar, Desinvestir e Sancionar  contra o autodeclarado estado de apartheid  conseguiu minar a imagem de Israel. lobby sionista está expostoO déficit no orçamento de Israel é alto demaisO ataque fracassado, a rápida retirada de Gaza e o conflito logo esgotado só confirmaram que Israel está debilitado." [do artigo abaixo]

Sim, sim, sim, claro! DEVEMOS AJUDAR Israel! Paulo Guedes deve mudar-se imediatamente para Telavive, Jerusalém, onde preferir, e lá ficar SANEANDO as contas públicas dos sionistas ATÉÉÉÉÉÉ O OSSO! Não seria maravilhoso para o OCIDENTE?!
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Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga



Semana passada foi decidido um cessar-fogo entre forças palestinas em Gaza e Israel:

O objetivo da mudança, em plano mediado pelo Egito e com dinheiro do Qatar, é dar o alívio de que Gaza muito precisa, restaurar a calma no lado israelense da fronteira e evitar nova guerra.


No domingo à noite forças especiais de Israel disfarçadas romperam o cessar-fogo e invadiram Gaza. Essas incursões acontecem muito frequentemente, mas em geral passam sem ser noticiadas. Os invasores usavam trajes civis e alguns usavam roupas de mulher. Chegaram em carros à casa de um comandante local das [Brigadas] Qassam, mas os guardas desconfiaram e os detiveram. Houve tiroteio e sete palestinos e um oficial israelense foram mortos. Ainda não se sabe qual a intenção do raid israelense. Um carro, que os israelenses em fuga deixaram para trás levava o que parecia ser equipamento de vigilância. As forças especiais de Israel fugiram de volta ao território de Israel.

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Decodificando Putin, o hipersônico, em dia solene, por Pepe Escobar

13/11/2018, Pepe Escobar, Asia Times

Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga




O protocolo do Palácio Eliseu era implacável. Ninguém em Paris tinha licença para roubar os holofotes, que teriam de ficar grudados no anfitrião, presidente Emmanuel Macron, durante o 100º aniversário do Dia do Armistício, que marcou o fim da 1ª Guerra Mundial.

Afinal de contas, Macron investia ali todo o seu capital político, ao visitar vários campos de batalha da 1ª Guerra Mundial, sempre alertando contra a ascensão do nacionalismo e uma arrancada do popularismo de direita em todo o ocidente. Mas tomou o cuidado de só destacar, nos elogios, a palavra “patriotismo.”

Hoje ruge violenta batalha de ideias em toda a Europa, personificada no embate entre o globalista Macron e o ícone popularista Matteo Salvini, ministro italiano do Interior. Salvini abomina o sistema de Bruxelas. Macron avança em sua defesa de uma “Europa soberana”.

E para horror do establishment nos EUA, Macron propõe que se constitua um verdadeiro “exército europeu” capaz de fazer autodefesa autônoma, lado a lado com um “verdadeiro diálogo de segurança com a Rússia.”