domingo, 20 de maio de 2018

Eleições no Iraque: Nacionalistas repudiam EUA e Irã

18/5/2018, Daniel Larison,* The American Conservative



Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Os iraquianos elegeram nas urnas um antigo inimigo dos EUA. Washington não gostará desse resultado.

As eleições parlamentares do Iraque, no início da semana passada, causaram inesperado choque aos observadores internacionais, quando a coalizãoSairoon (Avançar) liderada pelo clérigo xiita Muqtada al-Sadr obteve maioria dos assentos com voto do Parlamento iraquiano. O sucesso de Sadr e de seus aliados comunistas são duro revide contra o atual governo e refletiu a insatisfação generalizada dos iraquianos contra seus políticos atuais. Loulouwa al-Rachid, do Centro Carnegie para o Oriente Médio, chamou o evento de "triunfo dos marginalizados". A Aliança Fatah, de Hadi al-Amiri, ligada às Forças de Mobilização Popular e alinhada com o Irã, ficou com o segundo lugar. A coalizão Nasr (Vitória), liderada pelo atual primeiro-ministro Haider al-Abadi, ficou em terceiro.

Trump atropela A Arte do Negócio e muda tudo, por Alastair Crooke

14/5/2018, Alastair Crooke, Strategic Culture Foundation


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



Nahum Barnea, em coluna para o Yedioth Ahronoth expõe bem claramente o jogo subterrâneo entre Israel e Irã (do qual Trump é acessório empenhado): depois de se retirar do Acordo Nuclear do Irã [ing. JCPOA], Trump ameaçará despejar tempestade de "fogo e fúria" sobre Teerã, caso os iranianos ataquem diretamente Israel. Enquanto isso, se espera que Putin contenha o Irã para que não ataque Israel a partir do território sírio – o que deixará Netanyahu livre para mudar as regras do jogo pelas quais Israel pode atacar e destruir forças do Irã em qualquer ponto da Síria (não só na área de fronteira), quando bem entender, sem medo de retaliação.

sábado, 19 de maio de 2018

Hassan Nasrallah: "Trump só cuida de interesses de Israel e dos EUA"


14/5/2018, Beirute. Na comemoração do 2º aniversário da morte do comandante Said Mustafa Badredine, do Hezbollah [excerto]



Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




[...] Depois dessa introdução devotada ao nosso bem-amado comandante [o mártir Said Moustafa Badreddine], morto na Síria no dia 13/5/2016], falemos sobre questões com as quais, incidentalmente, ele esteve relacionado.

O primeiro ponto – Serei o mais breve possível [nos três pontos dos quais quero falar hoje, a saber: a retirada dos EUA do acordo nuclear iraniano; a confrontação entre Síria e Israel; e os eventos na Palestina ocupada].

Carta do Irã: "Sr. Trump, considere-se acusado e notificado", por Pepe Escobar

19/5/2018, Pepe Escobar, Asia Times


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Altos funcionários, inclusive ex-agentes da CIA, oficiais do Pentágono, oficiais do Exército dos EUA e ex-diplomatas exigem explicações para as ações dos israelenses.

Em carta dirigida ao presidente Donald Trump, com cópias para a Corte Criminal Internacional (CCI) e o Conselho de Segurança da ONU, quatro altos ex-funcionários do mais alto escalão do governo dos EUA, dentre outros, notificaram o presidente de que consideram descumprido o dever legal do presidente de informar o Congresso dos EUA, a CCI e o Conselho de Segurança da ONU, dentre outros, sobre ações de Israel ocorridas no momento em que "era comemorado o aniversário da expulsão, de dentro das próprias casas, de 750 mil palestinos."

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Russia está no Oriente Médio para por fim àquela Guerra, não para se Intrometer no Conflito Irã-Israel, por Elijah J. Magnier

16/5/2018, Elijah J. Magnier Blog, Damasco


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Equívocos frequentes cercam o papel da Rússia no Oriente Médio e, particularmente, seu papel na Síria. Muitos sírios esperam que a Rússia ataque Israel, ou que entregue ao governo sírio, e suas armas avançadas, tecnologia e armas modernas, para que sejam usadas contra as repetidas violações, por Israel, do espaço aéreo e da soberania da Síria.

Na verdade, os sírios gostariam de ver a Rússia bombardear Israel ou assumir o lado do Irã (e aliados) no conflito contra Israel, e entregar à Síria os avançados mísseis antiaéreos S-300 mísseis e até os S-400s. Até hoje, todos que manifestam sentimentos anti-Israel acham difícil entender o papel da Rússia (no Oriente Médio em geral e na Síria em particular).

Isso vale para a natureza de seu relacionamento com Israel também e até mesmo com os EUA. Vemos acusações de "traição" lançadas contra a Rússia e o presidente Vladimir Putin.


É hora de lançar alguma luz sobre o papel da Rússia no Oriente Médio e considerar de perto a história recente do envolvimento dos russos no Levante.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Golan: Novo campo de batalha no Oriente Médio, por Sharmine Narwani

16/5/2017, Sharmine Narwani,* The American Conservative


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu





A troca de mísseis, semana passada, nos limites da fronteira entre Síria e Israel é qualquer coisa, menos 'normal' e traz com ela o maior risco de guerra em todo o Oriente Médio, em sete anos.

Essa troca de fogo estabeleceu novas Regras de Engajamento no Levante, e, da noite para o dia, fez das Colinas de Golan ocupadas por Israel um "teatro de operações" no conflito na Síria.

A versão nos veículos da mídia-empresa dominante começou com Israel que estaria 'retaliando' contra mísseis iranianos, e o exército de Israel estaria destruindo capacidades militares do Irã dentro da Síria. Mas é informação questionável. A fonte quase exclusiva dessa informação é a mídia de Israel, que não deixa passar nenhuma chance de bater no tambor de guerra, da 'ameaça iraniana'.

Irã quebra as Regras de Engajamento. Israel vinga-se. Síria e Irã impõem a equação do Golan, por Elijah J. Magnier



Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Israel atinge novamente alvos sírios e iranianos e depósitos de armas (evacuados semanas antes), pela quarta vez em um mês. 28 jatos israelenses participaram do maior ataque desde 1974. Tel Aviv informou os russos sobre suas intenções, sem conseguir impedir que os sírios respondessem. Na verdade, única novidade é o local onde Damasco decidiu atacar: as colinas ocupadas do Golan (20 foguetes foram disparados contra posições militares israelenses).

A Síria, em coordenação com seus aliados iranianos (e sem levar em consideração os desejos russos) tomou a decisão muito audaciosa de disparar contra alvos israelenses no Golan. Isso indica que Damasco e seus aliados estão prontos para ampliar a batalha, em resposta às contínuas provocações israelenses.

Mas qual é a razão pela qual a Síria abraça agora essas novas Regras de Engajamento?