terça-feira, 17 de outubro de 2017

Iraque - Fim do projeto curdo de independência

16/10/2017, Moon of Alabama








Hoje, o governo do Iraque retomou Kirkuk, que estava ocupada por forças curdas. É o fim do projeto curdo de independência no Iraque.

Em 2014, o Estado Islâmico ocupou Mosul. Ao mesmo tempo, o governo regional curdo sob liderança de Masoud Barzani mandou suas tropas Peshmerga para tomarem a cidade de Kirkuk, rica em petróleo, então em mãos de forças do governo central do Iraque que entravam em colapso. Houve alegações plausíveis e algumas evidências (vídeos) de que os curdos teriam feito um acordo com o ISIS e coordenado o movimento.

Em 2016 e 2017 forças iraquianas derrotaram o ISIS em Mosul. Grupos curdos aproveitaram a oportunidade da derrota do ISIS para ocupar mais terras, mesmo não habitadas por população de maioria curda e que não se incluíam na sua região autônoma.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

China comunista suposta não comunista, por Jeff J. Brown



Apesar do que diga o império ocidental sobre a democracia na China, o comunismo está funcionando muito bem na sociedade chinesa. O artigo discute como os avanços socioeconômicos e geopolíticos da China desde 1949 podem ser atribuídos à exclusiva versão chinesa de democracia.








Em meados da década dos 1930s, a China estava dividida por quatro forças que competiam entre elas. Uma, o Exército Vermelho comunista, comandado por Mao Zedong. Outra, os fascistas japoneses e seu Exército Imperial. Uma terceira, os Nacionalistas Guomindang, abreviadamente “KMT” (ing.), e comandados por Chiang Kai-Shek. A quarta força eram todos os colonialistas – imperialistas, claro, que se autopromoviam com o rótulo pretensioso de “Grandes Potências”.

Vladimir Putin: muito além de uma caricatura grosseira - As entrevistas de Putin a Oliver Stone

16.10.2017, Léa Maria Aarão Reis - Conversa Afiada



Resenha da escritora e jornalista Léa Maria Aarão Reis






Quando o apresentador da CBS, Stephen Colbert, entrevistou o cineasta Oliver Stone, há três meses, procurando desqualificá-lo com ironias baratas e criticando-o pela primorosa série de quatro episódios, Putin’s Interviews, que acabava de estrear nos Estados Unidos, a ignorância americana foi desafiada e exposta em um dos seus momentos mais ridículos.

Bastante semelhante ao que ocorre aqui com a audiência controlada dos programas de auditório tipo hulks, faustos, silvios et caterva locais: indivíduos rindo histericamente, sem saber exatamente do que gargalham.

Na ocasião, o respeitado jornalista John Wight escreveu no site Russia Today, na contramão da grosseira caricatura do presidente da Rússia vigente nos Estados Unidos:"Assistir a série de documentários de Oliver Stone sobre Vladimir Putin é absolutamente necessário para que o público ocidental tenha uma visão da visão de quem governa a Rússia, o maior país da Europa, grande potência nuclear e alvo de profundas tensões decorrentes das diferenças geoestratégicas do país e da rivalidade com Washington nos últimos anos."

domingo, 15 de outubro de 2017

Robert Fisk: Quem matou o Ten-gen. Valery Asapov na Síria?

6/10/2017, Robert Fisk, Counterpunch











A Força Aérea russa chegou à Síria há dois anos, completados essa semana, para salvar o Presidente Bashar al-Assad e seu exército. Conseguiram. O Exército Árabe Sírio impôs-se, embora ao custo (até aqui) de 56 mil soldados sírios mortos. "Não teremos aqui outro Afeganistão" – os russos diziam a quem encontrassem em Damasco. Mas claro que, imediatamente, puseram lá os seus especialistas para traçar as melhores rotas aéreas para seus Sukhois contra os alvos certos, seus especialistas em remoção de minas, para arrancar as florestas de bombas que o ISIS plantou, seus policiais militares para supervisionar a saída de combatentes islamistas para fora das grandes cidades ocidentais da Síria. E generais para dar aconselhamento – e, semana passada, para serem mortos – na Síria.

Acordo de passe livre para o ISIS em Raqqa – EUA negam – Vídeo prova que EUA mentem

14/10/2017, Moon of Alabama









Depois das suas negociações sobre passe livre, com EUA e suas forças 'delegadas' locais curdas, o ISIS está transferindo seus milicianos, retirando-os da cidade de Raqqa. Quando o governo sírio obteve acordos semelhantes, os EUA criticaram infantilmente. Hoje, a 'coalizão' dos EUA diz que "não se envolveu nas discussões" que levaram ao acordo para passe livre para os terroristas em Raqqa. Matéria da rede BBC News mostra que a verdade é o contrário do que dizem os EUA.

E o Comunismo? Morreu mesmo?

12/10/2017, The Saker, Unz Review The Vineyard of the Saker






[ATENÇÃO: Excluíram-se da tradução desse artigo uns poucos trechos/repetições que nos pareceram muito enviesadas (p. ex: "se o Comunismo terminou formalmente na Rússia em 1991, os chineses também se afastaram silenciosamente dele, substituindo-o por uma modalidade tipicamente chinesa de Capitalismo" e/ou "Até o Comunismo chavista resultou em completa bancarrota da Venezuela": não são comentários factuais, nem são passos essenciais para desenvolver o argumento. 
As exclusões estão marcadas com "(...)" no texto abaixo, para que os trechos excluídos possam ser localizados e lidos no original.
Fazemos assim o que nos parece ser honesta tentativa para conhecer a posição que tem, sobre esse tema, um dos mais interessantes autores brotado na blogosfera, que tantas vezes citamos e repercutimos, e fonte pródiga de saberes que não há no Brasil sobre a Rússia e o Oriente Médio no século 21. Ao mesmo tempo tentamos não nos deixar enredar no discurso anticomunista vicioso da Guerra Fria [NTs]).





(...)
Comunismo – o passado:


Para começar, nunca houve "colapso" da União Soviética. A URSS foi desmantelada de cima para baixo pelos líderes do Partido Comunista da União Soviética (PCUS) que decidiram que a nomenklatura soviética dividiria o "bolo" soviético em 15 fatias menores. O que aconteceu depois foi resultado da luta interna entre aquelas facções. Dado que ninguém jamais elegera aquelas gangues de apparatchiks do Partido para legitimamente dissolverem a URSS nem, de fato, para reformá-la fosse como fosse, as ações dos líderes soviéticos naquele momento devem ser descritas como golpe totalmente ilegal.

EUA aumentam pressão sobre Irã e Hezbollah? (OK. Não acontecerá grande coisa...)

14/10/2017, Elijah J. Magnier Blog









EUA subiram o nível de tensão com o Irã sem dar qualquer passo concreto para cancelar sua assinatura no acordo nuclear iraniano. O motivo pelo qual se deve esperar que Trump limite-se a desaforos verbais e continue com as ameaças de medidas hostis contra Teerã sem nada fazer é, fundamentalmente, evitar criar uma brecha entre EUA e a União Europeia, UE. O acordo nuclear não é bilateral; assim sendo, a saída dos EUA não o torna, teoricamente, sem efeito. Ainda assim, o Irã provavelmente considerará vazio o acordo se os EUA saírem, com tudo que isso implica. Então os EUA continuam suas agressivas campanhas verbais contra o Irã, confundindo os europeus os quais ficam corretamente sem conseguir prever que decisões o presidente dos EUA é capaz de adotar no médio a longo prazo.