Mostrando postagens com marcador TTIP. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador TTIP. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Saquear a si mesmo: eis a que se reduziu o ocidente

02.03.2016 - Paul Craig Roberts, tradução de btpsilveira


Michael Hudson, John Perkins, eu e outros articulistas temos relatado as várias maneiras pelas quais os povos são saqueados pelas instituições econômicas ocidentais, principalmente os grandes bancos de Nova Iorque, com a ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Os países do Terceiro Mundo foram e ainda estão sendo saqueados através de incentivos para a implantação de planos de desenvolvimento, eletricidade ou outra coisa qualquer. Os governos ingênuos e confiantes desses países acreditam quando lhes dizem que eles podem tornar seus países ricos, através de empréstimos estrangeiros a serem aplicados em um plano já concebido de desenvolvimento, o qual resultaria em tal aumento de impostos e taxas que seriam mais que suficientes para o serviço da dívida com o estrangeiro.
Este cenário de ilusão raramente acontece na prática, se é que acontece mesmo. O que acaba ocorrendo é que o plano resulta em um país endividado até o limite a além de sua capacidade de pagamento ou de seus ganhos no estrangeiro. Quando o país se torna incapaz de honrar seus compromissos com a dívida externa, os credores mandam o FMI para informar ao governo endividado que o FMI protegerá p crédito do país, emprestando-lhe ainda mais dinheiro para pagar aos bancos credores. No entanto, existem condições. O FMI impõe medidas de austeridade para que o governo possa então pagar ao FMI. Essas medidas são a redução dos serviços públicos prestados pelo setor governamental, a redução das pensões e aposentadorias pagas pelo governo e a venda de recursos nacionais a estrangeiros. O dinheiro conseguido pela redução das pensões e benefícios, corte de serviços públicos e venda de ativos nacionais a estrangeiros é então entregue ao FMI como pagamento.

domingo, 18 de outubro de 2015

'Acordos' 'comerciais' 'Trans': Contribuição de Obama para a privatização dos Estados pelas empresas globais

16/10/2015, Eric ZUESSE,[1] Strategic Culture Foundation

"Todos os jornais nacionais britânicos são hoje de fato verdadeiros guardiões dessa mesma pequena aristocracia nacional (...), contra o interesse público. – Existem para proteger aquela aristocracia contra o interesse público (porque existem para enganar a opinião pública, como fazem colunistas como Polly Toynbee)."

______________________________



Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Recentemente, apareceu a questão dos lucros que passariam a fluir para empresas internacionais graças aos 'acordos' 'comerciais' propostos por Obama, que encorajam a privatização de serviços sociais hoje administrados pelo Estado, e a extinção dos sindicatos de trabalhadores. Infelizmente, a coisa foi apenas lembrada de passagem, por Polly Toynbee, colunista do Guardian. OK. Melhor que nada.


A colunista é neta do famoso historiador britânico Arnold Toynbee. A perspectiva dela sobre o tema parece estar em perfeita harmonia com a das grandes empresas da Grã-Bretanha – sempre empenhadamente favoráveis à Parceria Transatlântica para Comércio e Investimento [ing. Transatlantic Trade and Investment Partnership (TTIP) – a proposta de 'acordo' para comércio e investimentos que Obama apresentou à UE], e também a a Grã-Bretanha ser incluída na UE (e ao tal 'acordo' proposto por Obama).


sábado, 17 de outubro de 2015

TTIP só é 'parceria' contra a lei internacional

Parceria Transatlântica para Comércio e Investimento (PTCI) [ing. TTIP]




"O Mecanismo de Resolução de Disputas entre Investidor e Estado [orig. Investor-state dispute settlement (ISDS)] deve ser abolido. Disputas sobre investimentos devem ser submetidas às jurisdições nacionais nos termos do artigo 14 da Convenção Internacional sobre Direitos Civis e Políticos [orig. International Covenant on Civil and Political Rights (ICCPR)] ou dirimidas por corte internacional especial para questões de investimento, com juízes permanentes e câmaras de apelação, que operem com transparência nos termos da lei e limitadas por estatuto que garanta prioridade aos direitos humanos, ao interesse público e à soberania, e desautorize qualquer jurisdição 'de mão única', de modo que não só as empresas, mas também o Estado, tenham instrumentos legais para se autoproteger."

________________________________________





Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Comunicado à 30ª Sessão do
Conselho de Direitos Humanos da ONU
(tradução de trabalho, para simples leitura, sem valor oficial)



Sr. Presidente, ilustres delegados, senhoras e senhores

Nos termos das resoluções n. 18/6, 21/9, 25/15 e 27/9 do Conselho de Direitos Humanos, já identifiquei em relatórios anteriores vários desafios contra uma ordem internacional democrática e igualitária, incluindo total ausência de transparência; dispensa arbitrária de qualquer prestação de contas, e apagamento também arbitrário de mecanismos existentes que permitissem exigir qualquer prestação de contas [orig. lack of transparency and accountability]; extinção de mecanismos de participação democrática na tomada de decisões domésticas e globais; práticas econômicas, financeiras e comerciais assimétricas; gastos militares; e ataque contra a autodeterminação das nações.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Aconteceu o im-pen-sá-vel: Uruguai rejeitou o TISA, 'tratado' da dinheirocracia privateira global



22/9/2015, Don Quijones, Wolf Street

A empresa-imprensa fingiu que nem viu essa decisão histórica.




Traduzido perlo Coletivo Vila Vudu











Frequentemente citado como a "Suíça da América Latina", o Uruguai tem importante tradição de fazer as coisas à sua moda. Foi a primeira nação na América Latina a estabelecer um estado de bem-estar. Tem também uma classe média maior que a que se vê, proporcionalmente, em outros países da região e, diferente nisso de seus vizinhos gigantes ao norte e a oeste, Brasil e Argentina, o Uruguai não sofre sob o peso de grave desigualdade de renda.