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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Petraeus, Obama e Brennan merecem 5 mil anos da cadeia

3/8/2017, Moon of Alabama













1/8/2017, Daily Beast


"Rasheed Al Jijakli,[presidente de uma empresa de pagamento de cheques (orig. check-cashing business) que vive em Walnut,] auxiliado por três co-conspiradores, foi acusado de ter transportado miras para visão diurna e noturna para rifles, corretores de mira a laser, usados para ajustar a mira em armas de fogo para tiros de precisão, lanternas, radio, colete à prova de balas e outros equipamentos táticos, entregues a militantes na Síria.
...
Se Jijakli for condenado, poderá ter de cumprir 50 anos de cadeia. O caso de Jijakli está sendo tratado pelos advogados da Seção de Export Crimes, contrainteligência e terrorismo. Há em curso também uma investigação do FBI, em coordenação com outras agências.

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2/8/2017, NYT Times*


O diretor Mike Pompeo da CIA recomendou ao presidente Trump que encerrasse um esforço de quatro anos para armar e garantir treinamento a rebeldes sírios.
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Críticos no Congresso há anos protestavam contra os altos custos [...] e informavam que parte das armas fornecidas pela CIA haviam acabado em mãos de um grupo rebelde ligado à Al-Qaeda.
...
No verão de 2012, David H. Petraeus, então diretor da CIA, propôs pela primeira vez a criação de um programa clandestino para armar e treinar rebeldes. 
...
[Obama assinou] ordem executiva autorizando a CIA a armar e treinar clandestinamente pequenos grupos de rebeldes.
-...
John O. Brennan, último diretor da CIA no governo de Obama, permaneceu como vigoroso defensor do programa (...)


Então? Quando o FBI começará a investigar os senhores Petraeus, Obama e Brennan? Onde estão os advogados da seção de contrainteligência e terrorismo e Export Crimes? Por que não são processados? Esses três homens praticaram precisamente o mesmo tipo de contrabando que pelo qual foi preso o Sr. Jijakil, mas em escala muito, muito maior. Têm de ser punidos pela mesma lei, na mesma escala.*****



* NOTA: A matéria do NYT também traz muitas mentiras. Diz que a CIA pagou rebeldes "moderados" do Exército Sírio Livre que atacaram o governorado de Idleb em 2015. Na verdade, o assalto foi comandado pela al-Qaeda e pelo grupo Ahrar al Sham. Diz que o programa teria custado à CIA "mais que $1 bilhão ao longo do programa", mas documentos da CIA mostram que custou mais de $1 bilhão por ano e provavelmente muito mais que $5 bilhões no total. A matéria diz que o programa teria começado em 2013; mas a CIA já fornecia armas a rebeldes wahhabistas desde, no mínimo, o outono de 2011.*****




terça-feira, 1 de agosto de 2017

Relações EUA-Rússia degringolam, por MK Bhadrakumar

30/7/2017, MK Bhadrakumar, Indian Punchline














Rússia e EUA podem estar caminhando para um confronto, depois da decisão de Moscou, na 6ª-feira, de retaliar finalmente contra a expulsão dos EUA, por ato do presidente Obama, de 35 diplomatas russos, e pelo confisco de dois prédios pertencentes aos russos, dia 30 de dezembro, ano passado.

Questões consulares em geral são sinal do estado real do jogo nas relações entre estados – e frequentemente são um teste limite. Sem dúvida, a intenção de Obama foi complicar o relacionamento russo-americano, a ponto de já não haver remédio quando Donald Trump assumisse a Casa Branca. Obama contava com alguma reação forte de Vladimir Putin, a qual por sua vez dispararia crise gravíssima nas relações. Mas Putin logo percebeu a 'jogadinha' de Obama.

domingo, 4 de junho de 2017

Obama: homem vazio, cheio de ideias da classe dominante

2/5/2017, Paul Street, Counterpunch



"In this valley of dying stars
In this hollow valley
This broken jaw of our lost kingdoms"

"Neste vale de estrelas tíbias
Neste vale desvalido
Este queixo quebrado de nossos reinos perdidos"

The Hollow Men (1925), T.S. Eliot (Os homens ocostrad. ao port. do Brasil, Ivan Junqueira)*













Homem "vazio" e "vontade nenhuma de combater o bom combate"

O que no mundo motivaria o historiador e professor de Direito, Prêmio Pulitzer, David J. Garrow, a escrever 1.078 páginas inacreditavelmente detalhadas (são (1.460 páginas, se se contam as notas e o índice) de uma biografia de Barack Obama, da concepção até a eleição à Casa Branca? Com certeza, de parte de Garrow, não havia qualquer grande afinidade pessoal. Rising Star: The Making of Barack Obama não é história hagiográfica. Na última página desse livro notável, Garrow descreve Obama ao final de sua "presidência fracassada" claramente não transformadora, como um homem que há muito se tornou "barco [ing. vessel] que sempre navegou completamente vazio."

Aproximando-se da conclusão, Garrow observa o quanto muitos ex-amigos de Obama sentiram-se desapontados e traídos por um presidente que "não se sente em dívida com o povo" (nas palavras de um ex-auxiliar próximo) e que passou tempo excessivo na quadra de golfe e "bajulando celebridades" (1.067). Garrow cita um dos "amigos de Obama de muito tempo, desde Hyde Park [Chicago]," que fez avaliação muito dura: "Barack é personagem trágico: tanto potencial, tanta crítica, mas fracasso imenso na hora de fazer (...) como uma concha vazia(...) Sabe-se lá se o defeito dele é húbris, profunda e antiga húbris (...)" (1.065). Garrow cita o Dr. Cornel West, que apoiou Obama por bem pouco tempo, no início, para quem Obama "fez pose de progressista, depois se viu que não passava de produto falsificado. Terminamos com um presidente de Wall Street, presidente de segurança nacional... um Clinton de pele marrom-claro: mais um oportunista."

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

A herança do Democrata Barack Obama

4/1/2017, Manlio Dinucci, Il Manifesto, Itália (trad. José Reinaldo de Carvalho, Portal Vermelho)









As vésperas da transmissão de poder na Casa Branca, o ano de 2017 se abre com o massacre terrorista na Turquia, duas semanas depois do assassinato do embaixador russo em Ancara, perpetrado um dia antes do encontro em Moscou entre Rússia, Irã e Turquia para um acordo político sobre a Síria. Encontro do qual os Estados Unidos foram excluídos.Nos últimos dias da administração Obama, os EUA estão empenhados em criar a máxima tensão possível com a Rússia, acusada inclusive de ter subvertido, com os seus “malignos” hackers e agentes secretos, o êxito das eleições presidenciais que Hillary Clinton deveria ter vencido. Isto teria assegurado a continuidade da estratégia neocon, da qual Clinton foi a artífice durante a administração Obama.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Trump conseguirá dar jeito na economia em 2017?

Em mundo de jornalismo inútil e 'diagnósticos' idem


04/01/2016, Paul Craig Roberts (rep. in Global Research)



"Lei zero da Robótica: Nenhum robô pode causar mal à humanidade ou, por omissão, permitir que a humanidade sofra algum mal"
[Eu, Robô (1950), Isaac Asimov]*













O ocidente e a parte do mundo que 'repercute' as explicações ocidentais vivem num mundo de ficção. Vê-se facilmente por todos os lados que se examinem – nas supostas maquinações que os russos teriam 'urdido' para eleger Donald Trump presidente dos EUA; nas supostas armas de destruição em massa que Saddam Hussein não tinha e que seriam ameaça aos EUA (uma nuvem-cogumelo sobre cidades dos EUA; que Assad da Síria teria usado armas químicas contra o próprio povo; que o Irã teria programa de armas nucleares; que uns poucos sauditas enganariam todos os serviços secretos de EUA, UE e Israel, para aplicar a maior humilhação de toda a história à "única superpotência mundial" [no ataque às torres gêmeas que, para PCR é 'serviço interno' (NTs)], que a Rússia teria invadido a Ucrânia e poderia a qualquer instante invadir os países do Báltico e a Polônia; que a taxa de desemprego nos EUA é de 4,6%; que o superávit comercial da China em relação aos EUA seria efeito de manipulação da moeda chinesa; e por aí vai e a lista é imensa.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Trump alerta o urso: armadilha de Obama é de araque, por MK Bhadrakumar

30/12/2016, MK Bhadrakumar, Indian Punchline











Ao anunciar mais uma série de fortes sanções contra a Rússia na 5ª-feira, o presidente dos EUA Barack Obama falou de duas razões para as novas sanções; primeiro "abuso agressivo" contra diplomatas norte-americanos por agentes de segurança russos; segundo "ciberoperações [por agentes russos] orientadas para as eleições nos EUA." Formulação mais vaga, impossível.

EUA e Rússia mantém regime intenso e às vezes intrusivo de vigilância contra diplomatas uns dos outros. A síndrome da ação-reação é tão finamente controlada que é previsível. Se um ou outro caso faz barulho a propósito desses movimentos de vigilância, a única intenção possível e "propaganda". Assim sendo, as medidas anunciados na 5ª-feira pelo Departamento de Estado dos EUA – expulsão de 35 diplomatas russos e fechamento de dois prédios (dacha) administrados pelos russos – aparecem claramente como decisão política.

sábado, 31 de dezembro de 2016

Rolling Stone: Algo de podre na cena de Obama contra 'os russos', por Matt Taibbi

30/12/2016, Matt Taibbi, Rolling Stone












5ª-feira, num desenvolvimento extraordinário, o governo Obama anunciou várias sanções contra a Rússia. 35 cidadãos russos serão expulsos do país. O presidente Obama distribuiu declaração tensa, em que parece culpar a Rússia pelohacking dos e-mails do Comitê Nacional Democrata. "Esse roubo de dados e exposição de atividades só podem tem sido dirigidas pelos mais altos escalões do governo russo," escreveu Obama. No primeiro momento a Rússia, em tom sombrio, ameaçou retaliar. Hoje a mídia russa até publica que Putin convidou "filhos de diplomatas norte-americanos" a visitar a "árvore de Natal no Kremlin," como cúmulo de resposta sarcástica/ameaçadora/repugnante à moda Putin. 

Essa história dramática empurra todos os jornalistas para uma loteria perigosa. Sem verificação independente, os repórteres terão de confiar em avaliações secretas por agências de inteligência, para cobrir a história.

Muitos jornalistas que conheço estão em silencioso frenesi, por terem de fazer exatamente o que tiveram de fazer com resultados catastróficos. Todos nós nos lembramos do fiasco que foi o 'evento' das (inexistentes) Armas de Destruição em Massa.

"Déjà vu. Está acontecendo tudo outra vez" é o mínimo que um amigo me diz. 

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Preparados para a coalizão de duas cabeças?

29/9/2015, Pepe Escobar, RT


ATUALIZAÇÃO: 
Pepe Escobar, 30/9/2015, 14h51 (hora de Brasília), pelo Facebook: "Estou em Berlin, berlinense por enquanto, mas não consigo parar de pensar na Nova Hidra: a coalizão de duas cabeças, na Síria. O Excepcionalistão está fora de si, 'explicando' e repetindo enlouquecidamente, para todos os lados, que não há "desconflitação" [orig., "deconfliction"] do tipo nós-podemos-bombardear-manchas-de-deserto, mas não podemos bombardear realmente o falso "Califato"; mas os Sukhois podem, eles sim, atacar coisas "perigosas". Preparem-se para estupidez extrema na guerra de informação nos próximos alguns dias e semanas."
Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



Jogo de decisão na ONU. Um muito alardeado cara a cara depois de dois longos anos. O momento máximo desse "está falando comigo?" geopolítico. 

E então o presidente Putin da Rússia disse que é imperativo que se constitua ampla coalizão internacional contra o terror – especialmente o terror do tipo ISIS/ISIL/Daesh –, como se fez na 2ª Guerra Mundial para lutar contra Hitler.

E o presidente Barack Obama dos EUA, como se podia prever, piscou.


domingo, 27 de setembro de 2015

Washington perdeu o Oriente Médio





Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



Não é surpresa, de modo algum, exceto pela rapidez do processo. Em pouco mais de uma década, desde a facinorosa decisão do governo Bush de invadir e ocupar o Afeganistão e depois o Iraque em março de 2003, os EUA só fizeram perder influência e aliados em todo o Oriente Médio. Não só os iranianos xiitas, que o presidente Obama crê que sejam gratos a Washington, mas também, pela primeira vez, a Arábia Saudita e os estados do Golfo e o Egito, todos em processo de unir-se a novos aliados ou parceiros colaborativos, que encontram no oriente, não no ocidente.

Dia 11/9/1990, em discurso numa sessão conjunta do Congresso, o então presidente George Herbert Walker Bush falou triunfantemente dos EUA como a única superpotência, para criar o que ele chamou de Nova Ordem Mundial. A União Soviética acabava de se autodissolver em caos. Sob as presidências de Bush e adiante, de Clinton, e até o dia de hoje, a política de Washington consistiu exclusivamente em avançar contra, para desvalorizar, destruir, desconstruir e desmembrar a Federação Russa, praticamente como Washington fez contra a Líbia de Gaddafi depois da guerra de Hillary Clinton, lá, em 2011.


Durante os anos 1990s, o presidente Bill Clinton apoiou a "terapia de choque" econômico financiada pelos EUA, com pesado apoio do seu amigo bilionário e corretor financeiro George Soros e das Fundações Sociedade Aberta [orig.Open Society Foundations] de Soros. Soros trouxe pessoalmente vários Harvard-boys, como Jeffrey Sachs, para a Rússia, logo depois de eles terem devastado a Polônia, a Ucrânia e outros estados ex-comunistas no leste da Europa. O regime corrupto de Yeltsin, que só queria saber de encher a cabeça de vodka e os bolsos de dólares, pouco se incomodava com o que acontecesse aos demais russos.

Mas... Como as coisas mudaram, para Washington, desde aqueles dias de depois de 1990! 

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Ao vivo, de New York, "Putin o Grande"!

24/9/2015, Pepe Escobar, RT

É o suspense geopolítico máximo da temporada: será que o presidente Barack Obama dos EUA finalmente decidirá conversar com o presidente Vladimir Putin da Rússia, ou nessa 6a-feira ou durante a Assembleia Geral da ONU, semana que vem em New York?


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




O dramático movimento dos russos na Síria, que virou o jogo – não só entrega de armas, mas a real possibilidade de real intervenção pela Força Aérea da Rússia – deixou todos zonzos na área da Avenida Beltway.



O ministro de Relações Exteriores da Síria Walled Muallem disse claramente ao jornal RT que o envolvimento direto dos russos na luta contra ISIS/ISIL/Daesh e os tais "moderados" (como os neoconservadores dos EUA os tratam) da Frente al-Nusra, codinome Al-Qaeda na Síria, é ainda mais importante que as armas fornecidas.


Washington, entrementes, permanece enredada num buraco negro geopolítico, para tudo que tenha a ver com a estratégia de Putin. A resposta do governo Obama está conectada como os dois lados de uma dobradura a como será recebido em todo o mundo o discurso de Putin na ONU, e a como se desenrolará a diplomacia frenética relacionada ao teatro de guerra na Síria.

É ingenuidade interpretar o avanço militar dos russos como mero show de força, convite aos norte-americanos para que afinal se sentem e discutam tudo, do sudoeste da Ásia à Ucrânia.

Também é ingenuidade interpretar o movimento como desespero, em Moscou, por algum diálogo, no sentido dequalquer diálogo. Não há ilusões no Kremlin. Obama e Putin trocaram umas poucas palavras em Pequim, ano passado – e foi só; nada de visitas oficiais, nada de encontros detalhados.

O que é certo é que a mais recente jogada do xadrez de Putin tem potencial para reduzir a cacos a 'estratégia' do governo Obama pós-Maidan de isolar a Rússia. Daí o medo previsível, o ranger de dentes e a paranoia que tomou conta de toda a área da Avenida Beltway.

EUA aceitarão a boia salva-vidas que Putin lhes oferece?

22/9/2015, Robert Parry, Consortium News


Exclusivo: A obsessão dos neoconservadores com 'mudança de regime' na Síria está empurrando outro 'grupo de pensamento' da Washington oficial a 'aconselhar' que os EUA rejeitem a oferta russa para ajudar a estabilizar a Síria e pôr fim à terrível torrente de refugiados que buscam a salvação na Europa – escreve Robert Parry.


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


O presidente russo Vladimir Putin jogou, aos estrategistas políticos dos EUA o que equivale a uma boia salva-vidas, para ajudar a arrancá-los do poço de areia movediça que é a guerra síria. Mas os neoconservadores da Washington oficial e os veículos da grande mídia-empresa nos EUA puseram-se agora a latir contra "a audácia" de Putin, lançando dúvidas sobre os seus motivos.

Por exemplo, o 
principal editorial do The New York Times na 2a-feria acusava Putin de estar "aprofundando perigosamente a presença militar russa" na Síria, apesar de Putin já ter dito que seu objetivo é ajudar a enfrentar para derrotar os jihadistas sunitas no Estado Islâmico e em outros movimentos extremistas.

Por sua vez, o Times resmunga que Putin usará seu discurso na Assembleia Geral da ONU "para defender a formação de uma coalizão internacional contra o Estado Islâmico, aparentemente ignorando a coalizão que já existe para essa finalidade liderada pelos EUA."

Na sequência, o Times retoma o bizarro argumento dos neoconservadores de que a melhor maneira de resolver a ameaça do Estado Islâmico, Al Qaeda e outras forças jihadistas seria derrubar o presidente sírio Bashar al-Assad e todo o seu exército – precisamente as duas forças político-militares que há quatro anos impedem uma vitória arrasadora dos grupos sunitas terroristas naquela região.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Europa pressiona EUA sobre a Síria

É tempo de mais ação (séria) e menos palavreado (oco) 

21/9/2015, MK Bhadrakumar, Indian Punchline

Entreouvido na Vila Vudu:


O embaixador MK Bhadrakumar é 'fã' incondicional de Obama, que, para ele, seria um gênio estratégico. É a posição também de Alfred McCoy, exposta em detalhes em "Maintaining American Supremacy in the Twenty-First Century", 15/9/2015, em TomDispatch (que não traduzimos nem traduziremos, mas que talvez tenha boas informações para especialistas que leem inglês). 

O postado aqui traduzido é um aplicado esforço para reconhecer a clara evidência de que o presidente Bashar Al-Assad sempre teve integral razão, nas incontáveis vezes que disse que estava lutando contra forças terroristas criadas e sustentadas pelo 'ocidente', mas sem expor a TOTAL DESMORALIZAÇÃO da 'política' do governo Obama para a Síria (herdada, sim, da secretária Clinton-Nuland-Powers, mas que Obama não alterou e, sim, manteve e aprofundou). Nesse sentido deve-se interpretar a ideia segundo a qual Obama teria "optado" pela trilha diplomática. 

Em fim de mandato, acossado pelos próprios fracassos em ano pré-eleitoral, verdade é que Obama não está "optando" muito, nem pela diplomacia nem, de fato, por coisa alguma. Está reagindo como pode – e contando com 'interpretadores' solidários. O título do postado dizia "nudges", aproximadamente e juvenilmente, "cutuca". Corrigimos, por nossa conta, para "pressiona", porque é o que é, e não temos nenhum compromisso com a 'isenção' – que é indiferença – dita 'diplomática'.
  
Decidimos traduzir o postado do emb. Bhadrakumar porque, apesar do inescapável viés obamista, em vários sentidos esse é, sim, um postado histórico, que provavelmente marca o início do fim do Império Anglo-Sionista como o ocidente o conheceu desde o final da 2ª Guerra Mundial. A luta continua [NTs].






Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



O que o secretário de Relações Exteriores da Grã-Bretanha Philip Hammond e o secretário de Estado dos EUA John Kerry, em visita a Londres, disseram aos jornais e televisões depois de se reunirem no sábado, deixou a impressão de que há uma redução geral nas tensões entre o ocidente e a Rússia. A distensão há de ter algum efeito 'colateral' na busca de solução para o conflito na Síria.

É preciso algum tempo para que a tendência positiva apareça fidedignamente refletida na retórica 'Leste-Oeste', porque dos dois lados há que superar algum orgulho ferido. Mas a tendência é visível nos comentários de Hammond e Kerry. Numa virada interessante no discurso 'Leste-Oeste', a Ucrânia parece ter sido extraída da relação dos pontos do planeta onde há confronto ou conflito entre o Ocidente e a Rússia. Nem Hammond nem Kerry serviram-se do palavreado duramente cenográfico de sempre, para criticar a Rússia.


De fato, os dois evitaram todo e qualquer comentário crítico contra a Rússia. Ninguém repetiu a conversa de sempre de que haveria presença russa em solo no Donbass, nem ninguém citou a Crimeia, nem ninguém ameaçou a Rússia com sanções ocidentais. Bem ao contrário, Kerry deixou bem claro, para que Kiev entendesse, que os acordos de Minsk são o único pôquer que há na cidade, e conclamou todos a se aplicarem para implementar integralmente o acordo. Chegou a elogiar a influência moderadora da Rússia sobre os separatistas no Donbass. O que Kerry fez foi endossar o Formato Normandia, e disse que "a total implementação de Minsk é a via para resolver tensões que existiram entre Rússia e o Ocidente”.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Quem tanto quer uma 3ª Guerra Mundial?

21/9/2015, Pepe Escobar, SputnikNews

O que Washington realmente mais deseja é encontrar alguma forma de coerção que obrigue Pequim a abrir o muito ambicionado mercado financeiro chinês, para o cassino financeiro megaespeculativo conhecido como sistema dos Big Banks dos EUA. Não está funcionando – porque a Casa Branca absolutamente não tem meios para pressionar nesse campo.



Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




O presidente chinês Xi Jinping surfa os EUA em sua primeira visita de estado, quase ao mesmo tempo que o Papa Francisco. Será fascinante observar como os centros de decisão da hiperpotência reagirão a essa dupla exposição ao materialismo dialético – com características chinesas – e à Igreja Católica, em tese, "em reconstrução".


Em discurso histórico em Havana, o Papa Francisco – que se intrometeu na reuniãozinha entre o presidente Barack Obama dos EUA e Raul Castro – insistiu que quer o aprofundamento das relações entre Washington e Havana. Pediu a Obama e Raul que busquem plena reconciliação como exemplo para o mundo, "um mundo que necessita de reconciliação, nessa atmosfera de terceira guerra mundial por etapas que estamos vivendo".

"Terceira guerra mundial" não aparecia na redação oficial do discurso do Papa. Francisco acrescentou essa linha no avião, voando de Roma a Havana.