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terça-feira, 22 de janeiro de 2019

‘Ameaça estratégica’ contra Israel - Progressistas já não temem defender os palestinos

22/1/2019, Moon of Alabama

Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga



Há duas semanas, o lobby sionista puniu a ativista de direitos civis Angela Davis, por apoiar o movimento contra Israel Boicotar-Desinvestir-Sancionar (BDS). Por pressão do lobby, o Instituto Birmingham de Direitos Civis no Alabama cancelou a cerimônia anual de gala, na qual Davis receberia um prestigioso prêmio por serviços a favor dos direitos civis. O cancelamento gerou forte contrarreação. A prefeitura de Birmingham aprovou por unanimidade uma resolução de reconhecimento ao trabalho de toda a vida de Angela Davis. O presidente, o vice-presidente e o secretário do Instituto foram obrigados a deixar os cargos.

Depois do escândalo, abriram-se as portas do inferno. No domingo, o New York Times publicou coluna em que criticava a política de Apartheid da entidade sionista no Oriente Médio.

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Hezbollah no Líbano: fim da hegemonia dos EUA, por Elijah J. Magnier


21/11/2018, Elijah J. Magnier, Blog

Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga



A política do establishment dos EUA para o Líbano é evidentemente mutante e instável, com um presidente que não tem nenhum conhecimento abrangente sobre o Oriente Médio nem, e sobretudo, sobre o papel do Hezbollah na região. Parece que o presidente Donald Trump está querendo reduzir o apoio militar ao Exército Libanês e impor novas sanções ao Líbano, sem perceber que, assim, estará fortalecendo o Eixo da Resistência e empurrando o país dos cedros para os braços de Rússia e Irã.

Ao tempo em que EUA impõem novas sanções contra o Hezbollah ao longo dos últimos dois meses, os parceiros europeus dos norte-americanos reuniram-se várias vezes, sigilosamente, com líderes do Hezbollah durante as visitas de delegações oficiais dos EUA a Beirute.

Os EUA estão gradualmente perdendo a hegemonia que tiveram no Oriente Médio.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Depois de fracassar no Iraque, na Síria, no Líbano e no Iêmen, Arábia Saudita tenta uma “vitória” na Palestina, por Elijah J. Magnier

24/6/2018, Elijah J Magnier, Blog


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




A Arábia Saudita está à procura de uma “vitória” depois de repetidas derrotas de sua política exterior no Oriente Médio. Na Síria, a rica petromonarquia, apesar de ter consumido dezenas de bilhões de dólares na empreitada, não conseguiu a tão desejada 'mudança de regime'. Tirou jihadistas da cadeia e facilitou-lhes a viagem para o Levante para que convertessem a Síria num “estado falhado” que jamais conseguisse opor-se à expansão do Wahhabismo e de Israel. No Iêmen, mais de 40 mil pessoas foram mortas no bombardeio e nos ataques indiscriminados de sauditas-Emirados contra o mais pobre dos países muçulmanos no Oriente Médio. Resultado disso, 22 milhões de pessoas, segundo o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas, carecem hoje de urgente socorro humanitário. No Iraque – talvez o maior desapontamento que os sauditas sofreram –, o governo central em Bagdá conseguiu evitar que a Mesopotâmia fosse dividida. E no Líbano, aliados sauditas não conseguiram assegurar maioria nas eleições para o Parlamento, na qual os aliados do Irã saíram vitoriosos. 


Só restou aos sauditas um último “dossiê” que ainda podem tentar promover: é a vez da Palestina.

sábado, 9 de dezembro de 2017

Decisão de Trump sobre Jerusalém pode unir todo o mundo árabe contra os EUA

9/12/2017, Patrick Cockburn, The Independent, Londres


13/10/2016: "UNESCO declara Israel 'potência ocupante' em Jerusalém", Washington Times*


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


Resistente palestino reage com pedras às granadas de gás disparadas pela polícia de Israel

O presidente Trump e o governo de Israel com certeza previram, mas subestimaram, o "dia de fúria" palestina, com protestos de muçulmanos em todos os cantos do mundo, na sequência do 'reconhecimento' de Jerusalém, pelos EUA, como "capital de Israel" e planos de transferir para lá a embaixada dos EUA. Com certeza entendem que a fúria logo se dissipará, porque aliados dos EUA, como os governantes da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Egito se darão por satisfeitos com breves protestos formais, e os palestinos são fracos demais para qualquer coisa além de manifestações que nada mudam.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Trump pagou o que devia aos sionistas - Dá-lhes 'justificativa' para a guerra contra o Irã

6/12/2017, Moon of Alabama


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




O presidente Trump dos EUA anunciou hoje uma mudança na posição dos EUA em relação à cidade de Jerusalém na Palestina:

O presidente Trump, na 4ª-feira reconheceu formalmente Jerusalém como capital de Israel, pondo abaixo quase 70 anos de política externa dos EUA e dando andamento a um plano para transferir a Embaixada dos EUA de Telavive para a furiosamente disputada Cidade Santa.
"É hora de reconhecer oficialmente Jerusalém como capital de Israel" – disse Trump.

Não é coisa que Trump tenha feito sozinho. Essa posição é há muito tempo apoiada pelos dois partidos no Congresso:

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Plano dos sauditas para entregar a Palestina (em troca de guerra contra o Irã)

14/11/2017, Moon of Alabama


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu






Os tiranos da Arábia Saudita desenvolveram um plano que entrega a Palestina aos seus algozes. Veem a entrega como necessária para obter o apoio dos EUA para a campanha fanática que fazem contra o Irã, que veem como seu inimigo mortal.

Um memorando interno dos sauditas, vazado para o jornal libanês Al-Akhbar, revela as grandes linhas do plano. (NOTA: A autenticidade do memorando ainda não foi confirmada. Em teoria, poderia ter sido "plantado" por qualquer interessado. Mas Al-Akhbar tem excelente currículo na publicação de vazamentos, até hoje sempre genuínos. Estou confiando na avaliação dos editores.)

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Hassan Nasrallah, do Hezbollah, aos judeus: "O sionismo é nosso inimigo comum"

Discurso na solenidade de comemoração do martírio do Imã Hussein
1/10/2017, al-Manar (transcrição, ing.); Blog Sayed Hasan (fr.)












[...] Segundo, [quanto a] Israel. Israel não se cansa de lançar ameaças diretas contra o Líbano, de que na próxima guerra destruirão o país. Não falta lá quem se levante e diga "Na próxima guerra, só deixaremos ruínas. Mandaremos o Líbano de volta ao que foi há 100, 200 anos."

Antes de [manobras militares israelenses] "Frente Norte" [em setembro de 2017, as maiores nos últimos 20 anos] e depois, enquanto Israel continua sua ofensiva na Síria, dizendo que assim impede que cheguem mais armas para a Resistência [o Partido de Deus, Hezbollah], só se repetem as violações do espaço aéreo libanês, de vários modos, e Israel faz de tudo que possa para empurrar a região na direção de mais guerra sob todos e quaisquer pretextos.

Hoje, 10º dia [do mês islâmico de Muharram, em que se comemora o martírio do Imã Hussein], quero enviar mensagem clara aos israelenses e aos judeus na Palestina Ocupada e em todo o mundo. Digo-lhes o seguinte:

domingo, 26 de março de 2017

Israel e a falência moral das Nações Unidas




Enquanto as Nações Unidas hesitam, covardemente submissas a Estados Unidos e Israel, o Estado judeu continua com a prática de atividades criminosas contra a Palestina.





24.03.2017 - Lawrence Davidson, "Information Clearing House"



tradução de btpsilveira





Em 15 de março de 2017 a Comissão Econômica e Social para a Ásia ocidental (ESCWA na sigla em inglês – NT) das Nações Unidas, publicou um relatório  sobre o comportamento e as políticas de Israel relacionadas à Palestina. Usando como parâmetro Lei Internacional o relatório chega à “conclusão definitiva de que o Estado de Israel é culpado de praticar o Apartheid.”O termo “apartheid” usado no relatório não tem um sentido meramente “pejorativo”. Foi usado para descrever a realidade de um comportamento, escorado em fatos e evidências que fazem aceitável o significado legal do termo.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Nasrallah do Hezbollah: "Fim da ilusão 'Dois Estados' anuncia a libertação da Palestina"

6/2/2017, Discurso do Secretário Geral do Hezbollah
Na homenagem anual aos dirigentes mártires. Vídeo, versão original em árabe, legendada em francês, texto transcrito e traduzido ao francês, por Sayed Hassan. Aqui traduzido ao português (2ª.parte)












[...] Bem... e o segundo ponto é a questão israelense, do ponto de vista palestino.

O que se passa atualmente? Israel prossegue no processo de judeização em velocidade máxima. A judeização de Al-Quds (Jerusalém), a expulsão dos habitantes, a construção de mais e mais colônias, para modificar a identidade da cidade e separá-la da Cisjordânia, até a proibição da chamada para as orações, projeto do governo de Netanyahu adotado pelo Parlamento [Knesset], até a lei que legaliza o roubo de terras palestinas na Cisjordânia, com o prosseguimento da construção de milhares de casas na Cisjordânia, o prosseguimento quotidiano de assassinatos, prisões e demolição de casas, destruição de plantações e, agora, com Trump, a transferência da embaixada dos EUA, de Telavive para Jerusalém. A intenção aí é confirmar que Jerusalém seria capital eterna daquela entidade usurpadora.

sexta-feira, 3 de março de 2017

Carta de Teerã: Trump ‘o bazaari’, por Pepe Escobar

1/3/2017, Pepe Escobar, Asia Times













A arte de negociar, depois de praticada por 2.500 anos, leva à morada da Sabedoria. Mal pus os pés em Teerã, apareceu um diplomata com a notícia: "Trump? Não nos preocupa. Trump é bazaari". É expressão da língua persa, que designa mercador, da classe dos mercadores e, mais literalmente, trabalhador que ganha a vida no bazaar. Aplicada a Trump, implica que Teerã tem certeza que, mais dia menos dia, se alcançará uma acomodação política.

A resposta do governo do Irã à administração Trump resume-se a uma variante de Sun Tzu: silêncio, especialmente depois da Queda de Flynn, que pusera o Irã "de sobreaviso", depois de o país ter realizado um teste com míssil balístico, e promovera a ideia de uma aliança anti-Irã que reunisse Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito e Jordânia. Teerã diz que o teste do míssil não infringe as provisões do acordo nuclear, bem como exercícios navais do Estreito de Ormuz ao Oceano Índico, que começaram no domingo, e foram planejados com muita antecedência.

Eu estava em Teerã, um de várias centenas de convidados estrangeiros, incluindo pequeno grupo de jornalistas, convidados do Majlis (Parlamento), para uma conferência anual sobre a questão Palestina. Não surpreendentemente, não havia representantes do círculo de Trump entre os parlamentares de mais de 50 nações que assistiram à impressionante cerimônia de abertura, num salão de conferências circular, lotado, onde se viam todos os mais altos agentes do centro do poder iraniano: o Supremo Líder Aiatolá Khamenei, o presidente Hassan Rouhani e o presidente do Parlamento, Ali Larijani.

domingo, 18 de outubro de 2015

Juventude palestina e a 'força da desobediência'



Durante os primeiros nove meses de 2015, Israel matou 26 palestinos na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, e feriu, em média, 45 palestinos por semana, todas as semanas. Na última quinzena, a média anual de palestinos assassinados mais do que duplicou, e o número de feridos fez explodir todos os gráficos.



Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


No momento em que escrevo, 33 palestinos foram assassinados desde 1º de outubro – a ampla maioria por forças israelenses de ocupação em repressão a protestos, além dos assassinados em ataques ou supostos ataques contra israelenses.


Mais de 2 mil palestinos foram feridos, incluídos centenas com ferimentos por munição viva e balas de metal recobertas com borracha.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Rumo à 3ª Intifada: Por que Israel não tem futuro no Oriente Médio

11/10/2015, Salah Lamrani (Sayed Hasan)

"Quero dizer algumas palavras sobre o regime sionista. Depois que se concluíram as negociações nucleares, ouvimos os sionistas dizerem na Palestina ocupada: "Com essas negociações, não teremos de nos preocupar com o Irã nos próximos 25 anos; só depois, pensaremos no caso."

Quero dizer-lhes que, para começar, não estarão aí daqui a 25 anos, para pensar sobre coisa alguma. Com a graça e por favor de Allah, daqui a 25 anos já não haverá nem sinal do que hoje se conhece como "regime sionista". Segundo, durante esse tempo, o espírito islâmico revolucionário, épico, de Jihad, não lhes dará sossego nem por um segundo.

Os sionista já deveriam saber disso. As nações despertaram. Agora já sabem onde está o inimigo. Claro, alguns governos e a propaganda do inimigo quer trocar os lugares, amigos, por inimigos, mas nada conseguirão. As nações – especialmente muçulmanas, especialmente as nações regionais – estão vigilantes e bem despertas.
Pois é. O regime sionista e os EUA já estão reduzidos ao que se vê."
(
Discurso do Supremo Líder Aiatolá Ali Khamenei
, 9/9/2015)



Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



Dia 9 de setembro de 2015, Sayed Ali Khamenei, Supremo Líder do Irã, repetiu o compromisso da República Islâmica, de, por palavras e por atos, libertar a Palestina ocupada e pôr fim ao chamado 'Estado de Israel', último 'estado' colonizador que resta no planeta, tão vicioso quanto anacrônico. Disse que, apesar do acordo nuclear, não se pode confiar nos EUA, o "Grande Mal e inimigo dos povos", piores que o próprio demônio, porque não há meio pelo qual seja possível separá-los de suas políticas imperialistas, e que portanto devem continuar a ser considerados inimigos, com os quais qualquer negociação ou contato é proibido. O Irã pode e deve confiar só no seu próprio povo e no próprio desenvolvimento, para se autopreservar contra ameaças e agressões externas, disse o aiatolá Khamenei.


Quanto à entidade sionista, Sayed Khamenei previu que, dentro de 25 anos, já nem existirá tal coisa no mapa do Oriente Médio,confirmando a posição já há muito tempo afirmada e conhecida da República Islâmica, que se resume na famosa frase de 1979: "Israel é tumor canceroso que tem de ser extirpado para sempre." De fato, desde a Revolução Islâmica, o Irã sempre foi o principal provedor e apoiador da luta armada contra Israel, ajudando grupos da Resistência Palestina e Libanesa por todas as vias possíveis (financeiramente, militarmente, diplomaticamente, provendo treinamento e expertise, etc.), sempre declarando repetidamente que o Irã ajudará qualquer país ou força que se disponha a lutar contra Israel