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terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Remodelar o Oriente Médio: Por que as intervenções do Ocidente têm de acabar, por Elijah J. Magnier (2ª parte)


Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga

O projeto dos EUA para criar um “estado-selva” na Síria criou um poderoso movimento de Resistência

A intervenção estrangeira empurrou muitos em todo o Oriente Médio para a miséria, e ao mesmo tempo os tornou ainda mais determinados a enfrentar o projeto de dominação global no qual os EUA tanto investem. O número de países do Oriente Médio e atores não estatais que se opõem à coalizão norte-americana é relativamente pequeno e frágil, se comparado aos adversários, mas mesmo assim a Resistência conseguiu fazer estremecer a superpotência mais rica e mais forte, e seus aliados no Oriente Médio senhores do petróleo, que em anos recentes tanto investiram na guerra e tanto a instigaram. Essa Resistência cresceu e amadureceu e atraiu o apoio global, mesmo na contramão de guerra jamais vista de propaganda pelos veículos das mídia-empresas de massa. O soft power da coalizão norte-americana foi minado domesticamente e em todo o mundo, a partir da flagrante mentira que é intrínseca ao projeto de garantir sobrevivência às gangues de jihadistas takfiri para que aterrorizassem, estuprassem e assassinassem cristãos, sunitas, seculares e outras populações civis, ao mesmo tempo em que fingem que combatem numa inexistente guerra global ao terrorismo dito islamista.

Remodelar o Oriente Médio: Por que as intervenções do Ocidente têm de acabar, por Elijah J Magnier (1ª parte)


Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga
Dos Comentários: RAY032, 15/02/2019 at 3:43 pm

“A governança do Hezbollah é horizontal, e ali ninguém é indispensável. Sou Cristão Canadense, e essa linha, para mim, traduziu-se nos termos de Apocalipse 3:21: “E disse o Senhor: “Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono”.
(Epígrafe acrescentada pelos tradutores)
____________________________________________

Sayyed Abbas al-Mussawi, Secretário-geral do Hezbollah assassinado por Israel.

Cada intervenção estrangeira levou o Oriente Médio a se auto-reconfigurar contra as potências intervencionistas. Foi duramente contra-atacada, criando o efeito oposto ao que o desejavam as potências intervencionistas. Se se considera a história recente (os últimos 40 anos, desde que a Organização para Libertação da Palestina, OLP, foi expulsa do Líbano), a lista é cataclísmica. Tem-se a constituição do Hezbollah, do Hamas, da al-Qaeda, do ‘Estado Islâmico’ (ISIS), o fim do regime dos Talibã, Saddam Hussein, Moammar Ghadaffi, a tentativa de derrubar o presidente Bashar al-Assad da Síria, a tentativa de dividir o Iraque e a guerra contra o Iêmen. A lista dá prova da quantidade inacreditável de recursos mobilizados por EUA, Israel, Europa e respectivos aliados no Oriente Médio, sempre tentando “mudar o regime”; e do fracasso retumbante do ‘plano’ para criar um “novo Oriente Médio”.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Netanyahu engana israelenses na “Operação Escudo do Norte” de túneis transfronteiras: Em preparação uma guerra contra o Líbano? Por Elijah J. Magnier

1/2/2019, Elijah J. Magnier Blog



Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga


Oficiais israelenses sob bandeiras do Hezbollah, a poucos metros das fronteiras libanesas

Há muita conversa no Levante, na Síria e no Líbano, sobre Israel – mais precisamente o primeiro-ministro Benyamin Netanyahu – estar considerando seriamente uma batalha em grande escala, transfronteiras, que poderia escalar ao nível de guerra, para assegurar a sua reeleição. Não obstante ter anunciado um “tremendo sucesso na “Operação Escudo do Norte, OEN [ing. “Operation Northern Shield”, ONS] lançada em dezembro passado, Netanyahu está mandando o exército israelense procurar mais túneis, longe dos faróis da mídia. 

O anúncio prematuro pelo primeiro-ministro do sucesso da OEN mostra que Netanyahu tornou-se refém do próprio otimismo, que ele muito apreciaria poder investir na próxima eleição, talvez reeleição. Netanyahu conseguiu criar pânico grave entre a população israelense que vive nas fronteiras com o Líbano e também em territórios mais interiores, ao confirmar que o Hezbollah possui mísseis de precisão capazes de alcançar qualquer alvo que escolham.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Campanha de bombas de Netanyahu pode levar à guerra: Síria e Hezbollah estão com o dedo no gatilho, por Elijah J. Magnier




Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga



Israel atacou a Síria muitas vezes ao longo dos últimos sete anos de guerra imposta à Síria. Transgrediu limites, invadiu linhas vermelhas e quebrou tabus, sempre para provocar o “Eixo da Resistência” dentro da Síria, mas jamais se atreveu a enfurecer o Hezbollah no Líbano. Seja como for, os recentes ataques de Israel ultrapassam, aos olhos da Síria e aliados, todos os limites toleráveis. Assim, o presidente Assad preparou-se para uma batalha contra Israel entre as guerras, sabendo que essa batalha poderia durar semanas. Mas o presidente da Síria não estará sozinho: Assad e o secretário-geral do Hezbollah Said Hassan Nasrallah estarão à frente de qualquer futura batalha contra qualquer agressão dos israelenses, se e quando a decisão de combater for tomada.

domingo, 20 de janeiro de 2019

Israel perdeu muito na Guerra contra a Síria: Só 5% do arsenal de Irã e Hezbollah foi destruído na Síria, por Elijah J. Magnier

16/1/2019, Elijah J Magnier, no Blog (de Beirute, Líbano)

Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga



Fontes na inteligência dizem que “Israel sonha com que a Síria volte ao que era antes de 2011, quando os líderes sírios eram menos poderosos e experientes do que são hoje, passados sete anos de guerra. Os sírios hoje já receberam equipamento avançado, principalmente para defesa aérea, que lhe veio da Rússia, e de fornecedor e fabricantes de mísseis iranianos sofisticados. E já há na Síria a ativa presença de conselheiros e instrutores iranianos e do Hezbollah, que trabalham na preparação de novos quadros”.

sábado, 5 de janeiro de 2019

Trump cede à pressão doméstica e adia retirada dos EUA da Síria, enquanto uma tempestade se forma no Levante, por Elijah J. Magnier



O Levante está voltando ao centro da política no Oriente Médio, em posição de mais prestígio do que jamais antes desde 2011 

Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga




Em resposta à pressão doméstica, Trump concordou com adiar o prazo para retirar milhares de soldados dos EUA, da província de al-Hasaka, nordeste da Síria, depois de ter anunciado a retirada, inicialmente anunciada para 30 dias, até abril desse ano. Jornalistas belicistas e falcões de think-tanks no establishment norte-americano pressionaram Trump com argumentos implausíveis, para que mantivesse a presença militar dos EUA na Síria. Os ataques contra Trump foram quase todos construídos a partir do pretexto de proteger aliados dos EUA, os curdos, que correriam risco de serem exterminados pelos turcos. Outros analistas chegaram a repetir o mantra norte-americano absurdo segundo o qual “ISIS tem entre 20 mil e 30 mil militantes na Síria e Iraque” para justificar a continuada ocupação do nordeste da Síria. Como se não bastassem esses argumentos, houve também quem dissesse que Trump estaria entregando o norte da Síria a espantalhos iranianos e russos; ou que estaria facilitando a “conexão Irã-Bagdá-Damasco-Beirute”. Trump permanece determinado a tirar suas tropas, por mais que seus aliados Israel, França e Reino Unido supliquem que os EUA permaneçam no Levante.

sábado, 22 de dezembro de 2018

EUA retira-se do Levante: Hora de todos reconsiderarem o próximo movimento, por Elijah J. Magnier

21/12/2018, Elijah J Magnier Blog

Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga



O repentino comunicado da retirada iminente das forças dos EUA, do noroeste da Síria, está sendo amplamente criticado pelos especialistas norte-americanos, analistas de centros de pesquisas e muitas vozes do establishment norte-americano. Dizem que a decisão do presidente Donald Trump pode criar um vácuo que será rapidamente preenchido por alguma milícia ligada ao Irã ou pela Turquia. 

Enterrar o machado da guerra: Árabes reconhecerão Assad e o dinheiro árabe ajudará a reconstruir a Síria, por Elijah J. Magnier

19/12/2018, Elijah J Magnier Blog

Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga



O presidente sudanês, Omar el-Bashir, fez visita histórica à Síria, a primeira de qualquer líder árabe, desde o início da guerra na Síria em 2011. El-Bashir chegou a bordo de um avião russo, ao aeroporto de Damasco – evidência dos esforços de Moscou, para devolver a Síria à cena árabe e internacional. Durante sete anos de guerra, o Sudão, como os Emirados Árabes Unidos jamais fechou sua embaixada em Damasco.

sábado, 15 de dezembro de 2018

Mudança na posição da Rússia: Novas Regras para Envolvimento em Combates* (Síria e Israel), por Elijah J.Magnier



Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga



A Síria passará a adotar novas regras para engajamento em combates com Israel, agora que a Rússia assume posição mais clara e mais dura no conflito entre Israel e o “Eixo da Resistência”. De agora em diante, Damasco responderá a qualquer ataque de Israel. Se algum específico alvo militar for danificado, Damasco responderá com ataque contra alvo de tipo semelhante em Israel. Autoridades em Damasco disseram que “a Síria atacará sem hesitar aeroporto israelense, se Israel atacar aeroporto de Damasco. A resposta está consentida pelos militares russos estacionados no Levante”.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Quem inflou a imagem de Qassem Soleimani e a influência do Irã por todo o Oriente Médio?, por Elijah J. Magnier

27/11/2018, E.J.Magnier Blog


Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga




Quem ajudou o general iraniano, comandante da Brigada al-Quds, general Qassem Soleimani, a expandir a própria influência e seu círculo de aliados no Oriente Médio? Como esse nome tornou-se tão conhecido e a reputação do general cresceu tanto?

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Hezbollah no Líbano: fim da hegemonia dos EUA, por Elijah J. Magnier


21/11/2018, Elijah J. Magnier, Blog

Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga



A política do establishment dos EUA para o Líbano é evidentemente mutante e instável, com um presidente que não tem nenhum conhecimento abrangente sobre o Oriente Médio nem, e sobretudo, sobre o papel do Hezbollah na região. Parece que o presidente Donald Trump está querendo reduzir o apoio militar ao Exército Libanês e impor novas sanções ao Líbano, sem perceber que, assim, estará fortalecendo o Eixo da Resistência e empurrando o país dos cedros para os braços de Rússia e Irã.

Ao tempo em que EUA impõem novas sanções contra o Hezbollah ao longo dos últimos dois meses, os parceiros europeus dos norte-americanos reuniram-se várias vezes, sigilosamente, com líderes do Hezbollah durante as visitas de delegações oficiais dos EUA a Beirute.

Os EUA estão gradualmente perdendo a hegemonia que tiveram no Oriente Médio.

sábado, 22 de setembro de 2018

Putin-Erdogan firmaram um bom acordo sobre Idlib, por Elijah J. Magnier



Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



Muito ceticismo cerca o destino da cidade de Idlib depois do acordo firmado entre os dois presidentes, Vladimir Putin e Recep Tayyip Erdogan, que levou à suspensão da operação militar longamente esperada contra os jihadistas e seus aliados. Só uns poucos detalhes do acordo foram revelados, mas o suficiente para lançar dúvidas sobre se é plenamente válido e sustentável. Mesmo assim, há otimismo generalizado no lado russo, iraniano e turco – e os jihadistas em Idlib e arredores já não veem uma confrontação como inevitável. A diferença chave agora, depois do acordo Putin-Erdogan, é que a Turquia não mais estará presente para defender jihadistas, nem Erdogan agitará o caldeirão europeu, com ameaças de um “êxodo de milhões” (para o velho continente), alavanca para impedir a batalha de Idlib.

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Rússia, EUA, Israel, Irã e Síria: luta sem trégua para iniciar ou evitar mais uma guerra, por Elijah J. Magnier


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



O Sistema de defesa síria derrubou, por engano, um avião de vigilância Ilyushin IL-20M 90924 russo, na Síria com 15 homens a bordo, na noite de 2ª-feira, um dia depois de um F-16 de Israel ter destruído um avião militar de carga do Irã na pista do aeroporto de Damasco, matando o copiloto. Ao mesmo tempo em que o avião russo era derrubado, quatro F-16 de Israel atacaram alvos militares sírios e iranianos ao norte da cidade de Latakia. O sistema sírio de defesa respondeu aos mísseis de ataque e atingiu o avião russo que se preparava para pousar, sobre o aeroporto militar de Hamymeen. Aconteceu apenas quarto horas depois de os presidentes Vladimir Putin e Recep Tayyip Erdogan assinarem compromisso para interromper a batalha de Idlib e diluir o risco de acampamentos e aeroportos militares sírios serem destruídos.

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Haidar Abadi caiu com o consulado iraniano incendiado em Basra, por Elijah J. Magnier


"Os EUA apoiarão a Mesopotâmia em sua guerra contra o ISIS? Ou, outra vez, os mesmos que criaram o ISIS voltarão a minar a estabilidade do país?"

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



O candidato favorito dos EUA para ser o primeiro-ministro do Iraque, Haidar Abadi, perdeu a última chance de ganhar um segundo mandato, quando tumultos cresceram e criaram medo na cidade de Basra, sul do Iraque, culminando com o incêndio que consumiu o prédio onde funcionava o consulado do Irã na cidade. 


Moradores têm motivos claros para protestar

Moradores de Basra protestavam com motivos muito claros: faltam água potável, eletricidade, trabalho e infraestrutura.

Mercenários com diferentes agendas criam os tumultos

E grupos de mercenários, com diferentes agendas, misturaram-se às multidões e conseguiram incendiar vários prédios, ambulâncias, um prédio do governo e uma escola associada ao grupo al-Hashd al-Shaabi e a outros grupos políticos anti-EUA. Esse comportamento típico de gangues forçou Sayyed Moqtada al-Sadr, líder de 54 deputados no Parlamento iraquiano, a derrubar seu parceiro político e primeiro-ministro Abadi – o que pôs fim à carreira política de Abadi.

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Presidente Assad: "Israel esgotou nossa paciência. O Irã permanecerá na Síria pelo tempo necessário." E Putin? Conseguirá salvar Israel das "ideias aberrantes" de Netanyahu? Por Elijah J. Magnier



Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




O presidente Bashar al-Assad da Síria comunicou à liderança russa que "Israel esgotou nossa paciência" (...) "Os jatos de Israel passam a ser alvos legítimos para nossos sistemas de defesa, se Telavive não cessar as provocações e se não parar de alvejar nossas posições e jatos militares". Segundo funcionários, "Assad não tem intenção de pedir que o Irã e aliados deixem o Levante enquanto houver algum território sírio ocupado." Assad incluiu as Colinas do Golan, ao se referir a 'território sírio ocupado', e também o norte da Síria onde há forças turcas e dos EUA as quais, diferentes do Irã, lá estão sem o consentimento do governo sírio.

terça-feira, 24 de julho de 2018

Forças dos EUA em Al-Tanf estão cercadas pelo lado sírio e pelo lado iraquiano. Teerã desafia Washington no Iraque. Abadi já não é candidato favorito de todos, por Elijah J. Magnier

24/7/2018, Elijah J. Magnier, Bagdá, Elijah J. Magnier Blog


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




O fim da ocupação pelo 'Estado Islâmico' (ISIS) de um terço do Iraque, e a retomada do controle sobre todo o território pelas forças do governo não estão trazendo paz e estabilidade à Mesopotâmia.

Em várias províncias do sul a população tomou as ruas em protestos contra a falta de serviços básicos que o país sofre já há mais de uma década. Além disso, apesar do acordo de todos os partidos quanto aos resultados das recentes eleições parlamentares, não será fácil escolher um primeiro-ministro. E não é tudo: problemas continuam na Mesopotâmia, com o braço de ferro entre o Irã e os EUA, que se aprofunda. 

O atual primeiro-ministro Haidar Abadi já não é o candidato preferido do Irã, embora continue preferido dos EUA e de seus parceiros regionais no Oriente Médio. A grande questão é: no caso de ser eleito o candidato preferido de um ou outro, quem governará o Iraque, o Irã ou os EUA? Os dois lados estão empenhados em vencer e usando todos os meios disponíveis para promover a agenda do respectivo candidato.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Encontro Putin-Trump em Helsinki: Objetivos maiores que Síria e o Oriente Médio, por Elijah J. Magnier




Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Presidentes Vladimir Putin e Donald Trump (...) discutiram em Helsinki, Finlândia, questões muito mais importantes que eventos no Oriente Médio. Apesar da importância intrínseca, a situação na Síria não é tão urgente quanto esclarecer as intenções dos EUA em relação à Rússia e o desejo potencial de ambas as partes de desenvolver o relacionamento comercial-militar-de segurança entre os dois países.


Os EUA parecem não ter compreendido até hoje que a Rússia não tem qualquer intenção de engajar-se numa guerra nem numa corrida armamentista, cujos resultados seriam caríssimos para os dois lados. Ao contrário, Putin aspira a uma cooperação comercial com Trump e à abertura dos mercados mundiais, com benefício para a prosperidade econômica em todo o mundo.



Os EUA parecem viver ainda o complexo dos "vermelhos" (os partidos comunistas), apesar de a União Soviética comunista já não existir, nem o Partido Comunista da União Soviética. A realidade por trás da abordagem agressiva dos EUA contra a Rússia tem a ver com disputas pela dominação planetária ou (dito talvez mais claramente), só tem a ver com a "contribuição" dos russos para pôr fim à hegemonia mundial dos EUA.

EUA: "Sairemos de al-Tanf e do norte, se Irã sair da Síria." por Elijah J. Magnier

13/07/2018, Elijah J Magnier, Blog


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu






Alto funcionário do governo sírio informa que "EUA enviaram mensagem ao presidente Bashar al-Assad da Síria, para informar sobre o que deseja o establishment dos EUA. Segundo a mensagem, haveria um projeto de Israel compatível com o projeto de Donald Trump de retirarem as respectivas forças da Síria com o mínimo dano possível. Trump gostaria de evitar o destino dos soldados norte-americanos durante os anos de Georges Bush, quando milhares de soldados norte-americanos foram mortos em ação".

Segundo a mesma fonte envolvida em supervisionar toda a operação militar para os últimos anos de guerra na Síria, "o presidente Assad respondeu com absoluta clareza ao establishment norte-americano. "A Síria" – disse Assad – "está decidida a libertar todo o território sírio sejam quais forem as consequências. Todos sabemos que há um preço a pagar pela libertação do norte da Síria, ainda ocupada por EUA e Turquia, forças que não foram convidadas pelo governo sírio. É preço que pagaremos, se for preciso pagar."

domingo, 8 de julho de 2018

Forças dos EUA saem de Al-Tanf e da Síria: Rússia permanece no Levante, por Elijah J. Magnier



Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Conselheiros russos em visita à capital da Síria, Damasco, mostram-se confiantes de que as forças dos EUA se retirarão de al-Tanf e também se retirarão completamente do norte da Síria (al-Hasaka e Deir-Ezzour) nos próximos seis meses.

Segundo os principais decisores que mantêm base em Damasco, o presidente Donald Trump dos EUA está tentando que seu governo aprove um plano já pronto para total retirada. Trump, que sabe praticamente nada de política exterior e não se dá conta das consequências de suas decisões na arena internacional, ainda não encontrou elementos convincentes – dizem as fontes, que pediram para não ser identificadas – no material que seus assessores preparam, de que haveria qualquer benefício na permanência das forças dos EUA, naquele ambiente hostil, expostas a ataques a qualquer momento. O maior medo de Trump é ver as forças especiais dos EUA que operam no norte da Síria e no Iraque serem devolvidas às famílias "em sacos plásticos". Nada mais difícil que encontrar alguma explicação racional para os EUA continuarem a ocupar o Levante depois da derrota do ISIS (o grupo "Estado Islâmico") ou do que restou dele na Síria e no Iraque.

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Batalha no sul da Síria aproxima-se do fim: Israel cedeu à vontade da Rússia, por Elijah J. Magnier

4/7/2018, Elijah J Magnier, Blog


"Impossível será o presidente Trump defender a posição de Israel como força de proteção ao ISIS (...) e atacar o Exército Árabe Sírio por desejar recuperar o próprio território e eliminar totalmente a presença do ISIS no sul da Síria."


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Depois de apenas duas semanas desde o início da operação militar, jihadistas e militantes na maior parte da área rural a leste de Daraa no sul da Síria já se renderam ou foram derrotados, as mais de 70 vilas que os terroristas ocupavam foram liberadas pelo Exército Árabe Sírio. Nesse tempo, Israel reduziu as demandas ou condições que anunciou nas duas últimas semanas: desde ameaças contra a aproximação do Exército Árabe Sírio na direção sul, até ameaças no caso de Damasco avançar suas forças além da linha de demarcação e do acordo de desengajamento de 1974 entre Síria e Israel. É sinal claro de que todos os atores (EUA, Israel, Jordânia, Arábia Saudita) abandonaram os jihadistas e militantes que treinaram e patrocinavam; jihadistas e militantes mercenários foram deixados à própria sorte.