Tradução de mberublue, publicada originalmente no Blog Btpsilveira
Não se trata de incidente isolado o recente fracasso dos norte americanos em treinar e equipar forças anti Assad na Síria. Trata-se na realidade de apenas um sintoma de um problema sistêmico. Este artigo, publicado recentemente na imprensa russa, explica os porquês
O escândalo que reverbera em volta da “30ª Divisão”, que foi preparada por treinadores norteamericanos para a guerra contra Assad e que imediatamente após cruzar a fronteira com a Turquia, renderam-se de armas e bagagens (literalmente) às forças islâmicas da al-Nusra, está agora repercutindo por todo o planeta. Haverá muito mais destes escândalos. Eles são predeterminados pela metodologia dos treinadores americanos dos “aliados” – na Síria, na Georgia e na Ucrânia.
Recapitulemos: como resultado disso tudo, a Frente de Guerra da al-Nusra (uma filial da al-Qaeda), recebeu armas, equipamentos e algumas picapes oriundas dos Estados Unidos. O comandante da “30ª Divisão” assegurou aos representantes da Frente que ele tapeou o exército norteamericano para que pudesse obter armamento. Os problemas que originaram estes acontecimentos podem ser divididos em três categorias.
Problemas psicológicos e de inteligência.
A romântica imagem de que um determinado agente da CIA é quem decide quem é escolhido como sendo ou não um aliado no Oriente Médio está sendo indevidamente exagerada por Hollywood. Na maioria absoluta dos casos os agentes vão na onda de qualquer um que mostre resquícios mesmo dos mais superficiais sinais de uma suposta lealdade. Mas se alguns deles não são capazes de demonstrar os sinais requisitados, os agentes preferem então “comprar” essa lealdade, mesmo sem levar em conta que tais “parceiros” tenham sido considerados não confiáveis desde sempre. Esses são, aproximadamente, os princípios com os quais se trabalhou até agora em relação à coalizão anti Assad.
