domingo, 23 de abril de 2017

The Saker: Por que votar em Trump foi o mais certo a fazer (7 razões)

21/4/2017, The Saker, Unz Review e The Vineyard of the Saker


O choque causado pelas primeiras medidas da administração Trump, traindo praticamente todas as suas promessas de campanha, tem motivado o debate entre aqueles que acreditaram que o candidato resistiria ao assédio do Establishment Sionista/Neocon. Neste artigo, The Saker enumera as razões que justificariam o apoio ao candidato Republicano [Nota do Blog].











Agora que Trump já traiu amplamente, sem faltar uma, todas as suas promessas de campanha e que seus primeiros 100 dias de governo estão já marcados por coisa alguma que não seja total caos, incompetência, traição contra os melhores amigos e aliados dele mesmo, grandiloquência irresponsavelmente perigosa e gigantescamente inefetiva na política exterior, muita gente por aí só faz repetir “Eu bem que avisei!”, “Como você pôde levar a sério esse palhaço?!” e “Será que, afinal, você está acordando do seu delírio alucinado?”. Sim, qualquer leitura amadora superficial do que Trump fez desde que chegou à Casa Branca pode até fazer crer que essas vozes do contra teriam alguma razão. Mas, de fato, erram completamente. Permitam-me explicar por quê.


Primeiro, o que esses inteligentíssimos aparentemente ignoram é que há incontáveis exemplos na história, de elites que se dividem e engalfinham-se, um lado contra o outro, quase sempre em tempo de crise. No caso de Trump, minha hipótese é que há gritantes dados empíricos aí pelo mundo, de que boa parte das elites mundiais estavam realmente e sinceramente apavoradas com a possibilidade de Trump ser eleito. 

O tipo de campanha de ódio, desmesurada, histérica, em que se atirou a mídia-empresa EUA-sionista contra Trump é coisa jamais vista antes e que, na minha opinião, prova que os veículos de propaganda da mídia comandada pelos neoconservadores (a mídia EUA-sionista, Hollywood) viam Trump como grande ameaça contra seus interesses. Ora, que Trump tivesse alguma chance contra esses poderosíssimos atores do “estado profundo” não é importante: Trump era uma possibilidade, digo eu, a única opção para acertar um pontapé nos neoconservadores, nos dentes a frente. E nem me falem de Sanders ou Stein como opções a considerar: os dois são 100% fake – e basta ver como a dupla fez o serviço sujo para Hillary (Sanders com endossá-la, mesmo depois de ter sido ele mesmo diretamente roubado por ela; e Stein com aquela ridícula 'recontagem'). 

Mesmo que Trump tivesse apenas 1% de chances de vencer, votar nele seria uma chance para promover uma mudança de regime nos EUA, e o povo norte-americano agarrou-a valentemente. Fizeram a coisa eticamente e pragmaticamente certa. Trump era, mesmo, a única escolha possível.

Segundo, pode-se pensar nas eleições como uma pesquisa de opinião tamanho gigante. O que o eleitor norte-americano fez foi disparar duas mensagens urbi et orbi. Uma, para o planeta: Não em nosso nome! Não apoiamos esse regime! E depois, para os neoconservadores: Detestamos vocês. Detestamos tanto, tanto, que preferimos votar num sujeito como Trump, pela suficiente razão de que odiamos Hillary ainda mais. Quanto à mensagem que o povos dos EUA enviou à mídia EUA-sionista, não poderia ser mais clara: Mentirosos! Não confiamos em vocês! Fodam-se vocês e suas 'análises', votaremos e elegeremos quem vocês mais detestam, e o elegeremos com tanto ardor precisamente porque não lhes reconhecemos o direito de nos dizer o que deveríamos fazer. Sim, Trump provou-se também um engodo e também esse grande mentiroso que aí está, mas, como castigo por mentir e trair, não será reeleito. É bem possível que Kushner ou Pence passem a governar o Império a serviço de seus reais patrões, mas o mundo saberá que o povo dos EUA nunca os quis no poder.

Terceiro, esse 'voto de desconfiança' tamanho gigante aplicado contra a mídia EUA-sionista, forçará o regime a toda sorte de manobras mais sutis ou menos sutis, para tentar impedir o exercício da livre manifestação de pensamento nos EUA. E essa é boa notícia por duas razões: (1) porque o regime fracassará; e (2) porque mostrará sua verdadeira cara. 

YouTube, Google, Facebook, Twitter e todos os outros assemelhados vão-se convertendo em agentes visíveis de opressão, quando, antes, ainda se podia dizer que exibissem algum (muito, muito tênue) verniz de respeitabilidade. Agora que já está claro que a Internet foi a última área onde ainda se encontrava livre manifestação de pensamento, e que mais e mais norte-americanos dão-se conta de que Russia Today ou Press TV são fontes muitíssimo superiores de notícias que a mídia EUA-sionista, o nível de influência da máquina de propaganda norte-americana só fará continuar a desabar.

Quarto, se se consideram as decisões imorais, fracassadas e, dito sinceramente, estúpidas, que Trump tomou no Oriente Médio e Extremo Oriente da Ásia, pode-se pelo menos encontrar algum consolo no fato de que Trump está, sim, traindo tudo que prometeu na campanha. Hillary teria feito praticamente a mesma coisa, mas teria orgulhosamente exibido seus malfeitos pelo mundo como se tivesse algum mandado do povo dos EUA para fazê-lo. Trump não pode dizer que o povo dos EUA o autorizou a cometer crimes pelo mundo – e isso é muito bom, sobretudo para a moral do povo norte-americano. Termos eleito Trump pôs fim ao mandado, à delegação pelo voto, para que os sionistas-neoconservadores governassem o país.

Quinto, lembram-se da “cesta de deploráveis”? “Racista, sexista, homofóbico, xenófobo, islamofóbico.” Se Hillary tivesse sido eleita, a ideologia que a levou a caracterizar os norte-americanos como seres repugnantes intolerantes estaria no poder e hoje nos governaria. Mas aquela ideologia foi derrotada. Portanto, já não há como não ver que há dois EUA nas ruas do país: um, que chamo de a “aliança das minorias”; e outro que eu chamaria de “América real” ou “América mainstream”.

A derrota de Hillary enviou poderosa mensagem àquelas elites minoritárias, para fazê-las não esquecer que são precisamente isso – minorias – e que uma agenda política centrada em maioria movida por ódio contra as elites minoritárias não é agenda viável. Esse empoderamento das massas majoritárias de norte-americanos é, me parece, desenvolvimento já muito necessário, cujos efeitos, espero, se farão sentir em futuras eleições.

Sexto, Trump já conseguiu nomear um juiz mais ou menos decente para a Suprema Corte. Talvez consiga nomear mais um antes de ser afastado da presidência por impeachment ou o fim do mandato. Hillary certamente teria nomeado o primeiro trans-afro-descendente ou bi-latino que lhe aparecesse, um rabino Chabad-Lubavitch ou mesmo Alan Dershowitz em Pessoa (com “P” maiúsculo) para a Suprema Corte e ai de quem se atrevesse a votar contra. Claro, comparado aos riscos de guerra nuclear, um indicado para ser juiz da Suprema Corte pode até parecer sem importância, mas para quem tenha de viver e sobreviver nos EUA essas nomeações são, sim, muito importantes.

Sétimo e último, mas nem por isso menos importante, uma guerra nuclear é simplesmente horrível demais e ameaça o futuro de toda a espécie humana. Minha ideia e a hipótese sobre a qual trabalho é que todos, cada um de nós, tem um dever moral de evitar a guerra nuclear e de torná-la sempre mais improvável, mesmo que só possamos atuar pelas margens. Esse é um dos casos raríssimos em que votar um único item de programa amplo realmente faz todo o sentido. Pouco me importa o quanto Trump tenha-se revelado péssimo. De fato, ainda que venha a revelar-se pior que Hillary, ainda assim considero absolutamente inegável que, no dia da eleição, Hillary era a candidata da guerra e Trump, o candidato da paz. 

Quem diga coisa diferente parece ter esquecido que Hillary nos prometia uma zona aérea de exclusão sobre os soldados russos em solo, na Síria (que são protegidos exclusivamente pela aviação russa!). Também esquecem essa declaração absolutamente crucial feita por Hillary Clinton, no início de dezembro de 2012:

 um movimento para re-sovietizar a região,” (…) “Não terá esse nome, claro. Será chamada de união aduaneira, ou de União Eurasiana, essa conversa toda,” (…) “Mas que ninguém se deixe enganar. Sabemos dos objetivos e estamos trabalhando para conceber modos realmente efetivos para impedir que a ideia avance muito depressa, ou para bloqueá-la completamente.”

Há também persistentes rumores de que foi Hillary quem insistiu em que "Bill" bombardeasse a Sérvia. Não pode haver dúvidas de que essa mulher (desculpem, mas não posso tratá-la como se trata uma senhora) tem currículo realmente de assustar. Só Deus sabe o que teria acontecido se chegasse à presidência. É visivelmente maníaca obsessiva, e nutre ódio paranoico pessoal contra Putin. Não há qualquer sinal que sugira que Trump tenha também esse tipo de personalidade movida a ódio.

Assim sendo, por mais que seja engraçado “fazer-se de centro-avante de 2ª-feira no escritório,” é também completamente absurdo. Os que agora nos aparecem com “Eu bem que avisei...” estavam certos, mas pelas razões erradas; e os que elegeram Trump estavam errados, mas pelas razões certas. Trump traiu suas promessas de campanha, mas os que o elegeram não poderiam jamais pressupor que assim seria, sobretudo não quando não havia qualquer razão para esperar que Hillary trairia as dela: alguém realmente crê, seriamente, que depois de eleita sobre a promessa de nova guerra, Hillary se converteria em pomba da paz? Claro que não. 

Dito em termos mais simples: Hillary era garantidamente ruim. Trum era possivelmente ruim. A escolha lógica era assim óbvia, especialmente quando ‘ruim’ seria muito provavelmente a guerra nuclear.*****

Um comentário:

silvio marcus barroso salgado disse...

Fico com o último parágrafo, mas que vai haver guerra, vai!!!! A qq descuido os USraHell vão puxar o gatilho, sem querer querendo. Também não se enganem que o ___braZiUSA__ vão a favor dos USraHell, pois aqui não se interessam pelas coisas certas; e sim em obedecer aos USraHell; e ainda por muito medo pelo latente dos militares do __braZiUSA__ dos USraHell. Aqui não temos SOBERANIA para fazer esta escolha, somos um país de merda.