quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Uma 'Lava-Jato' contra a Sérvia?! "Só mentiras. Esse tribunal é pró-OTAN!"

24/11/2017, Global Research, Canadá


Entreouvido na Vila Vudu

É tão completamente uma "Lava-jato contra a Sérvia", que, lá como cá, a Globo acusa quem quer e como quer, já absolveu preventivamente um dos lados – e, à guisa de 'prova' e 'teoria-que-permite', exibe fotos de Senhoras-de-Santana da Bósnia [pano rápido].


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Um tribunal da ONU condenou o general Ratko Mladic em dez das 11 acusações que lhe foram feitas por crimes que teriam sido cometidos durante as Guerras dos Bálcãs dos anos 1990s. Críticos do processo montado durante o violento colapso da Iugoslávia questionam a isenção e a capacidade para fazer justiça, daquele tribunal.


O Tribunal Criminal Internacional para a Ex-Iugoslávia [ing. International Criminal Tribunal for the former Yugoslavia (ICTY) apresentou seu veredito dia 22 de novembro. Os juízes declararam Mladic culpado da maior parte das acusações datadas da guerra 1992-1995, incluindo o massacre de muçulmanos bósnios, homens e meninos, em Srebrenica. Mladic declarou-se inocente de todas as acusações.

O juiz presidente Alphons Orie disse que a corte considerou que as ações de Mladic durante a guerra estão "entre as mais odiosas que a humanidade jamais viu" e equivaleriam a genocídio. O sérvio foi condenado a prisão perpétua.

Mladic ouviu a sentença de uma sala à parte, depois que foi retirado à força da sala principal porque gritou palavras de crítica contra os juízes. O ex-general disse na sala de julgamento que os juízes só repetiam mentiras e mais mentiras – contou à Agência TASS o filho do general, Darko. Segundo ele, seu pai gritou:

"Tudo isso é mentira. Só mentiras. Esse tribunal é pró-OTAN!"

O protesto foi resposta à rejeição, pelos juízes, de um pedido para adiar a audiência, porque o acusado estava tendo um surto de pressão alta. Mas o filho do general disse que a sentença não o surpreendeu:

"Esse tribunal sempre foi viciado, desde o início."




A condenação terá o efeito de alimentar o ressentimento na Sérvia. Para os sérvios, o julgamento internacional de crimes cometidos durante a Guerra dos Bálcãs foi viciado e tendencioso, e absolutamente não fez justiça às vítimas de albaneses e croatas. Dos 161 indivíduos acusados naquele tribunal internacional especificamente montado para julgar crimes de guerra, 94 são sérvios étnicos, comparados a 29 croatas, nove albaneses e nove bósnios.

Só raros sérvios, dentre os quais o político Milan Milutinovic, o general Momcilo Perisic e o capitão do exército iugoslavo Miroslav Radicforam absolvidos pelo tribunal; e dúzias de acusados de outras nacionalidades. O tribunal insiste que essa proporção 'reflete' a verdade sobre os crimes cometidos durante aquela guerra. (...)

Em várias ocasiões Belgrado e Moscou criticaram o comportamento do tribunal, no qual identificavam evidente viés anti-sérvios. Em 2015, a Rússia usou seu poder de veto na ONU para bloquear uma resolução sobre o 20º aniversário da tragédia de Srebrenica, sob o argumento de que o projeto de resolução mostrava os sérvios como únicos culpados naquele complexo conflito armado que resultou da divisão da Iugoslávia.*****

Um comentário:

Celso Pimenta disse...

A Sérvia deveria retirar-se deste "tribunal" da OTAN.