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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

The Saker: Sonhos de Trump vs realidade de Trump

19/2/2017, The Saker, Unz Review e The Vineyard of the Saker 















Para muitos apoiadores de Trump, a semana passada foi dolorosa! Por mais que uns tenham reagido com o pânico mais abjeto, ou tenham fingido que nada aconteceu, verdade é que algo aconteceu e foi coisa grande: as Agências de Três Letras saíram-se com um golpe de facto contra Donald Trump, forçando-o a demitir o seu mais importante conselheiro de política exterior e homem que se atrevera a declarar que queria reformar toda a suja e vastamente ineficiente comunidade de inteligência dos EUA.

Não há como fazer cara de 'não-há-de-ser-nada'. Não só porque o que aconteceu mostrou que Trump não é leal com os que lhe são leais, mas também porque o episódio em grande parte destruiu o que eu chamaria de "o sonho Trump". Aqui, escolhi atentamente as palavras. Falo de "sonho Trump", como oposto à "realidade Trump". Explico melhor.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

The Saker: Neocons e o Estado Profundo castraram a presidência Trump (atualizado 2x)

14.02.2016, The Saker, The Vineyard of the Saker



tradução btpsilveira





Há menos de um mês, alertei que uma “revolução colorida” estava em curso nos Estados Unidos. Meu principal elemento de prova era a assim chamada “investigação” que CIA, FBI, NSA e outras agências estavam conduzindo contra o candidato a se tornar Assessor para a Segurança Nacional do Presidente Trump, o General Flynn. Nesta noite, o plano para expulsar Flynn finalmente teve sucesso e ele ofereceu sua renúncia. Trump aceitou.

Uma coisa quero deixar bem clara desde o início: Dificilmente Flynn poderia ser visto como um homem sábio ou um santo, que poderia, sozinho, salvar o mundo. Não é. No entanto, Flyyn era a pedra angular da política de Segurança Nacional de Trump. Em primeiro lugar, Flynn ousou o impensável: ele ousou declarar que a comunidade de inteligência dos Estados Unidos, superdimensionada e inchada, tinha que ser reformada. Tentou ainda subordinar a CIA e o Estado Maior ao presidente via Conselho de Segurança Nacional. Colocado de maneira diferente, Flynn quis combater o poder incontestável até então que vem da CIA e do Pentágono e trazê-lo de volta para as mãos da Casa Branca. Além disso, queria trabalhar com a Rússia. Não porque fosse algum tipo de admirador da Rússia, a simples noção de que um diretor do DIA fosse fã de Putin é simplesmente ridícula, mas Flynn é um homem racional, ele entendeu que a Rússia não é uma ameaça para os Estados Unidos ou para a Europa e que a Rússia e o ocidente têm interesses em comum. Estas noções são um crime de pensamento absolutamente imperdoável na cidade de Washington, DC.

Os neocons que governam o ‘estado profundo’ forçaram Flynn a renunciar sob o pretexto imbecil de que ele teve uma conversação telefônica através de uma linha aberta, insegura e claramente monitorada, com o embaixador russo.

Pior: Trump aceitou a renúncia.