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segunda-feira, 5 de novembro de 2018

À sombra do vulcão paquistanês, por Pepe Escobar

3/11/2018, Pepe Escobar, Asia Times

À Sombra do Vulcão
3/11/1938, Dia de los muertos, Cuernavaca, México
Malcolm Lowry (1947) (NTs)

Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga



Enquanto Khan move suas pedras num complexo tabuleiro de xadrez geopolítico, a ajuda dos chineses pode ser uma tábua de salvação financeira, com Islamabad em luta contra um extremismo religioso mortífero.


Foi semana de quase nem respirar, colhido à sombra do vulcão político-religioso fumegante, borbulhante, que é o Paquistão de Imran Khan.[1]
E os desenvolvimentos multifacetados dessa semana podem estar sinalizando mudanças sísmicas nas relações internas e externas do Paquistão, para o futuro previsível.



Antes de entrar nos assuntos mais sangrentos, comecemos com o episódio “Mr. Khan Vai à China” – essencial para revisar todos os aspectos do que os dois lados descreveram entusiasticamente como a “parceria estratégica cooperativa para tudo, faça chuva, faça sol”.

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Imran Khan levará o Paquistão, dos EUA para a China?

31/7/2018, Daniel Hyatt, Global Times, China

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


Sobre Imran Khan, ver também

20/6/2012, Assange entrevista Imran Khan Niazi, candidato à presidência do Paquistão,
19/6/2012, Russia Today – 10º Programa, Episódio 9,
vídeo 27'30 e transcrição traduzida, em Redecastorphoto.

"O Movimento por Justiça (ing. Movement for Justice/Pakistan Tehreek-i-InsafPTI) foi pensado como Movimento para lutar por sociedade justa e igualitária baseada no sistema que o Profeta Maomé [Que a Paz Esteja com Ele] expôs na Carta de Medina, que foi o fundamento sobre o qual se construiu o estado islâmico modelo: uma sociedade igualitária, baseada no respeito à lei e na justiça econômica – o primeiro estado de bem-estar na história da humanidade. Infelizmente, como o filósofo muçulmano Ibn-e-Khaldun previu que aconteceria, quando decaiu o compromisso dos muçulmanos com a justiça, decaiu também toda a sua civilização" (Do Manifesto do Partido Tehreek-e-Insaf (PTI), [ing. "Pakistan Movement for Justice", port. Movimento por Justiça), 9/7/2018, Dawn, Islamabad, Paquistão, trecho aqui traduzido].
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"Faremos do Paquistão um estado islâmico de bem-estar, sobre os mesmos pilares sobre os quais se ergueu Medina: humanidade e justiça" (Imran Khan, no lançamento do Manifesto do Partido Tehreek-e-Insaf (PTI), [ing. "Pakistan Movement for Justice", port. Movimento por Justiça), 9/8/2018, GeoTV]).

"Temos de combater a pobreza. É enorme desafio. A China é o maior exemplo que há diante de nós. A China tirou da miséria milhões de cidadãos nos últimos 30 anos. É feito sem precedentes" (Imran Khan, empossado primeiro-ministro do Paquistão ontem, 19/8/2018).____________________________





Imran Khan é agora o homem mais poderoso do Paquistão. Às vésperas de ser empossado primeiro-ministro do Paquistão [foi empossado ontem (NTs)], não fez segredo de que tem um mapa do caminho do relacionamento que deseja com a China.


Um dia depois de completado o processo eleitoral, cujo resultado mostrou o partido de Khan como o único grande partido vitorioso, Khan falou pela televisão a todo o país pela primeira vez.