23/3/2017, James Petras (Blog)
"Se se espera agora, não vem. Se não se espera, mesmo assim virá.
Se não vier já, ainda virá. Estar pronto é tudo."
Hamlet, William Shakespeare em Hamlet, Ato V, Cena 2
"Romper a gradação", anotava Lênin à margem de A Grande Lógica de Hegel.
E sublinhava: "A gradação nada explica sem os saltos. Os saltos! Os saltos! Os saltos."**
Introdução: Acadêmicos e especialistas dos jornais 'de finanças', a mídia-empresa de massa e 'especialistas em Ásia' em geral, nos EUA, além de legiões de políticos ocidentais progressistas e conservadores, coaxam em coro a própria frustração e vivem de anunciar um iminente colapso ambiental da China.
Invariavelmente dizem que (1) a economia da China está em declínio; (2) a dívida é monstruosa; há uma bolha imobiliária chinesa pronta a explodir; (3) o país está tomado pela corrupção e envenenado pela poluição; e (4) trabalhadores chineses vivem em greve, movimentos monstro de protesto, e repressão sempre crescente – resultado da exploração e da feroz desigualdade social. As rãs financeiras coaxam que a China seria iminente ameaça militar à segurança dos EUA e de seus parceiros asiáticos. Outras rãs saltam tentando pegar as moscas no céu – e clamam que os chineses hoje ameaçam todo o universo!
Os especialistas em 'fim da China', sempre com antolhos, veem realidade sistematicamente distorcida, inventam fábulas para se consolar e pintam cenários os quais, na verdade, são reflexo das próprias sociedades onde vivem.