domingo, 5 de junho de 2016

Míssil Fogo do Inferno (Hellfire) do Bem não acabará com os Talibã, por Pepe Escobar

31/5/2016, Pepe Escobar, Strategic Culture Foundation

Pois a picape Toyota Corolla branca do líder supremo dos Talibã Mulá Mansour batia pino pelo deserto do Baloquistão pouco depois de cruzar a fronteira iraniana, quando um míssil Hellfire disparado de um drone norte-americano a incinerou e fez dela um monte de ferro queimado e retorcido.

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Essa é a narrativa oficial. O Pentágono disse que Mansour estava na lista de matar de Obama porque se tornara "um obstáculo à paz e à reconciliação".

Claro que há muito mais do que isso. Mansour era empresário arguto que andava viajando muito frequentemente a Dubai – lavanderia histórica do dinheiro dos Talibã, onde se fazem todos os tipos de negócios escusos. Estava também em íntima conexão com Jundullah – codinome da muito hardcore milícia sunita anti-Teerã ativíssima na província iraniana do Sistão-Baloquistão.


Daquela vez, Mansour estava no Sistão-Baloquistão para uma consulta médica – supostamente para evitar hospitais no Paquistão, todos pesadamente monitorados pelo serviço secreto, o ISI [Inter-Services Intelligence]. Seja como for, a inteligência paquistanesa sabia sobre a tal consulta médica – e portanto a inteligência dos EUA pode também ter sido informada e pôde rastreá-lo.


Mas é aí que está a verdadeira bola na caçapa: a Nova Guerra do Ópio.


sábado, 4 de junho de 2016

A estrada de Raqqa, por Pepe Escobar

31.05.2016 - Pepe Escobar, Sputnik

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


A estrada de Raqqa, capital do falso 'califato' ISIS/ISIL/Daech, continuará a ser um enigma dentro de uma charada, pelo menos até as próximas eleições presidenciais nos EUA. Examinemos por quê.


O combo frágil e mal enjambrado conhecido como Forças Sírias Democráticas, FSD [ing.Syrian Democratic Forces (SDF)], liderado pelo YPG curdo com sua brigada de mulheres, a YPJ, tentam avançar contra o Daech no norte e agora também contra o oeste de Raqqa.

O alvo principal é Tabqa, oeste de Raqqa. Tabqa é crucial, porque liga Raqqa a posições do Daech perto de Aleppo – onde está em gestação uma batalha Mãe de Todas as Batalhas. Conquistar Tabqa não será pouca coisa, porque implica as forças FSD cruzarem o Rio Eufrates, o qual, não por acaso, é a linha vermelha imposta pelo Sultão Erdogan da Turquia.

"Capacetes Brancos" pagos por EUA/GB: vídeos de "resgate de crianças" são falsos

01.06.2016 - Moon of Alabama


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Purpose Inc. – empresa norte-americana especializada em operações de ONGs envolvidas em ações para mudança de regime – também está por trás do grupo Avaaz que já há muito tempo produz e distribui spots de propaganda, mas apresentados como 'jornalísticos' e'documentais', sobre a guerra na Síria."
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Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



Abaixo, há uma lista incompleta de vídeos de "resgate" mostrando "crianças sendo salvas" de "ruínas" depois de "bombardeio sírio/russo". A lista foi preparada pelo grupo financiado por EUA e Grã-Bretanha Syria Civil Defence também conhecido como "Capacetes Brancos".

O grupo foi criado com a ajuda da empresa Purpose Inc., empresa norte-americana especializada em operações de ONGs envolvidas em ações para mudança de regime. 

A Purpose Inc. também está por trás do grupo Avaaz que, já há muito tempo produz e distribui spots de propaganda, mas apresentados como 'documentais', sobre a guerra na Síria. 

Quem derrotou o Japão foi Stálin

30.05.2013 - Ward Wilson, Foreign Policy

Da série "EUA MENTEM SEMPRE"
O Japão não foi derrotado por uma bomba, nem por duas bombas, nem pelos EUA:
Quem derrotou o Japão foi Stálin

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



Será que 70 anos de política nuclear norte-americana são baseados numa mentira?

O emprego de bombas atômicas pelos EUA contra o Japão na 2ª Guerra Mundial há muito tempo é objeto de discussão apaixonada. De início, alguns questionaram a decisão do presidente Truman, de despejar duas bombas atômicas sobre Hiroxima e Nagasaki. Mas em 1965, o historiador Gar Alperovitz argumentou que, por mais que as bombas tenham apressado o fim da guerra, os líderes japoneses já havia decidido render-se com bomba ou sem, e provavelmente o teriam feito antes da invasão norte-americana planejada para 1º de novembro. A bomba portanto não foi fator decisivo e pode ter sido desnecessária. Obviamente, se as bombas não fossem necessárias para vencer a guerra, não há como 'salvar' a ideia dos ataques atômicos contra Hiroxima e Nagasaki. Nos 48 anos seguintes, muitos outros embarcaram na discussão: alguns ecoando o argumento de Alperovitz e denunciando os bombardeios; outros a repetir apaixonadamente que os bombardeios teriam sido morais e necessários, e "salvaram vidas".

sexta-feira, 3 de junho de 2016

O fim da Destruição Múltipla Assegurada (D.M.A.) – E o Início da Loucura

01.06.2016 - Eric Zuesse, The Vineyard of The Saker


Traduzido por Tanya & Eugene




John Helmer, analista que desvenda questões militares estratégicas com conhecimento e clareza que pouca gente no mundo tem, publicou, em 30 de maio, artigo intitulado: "A LinhaVermelha Infringida, na alça de mira, dedo no gatilho/ponto de ebulição” (traduzido no Blog do Alok), começando assim seu texto:

'Primeiro, houve o anúncio da linha vermelha infringida. Na sexta-feira [27 de maio], em Atenas, foi declarada a área do alvo, a alça de mira. Em outubro, um mês antes da eleição presidencial dos EUA, chegará o ponto de ebulição, a fase do dedo no gatilho.

Os EUA e seus aliados na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) estão trilhando o caminho da guerra contra a Rússia, acelerando a inevitabilidade de um ataque russo, em manobra autodefensiva. É exatamente disso que tratam os dois avisos que já foram dados pelo Presidente Vladimir Putin. Atingido o ponto de ebulição, terá início a fase do dedo no gatilho – e não haverá nova advertência.'

Os meios de comunicação do Ocidente tratam qualquer relatório ou denúncia desse tipo – de que a Rússia possa ser colocada numa situação em que a única resposta racional às operações ocidentais para cercá-la com forças hostis em suas fronteiras seja (e talvez até mesmo pode vir a ser) um ataque nuclear rápido e violento contra o Ocidente – como se houvesse algo de estranho ou mesmo insano nessa análise: a mídia trata tais observações como se o Ocidente não fosse governado por pessoas realmente muito perversas, e como se reconhecer essa maldade em um dirigente do Ocidente fosse algo proibido (especialmente se esse governante for o presidente dos Estados Unidos – diversamente, por exemplo, do presidente da Turquia, em relação a quem, aparentemente, é permitido qualificar como perverso). Nesse momento, no entanto, os meios de comunicação deveriam estar prestando especial atenção à conjuntura descrita por Helmer, e tratando efetivamente do assunto, enquanto ainda pode haver tempo suficiente para evitar uma catástrofe inimaginável, que (como Helmer explica detalhadamente) poderia muito possivelmente ocorrer ainda este ano.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

5 razões pelas quais Washington já decidiu ir à guerra contra a Rússia


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


Parece até que já apareceu escrito no muro – Washington e seu sindicato de estenógrafos (mais conhecido como "mídia-empresa ocidental dominante") estão ligados e estrategicamente posicionados. O Partido da Guerra tem ascendência e a janela de oportunidade está escancarada, embora se vá fechando devagar. O desejo longamente acalentado de domar a Rússia está agora no estágio final. 

O "Excepcionalismo Norte-americano" tem de submeter toda e qualquer ameaça, real ou imaginada. Importante, ameaças fantasmas geradas intencionalmente recebem máxima atenção e máximo espaço na mídia. A Rússia está nessa categoria. As razões são patentemente óbvias:

A Rússia recusa-se a morder a isca. Desde o conflito apoiado à distância na Ossetia do Sul em 2008, à mudança forçada de regime em Kiev em 2014, e à defesa da soberania da Síria em sua luta contra terroristas apoiados pelo ocidente, a Rússia não cedeu um palmo de terreno e defendeu-se contra todas as maquinações inspiradas pelo ocidente. Naqueles três casos, fracassou a tentativa de Washington de arrastar Moscou para o confronto. De fato, o ocidente foi o lado perdedor em cada uma dessas manobras de política exterior: as três manobras acabaram em fiasco.

Um Alerta Russo, por The Saker, Dmitri Orlov e Eugenia V. Gurevich

01.06.2016 - The Saker, Dmitri Orlov e Eugenia V Gurevich, The Vineyard of the Saker

Traduzido por Tanya & Eugene


Nós, abaixo assinados, somos russos vivendo e trabalhando nos EUA. Temos assistido, com ansiedade crescente, como as atuais políticas dos EUA e da OTAN nos colocaram em rota de colisão extremamente perigosa com a Federação Russa, bem como com a China. Muitos americanos respeitados, patriotas, como Paul Craig Roberts, Stephen Cohen, Philip Giraldi, Ray McGovern e muitos outros têm lançado alertas de uma iminente Terceira Guerra Mundial. Mas suas vozes acabaram se perdendo entre o alvoroço da mídia de massa que está cheia de histórias imprecisas e enganosas, que descrevem a economia russa como estando em ruínas, e os militares russos como fracos, tudo baseado em evidência nenhuma. Mas nós, conscientes tanto da história da Rússia quanto do estado atual da sociedade e dos militares russos, não podemos engolir tais mentiras. Sentimos agora que é nosso dever, como russos vivendo nos EUA, alertar o povo americano de que estão sendo enganados, e para lhes dizer a verdade. E a verdade é simplesmente esta:

Se vai haver uma guerra com a Rússia, então os Estados Unidos certamente
serão destruídos, e a maioria de nós vai acabar morto.

Vamos dar um passo atrás e colocar o que está acontecendo em contexto histórico. A Rússia tem sofrido muito nas mãos dos invasores estrangeiros, perdendo 22 milhões de pessoas na Segunda Guerra Mundial. A maioria dos mortos eram civis, porque o país foi invadido, e os russos se comprometeram a nunca deixar que um desastre como aquele aconteça novamente. Cada vez que a Rússia foi invadida, ela emergiu vitoriosa. Em 1812, Napoleão invadiu a Rússia; em 1814, a cavalaria russa marchou em Paris. Em 22 de Julho de 1941, a Luftwaffe de Hitler bombardeou Kiev; em 8 de maio de 1945, as tropas soviéticas entraram em Berlim.