sábado, 22 de outubro de 2016

A charada Aleppo/Mosul, por Pepe Escobar

20/10/2016, Pepe Escobar, Strategic Culture Foundation



Excelentes mapas em "Nasrallah: Discurso na 10ª noite de Ashura"
(legendas em fr., traduzidas em 
O Empastelador)











Não há dúvidas de que Bagdá precisa retomar Mosul, do ISIS/ISIL/Daech. Não pôde fazer antes. Em teoria, o momento é agora.

A verdadeira questão são os motivos conflitantes do vasto "quem é quem" que está fazendo a coisa: a 9ª Divisão do Exército do Iraque; a Peshmerga curda, sob a batuta do esperto, oportunista e corrupto Barzani; líderes tribais sunitas; dezenas de milhares de milicianos xiitas do sul do Iraque; "apoio" operacional das Forças Especiais dos EUA; a precisão "cirúrgica" do bombardeio pela Força Aérea dos EUA; e, espiando do fundo, a Força Aérea e as Forças Especiais da Turquia.

Convenhamos que é receita perfeita para muita confusão.

Síria: Presidente Vladimir Putin (entrevista)

Respostas a perguntas de jornalistas do canal TF1 TV, francês



11/10/2016, em Kovrov, Vladimir, Rússia (transcrito e trad. ru-ing.) Gabinete do Presidente da Rússia













Presidente da Rússia Vladimir Putin: Como é que chegaram aqui? Nessa cidadezinha provinciana... Atualmente, encontram-se franceses onde quer que se esteja, em todas as cidades da Rússia. É muito bom. Muito nos agrada vê-los por aqui. 

Pergunta (retraduzida): Sr. Presidente, pode explicar-nos por que o senhor não irá a Paris?


Vladimir Putin: Muito simples. Havíamos planejado participar de uma cerimônia oficial de inauguração do recém construído centro religioso-cultural russo em Paris. Mas, pelo modo como estão as coisas, esse não é o melhor momento para reuniões oficiais, dada a falta de entendimento mútuo, para dizer o mínimo, no que tange aos eventos na Síria, particularmente a situação em Aleppo. Mas estamos abertos, claro, a qualquer consulta e diálogo sobre esse assunto. 


Pergunta: Pois os franceses esperavam exatamente... poder usar aquela oportunidade, para discutir a situação na Síria, mas, por causa da mesma situação, o senhor está desistindo da visita. 


Vladimir Putin: Sabe, não é que estejamos desistindo da visita, apenas que nos disseram que a principal motivação da visita, como já disse, a inauguração do centro religioso-cultural, não é boa ideia, no atual momento. Mas se a principal razão de minha visita a Paris não é adequada, provavelmente encontraremos outra oportunidade para nos reunir e discutir a Síria. Não demarcamos nenhuma limitação ao assunto e, sim, estamos abertos ao diálogo. 


Apenas que nos fizeram ver que o momento atual não é a situação mais conveniente para as reuniões que foram planejadas. Só isso. Não desistimos de visitar a França. 


quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Apenas mais um crime de guerra dos EUA ou nova provocação em Alepo?

20.10.2016, Martin Berger, New Eastern Outlook



traduzido por btpsilveira



Bastou a instalação pela Rússia de seu avançado sistema de mísseis defensivos S-400 na Síria, conforme relatado pelo jornal Daily Mail, para que Washington começasse subitamente a sentir-se desconfortável para fazer novas provocações contra a Rússia, como aquela quando do ataque levado a efeito pela Força Aérea (norte)americana em 17 de setembro, quando o exército sírio se viu repentinamente sob fogo pesado.

Não por outro motivo, os Estados Unidos começaram a delegar para seus aliados, tanto nas fileiras dos terroristas da Jabhat Al Nusra quanto nas de seus aliados na assim chamada Coalizão Ocidental, os trabalhos sujos que já não se atrevem a fazer.

Pelo que parece, a administração Obama já não tem mais ilusões sobre o futuro da primazia mundial dos EUA, uma vez que a Força Aérea Russa ao lado das tropas do exército sírio terminem seu assalto contra Alepo, não deixando qualquer chance para uma vitória de último momento da Casa Branca no conflito sírio. Por essa razão, Washington soltou seus cães raivosos de propaganda enganosa contra a Rússia e a Síria, numa tentativa de apresentar tanto Moscou quanto Damasco como dois “regimes do mal”, que estariam alegadamente massacrando a população síria só para se divertir.

EUA: Manipular eleições? Nunca! (Só se o 'manipulador' for Putin)

19/10/2016, Moon of Alabama












É possível manipular eleições nos EUA? Obama garante que não:

Obama foi perguntado sobre o que Trump disse na 3ª-feira sobre fraude nas eleições [..] Respondeu com furioso ataque ao candidato Republicano, observando que eleições nos EUA são comandadas e monitoradas por autoridades locais, que bem podem ter sido nomeadas por governos Republicanos nos estados. Disse que jamais se constataram casos de fraude eleitoral significativa em eleições nos EUA. 

Obama disse que "ninguém sério" sugeriria que seria possível fraudar eleições nos EUA, e acrescentou: "Eu convidaria o Sr. Trump a parar de choramingar e tentar convencer os eleitores a votar nele."


Muito estranho. Se é assim... Há muitos "não sérios" no Partido Democrata, que não fazem outra coisa que não seja repetir que a Rússia está manipulando eleições nos EUA. Como poderia ser, se é impossível manipular eleições nos EUA? 

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

BRICS avançam sempre, um passo por vez, por Pepe Escobar

18/10/2016, Pepe Escobar, RT












A narrativa sobre os BRICS no eixo Washington/Wall Street só conhece dois vetores: o grupo dessas cinco potências emergentes – mais de 22% do PIB global, mais de 40% da população global – só pode estar 'em crise'. Ou é descartado, como se fosse irrelevante. 

Aqui, a "Goa Declaration" (em ing. hoje, no website do Ministério de Relações Exteriores do Brasil! Em inglês?! E Temer, q é analfabeto em inglês, vai saber o que assinou... como?! [NTs]), resume os resultados do encontro anual dos BRICS realizado no fim de semana passado na Índia. Aparentemente, nada que impressione muito. 

Mas o presidente Putin mais uma vez chama atenção para o contexto; esse é projeto de longo prazo; "elemento chave" no mundo multipolar embrionário, puxado por nações que não aceitam "pressão do poder" nem "assaltos contra a soberania" pelos suspeitos de sempre.

Países têm história. EUA têm folha corrida

8/10/2016, Scott (Relatório de Situação), The Vineyard of the Saker











Um dia depois de ter experimentado comida norte-americana pela primeira vez, acordei coberto de urticária, o que jamais me acontecera. Supondo que tivesse sido infectado por alguma horrível doença tropical durante o voo, procurei um médico, que me disse que eu tivera uma reação alérgica a algum alimento, e me deu umas pílulas. 

A ideia de que se tenha de tomar remédios para suprimir a ação do sistema imune, só para conseguir comer comida envenenada, pareceu-me bizarra. E foram inúteis as tentativas para conversar com as pessoas sobre isso, porque todos achavam estranho que eu achasse a coisa bizarra. Para eles seria "natural" ter de tomar pílulas só para conseguir comer uma fatia de pão com manteiga e uma bala de chocolate. 

Batalha de Aleppo, de Dresden, de Massada e de Bosworth Field – Quem mente mais, só mente por mais tempo

13/10/2016, John Hellmer, Dances with Bears












Na guerra, é lugar comum que é o vencedor quem conta a história. Menos bem compreendido e aceito é o fato de que história não vence guerras. Em outras palavras, guerra é coisa que se vence pela força, em campo. A guerra de informações, infoguerra, decide o que pensará da guerra, depois da guerra, o pessoal que não luta, não vota e não conta. "Depois da guerra" sempre é muito tempo.

Na Batalha de Aleppo (imagem 1) aconteceu que forças russas e sírias, combatendo a favor do governo da Síria em Damasco, derrotaram as forças dos EUA e da aliança da OTAN, cujos combatentes eram mercenários contratados para derrubar o governo em Damasco. É a mais decisiva derrota de armas e estratégia dos EUA, desde 1975, quando forças vietnamitas venceram a segunda Batalha de Saigon.