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quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Como as falhas de jornais e jornalistas complicam as conversações nucleares com a Coreia do Norte

28/8/2018, Moon of Alabama


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



Recentemente a Coreia do Norte novamente pediu que o governo Trump mantenha-se no marco dos três passos acordados na Declaração de Cingapura.

Para Josh Rogin, colunista do Washington Post o pedido da Coreia do Norte seria "beligerante":
Pompeo recebeu a carta de Kim Yong Chol, vice-presidente do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores que governa a Coreia do Norte, na 6ª-feira pela manhã e mostrou-a a Trump na Casa Branca, confirmaram dois funcionários do governo. O exato conteúdo da mensagem ainda não está claro, mas foi suficientemente beligerante para que Trump e Pompeo tenham decidido cancelar a viagem de Pompeo (...)
Reuters amplificou a suposta "beligerância", ao manchetar:

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Resultados reais do encontro Trump-Kim 'Você congela, eu congelo' (e coisas engraçadas)

14/6/2018, Moon of Alabama


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu






O que se vê depois do encontro Trump-Kim em Singapura confirma o que escrevi antes. Os dois lados assinaram um compromisso de "você congela, eu congelo" que a Coreia do Norte já oferecia desde, no mínimo 2015. Os EUA põem fim aos ameaçadores exercícios de guerra, e a Coreia do Norte suspende os testes nucleares e de mísseis. Os dois lados comprometem-se a voltar a conversar sobre um tratado de paz em troca de algum desarmamento nuclear.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Durezas da luta em Singapura: Como Trump confundiu seus inimigos, por George Galloway

13/6/2018, George Galloway, RT


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Pouco resta a dizer sobre os eventos em Singapura. Farpas e vitupérios afinal chegaram ao fim depois de 65 anos de guerra, durante os quais morreram milhões numa península coreana dividida onde foi montado e desmantelado um aríete nuclear.

O mundo foi levado à beira de nova guerra, e puxado outra vez para trás.

Que Donald J Trump sairá com um Prêmio Nobel já é coisa garantida, por mais surpreendente que a frase pareça, mas vai-se garantindo também seu segundo mandato, mais provável a cada dia, por ainda mais inacreditável que pareça essa segunda frase.

Com a economia dos EUA melhorando, os 'parceiros' de Trump no G7 caprichando nos insultos e o imbróglio coreano fermentando na massa trumpeana – temperado pela dupla China e Rússia, alvo eterno de vitupérios, muito mais interessante é dar uma espiada nas ruínas fumegantes da oposição doméstica ao presidente Trump.

Pode-se aferir a extensão do triunfo do presidente Trump não só pelas dimensões do sorriso no rosto dele, mas também pelas caras compridíssimas dos inimigos dele. Os vitupérios e indignação supostos liberais por um lado, e o ruído do desabamento das expectativas de gordos lucros, acrescido ao barulhão que fazem ao ruir as ânsias por mais e mais poder duro, são cacofonia das mais terríveis. Pois, de minha parte, gostei muito. Pessoalmente, digo, porque, se há gente que desprezo mais do que desprezo o próprio Trump, são os azedados inimigos de Trump. 

Há dois anos, quando cunhei a frase "Não estou feliz por o presidente ser Donald Trump. Estou feliz por não ser Hillary Clinton" –, sonhava precisamente com dias como esse. Clinton jamais conseguiria – sequer algum dia tentaria –, atravessar a ponte da paz no nordeste da Ásia.

A palavra-chave no show Trump-Kim, por Pepe Escobar

13/6/2018, Pepe Escobar, Asia Times


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




reality-TV show geopolítico de Trump-Kim – para alguns, evento surreal – recebeu atenção sem igual nos anais da diplomacia internacional. Será difícil superar a cena em que o presidente dos EUA abre um iPad e mostra a Kim Jong-un um trailer estiloso à moda dos filmes de ação classe "B" dos anos 1980s – completado com a efígie de Sylvester Stallone – em que os dois líderes são apresentados como heróis destinados a salvar os 7 bilhões de habitantes do planeta.

Longe da TV, o ex-"Homem Foguete", hoje já tratado respeitosamente por Trump como "Chairman Kim", marcou formidável gol de placa, ao fazer varrer completamente a temida sigla CVID – de "completa, verificável e irreversível desnuclearização" – do texto final da declaração conjunta.