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quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Trump: Alguns números

14/11/2016, R.W. Johnson, London Review of Books (online)












"Mas gênero não é identidade de coesão em termos eleitorais. Na hora de as mulheres decidirem o próprio voto sempre predominam as divisões por classe e por etnia. (...) 2016 foi a eleição em que o peso da classe se fez ver mais claramente que em todas as eleições anteriores desde o New Deal. (...)

A velha classe política foi derrubada. Clinton ainda mantém os ricos, mas perdeu a classe trabalhadora. Os trabalhistas ingleses ganham Londres, a porção mais rica do Reino Unido, mas perderam os trabalhadores para o Partido Independente e para o Partido Nacional Escocês. Estamos em território ainda não mapeado.

(...) Clintons e Blairs surfaram por cima das dores e das desigualdades sociais, cuidando de enriquecer e deixando os eleitores para trás, comendo o pão que o diabo amassou. A classe trabalhadora percebeu esse 'desenvolvimento', e aí está uma das razões pelas quais a velha política já não funciona."







Por mais que estejamos frustrados ou desgostosos com o resultado da eleição nos EUA, 2016 seria quase com certeza absoluta ano Republicano. Se se examinam os governos no pós-guerra que cumpriram dois mandatos e, em seguida, quem venceu as eleições de meio de mandato no sexto ano, torna-se muito fácil prever quem vencerá a presidencial dois anos depois, exceto em um ou dois casos. 

Em 2014 os Republicanos derrotaram pesadamente os Democratas, ganhando nove novos lugares no Senado, o que lhes garantiu clara maioria nas duas casas. Levando-se em conta exclusivamente esse dado, nenhum outro, já se poderia prever que qualquer candidato Republicano teria vencido em 2016. Se se acrescenta que os Republicanos foram às eleições com o partido ocupando o governo de 31 dos 50 estados – fato de grande peso, porque a administração desses estados é efetivamente entregue ao partido do governador – 2016 seria ano de sucesso garantido para qualquer Mitt Romney ou John McCain, sobretudo contra candidata tão impopular quanto Hillary Clinton.