8/2/2019, Greg Grandin, London Review of Books Online
“ ‘O povo da América do Sul é o mais ignorante, de visão mais enviesada, o mais supersticioso de todos os Católicos Romanos no Mundo Cristão,’ escreveu John Adams,
segundo presidente dos EUA, em 1815” (Greg Grandin, LRB, vol. 31, n. 20, 22/10/2009).
segundo presidente dos EUA, em 1815” (Greg Grandin, LRB, vol. 31, n. 20, 22/10/2009).
Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga
1. O conceito de soberania pode referir-se ao controle político que um líder exerce sobre uma sociedade e território, ou o controle psíquico que um indivíduo exerce sobre si mesmo.
2. Soberania é conceito que tem longa história no pensamento político, no mínimo em relação à expansão das potências imperiais europeias. Mas foi na América Hispânica, que o conceito assumiu sua forma moderna – aplicado a estados-nações não imperiais ou não coloniais – e pela primeira vez foi posto em ação como norma diplomática.
3. À altura do final da década dos 1820s, todas as ex-colônias da Espanha na América, exceto Cuba e Porto Rico, já haviam alcançado a independência. Esses novos países – dentre os quais, a Gran Colombia, as Províncias Unidas, Bolívia, Peru, República do Chile e os Estados Unidos do México – aceitaram a integridade territorial dos demais, baseada em antigas fronteiras coloniais. Não tiveram alternativa, dado que cada nação legitimava e simultaneamente ameaçava todas as demais: legitimava, porque a independência de uma delas confirmava o direito das demais a se rebelarem contra a ordem monárquica estabelecida; e ameaçava, porque todas nasceram num tempo em que a lei internacional reconhecia a guerra e a conquista como meios válidos para obter território e estabelecer soberania.






