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segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Ordem russa versus caos ocidental

15/9/2018, Rostislav Ishchenko, Stalker Zone (orig. ru. trad. Ollie Richardson & Angelina Siard ao ing., versão aqui retraduzida)

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Dia 14 de setembro, a Corte de Apelações da Inglaterra e Gales decidiu atender à apelação da Ucrânia e reenviar para reexame o caso dos $3 bilhões que [Viktor] Yanukovych conseguiu receber do empréstimo de $15 bilhões que recebera da Rússia, em 2013.

A Ucrânia reconhece a dívida, mas espera que uma decisão final siga o exemplo do que resolveu a Corte Arbitral de Estocolmo sobre o que a empresa "Naftogaz" [empresa nacional de petróleo da Ucrânia] devia à "Gazprom" [empresa nacional de petróleo da Rússia]. Kiev entende que se se subtrair sua dívida das contas [apresentadas à Rússia – Ed.] por ter "roubado a Crimeia" e pela ajuda da Rússia ao Donbass, ainda assim Moscou continuaria a dever à Ucrânia, e soma ainda maior.

sábado, 2 de junho de 2018

A enlouquecedora paciência dos russos - Por que a Rússia não revida quando atacada? Por Dmitry Orlov

01/06/2018, Dmitry Orlov, Rússia Insider



Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu





Vários comentaristas observaram um fato estranho: durante o desfile de 9 de maio na Praça Vermelha em Moscou, Putin apareceu em presença de Netanyahu, primeiro-ministro de Israel. Mais ou menos no mesmo momento, a força aérea de Israel atacava com foguetes alvos sírios e iranianos na Síria (foguetes que, na grande maioria, as defesas sírias derrubaram), e os sírios revidavam contra posições de Israel nas Colinas do Golan (que são território sírio ocupado por Israel; portanto, trata-se de resistência contra força ocupante, não de ataque contra Israel).


Por que a Rússia não se levantou em defesa da Síria, sua aliada? Sobretudo, houve conversas sobre vender à Síria o poderoso sistema S-300 de defesa aérea, oferta posteriormente retirada. Seria essa a melhor atitude de um aliado?

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Mil bolas de fogo, por Dmitry Orlov

23/5/2018, Dmitry Orlov, Club Orlov


"A Rússia está pronta para responder a qualquer provocação, mas a última coisa que os russos querem é outra guerra. 
E essa, se você gosta de boas notícias, é a melhor notícia que você ouvirá."



Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Um odor de 3ª Guerra Mundial paira no ar. Nos EUA, a Guerra Fria 2.0 prossegue, e a retórica anti-Rússia emanada da campanha de Clinton, ecoada pelos veículos da mídia, nos leva de volta ao McCarthyismo e à ameaça vermelha. Resposta a isso, muita gente começou a pensar que o Armageddon pode estar próximo – uma troca nuclear mortal, seguida de um inverno nuclear e extinção da humanidade. Parece que muita gente nos EUA gosta de pensar assim. Santo Deus!

Mas, vejam, faz completo sentido. Não se pode dizer que seja irracional. Os EUA estão afundando num colapso financeiro, econômico e político, perdendo posição no mundo e convertendo-se num gueto de dimensões continentais povoado de abuso de todas as drogas, violência, infraestrutura em ruínas, população desgraçada por vícios de toda a ordem, envenenada com comida geneticamente modificada, doente de obesidade, explorada por departamentos de polícia e prefeitos predadores e o mais farto sortimento de pragas, da medicina à educação e à propriedade imobiliária. OK. Até aí, todos sabemos.

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Síria, Irã e "caos nas relações internacionais", por Pepe Escobar

19/4/2018, Pepe Escobar, Asia Times


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu





Mesmo em ambiente geopolítico de pós-verdade em torvelinho, o presidente da Rússia Vladimir Putin dizer ao seu contraparte iraniano, Hassan Rouhani, em conversa telefônica, que qualquer novo ataque ocidental contra a Síria pode "levar ao caos, nas relações internacionais" deve ser visto no mínimo pelo que é: impressionante eufemismo.


Segundo o Kremlin, Putin e Rouhani concordam em que os ataques da entidade que os mais cínicos chamam de F.U.K.U.S. [por aproximação fonética, "Fodam-se EUA"] –, F de França, UK de United Kingdom [Reino Unido] e US de EUA – causaram grave dano às chances de se alcançar qualquer solução política significativa na Síria.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

É pena, mas... está longe de acabar.

15/4/2018, The Saker, The Vineyard of the Saker


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu







Comecemos por um rápido sumário dos eventos


·         Há cerca de um mês, Nikki Haley anuncia ao Conselho de Segurança da ONU (CSONU) que os EUA estão prontos para violar as regras daquele próprio Conselho de Segurança da ONU, caso aconteça um ataque químico na Síria.


·         Em seguida os russos anunciaram que têm provas de que estava em preparação, na Síria, um ataque químico de falsa bandeira [o ataque é preparado por um país, para ser atribuído falsamente a outro país].


·         Em seguida começam os boatos de que um ataque químico teria supostamente acontecido (em local cercado e, basicamente, controlado por forças do governo!).


·         A Organização para Proibição de Armas Químicas, OPAQ [ing. OPWC] envia investigadores (apesar de as potências ocidentais insistirem em altos brados que não seria necessário investigar coisa alguma).


·         Na sequência, os anglo-sionistas bombardeiam a Síria.


·         Em seguida, o CSONU recusa-se a condenar a violação de suas próprias regras e decisões.


·         Até que, finalmente, os EUA 'noticiam' um 'ataque perfeito'.

Agora, me digam: alguém sente que a história acima está concluída, que acabou?

EUA e aliados expostos à retaliação russa na Síria

14/4/2018, Global Times, Editorial, Pequim, China


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




O presidente dos EUA Donald Trump anunciou na 6ª-feira que ordenara ataques contra o regime sírio, como resposta a um ataque químico no fim de semana passado. Disse que os ataques seriam coordenados com França e Reino Unido. O presidente da Síria Bashar al-Assad disse que seu país foi "invadido" por aqueles três países. A Embaixada Russa nos EUA disse em declaração que "insultar o presidente da Rússia é inaceitável e inadmissível."

Em declaração espetaculosa, Trump afirmou que o governo de Bashar al-Assad usara armas químicas contra civis. Disse que "O ataque maligno e desprezível deixou pais e mães e meninos e bebês contorcendo-se de dor e sem conseguir respirar. Não são ações de homem. São crimes de um monstro." Trump também alertou que "a Rússia tem de decidir se continuará por esse caminho de trevas ou se se reunirá às nações civilizadas numa força a favor da estabilidade e da paz."

domingo, 15 de abril de 2018

Desmascarado o plano secreto dos EUA contra Damasco: Entenda a ação dos russos antes e depois do ataque de EUA e Reino Unido, por Elijah J Magnier

França prometeu mandar aviões, mas não mandou*


15/4/2018, Elijah J Magnier - Blog [aqui retraduzido do inglês]


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



Donald Trump desceu da árvore na qual subira há alguns dias, quando mobilizara imensa força militar e poder de fogo similar à "Operação Tempestade no Deserto" (embora sem coturnos em solo). O "Plano A" previa ataque avassalador contra a Síria para destruir o exército, o palácio presidencial, as bases de comando e controle, as forças de elite, depósitos militares estratégicos de armas e munições, radar, sistemas de defesa e instituições da liderança política.

Antes do triplo ataque à Síria por EUA, Reino Unido e França, houve contatos intensos promovidos pelos russos e pessoalmente pelo próprio presidente Putin – às 4h da madrugada – para reduzir o ataque e conseguir que passássemos todos para um "Plano B" mais suave e menos avassalador.

A Rússia, nos contatos com vários chefes de Estado, rejeitou absolutamente qualquer ataque que incapacitasse o Exército Sírio, e instruiu a liderança em Damasco no sentido de que, doravante, passava a ser essencial obrigar o Ocidente a pensar muito bem antes de tentar alterar radicalmente o equilíbrio de poder no Levante.

Mas qual a razão real por trás do ataque EUA-Reino Unido-França? O que teria a ver com "ataque químico" em Duma? A Organização para a Proibição de Armas Químicas já estava em Damasco, e seus especialistas estiveram em Duma no sábado para inspecionar o local onde teria havido um ataque com armas químicas. Por que os EUA não podiam esperar pelos resultados?

Quem ganhou? Síria atacada por F.O.D.A.M-SE-E.U.A.

14/4/2018, Moon of Alabama


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Noite passada, França, Reino Unido e os EUA lançaram ataque ilegal contra a Síria e bombardearam vários pontos civis e militares dentro do país. A 'justificativa' para o ataque é que seria vingança ou punição por um suposto 'ataque químico' que teria acontecido uma semana antes.

O 'incidente químico' dia 7 de abril em Douma foi concebido para reverter a decisão publicamente anunciada de Trump, de ordenar a saída dos militares dos EUA, da Síria. 

Os 'rebeldes' salafistas empregados da Arábia Saudita trouxeram cadáveres, provavelmente recolhidos em algum outro morticínio próximo, e os empilharam num apartamento em Douma, para encenar um 'evento' e filmar vídeos falsos de um 'ataque químico' o qual, também falsamente, foi atribuído ao governo sírio.

Trump fingiu acreditar nos vídeos e pôs-se a tuitar ameaças contra Síria e Rússia. A Rússia ameaçou responder com força equivalente, no caso de os EUA atingirem soldados ou interesses russos na Síria.

Que preço a humanidade pagará pelo colapso do Império EUA-anglo-sionista?

13/4/2018, The Saker, Unz Review e The Vineyard of the Saker


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu

"Estou cercado, eles estão aí fora, não quero que me prendam e me exibam, ordene o ataque, ou eles vão rir de mim e desse uniforme. Quero morrer com dignidade e levar todos esses infelizes comigo. Por favor. É meu último desejo, ataquem logo, eles vão me matar. É o fim, Comandante. Obrigado. Diga à minha família e ao meu país que os amo. Conte que fui valente e lutei até não mais poder. Por favor, cuidem da minha família, vinguem minha morte, adeus Comandante, diga à minha família que amo todos."
[assina] Alexander Prokhorenko


"Isto é para os nossos rapazes"
Roman Filipov



Estamos vivendo hoje os dias mais perigosos em toda a história humana. Acham que é exagero? Pensem.

Estamos a poucos passos de um Armageddon nuclear

A primeira coisa a compreender é que nada disso, repito, nada disso tem algo a ver com Síria ou armas químicas, nem em in Salsbury, Nem em Douma. Esse tipo de nonsense é "prolefeed mental"[1] para os mentalmente incapazes, politicamente cegos ou de modo geral drones ideológicos que, do Maine, ao Golfo de Tonkin, ao ataque do Gladio da OTAN na estação de trens de Bolonha, até o melhor e maior de todos os ataques encenados – o 11/9, claro – simplesmente acreditarão em qualquer coisa que o lado "deles" (como supõem que seja) lhes conte. A verdade é que os anglo-sionistas são os maiores proliferadores de armas químicas de toda a história (como são também os maiores matadores de árabes e muçulmanos!). As lágrimas de crocodilo portanto não passam disso – lágrimas de crocodilo, por mais que a máquina de propaganda diga que não.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Síria, abril, 2018 - As superpotências caminham à beira do abismo, por Elijah J Magnier

10/4/2018, Elijah J Magnier Blog, Damasco, Síria


Traduzido pelo Coletivo Viva Vudu




Pela primeira vez desde que assumiu o governo, o presidente dos EUA Donald Trump lançou ameaça clara em direção ao presidente russo Vladimir Putin. Disse que ele "pagará caro"A ameaça tem a ver com a 'notícia' de que o exército sírio teria lançado um ataque químico contra a cidade de Duma, a leste de Ghouta, última fortaleza dos 'agentes locais' da Arábia Saudita, próxima de Damasco.

Trump talvez esteja pensando em bombardear as posições do Exército Árabe Sírio distribuídas por toda a geografia da Síria ou, quem sabe até o palácio presidencial Al-Muhajereen em Damasco – claro, sem necessariamente dizer quando e onde atacará.

Por outro lado, a Rússia diz que não aceitará imóvel e responderá a qualquer ameaça contra seus próprios soldados. De fato, há oficiais russos em todas as unidades sírias em campo e nos quartéis de comando e controle no Levante, coordenando e participando de ataques contra terroristas desde setembro de 2015. Assim sendo, é quase certo que qualquer ataque ao Exército Sírio resultará em baixas de combatentes russos.

Ato de guerra desse tipo pode, sim, gerar resposta do presidente Putin, que com certeza não quererá parecer fraco diante dos políticos russos, militares russos e do próprio povo russo. A Rússia acaba de voltar à arena internacional, não só como potência nuclear, mas também como país que quer construir novo equilíbrio mundial e pôr fim à dominação unilateral que Washington exerce desde o fim da perestroika em 1991.

Mas como os EUA podem beneficiar-se de alguma ação militar na Síria?

quinta-feira, 12 de abril de 2018

South Front: Guerra na Síria - relatório do dia


Submarinos e destroieres dos EUA armados com centenas de mísseis, estão próximos da Síria



11/4/2018, South Front (e vídeo, 4'03", ing.), in The Vineyard of the Saker.


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




A Marinha dos EUA está criando uma força-tarefa (na Marinha dos EUA, Carrier Strike Group, CSG, literalmente, "grupo de ataque, com um porta-aviões e quatro ou cinco destroieres") com centenas de mísseis cruzadores Tomahawk para possível ataque à Síria.


destroier USS Donald Cook já atraiu atenções para suas ações no Mediterrâneo oriental, onde, segundo o noticiário, foi "perturbado" por jatos de combate russos.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Porta para sair da Síria está aberta para Trump, por MK Bhadrakumar

11/4/2018, MK Bhadrakumar, Indian Punchline

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




A fatídica decisão do presidente dos EUA Donald Trump de atacar militarmente a Síria está próxima de se cumprir e terá impacto não só sobre o futuro da Síria e de toda a política do Oriente Médio, mas também sobre a capacidade dos EUA para impor a própria hegemonia global na ordem mundial emergente.

Como já é rotina, o dia começou com o tuíto de Trump, no qual dizia:

EUA: Da importância de fazer-se de perigosíssimo, por Dmitri Orlov

10/4/2018, Dmitri Orlov, Club Orlov


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



Não é sopa ser hegemon global e única superpotência mundial. É indispensável manter em linha todo o planeta. Cada país tem de ser posto no lugar, e lá ficar, quieto, sendo preciso, à força. Vez ou outra é indispensável conquistar ou destruir um país ou dois, só para que os outros aprendam o que é bom prá tosse. E ainda é obrigatório viver a se intrometer na política dos mais diferentes países, viciando eleições, roubando votos, de modo que só candidatos amigos dos EUA sejam eleitos. E sem parar de organizar operações para mudar governos e organizar revoluções coloridas. É você parar... e alguns países imediatamente começam a viver como se você nem existisse. E logo o resto todo rapidamente perceberá que você está perdendo o controle. E lá se vai, cada país por decisão sua, para onde bem entender.

Serão os EUA, ainda, a maior potência mundial, em pleno controle sobre todo o planeta, ou esse momento histórico realmente já é passado? Todos os dias ouvimos que a situação está cada vez mais grave: que as relações entre os EUA e os países da OTAN e a Rússia vão de mal a pior; EUA estão em guerra comercial com a China; a Coreia do Norte fez o que bem entendeu e continua tão nuclear como sempre, e uma vergonha para os EUA. Muitos garantem que estamos muito próximos de uma guerra mundial. Mas... "muito próximos" significaria exatamente o quê?

Qualquer um pode passar horas com os pés pendurados à beira de um abismo e nunca pular. Suicídio é decisão grave: grave para uma pessoa, só ela, muito mais grave para um país enorme.

terça-feira, 27 de março de 2018

"Destino manifesto": Democracia como dissonância cognitiva*


Manifest Destiny: Democracy as Cognitive Dissonance
14/3/2018, F.W. Engdahl (em Greanville Post)





Caros leitores, 

É com muito prazer que informo que meu novo livro acaba de ser publicado e está à venda em Amazon. 

Para minha alegria, apenas em uns poucos dias, o livro já está chegando aos primeiros lugares entre os mais vendidos em algumas categorias.

Nesse livro – Manifest Destiny: Democracy as Cognitive Dissonance – exponho e comento o papel clandestino de ONGs mantidas por Washington para, sob uma fachada de democracia, avançar sobre e derrubar governos que não mostrem interesse por implantar a agenda de Washington. 

Ao longo dos últimos mais de 30 anos, agências de inteligência em Washington desenvolveram e refinaram técnicas para destruir praticamente qualquer governo que faça séria oposição às políticas dos EUA, servindo-se para tanto de Organizações Não Governamentais do tipo de NEDOpen Society FoundationsFreedom HouseAlbert Einstein Institution

O colapso da União Soviética e os devastadores 'anos Iéltsin', na década de 1990s, a guerra para destruir a Iugoslávia e o atentado fracassado na Praça Tiananmen na China em 1989 foram eventos, todos esses, orquestrados e comandados pela CIA e pelo Departamento de Estado dos EUA. Quem se interessar pelo cenário profundo de recentes eventos no mundo – 'primavera árabe', guerra na Síria, golpe norte-americano na Ucrânia [e golpe contra o governo eleito da presidenta Rousseff no Brasil], encontrará informação bastante útil nesse livro. 

Hoje partilho com vocês o Prefácio e um sumário detalhado, para que todos saibam o que há no livro. Tenho certeza de que ninguém não perderá tempo nem dinheiro, se ler meu livro. 




Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


Prefácio"Destino manifesto": Democracia como dissonância cognitiva
F.W. Engdahl, 2018, mine.Books, Wiesbaden, Alemanha (ing.)


Destruir nações, em nome da democracia

George Orwell (foto de Eric Blair) na BBC. Anarco-sindicalista desencantado, com simpatias trotskistas, em 1948 Orwell interpretou erradamente a URSS como a mais alta forma de totalitarismo. Não se pode saber se teria sido engolido também pela fraude de nossos dias, perpetrada pela maquinaria ocidental para desinformar.


Em 1945, o escritor e crítico da sociedade britânica George Orwell escreveu um livro intitulado 1984 sobre uma sociedade totalitária fictícia. O livro, um dos maiores sucessos editoriais da história, narra tempos pós guerra atômica, quando o mundo está dividido entre três estados. Um deles, Oceania, cuja capital é Londres, é governado por um Partido Socialista Inglês que tem controle total sobre todos os cidadãos, especialmente sobre a mente de cada um/uma. O programa central de controle sobre as mentes usado para manter os cidadãos em estado de abjeta obediência e servidão mentais é chamado, no livro de "duplipensar" [ing. doublethink]

'Caso Skripal' chega ao tribunal - Novas incertezas para os governos britânico e russo

23/3/2018, John Helmer, Dances with Bears, Moscou


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu

Entreouvido na Vila Vudu:
"Não é possível que tudo seja tão exatamente igualmente ilegal, na Rússia e no Brasil, mas nos dois casos
com os mesmos ares de tão exatamente a mesma diz-que legalidade.
Até a 'discussão' INACREDITÁVEL sobre 'admissibilidade' de habeas corpus'?!

Isso se chama lawfare [guerra ilegal, envolta em todos os tititis e capinhas e latins da legalidade, para praticar crimes que, porque praticados nos/pelos tribunais legais, são , imediatamente diz-que-legalizados.
E a mídia-empresa, na sequência, naturaliza todos esses simulacros de legalidade.

Lawfare 
é arma da guerra híbrida.
Está em curso, por ação da CIA, em todo o mundo, contra Rússia e China e Brasil. HÁ PROVAS!"

A boa notícia é que bastam 1 ou 2 juízes q não sejam PERFEITAMENTE CANALHAS OU ACANALHADOS, para meter uma cunha na engrenagem diz-que-legal e iniciar o looooooooooongo caminho de volta à legalidade democrática legítima. Movimento desse tipo pode ter acontecido (temos de esperar pelos movimentos futuros, p/ter certeza) no STF, no julgamento LEGAL que garantiu a liberdade LEGAL, de Lula, pelo menos, por mais alguns dias. Segue a luta.

(TODO ESSE ENTREOUVIDO de hoje, aprendemos NO SENSACIONAL "DUPLO EXPRESSO", de 23/3/2018,  com nosso grande advogado, Dr. Rubens)   




O juiz britânico da British High Court [Alta Corte de Justiça na Inglaterra e Wales (Enciclopédia Britânica, ing.)] David Williams recebeu as alegações entregues à corte pelo governo britânico, sobre o que teria acontecido a Sergei Skripal e Yulia Skripal quando foram encontrados com sintomas de envenenamento em Salisbury, dia 4 de março. Depois de três dias de depoimentos com portas fechadas essa semana em Londres, ontem o juiz emitiu decisão para publicação.

sábado, 24 de março de 2018

Mês verdadeiramente histórico para o futuro do planeta

23/3/2018, The Saker, The Vineyard of the Saker (e Unz Review)


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu






Março 2018 está destinado a ser mês verdadeiramente histórico.

1º de março, Vladimir Putin faz seu discurso histórico à Assembleia da Federação Russa.


8 de março, autoridades britânicas acusam a Rússia de ter empregado gás tóxico de efeito neurológico, em atentado fracassado para assassinar Sergei Skripal.


13 de março, o Comandante do Estado-maior da Rússia, general Valery Gerasimov alerta que "em caso de haver qualquer ameaça à vida dos nossos militares, a Força Armada Russa tomará medidas retaliatórias imediatas contra os mísseis e os veículos que os transportem". No mesmo dia o Comandante do Estado-maior das Forças Armadas e vice-ministro da Defesa general de exército Valery Gerasimov conversa por telefone com o general do Marine Corps Joseph Dunford, Comandante do Estado-maior dos EUA.


15 de março, o major-general Igor Konashenkov diz que o ministro da Defesa do Reino Unido não passa de "grosseirão pedante" e "intelectualmente impotente".


18 de marçoPutin conquista vitória avassaladora nas eleições presidenciais. No mesmo dia, o general Votel, comandante do CENTCOM declara em depoimento à Comissão das Forças Armadas do Congresso que diferenças com a Rússia devem ser discutidas "pelos canais políticos e diplomáticos". Quando perguntando se seria correto afirmar que "com a ajuda da Rússia e do Irã, Assad venceu a Guerra Civil na Síria", o general Votel respondeu "Acho que não está certo. É afirmativa forte demais. Entendo que eles lhe facultaram os meios para... para alcançar posição predominante nesse momento".

19 de março, o Conselho de Relações Exteriores da União Europeia emite declaração pela qual apoia integralmente o Reino Unido.

21 de marçoo Ministério de Relações Exteriores da Rússia convoca todos os embaixadores, para atualizá-los sobre o caso Skripal. A linguagem que o representante russo usa nesse briefing é possivelmente a mais violenta que qualquer autoridade russa (inclusive as autoridades soviéticas) jamais usou contra o ocidente desde a 2ª Guerra Mundial. Os representantes da França, Suécia e EUA presentes levantam-se e declaram sua "solidariedade" ao Reino Unido.

22 de março, o Comandante do Estado-maior das Forças Armadas e vice-ministro da Defesa general de exército Valery Gerasimov tem outra conversa telefônica com o general do Marine Corps Joseph Dunford, comandante do Estado-maior dos EUA. No mesmo dia, o general Gerasimov também falou por telefone com o comandante das forças dos EUA na Europa e comandante Supremo Aliado na Europa, general Curtis Scaparrotti.

Tudo isso posto, o que está realmente acontecendo aqui? Certamente ninguém acredita, a sério, que alguma autoridade britânica realmente pense que os russos tivessem qualquer motivo para tentar matar Skripal ou, dito de outro modo: todos sabem que, se os russos tivessem algum motivo, de modo algum teriam agido de modo tão estúpido. E a Síria, afinal de contas? O que se passa na Síria? Os EUA levarão a cabo o ataque a bomba, sob bandeira falsa, que planejaram?