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domingo, 22 de janeiro de 2017

Depois da posse de Trump (de NY para Davos) Kissinger ao vivo

20/1/2017, 17h30, Pepe Escobar, pelo Facebook
















A parte crucialmente importante da fala de Kissiger há algumas horas, tem a ver com que "conselho" ele daria a Trump. Na verdade, é o núcleo da estratégia que o próprio Kissinger traçou para Trump – como já comentei em "Teatro de Sombras: novo grande jogo na Eurásia" (tb traduzido) e em "Trump, Kissinger and Ma", minhas colunas em Asia Times:
"Uma das principais realizações ou atos de impactos do presidente Obama foi retirar a América de algumas posições nas quais estava superdistendida, mas também criar o sentimento de que a América se retirava do mundo, inclusive em locais nos quais a superdistenção não se aplicaria e nos quais a contribuição dos EUA continua a ser essencial."
"Assim, o presidente Trump terá de encontrar uma definição para o papel dos EUA que responda às preocupações de muitas partes do mundo nas quais a América desistiu do seu papel de indispensável liderança em muitos países – e grande contribuição em outros –, e definir o que e onde a América pode liderar e onde tem de contribuir para criar uma ordem internacional."

Implica criar uma NOVA ordem internacional.

Outros pontos importantes:

Sobre a "parceria atlântica" – "tem de ser reconstruída, mas com a atitude segundo a qual o elemento chave são ambas as políticas, dos EUA e europeia."

É nessa direção que se deve interpretar o mantra de Trump "a OTAN é obsoleta".

Sobre a Rússia:

"A Rússia garantiu o equilíbrio no mundo."

Ninguém jamais ouviu tal coisa da banda neoconservadora/neoliberalconservadora. Kissinger conta com "diálogo sério" entre EUA e Rússia, sob governo Trump. Esse, de fato, é o coração de sua estratégia.

Sobre o discurso de Xi em Davos, no início da semana:

"Importante afirmativa feita pela China de que participará na construção de uma ordem mundial"; "a ordem mundial com a qual estamos familiarizados está em desintegração em alguns aspectos"; "o presidente Xi introduziu um conceito de ordem internacional que tem de ser discutido."

Quer dizer: Kissinger não se posiciona em confronto declarado diante da China; e lá estará para aconselhar/moderar os rompantes de Trump. NÃO HAVERÁ guerra comercial. *****

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Pepe Escobar - O segredo por trás do próximo crash global




O Fórum Econômico Mundial em Davos está naufragado sob um tsunami de denials – negar o que vê/fingir que não vê/não ver sinceramente – e também de non-denial denials – não negar o que nem vê que nega – e tudo isso só para 'garantir' que não acontecerá um desdobramento do Crash de 2008.



O caso é que sim, acontecerá. E o cenário já está pronto.


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu






Seletos corretores de petróleo no Golfo Persa, o que inclui ocidentais que trabalham no Golfo confirmam que a Arábia Saudita está descarregando pelo menos $1 trilhão em securities e derrubando os mercados globais por ordem dos Masters of the Universe – os que mandam acima da presidência manca de Barack Obama.



Longe vão os dias quando bastaria a Casa de Saud flertar com essa ideia, para ter todos os seus bens congelados. Pois, hoje, já obedecem ordens. E mais virá; na avaliação de corretores craques em Golfo Persa, os investimentos sauditas em securities ocidentais podem chegar a $8 trilhões; os de Abu Dhabi, a $4 trilhões.

Em Abu Dhabi tudo foi separado em compartimentos, e ninguém pode avaliar coisa alguma, exceto corretores e negociantes que conheçam cada supervisor de cada compartimento de investimentos. E para a Casa de Saud, como se poderia prever, a regra de ouro é negar sempre.

Essa massiva descarga de securities chegou algumas vezes à mídia-empresa, mas os números têm sido grosseiramente subestimados. A informação inteira não chegará até lá, porque os Masters of the Universe ordenaram que não chegue.

"O Mundo está à beira de uma onda de calotes épicos"

Diz veterano do Bank for International Settlements (BIS): 

20/1/2016, Ambrose Evans-Pritchard (de Davos), Information Clearing House


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


O sistema financeiro tornou-se perigosamente instável e está à beira de uma avalanche de falências que testarão a estabilidade social e política – alertou destacado especialista em teoria monetária. 

"A situação é pior do que em 2007. Nossa munição macroeconômica para combater desastres está essencialmente esgotada," – disse William White, diretor do comitê revisor da Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento [Organisation for Economic Co-operation and Development, OECD] com sede na Suíça e ex-economista chefe do Banco Internacional de Compensações Financeiras [Bank for International Settlements, BIS]. 

"As dívidas continuaram a aumentar ao longo dos últimos oito anos e alcançaram níveis tais em todos os cantos do mundo, que já se tornaram causa potencial de dano grave", disse White. 

"Ficará claro na próxima recessão que muitas daquelas dívidas jamais serão pagas, nem no principal nem nos juros, e isso criará desconforto para os muitos que pensam que seriam proprietários de patrimônio que valeria alguma coisa" – White disse ao The Telegraph, às vésperas do Fórum Econômico Mundial em Davos