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quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Netanyahu engana israelenses na “Operação Escudo do Norte” de túneis transfronteiras: Em preparação uma guerra contra o Líbano? Por Elijah J. Magnier

1/2/2019, Elijah J. Magnier Blog



Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga


Oficiais israelenses sob bandeiras do Hezbollah, a poucos metros das fronteiras libanesas

Há muita conversa no Levante, na Síria e no Líbano, sobre Israel – mais precisamente o primeiro-ministro Benyamin Netanyahu – estar considerando seriamente uma batalha em grande escala, transfronteiras, que poderia escalar ao nível de guerra, para assegurar a sua reeleição. Não obstante ter anunciado um “tremendo sucesso na “Operação Escudo do Norte, OEN [ing. “Operation Northern Shield”, ONS] lançada em dezembro passado, Netanyahu está mandando o exército israelense procurar mais túneis, longe dos faróis da mídia. 

O anúncio prematuro pelo primeiro-ministro do sucesso da OEN mostra que Netanyahu tornou-se refém do próprio otimismo, que ele muito apreciaria poder investir na próxima eleição, talvez reeleição. Netanyahu conseguiu criar pânico grave entre a população israelense que vive nas fronteiras com o Líbano e também em territórios mais interiores, ao confirmar que o Hezbollah possui mísseis de precisão capazes de alcançar qualquer alvo que escolham.

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Hezbollah no Líbano: fim da hegemonia dos EUA, por Elijah J. Magnier


21/11/2018, Elijah J. Magnier, Blog

Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga



A política do establishment dos EUA para o Líbano é evidentemente mutante e instável, com um presidente que não tem nenhum conhecimento abrangente sobre o Oriente Médio nem, e sobretudo, sobre o papel do Hezbollah na região. Parece que o presidente Donald Trump está querendo reduzir o apoio militar ao Exército Libanês e impor novas sanções ao Líbano, sem perceber que, assim, estará fortalecendo o Eixo da Resistência e empurrando o país dos cedros para os braços de Rússia e Irã.

Ao tempo em que EUA impõem novas sanções contra o Hezbollah ao longo dos últimos dois meses, os parceiros europeus dos norte-americanos reuniram-se várias vezes, sigilosamente, com líderes do Hezbollah durante as visitas de delegações oficiais dos EUA a Beirute.

Os EUA estão gradualmente perdendo a hegemonia que tiveram no Oriente Médio.

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Corpo de Guardiães da Revolução Islâmica: no Líbano em 1983, hoje na Síria, por Elijah J. Magnier

28/4/2018, Elijah J. Magnier Blog [trad. ár.-francês de Daniel G., aqui retraduzida]


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Os EUA têm necessidade de um Irã forte, do qual se servem continuadamente como espantalho, para fazer medo aos países do Oriente Médio, principalmente à Arábia Saudita, aos Emirados e ao Bahrein. O objetivo é fazer medo a esses países do Golfo, para vender armas Made in USA, assim convertendo o Oriente Médio em vasto mercado para as armas norte-americanas.

Fontes diplomáticas confirmam que o Irã jamais declarou guerra à Arábia Saudita nem a qualquer outro país no Oriente Médio – única exceção é Israel. O mundo inteiro sabe que Israel teve a iniciativa dos ataques, ao assassinar físicos nucleares especialistas do programa nuclear, ao violar os espaços aéreos libanês e sírio e, bem recentemente, ao bombardear o centro de comando e controle iraniano na base T4 (utilizada no combate contra os jihadistas), ataque que resultou na morte de sete oficiais iranianos.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Hassan Nasrallah: "EUA fazem de tudo para ajudar o Daech"

20/11/2017, vídeo transcrito, traduzido e legendado ao inglês e traduzido ao francês por Sayed Hassan [excerto aqui retraduzido]


Discurso do Secretário-geral do Hezbollah, Sayed Hassan Nasrallah, depois da vitória de Abou Kamal e um dia depois de, outra vez, a Liga Árabe ter declarado o Hezbollah "organização terrorista".

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




[…] Agora, quando os dirigentes do Iraque anunciarão sua vitória final sobre o Daech e com os dirigentes sírios já se preparando para fazer o mesmo, é hora de sentar e discutir. Teremos de distribuir convites, organizar conferências e estudos... 

Claro, também haverá festas para celebrar a vitória, porque será grande vitória, vitória contra aquela organização que representava o maior perigo (para todos) e que sujou mais que qualquer outro inimigo a religião de Maomé [que a paz e todas as bênçãos estejam sobre ele e sua família], em 1.400 anos. Será a vitória dos valores humanos e morais contra a bestialidade, a crueldade e a violência mais atrozes. E vitória que terá enormes repercussões no plano cultural, religioso, humanitário, militar, de segurança, no plano político, para a própria imagem (do Islã e dos muçulmanos) e em todos os níveis.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Conexão França e a desescalada saudita no Líbano, por MK Bhadrakumar

19/11/2017, MK Bhadrakumar, Asia Times


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Quando o primeiro-ministro do Líbano Saad al-Hariri, com a esposa e o filho, entraram no pátio do palácio do Eliseu, num comboio de carros, no sábado, não parecia um empresário levantino bilionário, apenas entrado nos 40 anos, chegando ao exílio para viver o resto dos seus dias em perfeito luxo na Côte d’Azur.


Presidente Emmanuel Macron da França não chegaria à porta da frente para dar boas vindas a empresários, não diante da imprensa, no Eliseu. Nada disso. Hariri mantém a coroa.

domingo, 19 de novembro de 2017

Israel, Arábia Saudita: Precondições para guerra contra o Hezbollah

17/11/2017, The Saker, Unz Review e The Vineyard of the Saker


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




SouthFront acaba de divulgar um vídeo, com análise muito interessante sobre a possibilidade de uma guerra que envolveria Líbano, Arábia Saudita e, possivelmente, Síria, Irã e Israel. Significa, é claro, que Rússia e os EUA estariam envolvidos. Primeiro, por favor, assistam ao vídeo (ing.).


Hoje, então, me proponho a analisar as implicações desse cenário.

Contexto: fracasso completo dos anglo-sionistas em todos os fronts

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Hassan Nasrallah: Saad Hariri e o Líbano, reféns da Arábia Saudita?

5/11/2017, Discurso do secretário-geral do Hezbollah, Sayed Hassan Nasrallah, depois da renúncia do primeiro-ministro do Líbano Saad Hariri [excertos] (tradução, transcrição e legendas ao francês, de Sayed Hassan. Vídeos 12 e 3)


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu






[…] Meu discurso dessa noite será todo dedicado a esse ponto (a demissão/renúncia do primeiro-ministro Saad Hariri). Para não começar diretamente pelas análises ou para não nos basearmos simplesmente em análises (discutíveis), quero começar pelos fatos e dados confirmados. Fatos conhecidos por todos os ministros do governo atual, que os ouviram diretamente do chefe do governo, especialmente os ministros que se reúnem no conselho de ministros encarregados de fazer aplicar a lei eleitoral. 

O que direi aqui e agora estava nos veículos das mídias, mas quero destacar, porque nossos ministros também ouviram diretamente e assistiram desde o início a todo o processo do qual falarei. E por isso consideramos isso como dados, como fatos, não como análise construída de fora e de longe.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Primeiro-ministro Saad Hariri aceita exílio na França, por Robert Fisk

16/11/2017, Robert Fisk, The Independent, Londres


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Quando o jato de Saad Hariri pousou em Riad na noite de 3 de novembro, a primeira coisa que ele viu foi um grupo de policiais sauditas cercando o avião. Entraram no avião e confiscaram o celular de Saad e dos seus guarda-costas. Foi o que bastou para silenciar o primeiro-ministro do Líbano.


Foi momento dramático, afinado com o drama de novelão que se viu na Arábia Saudita durante a semana passada: 11 príncipes postos em prisão domiciliar – inclusive o imensamente milionário Alwaleed bin Talal – e quatro ministros e zilhões de outros lacaios do governo anterior, para nem falar no confisco e congelamento de mais de 1.700 contas bancárias. A "Noite das Facas Longas" do príncipe coroado Mohamed bin Salman realmente começou à noite, quatro horas depois de Hariri chegar a Riad. Assim sendo, que diabos o príncipe coroado está querendo?

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Hassan Nasrallah do Hezbollah: "Israel em pânico depois das derrotas do Daech"


31/8/2017, Hassan Nasrallah, Secretário-geral do Hezbollah













Pronunciamento de Sua Eminência Sayed Hassan Nasrallah, Secretário-geral do Hezbollah, dia 28/8/2017, por ocasião da Segunda Libertação, depois da completa rendição dos terroristas do Daech e da Frente Al-Nusra no Líbano 


[…] Estamos realmente diante de grande vitória (contra o Daech no Líbano). Considerem que dia 25/5/2000 expulsamos do Líbano o ocupante sionista; hoje, todos nós, os exércitos sírio e libanês e a Resistência Islâmica expulsamos os takfiri terroristas ocupantes. Essa é uma das semelhanças fundamentais.

Na fronteira, áreas vastas e sensíveis (montanhas, colinas, posições estratégicas) estavam nas mãos dos sionistas, como também aqui, vastas extensões, montanhas, picos, colinas, posições estratégicas estavam nas mãos dos takfiris. Na fronteira, do outro lado da fronteira internacional, os israelenses eram ameaça permanente e sempre foram e são; e os takfiris eram ameaça a todo momento contra todos no Líbano, especialmente contra todo o [vale do] Bekaa, não só contra Baalbeck-Hermel e cidades de fronteira.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Hezbollah: vitória no front sírio, por Robert Fisk

28/7/2017, Robert Fisk, The Independent










Recém capturada por combatentes sírios e do Hezbollah, a fortaleza de montanha do ISIS, a quase 2 mil metros acima do nível do mar (foto Nelofer Pazira)

Tropas sírias estão agora instaladas em posições do lado libanês da fronteira entre os dois países, em sua batalha para destruir o Estado Islâmico [ing. ISIS] nas altas montanhas do Qalamoun. Corpos apodrecem nas encostas da montanha por aqui, enquanto o Hezbollah libanês – que combate agora dentro da Síria – prepara-se para um confronto final contra os terroristas, que hoje estão cercados num pico de pedra preta ao norte. Do alto da montanha Karra, 2.100 metros acima da fronteira sírio-libanesa, pude ver soldados sírios acampados nos picos das duas montanhas – dentro do Líbano.

O comandante sírio em Qalamoun, general Median Abad, diz a verdade sem hesitar. "Sim, temos soldados nossos em dois pontos dentro do Líbano – acima da estrada da fronteira pela qual o Daech [ISIS] costumava entrar na cidade libanesa de Ersal. Nossos homens estão nas montanhas libanesas de al-Sharqia e al-Valilal. Veem-se daqui as tendas deles". Verdade. Do outro lado de uma ravina (wadi) estreita que nos separa do Líbano, posso ver várias tendas cinzentas dos militares sírios espalhadas pelos picos das duas montanhas libanesas. O general confirma que está em comunicação com o exército libanês – cujo tanque atira contra o ISIS que ele ouve ao longe pelos vales – através do Hezbollah, cujas forças uniram-se a ele no ataque contra al-Karra.

domingo, 15 de novembro de 2015

Sayyad Hassan Nasrallah, do Hezbollah - Sobre os bombardeios em Beirute e em Paris





Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



O secretário-geral do movimento da Resistência Libanesa Hezbollah disse que que os que apoiaram oISIL/ISIS/Daesh estão agora descobrindo a extensão da brutalidade deles. 


Sayyed Hassan Nasrallah condenou os ataques terroristas em Paris e expressou sua solidariedade ao povo francês.

Condenou também os atentados em Beirute, Líbano, na 5ª-feira. 

Nasrallah disse que Israel e o ISIL estão tentando fazer eclodir uma guerra no Líbano. Disse que o ataque pelos terroristas do ISIL em Beirute visava a pressionar o Hezbollah para que se retire da batalha contra o terrorismo na Síria. Mas disse também que o Hezbollah lutará agora com ainda mais determinação contra os Takfiris na região. 

O secretário-geral do Hezbollah também alertou contra o perigo do sectarismo no Líbano. Disse que uma disputa sectária só serve aos interesses dos inimigos do Líbano, não aos interesses do povo libanês. ****



segunda-feira, 26 de outubro de 2015

A ditadura internacional dos EUA:

Ø Os amigos dela (Anistia Internacional, ISIS, Frente al-Nusra) e
Ø Os inimigos dela (Hassan Nasrallah, Cuba, Ana Montes)




Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


Nasrallah: "Política externa dos EUA é comandada pelos donos do petróleo e das empresas de armas, não por ONGs de direitos humanos."

Em discurso proferido nos subúrbios do sul de Beirute dia 23/10/2015, Sayyed Hassan Nasrallah, secretário-geral do Hezbollah, organização da Resistência com base na comunidade xiita do Líbano, fez uma descrição do imperialismo dos EUA que combina em grande medida com o que dizem anti-imperialistas da esquerda secular ocidental.

O Hezbollah foi criado no início dos anos 1980s para pôr fim à ocupação de Israel no Líbano. Com a saída de Israel em 2000 e a subsequente nova tentativa de ocupar o Líbano em 2006 impedida por combatentes do Hezbollah, essa organização da Resistência continua a ser a mais vigilante sentinela contra outras agressões que venham de Israel. Atualmente, o Hezbollah ajuda o Exército Árabe Sírio em sua luta de vida ou morte contra grupos sectários extremistas, dentre os quais o ISIS e a Frente al-Nusra. Esses grupos são desdobramentos da al-Qaeda e ameaçam existencialmente a comunidade xiita no Líbano, o que explica por que o Hezbollah decidiu envolver-se no conflito.


Abaixo (em itálicos) um resumo, que pode ser ampliado, do que disse Nasrallah [1].