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sábado, 2 de fevereiro de 2019

No Afeganistão, os EUA revisitam a síndrome do Vietnã, depois de 17 anos de guerra e destruição

31.01.2017 - Finian Cunningham, Information Clearing House


tradução: btpsilveira



É a guerra mais prolongada dos EUA, custando enormes somas de “sangue e dinheiro” como afirmam os líderes dos Estados Unidos. Mas parece que os EUA estão aceitando finalmente uma derrota histórica no Afeganistão, comparável à vergonhosa derrota na Guerra do Vietnã.

Negociações intensas entre autoridades (norte)americanas e os insurgentes do Talibã produziram o “maior passo concreto” na direção do fim da guerra que já dura quase 18 anos no Afeganistão, de acordo com o New York Times.

Novas conversações estão marcadas para as próximas semanas para reforçar os detalhes, mas já existem  relatos de que os EUA estão retirando as 14000 tropas remanescentes do país da Ásia Central dentro do próximo ano, mesmo sem quaisquer garantias de reciprocidade pelo inimigo.

sábado, 29 de setembro de 2018

Elites ocidentais contra ‘o populismo’: Medo de que a democracia melhore, por Finian Cunningham

11/7/2018, Finian Cunningham, Strategic Culture Foundation

“(...) e, por último [o populismo russo] tem um elemento messiânico-nacionalista, que recebeu da direita eslavófila e a ela o assimila, através do qual a percepção do enorme atraso do país, tão dolorosamente sentida pelos intelectuais russos, transforma-se num sentimento compensatório de superioridade, totalmente irreal, mas nem por isso menos poderoso e eficaz como estímulo para a ação”.Lênin, apud Dicionário de Política, Bobbio e Mateucci, p. 679, verbete “Populismo”.*
Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



Nova palavra muito temida acaba de entrar no papagueado oficial da mídia-empresa ocidental: “populismo”. Partidos políticos e governos a serem declarados ilegítimos e sendo possível, derrubados, são sempre ditos “populistas” desde os primeiros ataques. Há sempre uma vaga implicação – um ‘subentendido’ nunca exposto e nunca desmentido pelos ‘especialistas’ – de que partidos declarados “populistas” sejam necessariamente contaminados pela praga da xenofobia, do racismo, do nacionalismo, em alguns casos até do fascismo.

Mas quem, aqui, seleciona o vocabulário e todas as ‘avaliações’ e ‘críticas’? Sempre os políticos e partidos políticos do establishment que contam com a vantagem da mídia-empresa para repetir incansavelmente seus falares e sua terminologia.

domingo, 10 de junho de 2018

E Putin bem que avisou (há dez anos)

9/6/2018, Finian Cunningham, Sputnik

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Não se pode culpar o presidente russo Vladimir Putin, por saborear um momento 'eu-avisei'. Putin realmente avisou líderes europeus de que a briga geral em que estão eles todos metidos de um lado, contra os EUA, de outro lado, é o que sempre acontece quando alguém se curva com demasiado servilismo às ambições hegemonistas dos EUA.


Contra isso, precisamente, o presidente Putin alertou no hoje famoso discurso de 2007 em Munique[1] sobre a crescente desordem global.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Estados Unidos da América: o Quarto Reich

27.09.2017, Finian Cunningham - Strategic Culture 


tradução por btpsilveira




A declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na última semana, ante as Nações Unidas, de “destruir totalmente” a Coreia do Norte e seu modo de falar sobre o poder militar dos EUA estão lado a lado com as invocações do Terceiro Reich Nazista de “Guerra Total”.

A facilidade com que Trump e seus altos funcionários falam sobre “opções militares” para lidar com a Coreia do Norte e outras nações que não querem se submeter a seus desígnios, podem ser facilmente colocadas não apenas como uma violação da Carta da ONU, mas também estão contra a lei estabelecida nos Tribunais de Nuremberg durante os processos contra os líderes nazistas. Ora, qualquer uso de ameaças de guerra que não seja claramente um ato de auto defesa é “agressão”.

sábado, 8 de julho de 2017

Mensagem de Xi e Putin para Trump: O mundo unipolar dos EUA acabou

07.07.2017, Finian Cunningham - Information Clearing House



tradução: btpsilveira





Há tempos, a estratégia dos EUA têm sido isolar a Rússia internacionalmente. Está cada vez mais evidente que quem está ficando isolado são os Estados Unidos em nível global. Nas preliminares para o encontro do G-20 desta semana na Alemanha, a mudança da sorte se tornou clara.

sábado, 22 de abril de 2017

Ucrânia, Coreia, Irã, Síria… Tio Sam luta falsificando a história

22.04.2017, Finian Cunningham - Strategic Culture



tradução de btpsilveira






No discurso pronunciado pelo presidente Vladimir Putin no Fórum Internacional do Ártico, ele ressaltou os perigos reais e presentes apresentados pela falsificação da história. Afirmou que esta distorção deliberada da história corrói a lei e a ordem internacional, criando caos e levando a conflitos futuros.

O líder russo lamentou o uso da história como uma “arma ideológica” para demonizar terceiros, e disse que sem uma compreensão apropriada da história somos levados a repetir erros do passado.
Também recordou uma das máximas de Karl Marx que certa vez afirmou: “a história se repete primeiro como tragédia, depois como farsa”.
Como que para exemplificar, enquanto Putin enumerava os perigos de falsificação da história, o presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko era recebido em Londres pela Primeira Ministra inglesa Theresa May durante uma visita de dois dias.
O regime sediado em Kiev e liderado por Poroshenko teve origem em um golpe ilegal e violento em 2014 contra um governo eleito democraticamente, contando com apoio encoberto de Washington e da União Europeia. Desde então, o governo militar ucraniano está enfronhado em uma guerra contra a região leste do país, na qual até agora já houve mais de 10.000 mortos, e cerca de um milhão de pessoas foram deslocadas. Tudo porque a população de etnia russa da região do Donbass se recusou a reconhecer a legitimidade do governo de Kiev, por causa da forma ilegal pela qual assumiu o poder há três anos.
No entanto, a se acreditar na maneira pela qual Poroshenko e o regime de Kiev descrevem os acontecimentos, a Ucrânia estaria lutando contra uma invasão pela Rússia. A falsificação da história pelo presidente ucraniano foi legitimada pela sua hospedeira britânica que acenou respeitosamente enquanto Poroshenko afirmava que seu país era um baluarte da defesa europeia contra a invasão russa.

domingo, 26 de março de 2017

A Russofobia é um sintoma da implosão dos Estados Unidos

24.03.2017, Finian Cunningham, Strategic Culture



tradução de btpsilveira




Houve um tempo em que a Russofobia era uma maneira eficiente de controlar a população – usada particularmente pela classe dominante para levar a população dos Estados Unidos a um estado de lealdade patriótica. Não é mais. Agora, a Russofobia é um sinal de fraqueza, de uma implosão desesperada entre a classe dominante dos Estados Unidos, a partir de sua decaída podridão interna.
Essa técnica de propaganda funcionou muito bem durante as décadas da Guerra Fria, quando a antiga União Soviética podia ser facilmente demonizada como o “comunismo sem Deus” e o “império do mal”. Não importava que esses estereótipos fossem falsos. Poderiam ser sustentados por causa do monopólio do controle da mídia ocidental pelos governos e órgãos reguladores oficiais. A russofobia entre a classe política dos Estados Unidos está mais virulenta que nunca, embora a União Soviética não exista há mais de um quarto de século.

domingo, 18 de dezembro de 2016

Amargurados pela derrota, EUA e União Europeia querem demonizar ainda mais a Rússia.

17.12.2016 - Finian Cunningham, Strategic Culture


Traduzido por btpsilveira




Nesta semana, enquanto as forças da Rússia ajudam a liberação da cidade síria de Alepo de quatro anos de domínio terrorista, Washington e Europa intensificam as ameaças de guerra cibernética e agressão econômica combinadas com sanções. Não se trata de coincidência. É a amargurada resposta dos cúmplices derrotados.

Pura perversidade, não é? Em vez de se juntar às celebrações do povo sírio pela liberação de Alepo das mãos do terroristas; em vez de enviar ajuda humanitária massiva destinada às dezenas de milhares de civis libertados depois de quatro anos de sofrimento causado pelos terroristas; em vez de se congratular com a Rússia por seu papel decisivo na restauração da paz para a segunda maior cidade da Síria, os Estados Unidos e a Europa na realidade estão mais uma vez distorcendo a realidade das coisas e querendo demonizar ainda mais a Rússia.

O comportamento doentio de Washington e seus sátrapas europeus são apenas um caso simples de desdenhar uvas verdes. Só isso. Uvas muito verdes…

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Litvinenko vale mais morto, que vivo

21/1/2016, Finian Cunningham, Sputnik

"Para que fossem verdadeiras as 'descobertas' de vestígios em que se assentam as conclusões do inquérito britânico, os pressupostos assassinos russos teriam de ter usado polônio radiativo como loção pós-barba."
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Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



Quer dizer então que o presidente da Rússia é assassino de sangue frio, além de "novo Hitler" da Europa, derrubador de aviões civis, patrocinador de uso de drogas nos esportes e amigo de ditadores carniceiros no Oriente Médio.


Será que a lista de acusações de demonização contra o presidente russo fica por aí? Será que aumenta? E bem quando você começa a achar que pior não há, o bom velho mestre britânico de truques sujos, joga a cartada do "assassino envenenador diabólico".



Putin é acusado de ter ordenado o assassinato de Alexander Litvinenko, ex-membro do serviço de segurança da Rússia, FSB.

[Como não poderia deixar de acontecer, O Globo jornal-empresa-de-repetição para o Brasil de matérias de agências norte-americanas, 'noticiou' a desnotícia, imediatamente, e no pior português possível: "Juiz britânico diz que é provável que Putin aprovou [sic] morte de ex-espião". Fica-se sem saber que notícia haveria em juiz britânico ter dito que alguma coisa seriaprovável, mas prova, que prove, não aparece... De juízes que falam mais que a boca e os autos, o Brasil também está cheio! Mais uma, da 'mídia livre' 'ocidental' no Brasil-2015 (NTs)].

O chamado inquérito público britânico publicado essa semana diz apenas que "é provável" que Putin tenha ordenado o assassinato de Litvinenko em Londres, há cerca de dez anos. Notícia, propriamente dita, absolutamente não existe, nem interessa. Interessa o boato implantado como 'notícia' na opinião pública: Putin é assassino. 

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Washington que dê o fora

11.10.2015 Finian CUNNINGHAM | Strategic Culture Foundation

Tradução de mberublue, publicada originalmente no Blog Btpsilveira



Depois de passar um ano bombardeando o deserto da Síria com resultados pífios, pelo menos em termos de causar qualquer tipo de danos a grupos terroristas – como exemplarmente colocou o legislador russo Alexei Puskov – de repente a assim chamada coalizão contra o terror liderada pelos Estados Unidos descobriu ser detentora neste momento de um grau de acuidade que beira o Estado da Arte em precisão logística.

Os Estados Unidos e seus aliados (leia-se “vassalos” ou, se preferirem, “servos” – NT) se queixam de que os bombardeios russos, que começaram no dia 30 de setembro, teriam falhado em ferir os jihadistas do Estado Islâmico (ou ISIS ou ISIL ou EI), que também atendem pelo nome de Daesh. A Rússia, de acordo com Washington e a mídia ocidental, na realidade atingiu “rebeldes moderados” e civis, e ainda por cima, neste processo reforçam o “regime” do presidente sírio Bashar al Assad.

Quanto a apoiar o governo soberano da Síria, nada há de errado, pelo menos nos termos das leis internacionais, como o presidente russo Vladimir Putin recentemente deixou muito claro. Então, em primeiro lugar, esta objeção ocidental deve ser simplesmente desprezada.

Já em relação às fatalidades que teriam atingido civis sírios, a CNN, a BBC, a France 24 e assim por diante, até o momento ainda não apresentaram relatos de funerais ou cenas hospitalares que dessem suporte a essas alegações melodramáticas. Note-se que os bombardeios russos já começaram há mais de uma semana. Onde as reportagens sobre as “atrocidades” cometidas pelos russos?

domingo, 27 de setembro de 2015

Indulgência papal para o terrorismo de Washington





Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


O papa Francisco dos Católicos Romanos foi saudado por sua coragem diante do Congresso dos EUA, por ter tocado em várias questões caras às 'esquerdinhas' light. O pontífice merece, afinal, algum crédito, sim, por ter falado de justiça social, redução da pobreza e da falta de moradias, alertado contra impactos ambientais deletérios e pregado políticas mais humanas de imigração. Mas há uma omissão gritante no discurso do papa ao Congresso: nenhuma palavra do papa aos políticos norte-americanos e, tampouco, nenhuma palavra na audiência privada que tivera, antes, com o presidente Obama. 


Alguém ouviu do papa Francisco qualquer condenação explícita e clara às guerras sem fim promovidas por Washington em todo mundo e ao patrocínio que os EUA dão ao terrorismo global?


O Bispo de Roma não disse uma palavra, que fosse contra o serviço de fazer guerras e gerar conflitos em todo o mundo, ao qual os EUA dedicam-se. Silenciar aí é consentir, talvez seja até tornar-se cúmplice. E quando um dos mais destacados líderes religiosos do mundo cala-se e se omite, é como se tivesse absolvido os doentios pervertidos fazedores de guerras.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Rússia vai desmontando as mentiras ocidentais sobre a Síria




Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu

© REUTERS/ Bassam Khabieh

Não há como discordar: nas semanas recentes, a cada um dos movimentos de Moscou relacionados à crise na Síria, um depois do outro, quase se pode ouvir um "Xeque! Feito!" – o que deixa Washington e sua coorte de vassalos completamente desorientados, sem saber como reagir aos movimentos russos.


No centro da desorientação do 'ocidente', o que aparece aí, à frente de todos, são as espantosas, quase inacreditáveis mentiras e falsidades que se repetem sobre a Síria.

Essa semana, a porta-voz do ministério de Relações Exteriores da Rússia Maria Zahkarova desmontou a base de toda a argumentação do ocidente relacionada à Síria, com uma única proposta que, mais clara, impossível.

Zahkarova disse que, se Washington pretende continuar a insistir em que o presidente Bashar al-Assad da Síria deixe o governo, nesse caso, os EUA que providenciem para retirar sua assinatura do Comunicado Genebra 2012. E o mesmo ultimatum vale para Grã-Bretanha e França. Bingo! Xeque!

O Comunicado Genebra 2012, assinado há três anos por governos e também pela ONU, União Europeia e Liga Árabe, claramente dispõe que "o futuro político da Síria será determinado pelo próprio povo sírio".

Esse é documento oficial, que cria obrigações para todos os signatários, resultado de demoradas negociações entre Rússia, China e as potências ocidentais, e foi assinado em Genebra no verão de 2012 sob os auspícios do então secretário da ONU Annan. Na ocasião, Hillary Clinton ocupava a Secretaria de Estado dos EUA.



"Em lugar algum daquele documento fala-se ou menciona-se qualquer cláusula que determine que Assad da Síria teria de renunciar."


Aquele documento endossa um processo político de diálogo entre partidos políticos sírios, cujo resultado final terá, necessariamente, de ser decidido pelo povo sírio. E efetivamente, dois anos depois de o Comunicado ser assinado, o povo sírio votou; e, por larga maioria, reelegeu o presidente Assad para governar a Síria.


Pois atropelando a assinatura de sua própria secretaria de Estado... há quem ainda insista que "Assad tem de sair".