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quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Netanyahu engana israelenses na “Operação Escudo do Norte” de túneis transfronteiras: Em preparação uma guerra contra o Líbano? Por Elijah J. Magnier

1/2/2019, Elijah J. Magnier Blog



Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga


Oficiais israelenses sob bandeiras do Hezbollah, a poucos metros das fronteiras libanesas

Há muita conversa no Levante, na Síria e no Líbano, sobre Israel – mais precisamente o primeiro-ministro Benyamin Netanyahu – estar considerando seriamente uma batalha em grande escala, transfronteiras, que poderia escalar ao nível de guerra, para assegurar a sua reeleição. Não obstante ter anunciado um “tremendo sucesso na “Operação Escudo do Norte, OEN [ing. “Operation Northern Shield”, ONS] lançada em dezembro passado, Netanyahu está mandando o exército israelense procurar mais túneis, longe dos faróis da mídia. 

O anúncio prematuro pelo primeiro-ministro do sucesso da OEN mostra que Netanyahu tornou-se refém do próprio otimismo, que ele muito apreciaria poder investir na próxima eleição, talvez reeleição. Netanyahu conseguiu criar pânico grave entre a população israelense que vive nas fronteiras com o Líbano e também em territórios mais interiores, ao confirmar que o Hezbollah possui mísseis de precisão capazes de alcançar qualquer alvo que escolham.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Campanha de bombas de Netanyahu pode levar à guerra: Síria e Hezbollah estão com o dedo no gatilho, por Elijah J. Magnier




Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga



Israel atacou a Síria muitas vezes ao longo dos últimos sete anos de guerra imposta à Síria. Transgrediu limites, invadiu linhas vermelhas e quebrou tabus, sempre para provocar o “Eixo da Resistência” dentro da Síria, mas jamais se atreveu a enfurecer o Hezbollah no Líbano. Seja como for, os recentes ataques de Israel ultrapassam, aos olhos da Síria e aliados, todos os limites toleráveis. Assim, o presidente Assad preparou-se para uma batalha contra Israel entre as guerras, sabendo que essa batalha poderia durar semanas. Mas o presidente da Síria não estará sozinho: Assad e o secretário-geral do Hezbollah Said Hassan Nasrallah estarão à frente de qualquer futura batalha contra qualquer agressão dos israelenses, se e quando a decisão de combater for tomada.

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

‘Ameaça estratégica’ contra Israel - Progressistas já não temem defender os palestinos

22/1/2019, Moon of Alabama

Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga



Há duas semanas, o lobby sionista puniu a ativista de direitos civis Angela Davis, por apoiar o movimento contra Israel Boicotar-Desinvestir-Sancionar (BDS). Por pressão do lobby, o Instituto Birmingham de Direitos Civis no Alabama cancelou a cerimônia anual de gala, na qual Davis receberia um prestigioso prêmio por serviços a favor dos direitos civis. O cancelamento gerou forte contrarreação. A prefeitura de Birmingham aprovou por unanimidade uma resolução de reconhecimento ao trabalho de toda a vida de Angela Davis. O presidente, o vice-presidente e o secretário do Instituto foram obrigados a deixar os cargos.

Depois do escândalo, abriram-se as portas do inferno. No domingo, o New York Times publicou coluna em que criticava a política de Apartheid da entidade sionista no Oriente Médio.

sábado, 15 de dezembro de 2018

Mudança na posição da Rússia: Novas Regras para Envolvimento em Combates* (Síria e Israel), por Elijah J.Magnier



Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga



A Síria passará a adotar novas regras para engajamento em combates com Israel, agora que a Rússia assume posição mais clara e mais dura no conflito entre Israel e o “Eixo da Resistência”. De agora em diante, Damasco responderá a qualquer ataque de Israel. Se algum específico alvo militar for danificado, Damasco responderá com ataque contra alvo de tipo semelhante em Israel. Autoridades em Damasco disseram que “a Síria atacará sem hesitar aeroporto israelense, se Israel atacar aeroporto de Damasco. A resposta está consentida pelos militares russos estacionados no Levante”.

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

O desastre do projeto Netanyahu para o Oriente Médio, por Alastair Crooke

5/11/2018, Alastair Crooke, Strategic Culture Foundation / Zerohedge / Conflicts Forum


Entreouvido na Vila Mandinga:

Muito do que aqui se lê ajuda a compreender o neossurto de interesse obsessivo de Israel & EUA pela América Latina. 

Desde Bush havia quem ensinasse no Brasil que 
“melhor que elejam Bush. Com Bush eles se afundam no Oriente Médio e deixam em paz a América Latina”. BINGO! 

Foi o tempo que governos democráticos aproveitaram muito bem na América Latina – embora pouco tenham feito para preparar o povo para a desgraça que fatalmente cairia sobre nós, e caiu. Agora, infelizmente, a ‘folga’ acabou. 

Não acabou por algum tipo de ‘mérito’ dos EUA e de Israel, mas EXCLUSIVAMENTE porque a Resistência Árabe (libanesa, síria, iraniana, palestina) fez a balança pender muito decisivamente contra EUA e Israel. Então o mal absoluto – que destruiu o Oriente Médio, mas, que, sim, pode já ter começado a ser derrotado lá mesmo –, chegou, afinal, ao Brasil. As camisetas dos dois facínoras traidores do Brasil não são acaso.

(Homenagem in memoriam do Embaixador Arnaldo Carrilho, amigo da Vila Mandinga, e primeiro representante diplomático do Brasil na Palestina, em Ramallah, nomeado pelo Chanceler Celso Amorim, orgulho do Brasil
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Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga



Nahum Barnea, conhecido colunista israelense, em coluna para o jornal Yedioth Ahronoth em maio (em hebraico), expôs com perfeita clareza o ‘negócio’ que há por trás da política de Trump para o Oriente Médio.

“Logo depois de os EUA saírem (saíram dia 8/5/2018) do Acordo Nuclear com o Irã [oficialmente Plano Conjunto de Ação, ing. Joint Comprehensive Plan of Action, JCPOA] e porque saíram, Trump” – escreveu Barnea – “ameaçará fazer chover ‘fogo e fúria’ sobre Teerã (...), na expectativa de que Putin impeça o Irã de atacar Israel a partir do território sírio, o que deixará Netanyahu livre para fixar ‘novas regras do jogo’, pelas quais Israel possa atacar e destruir forças iranianas em qualquer ponto na Síria (não só na área de fronteira, como antes acertado), quando bem entenda, sem temer retaliação”.

Foi o nível 1 da estratégica de Netanyahu: conter o Irã, plus os russos concordarem com operações aéreas israelenses coordenadas sobre a Síria.

“Só há uma coisa que não está clara [nesse negócio]”–, disse um alto oficial da Defesa israelense dos mais próximos de Netanyahu [Al Monitor, 9/5/2018, Ben Caspit], – e é “quem trabalha para quem? É Netanyahu a serviço de Trump ou é o presidente Trump a serviço de Netanyahu. (...) Vista a coisa pelo lado de fora (...) parece que os dois estão em perfeita sincronia. Vista pelo lado de dentro, parece ainda mais. É o tipo de cooperação (...) que às vezes faz crer que os dois trabalham num só grande gabinete”.

Desde o início também houve um nível 2:

Essa ‘pirâmide invertida’ da engenharia no Oriente Médio sempre teve, como único ponto de partida, o conhecido MbS (Mohammed bin Salman).

Foi serviço de Jared Kushner, noticia o Washington Post. O genro do presidente Trump “apresentou e inflou Mohammed como reformador posicionado para fazer a ultraconservadora monarquia do petróleo entrar na modernidade. Kushner insistiu e insistiu privadamente, por meses, ano passado, que MbS seria chave para construiu um plano de paz para o Oriente Médio, e que, com as bênçãos do príncipe, grande parte do mundo árabe acompanharia”. 

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

A curta guerra de Gaza-2018 expôs a fraqueza de Israel

13/11/2018, Moon of Alabama (Atualizado hoje, no final do postado)

Entreouvido na Vila Mandinga
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QUE FALTA DE SORTE! Bem quando os Bolsonaros inventam de lamber botas sionistas... o mundo é informado de que "Movimento Boicotar, Desinvestir e Sancionar  contra o autodeclarado estado de apartheid  conseguiu minar a imagem de Israel. lobby sionista está expostoO déficit no orçamento de Israel é alto demaisO ataque fracassado, a rápida retirada de Gaza e o conflito logo esgotado só confirmaram que Israel está debilitado." [do artigo abaixo]

Sim, sim, sim, claro! DEVEMOS AJUDAR Israel! Paulo Guedes deve mudar-se imediatamente para Telavive, Jerusalém, onde preferir, e lá ficar SANEANDO as contas públicas dos sionistas ATÉÉÉÉÉÉ O OSSO! Não seria maravilhoso para o OCIDENTE?!
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Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga



Semana passada foi decidido um cessar-fogo entre forças palestinas em Gaza e Israel:

O objetivo da mudança, em plano mediado pelo Egito e com dinheiro do Qatar, é dar o alívio de que Gaza muito precisa, restaurar a calma no lado israelense da fronteira e evitar nova guerra.


No domingo à noite forças especiais de Israel disfarçadas romperam o cessar-fogo e invadiram Gaza. Essas incursões acontecem muito frequentemente, mas em geral passam sem ser noticiadas. Os invasores usavam trajes civis e alguns usavam roupas de mulher. Chegaram em carros à casa de um comandante local das [Brigadas] Qassam, mas os guardas desconfiaram e os detiveram. Houve tiroteio e sete palestinos e um oficial israelense foram mortos. Ainda não se sabe qual a intenção do raid israelense. Um carro, que os israelenses em fuga deixaram para trás levava o que parecia ser equipamento de vigilância. As forças especiais de Israel fugiram de volta ao território de Israel.

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Presidente Assad: "Israel esgotou nossa paciência. O Irã permanecerá na Síria pelo tempo necessário." E Putin? Conseguirá salvar Israel das "ideias aberrantes" de Netanyahu? Por Elijah J. Magnier



Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




O presidente Bashar al-Assad da Síria comunicou à liderança russa que "Israel esgotou nossa paciência" (...) "Os jatos de Israel passam a ser alvos legítimos para nossos sistemas de defesa, se Telavive não cessar as provocações e se não parar de alvejar nossas posições e jatos militares". Segundo funcionários, "Assad não tem intenção de pedir que o Irã e aliados deixem o Levante enquanto houver algum território sírio ocupado." Assad incluiu as Colinas do Golan, ao se referir a 'território sírio ocupado', e também o norte da Síria onde há forças turcas e dos EUA as quais, diferentes do Irã, lá estão sem o consentimento do governo sírio.

segunda-feira, 23 de julho de 2018

O árabe foi idioma oficial do Estado de Israel por 70 anos, dois meses e cinco dias. Dia 19/7/2018, deixou de ser.


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Polícia Israelense de Fronteira guarda a entrada da Porta de Damasco na Cidade Antiga de Jerusalém, 21/9/2016 (Yonatan Sindel/Flash90)

Não há razão prática para a mudança e, de fato, a “Lei do Estado Nacional Judeu,” que aboliu o árabe como idioma oficial, garante basicamente que o árabe conservará todas as vantagens de idioma oficial, apesar de o título ter-lhe sido usurpado.

Assim sendo, por que alterar o status quo do idioma árabe nos últimos mais de 70 anos? Porque, como muitas vezes acontece, o que a lei diz e o fato de ela dizer são mais importantes do que o que a lei faz.

Pode-se considerar a Lei do Estado Nacional Judeu a partir de dois pontos de vista. Há a mensagem que a lei envia aos judeus: uma afirmação positiva de Israel como o estado-nação judeu; como pátria dos judeus; como estado dos judeus; uma mensagem nacionalista de autoafirmação que diz 'esse país é de vocês, judeus, e só de vocês'.

sexta-feira, 20 de julho de 2018

MoA: Israel declarou-se estado de apartheid

19/7/2018, Moon of Alabama


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Hoje, Israel declarou-se estado de apartheid:

"O Knesset [parlamento israelense] aprovou nessa 5ª-feira uma lei muito controversa que define Israel oficialmente como pátria nacional do povo judeu e afirma que "a realização do direito de autodeterminação em Israel é exclusivo para o povo judeu", com 62 deputados votando a favor da nova lei, e 55 contra.
...
A lei do estado-nação também inclui cláusulas pelas quais uma "Jerusalém unida" é a capital de Israel; e o hebraico é idioma oficial do país. Outra cláusula diz que "o estado vê o desenvolvimento de assentamentos [são colônias (NTs)] como valor nacional e agirá para encorajar e promover o estabelecimento e a consolidação [de mais colônias]."




"A lei, que tem status de lei básica (aproximadamente o mesmo de uma lei constitucional em países que têm Constituição escrita), foi aprovada na madrugada da 5ª-feira por 62 votos a favor e 55 contra, depois de horas de discussão e debates ferozes. Entrará em vigor logo que seja publicada no Diário Oficial do Knesset.
...
Numa cláusula que enfureceu os deputados árabes, a lei declara explicitamente que "o direito de exercer autodeterminação nacional no Estado de Israel é exclusivo do povo judeu."


A lei determina a segregação:


[parte da lei visa a promover o] "estabelecimento e a consolidação de assentamentos de judeus".


Israel jamais definiu as próprias fronteiras. Apossou-se ilegalmente de toda a terra pública na Cisjordânia ocupada. Essa terra passa agora a ser garantida com exclusividade a colonos judeus:


"Ao longo das cinco décadas de controle sobre a Cisjordânia, Israel demarcou como terra pública centenas de milhares de acres, e alocou quase metade disso para uso público.

Mas apenas 400 desses acres – 0,24% do total da terra alocada até agora – foi destinada a ser usada por palestinos, segundo dados obtidos por um grupo que se opõe às colônias em terra palestina, e que recebeu informações solicitadas nos termos da lei da liberdade de informação. Cerca de 80% da população da Cisjordânia são palestinos.
O grupo Peace Now disse que os demais 99,76% da terra foi entregue para uso de colonos israelenses."

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Batalha no sul da Síria aproxima-se do fim: Israel cedeu à vontade da Rússia, por Elijah J. Magnier

4/7/2018, Elijah J Magnier, Blog


"Impossível será o presidente Trump defender a posição de Israel como força de proteção ao ISIS (...) e atacar o Exército Árabe Sírio por desejar recuperar o próprio território e eliminar totalmente a presença do ISIS no sul da Síria."


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Depois de apenas duas semanas desde o início da operação militar, jihadistas e militantes na maior parte da área rural a leste de Daraa no sul da Síria já se renderam ou foram derrotados, as mais de 70 vilas que os terroristas ocupavam foram liberadas pelo Exército Árabe Sírio. Nesse tempo, Israel reduziu as demandas ou condições que anunciou nas duas últimas semanas: desde ameaças contra a aproximação do Exército Árabe Sírio na direção sul, até ameaças no caso de Damasco avançar suas forças além da linha de demarcação e do acordo de desengajamento de 1974 entre Síria e Israel. É sinal claro de que todos os atores (EUA, Israel, Jordânia, Arábia Saudita) abandonaram os jihadistas e militantes que treinaram e patrocinavam; jihadistas e militantes mercenários foram deixados à própria sorte.

terça-feira, 3 de julho de 2018

Batalha complexa no sul da Síria: Interferência de Israel põe forças dos EUA sob grave risco, por Elijah J. Magnier

27/6/2018, Elijah J Magnier, Blog


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu





Daraa (Síria) – A batalha pelo sul da Síria é uma das mais complexas nas quais combatem o Exército Árabe Sírio e aliados, nos sete anos de guerra que o ocidente impôs ao Levante. O início da batalha e a decisão de Damasco de iniciá-la, sem dar atenção à oposição de Israel, já foram discutidos em artigos anteriores. É batalha que ninguém espera que termine rapidamente, e por isso as partes que decidem optaram por dividi-la em dois passos, e adiar a complicada segunda parte na fronteira com Israel, na dependência de "conversações tempestuosas" entre as duas superpotências, segundo fontes bem-informadas em Daraa.

O primeiro passo da batalha pelo sul foi negociada entre Rússia e EUA, e não gerou qualquer oposição de Washington. Tem a ver com a província de Suweida e as áreas leste e nordeste rurais de Daraa, com o objetivo de reabrir as fronteiras com a Jordânia.

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Afiliados da al-Qaeda entre os terroristas 'do bem' dos EUA?

Forçada a escolher, Israel prefere os terroristas, ao Irã


25/7/2018, Sharmine Narwani, The American Conservative


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu





DARAA, Síria – À primeira vista, tudo parece calmo nessa cidade do sul da Síria, onde aconteceram os primeiros protestos há sete anos. Moradores circulam pelas lojas, nos preparativos para o jantar de Iftar, quando interrompem o jejum diário durante o mês santo de Ramadan.

Mas mesmo assim a tensão é palpável nessa cidade hoje sob controle do governo. Há poucas semanas, as conversações de paz organizadas pela Rússia no sul da Síria foram rompidas, quando militantes sustentados pelo ocidente rejeitaram qualquer paz negociada.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Depois de fracassar no Iraque, na Síria, no Líbano e no Iêmen, Arábia Saudita tenta uma “vitória” na Palestina, por Elijah J. Magnier

24/6/2018, Elijah J Magnier, Blog


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




A Arábia Saudita está à procura de uma “vitória” depois de repetidas derrotas de sua política exterior no Oriente Médio. Na Síria, a rica petromonarquia, apesar de ter consumido dezenas de bilhões de dólares na empreitada, não conseguiu a tão desejada 'mudança de regime'. Tirou jihadistas da cadeia e facilitou-lhes a viagem para o Levante para que convertessem a Síria num “estado falhado” que jamais conseguisse opor-se à expansão do Wahhabismo e de Israel. No Iêmen, mais de 40 mil pessoas foram mortas no bombardeio e nos ataques indiscriminados de sauditas-Emirados contra o mais pobre dos países muçulmanos no Oriente Médio. Resultado disso, 22 milhões de pessoas, segundo o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas, carecem hoje de urgente socorro humanitário. No Iraque – talvez o maior desapontamento que os sauditas sofreram –, o governo central em Bagdá conseguiu evitar que a Mesopotâmia fosse dividida. E no Líbano, aliados sauditas não conseguiram assegurar maioria nas eleições para o Parlamento, na qual os aliados do Irã saíram vitoriosos. 


Só restou aos sauditas um último “dossiê” que ainda podem tentar promover: é a vez da Palestina.

sexta-feira, 8 de junho de 2018

MoA: Pressão de EUA-sauditas sobre Jordânia abre caminho para o Irã

7/6/2018, Moon of Alabama



Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu






O Reino Hachemita (ou Haxemita, ar. هاشميHāšimī) da Jordânia tem-se mantido tradicionalmente no campo 'ocidental'. É politicamente ligado ao Reino Unido e aos EUA, tanto quanto à Arábia Saudita e a outros estados do Golfo de maioria sunita. O rei da Jordânia Abdullah II foi, no passado, hostil ao Irã. Foi o primeiro a falar publicamente do medo de um 'crescente xiita'. Mas os novos planos sauditas e dos EUA para 'paz' com Israel são ameaça à Jordânia e à legitimidade pessoal do rei Abdullah. Precisa mudar de posição. Desde que receba incentivos adequados, a Jordânia pode, eventualmente, unir-se ao lado da 'resistência', com Irã, Síria e o Hizbullah.

sábado, 19 de maio de 2018

Carta do Irã: "Sr. Trump, considere-se acusado e notificado", por Pepe Escobar

19/5/2018, Pepe Escobar, Asia Times


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Altos funcionários, inclusive ex-agentes da CIA, oficiais do Pentágono, oficiais do Exército dos EUA e ex-diplomatas exigem explicações para as ações dos israelenses.

Em carta dirigida ao presidente Donald Trump, com cópias para a Corte Criminal Internacional (CCI) e o Conselho de Segurança da ONU, quatro altos ex-funcionários do mais alto escalão do governo dos EUA, dentre outros, notificaram o presidente de que consideram descumprido o dever legal do presidente de informar o Congresso dos EUA, a CCI e o Conselho de Segurança da ONU, dentre outros, sobre ações de Israel ocorridas no momento em que "era comemorado o aniversário da expulsão, de dentro das próprias casas, de 750 mil palestinos."

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Russia está no Oriente Médio para por fim àquela Guerra, não para se Intrometer no Conflito Irã-Israel, por Elijah J. Magnier

16/5/2018, Elijah J. Magnier Blog, Damasco


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Equívocos frequentes cercam o papel da Rússia no Oriente Médio e, particularmente, seu papel na Síria. Muitos sírios esperam que a Rússia ataque Israel, ou que entregue ao governo sírio, e suas armas avançadas, tecnologia e armas modernas, para que sejam usadas contra as repetidas violações, por Israel, do espaço aéreo e da soberania da Síria.

Na verdade, os sírios gostariam de ver a Rússia bombardear Israel ou assumir o lado do Irã (e aliados) no conflito contra Israel, e entregar à Síria os avançados mísseis antiaéreos S-300 mísseis e até os S-400s. Até hoje, todos que manifestam sentimentos anti-Israel acham difícil entender o papel da Rússia (no Oriente Médio em geral e na Síria em particular).

Isso vale para a natureza de seu relacionamento com Israel também e até mesmo com os EUA. Vemos acusações de "traição" lançadas contra a Rússia e o presidente Vladimir Putin.


É hora de lançar alguma luz sobre o papel da Rússia no Oriente Médio e considerar de perto a história recente do envolvimento dos russos no Levante.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Golan: Novo campo de batalha no Oriente Médio, por Sharmine Narwani

16/5/2017, Sharmine Narwani,* The American Conservative


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu





A troca de mísseis, semana passada, nos limites da fronteira entre Síria e Israel é qualquer coisa, menos 'normal' e traz com ela o maior risco de guerra em todo o Oriente Médio, em sete anos.

Essa troca de fogo estabeleceu novas Regras de Engajamento no Levante, e, da noite para o dia, fez das Colinas de Golan ocupadas por Israel um "teatro de operações" no conflito na Síria.

A versão nos veículos da mídia-empresa dominante começou com Israel que estaria 'retaliando' contra mísseis iranianos, e o exército de Israel estaria destruindo capacidades militares do Irã dentro da Síria. Mas é informação questionável. A fonte quase exclusiva dessa informação é a mídia de Israel, que não deixa passar nenhuma chance de bater no tambor de guerra, da 'ameaça iraniana'.

terça-feira, 8 de maio de 2018

Said Hassan Nasrallah, secretário-geral do Hezbollah: "Israel entrou em confronto direto com o Irã"


3/4/2018, Beirute [Preparação para eleições legislativas no Líbano, dia 6/5/2018]
Vídeo [leg. ing., 7"], excerto, trans. e trad. ao inglês por SayedHasan e em Unz Review



Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu





Transcrição [ao ing., aqui retraduzida]


[...] Hoje toda a região atravessa situação preocupante. Preocupação é uma coisa, medo é outra. Falei de situação preocupante. Por quê? Porque muitos líderes, governos, analistas, personalidades e o povo em geral, mesmo o pessoal em casa, gente comum que talvez nem dê muita importância à política, acompanha hoje os acontecimentos (com preocupação), pensando no rumo que as coisas tomarão, no que acontecerá, por causa de alguns eventos que aconteceram na Síria.

Semana passada aconteceram duas coisas, depois das quais e desde então a situação permanece tensa.

sábado, 31 de março de 2018

EUA aceitarão a derrota ou desafiarão o Urso Russo e o Dragão Chinês? Parte 1: RELATÓRIO DE SITUAÇÃO, Síria

28/3/2018, Elijah Magnier Blog, Damasco, Síria


Parte 2: Rússia & o Oriente Médio (ing. e Blog do Alok)
Parte 3: China & a Visão Global (
ing. e Blog do Alok)


Traduzido Pelo Coletivo Vila Vudu






Depois da libertação de Ghouta leste, com os jihadistas já saídos também de Idlib, ao norte, que estava sob controle da al-Qaeda e dos turcos, a cidade de Duma está agora em negociações com o lado russo, para encontrar uma saída para os militantes do "Exército do Islã" (Jaish al-Islam). Esses militantes combateram contra muitos jihadistas e rebeldes e portanto acabaram sem amigos na arena síria. Mesmo assim essa negociação já não passa hoje de detalhe tático, porque a capital, Damasco, está segura e não mais exposta ao bombardeio diário, como foi o caso antes da libertação de Ghouta.

E agora? Acontece o quê?