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terça-feira, 25 de setembro de 2018

Nova Cortina de Ferro: “A ameaça russa”, por Manlio Dinucci

17/9/2018, Manlio Dinucci (it.) Il Manifesto (ing. Global Research, Canadá)

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




A Letônia [ing. Latvia. Ver Países Bálticos (NTs)] está atualmente construindo uma cerca de arame e aço, de 90 km de comprimento e 2,5 m de altura, ao longo da fronteira com a Rússia. Estará concluída antes do fim do ano, e em 2019 será prolongada por mais de 190 km da fronteira, com custo previsto de 17 milhões de euros.


Cerca semelhante está sendo construída pela Lituânia ao longo de sua fronteira com o território russo de Kaliningrado.

sábado, 14 de julho de 2018

OTAN expansível e sempre mais cara alastra-se sobre a Europa

11/7/2018, Manlio Dinucci, Il Manifesto


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu






Dias 11 e 12 de julho aconteceu em Bruxelas a Cúpula da OTAN que reúne chefes de estado e de governo dos 29 países-membros de primeira linha, aos quais o presidente Donald Trump dos EUA acaba de pedir, há alguns dias, que os aliados tratem de aumentar a defesa atlântica, se não ele "perde a paciência". A reunião confirma no mais alto nível o aumento da potência da estrutura de comando, principalmente na função anti-Rússia. Serão constituídos um novo comando conjunto para o Atlântico, em Norfolk, EUA, contra "os submarinos russos que ameaçam as linhas de comunicação marítima entre EUA e Europa"; e um novo comando logístico, em Ulm, Alemanha, como "dissuasão" anti-Rússia, com a missão de "deslocar as tropas mais rapidamente pela Europa, para todo e qualquer conflito".

segunda-feira, 4 de junho de 2018

"Soberanos" frente a Bruxelas, não a Washington

29/5/2018, Manlio Dinucci, "Arte da guerra", de Il Manifesto, It., in Voltairenet


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu

Entreouvido na Vila Vudu:

Sinceridade? Bolsa de Valores, 'dólar', 'democracia', 'kurrupção & ética', 'eleições', o diz-que-judiciário-BR não têm importância alguma. Ninguém por aí está a serviço de algum 'mercado', de alguma 'justiça' ou de alguma 'democracia'. Toda a 'mídia', todos os bancos e seus chamados 'especialistas' em 'mercado, 'especialistas' em pesquisas eleitorais,
e 'especialistas' em 'judiciário' de modo geral estão trabalhando A FAVOR DE GUERRA QUE SALVE DA BANCARROTA OS EUA.
E isso, em todo o chamado 'mundo livre'.
Lula e Dirceu estão presos e Dilma foi derrubada por golpe de estado, POR ISSO. 
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Steve Bannon – ex-estrategista de Donald Trump, teórico do nacional-populismo – falou do entusiasmado apoio que dá à aliança [na Itália] Movimento 5 stelle [5 estrelas] para um "governo da mudança". Numa entrevista, (Sky TG24, 26 de maio) disse que "A questão fundamental na Itália em março foi a questão da soberania. O resultado das eleições mostrou que os italianos desejam retomar a própria soberania, o controle sobre o próprio país. Basta dessas regras que vêm de Bruxelas". Mas Bannon não disse "Basta dessas regras que vêm Washington".

sábado, 5 de agosto de 2017

A conexão Macron-Líbia

1/8/2017, Manlio Dinucci, Il Manifesto (de Tlaxcala)











Emmanuel Macron se reúne perto de Paris com Fayez Al-Sarraj e o marechal Khalifa Hafter


"O que se passa hoje na Líbia é de algum modo o cerne de um processo de desestabilização que tem várias caras" – declarou o presidente Macron, ao comemorar no Eliseu o acordo que "traça o mapa do caminho para a paz e a reconciliação nacional".

Macron atribui a situação caótica do país exclusivamente aos movimentos terroristas, que "visam a lucrar com a desestabilização política e a prosperar com a bonança econômica e financeira que pode haver na Líbia". Por isso – concluiu Macron –, a França ajuda a Líbia a bloquear os terroristas. Não. Macron inverte os fatos.

A França é, exatamente, quem urdiu a desestabilização da Líbia, com EUA, OTAN e as monarquias do Golfo.

domingo, 9 de julho de 2017

Manlio Dinucci: Luzes e sombras do Tratado da ONU sobre as armas nucleares

08.07.2017, Manlio Dinucci, Il Manifesto, Comunidad Saker Latinoamérica



Tradutora: Maria Luísa de Vasconcellos







O Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares, adotada maioritariamente pelas Nações Unidas, em 7 de Julho, constitui um marco na tomada de consciência de que uma guerra nuclear teria consequências catastróficas para toda a Humanidade.
Com base em tal consciência, os 122 estados que votaram comprometem-se a não fabricar ou possuir armas nucleares, a não usá-las ou ameaçar usá-las, a não transferi-las, nem recebê-las, direta ou indiretamente. Este é o ponto fundamental do Tratado, que visa criar “um instrumento juridicamente vinculativo para a proibição de armas nucleares, levando à sua eliminação total.”

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Armas dos EUA para a guerra contra Síria e Iêmen partem da Europa

14/4/2017, Manlio Dinucci, Il Manifesto, Itália












O regime dos EUA faz crer que lutaria contra os jihadistas. Mas continua enviando armas, a partir da Europa "democrática", àqueles terroristas. 

Leva o nome de Liberty Passion, ou seja "Paixão pela Liberdade". É um enorme, moderníssimo navio cargueiro norte-americano do tipoRo/Ro [abrev. Roll-on/roll-off, de "embarque e desembarque sobre as próprias rodas"] – concebido para transportar veículos –, de 200 metros de comprimento, 12 conveses e superfície total de mais de 50 mil m2, com capacidade para transportar o peso equivalente a 6.500 automóveis.

Esse navio, propriedade da empresa norte-americana Liberty Global Logistics, fez a sua primeira escala – dia 24/3/2017 – no porto de Livorno, Itália. Assim começou oficialmente uma conexão regular entre Livorno e os portos de Aqaba, na Jordânia, e de Jeddah, na Arábia Saudita, servida mensalmente pelo Liberty Passion e outros dois navios similares, o Liberty Pride ("Orgulho da Liberdade") e o Liberty Promise ("Promessa de Liberdade"). A inauguração dessa linha de transporte foi celebrada como "festa para o porto de Livorno".

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

A herança do Democrata Barack Obama

4/1/2017, Manlio Dinucci, Il Manifesto, Itália (trad. José Reinaldo de Carvalho, Portal Vermelho)









As vésperas da transmissão de poder na Casa Branca, o ano de 2017 se abre com o massacre terrorista na Turquia, duas semanas depois do assassinato do embaixador russo em Ancara, perpetrado um dia antes do encontro em Moscou entre Rússia, Irã e Turquia para um acordo político sobre a Síria. Encontro do qual os Estados Unidos foram excluídos.Nos últimos dias da administração Obama, os EUA estão empenhados em criar a máxima tensão possível com a Rússia, acusada inclusive de ter subvertido, com os seus “malignos” hackers e agentes secretos, o êxito das eleições presidenciais que Hillary Clinton deveria ter vencido. Isto teria assegurado a continuidade da estratégia neocon, da qual Clinton foi a artífice durante a administração Obama.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Míssil contra gasoduto

1/12/2015, Manlio Dinucci, Il Manifesto, Roma (vídeo e mapa)




Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



O míssil AIM-120 AMRAAM disparado de um F-16 que voava sob bandeira turca (míssil e avião fabricados nos EUA) não foi dirigido só contra o avião de combate russo que luta na Síria contra o ISIS, mas contra alvo muito mais importante: o "Ramo Turco" [Turkish Stream], gasoduto que traria gás russo para a Turquia e, a partir dali também para a Grécia e outros países da UE.


O "Ramo Turco" foi a resposta de Moscou à proibição, por Washington, de que prosseguisse a construção do "Ramo Sul", que contornaria a Ucrânia e levaria gás russo para Tarvisio (Udine) e para todos nós, na UE, com grandes benefícios para a Itália também em termos de novos empregos. 

Aquele projeto, lançado pela Gazprom da Rússia e pela italiana Eni, depois expandido para Wintershall da Alemanha e a EDF francesa, já estava em fase avançada de implementação (ENI Saipem tinha contrato de € 2 bilhões, para construir o gasoduto através do Mar Negro), quando, depois de provocar a crise ucraniana, Washington inventou e lançou o que jornal New York Times chamou de "estratégia agressiva de redução do fornecimento do gás russo para a Europa." 

Sob pressão dos EUA, a Bulgária bloqueou, em dezembro de 2014, o trabalho de escavação; assim, enterrou o projeto Ramo Sul.

Ao mesmo tempo, no entanto, apesar de Ancara e Moscou estarem em campos opostos na questão da Síria e doISIS, a Gazprom assinou acordo preliminar com a empresa turca Botas, para construírem um duplo gasoduto Rússia-Turquia, que atravessará o Mar Negro.

Dia 19 de junho, Moscou e Atenas assinaram acordo preliminar sobre a extensão do Ramo Turco (ao preço de US $ 2 bilhões, a serem pagos pela Rússia) até a Grécia – convertida em porta de entrada do novo gasoduto em território da União Europeia.

Dia 22 de julho, Obama telefonou para Erdogan, pedindo que a Turquia se retirasse daquele projeto.

Dia 16 de novembro, Moscou e Ancara anunciaram novas conversações, mas para relançar o mesmo Ramo Turco, com capacidade ainda maior que a do maior gasoduto através da Ucrânia.

Oito dias depois, em 24 de novembro, a derrubada do caça russo levou à suspensão, se não ao cancelamento, de todo o projeto.

Não há dúvidas de que Washington festejou a 'vitória'. A Turquia, que importa da Rússia 55% do gás e 30% do petróleo que consome, sofre pesadamente sob sanções russas, além do risco de perder os importantes negócios do Ramo Turco.

Quem, então, na Turquia, teria interesse em deliberadamente derrubar o caça russo, conhecendo as consequências? A declaração de Erdogan ("Gostaríamos que não tivesse acontecido, mas aconteceu. Espero que não volte a acontecer") sugere fortemente que o cenário é muito mais complexo do que sugerem as versões oficiais. 

Na Turquia estão instalados controles militares importantes, bases de radar e a OTAN sob comando dos EUA: a ordem para derrubar o caça russo foi dada dentro desse quadro de relações.

Qual a atual situação, nesse momento, na "guerra dos gasodutos"? EUA e OTAN controlam o território ucraniano, pelo qual passa o Rússia-UE; mas a Rússia acabou por ficar menos dependente daquele gasoduto (a quantidade de gás que viaja por aqueles dutos caiu, de 90% para 40% do gás russo que chega à Europa), graças a dois corredores alternativos.

O Ramo Norte, ao norte da Ucrânia, transporta o gás russo para a Alemanha. A russa Gazprom quer duplicar seus dutos, mas o projeto enfrenta oposição da UE, representada ali pela Polônia e outros governos europeus (mais próximos de Washington que de Bruxelas). O Ramo Azul [Blue Stream], operado em pé de igualdade pela Gazprom e pela Eni, passa pela Turquia, e por isso mesmo está também ameaçado.

A UE poderia importar gás muito barato do Irã, por um gasoduto já programado através do Iraque e da Síria. Mas (não surpreendentemente) o projeto está bloqueado, por causa da guerra que a estratégia dos EUA-OTAN 'pôs' nesses países.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Arte da Guerra - A estratégia do caos

17/11/2015, Manlio Dinucci, Il Manifesto, Itália





Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu







Bandeira a meio mastro nos países da OTAN pelo "11/9 francês", e o presidente Obama a anunciar para a mídia: "Forneceremos informação acurada sobre quem é o responsável". Nem precisam esperar. Já se sabe. Esse infinitésimo massacre de inocentes foi causado pelas séries de bombas de fragmentação geopolítica, detonadas conforme uma estratégia precisa.


Essa estratégia foi posta em ação desde que os EUA venceram o confronto com a União Soviética e se autodesignaram "o único estado com poder, alcance e influência realmente globais em todas as dimensões – política, econômica e militar", com proposta para "conter todas as potências que pudessem aspirar à dominação regional – Europa Ocidental, Leste da Ásia, União Soviética e Sudeste Asiático – cujos recursos fossem suficientes para gerar poder global."

terça-feira, 13 de outubro de 2015

OTAN convoca às armas




Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




O Conselho do Atlântico Norte reuniu-se ontem em Bruxelas, reunião de urgência, dos ministros da Defesa, "num momento decisivo para nossa segurança". A OTAN está "fortemente preocupada ante a escalada da atividade militar russa na Síria", especialmente o fato de que "a Rússia não está lá para atacar o grupo Estado Islâmico (EI), mas para atacar a oposição síria e civis." 

A OTAN não especifica qual a "oposição síria" que estaria sendo atacada pela Rússia. Dia 16 de setembro o Pentágono teve de admitir que conseguira treinar na Turquia, ao custo de 41 milhões de dólares, não mais de 60 combatentes cuidadosamente selecionados, os quais, contudo, no instante em que foram infiltrados na Síria sob a sigla "Novo Exército Sírio" foram "quase completamente varridos pelas forças da Frente al-Nustra". 

A "oposição síria" que a OTAN tanto cuida de proteger é constituída dessa galáxia de grupos armados, a maioria dos quais são mercenários ex-combatentes de vários exércitos pelo mundo, pagos pela Arábia Saudita e outras monarquias do Golfo, muitos dos quais passaram pelos campos de treinamento da CIA e das Forças Especiais dos EUA na Turquia.