20/2/2-17, Pepe Escobar, Asia Times
A Conferência de Segurança de Munique de 2017, pode-se dizer, entregou o jogo já de saída, num documento 'para disparar as conversações' [ing. a conversation starter] para os três dias do evento, intitulado "Pós-verdade, Pós-Ocidente, Pós-Ordem?" [ing. Post-Truth, Post-West, Post-Order?].
"Pós-verdade" é o novo normal, nessa Era de Qualquer-coisa-é-notícia-e- nada-é [orig. The Age of Spin]. "Pós-ordem" significaria de fato uma ordem neo-Westfaliana remixada, que cercasse o multipolarismo que o establishment unipolar combaterá até a morte. E "pós-Ocidente" nada significa, porque não há crise do Ocidente. O problema real é uma confluência de neoliberalismo e imperialismo "humanitário" fabricada no Ocidente.
Inútil seria esperar que as elites políticas ocidentais abandonassem o estado de negação maníaco-obsessiva atentamente cultivada para tudo que tenha a ver com as incontáveis desgraças perpetradas por todo o mundo em desenvolvimento em nome do neoliberalismo fazendo pose de "democracia liberal".



