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segunda-feira, 8 de maio de 2017

Cabeça Oca - Leandro Fortes disseca FHC

08.05.2017, Leandro Fortes - Facebook









Essa entrevista de Fernando Henrique Cardoso à Folha de S.Paulo, na qual ele chama João Doria e Luciano Huck de "o novo", não revela insanidade nem muito menos senilidade, como muitos acreditam, dada a idade provecta do velho ex-presidente tucano.

O fato é que, produzido à esquerda, durante a ditadura, e moldado à direita, quando sob as ordens do antigo PFL do falecido coronel Antonio Carlos Magalhães, FHC sempre foi uma nulidade política, uma dessas farsas que ganham forma e fama porque, em algum momento da História, foram instrumentalizadas pelas circunstâncias.

Pode-se vasculhar todos os seus discursos, artigos e declarações políticas, de qualquer tempo, e só se irá encontrar platitudes, oratória acaciana e obviedades.

Aliás, essa é a fonte primordial da inveja que ele sempre sentiu de Lula.

Lula é um tribuno popular com avaliações quase sempre certeiras sobre a realidade e a política brasileira.

Já o príncipe dos sociólogos é um chato de galochas que esconde a ausência de ideias por trás de uma fachada professoral que não engana ninguém, há muito tempo.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Leandro Fortes e os Diários de FHC: "Confissões Tardias"

22/10/2015 - Leandro Fortes - publicado em seu Facebook


Rex, Rex, Rex!!!

Esses tais “Diários da Presidência” foram bolados para que Fernando Henrique Cardoso possa, ainda em vida, usar o espaço decrépito da velha mídia para se tentar se projetar como estadista – e não como o triste golpista cercado de reacionários em que se transformou.

Mas, apesar de os quatros livros anunciados se anunciarem, também, como lengalengas intermináveis sobre o cotidiano de FHC, alguma aventura há de se extrair das elucubrações do velho ex-presidente do PSDB.

A primeira delas, referente à confissão de que, em 1996, FHC soube dos esquemas de corrupção da Petrobras, mas nada fez, é extremamente emblemática.

Eu era repórter, à época, do saudoso Jornal do Brasil, cujo alinhamento com o governo era permanente, mas sutil. Diferentemente de O Globo, por exemplo, que só faltava detalhar as partes íntimas das autoridades federais, a fim de excitar os idólatras que lhes frequentavam as páginas. Padrão semelhante se espalhava por todas os demais veículos de comunicação, à exceção honrosa da CartaCapital – que, por isso mesmo, era mantida à distância de verbas oficiais de publicidade, porque é assim a “democracia” tucana.