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segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Como as Novas Rotas da Seda fundem-se na Eurásia Expandida, por Pepe Escobar

13/12/2018, Pepe Escobar (de Moscou), Asia Times

Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga



O conceito de Eurásia Expandida é discutido já há algum tempo nos mais altos níveis da política e da academia russa. Essa semana a política foi apresentada ao Conselho de Ministros e parece pronta para ser aprovada e consagrada como principal linha de orientação para a política externa da Rússia nos próximos anos.

O presidente Putin está incondicionalmente engajado para que a Eurásia Expandida seja bem-sucedida. Já no Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo em 2016, Putin falou de uma “parceria eurasiana emergente”.

Tive o privilégio, ao longo da semana passada, de participar de excelentes discussões em Moscou, com alguns dos mais prestigiados analistas e políticos russos envolvidos no trabalho de fazer avançar a Eurásia Expandida.

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Os mísseis S-400s não resolvem o dilema geoestratégico da Índia, por Pepe Escobar

7/10/2018, Pepe Escobar, Asia Times

Traduzido pelo Coletivo Vila Mandinga



“Com aquele dramalhão demente que rola no Brasil, essa notícia pode ter-se perdido na confusão, mas é MUITO importante.

Em resumo, aí estão os contornos do jogo geoestratégico de apostas altíssimas que os três (B)*RICS/OCX – Rússia, Índia, China – estão jogando na relação com o Excepcionalistão.”
Pepe Escobar, pelo Facebook, 8/10/2018





A cúpula de 2018 Índia-Rússia pode ter resultado em encontro histórico, que terá efeitos por eras. As negociações, vistas da superfície, centraram-se na possibilidade de a Índia confirmar ou não a compra de cinco sistemas S-400s russos, de mísseis de defesa, por $5,43 bilhões.

O negócio foi fechado imediatamente depois que o primeiro-ministro Narendra Modi da Índia, e o presidente Vladimir Putin da Rússia, deram por encerrada a conversa em Nova Delhi. As negociações começaram em 2015. Os S-400s serão entregues em 2020. 

E agora? Acontece o quê? O governo Trump sanciona a Índia nos termos da Lei de Resposta aos Adversários da América mediante Sanções [ing. Countering America’s Adversaries Through Sanctions Act (CAATSA)?

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Finalmente, alguma luz sobre os planos russos na Síria

30/9/2015, The SakerUnz Review


Muitas coisas aconteceram nas últimas poucas horas. Putin falou na ONU, o Parlamento Russo aprovou que a Rússia use força militar na Síria e Sergei Ivanov deu à mídia russa explicação detalhada das razões que fizeram o Kremlin requerer aquela autorização. Agora, afinal, o quadro está muito mais claro.





Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu





O que não acontecerá:



Não haverá "O mais anunciado confronto da história recente" [orig. Most Anticipated Showdown in Recent History: nada de russos em operação em solo, nada de 'zona aérea de exclusão' imposta pelos russos (não, com certeza, contra EUA ou seus aliados!), nada de MiG-31s, nada de Forças Russas Embarcadas, nada de tanques russos nas linhas de frente, nada de submarinos SSBN (que transportam bombas nucleares) e provavelmente nada de significativa presença russa em torno de Damasco. De fato, não haverá, de modo algum, qualquer tipo de operação militar unilateral russa. Todo esse nonsense pode agora, afinal, ser posto de lado.


O que acontecerá:

domingo, 27 de setembro de 2015

Washington perdeu o Oriente Médio





Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



Não é surpresa, de modo algum, exceto pela rapidez do processo. Em pouco mais de uma década, desde a facinorosa decisão do governo Bush de invadir e ocupar o Afeganistão e depois o Iraque em março de 2003, os EUA só fizeram perder influência e aliados em todo o Oriente Médio. Não só os iranianos xiitas, que o presidente Obama crê que sejam gratos a Washington, mas também, pela primeira vez, a Arábia Saudita e os estados do Golfo e o Egito, todos em processo de unir-se a novos aliados ou parceiros colaborativos, que encontram no oriente, não no ocidente.

Dia 11/9/1990, em discurso numa sessão conjunta do Congresso, o então presidente George Herbert Walker Bush falou triunfantemente dos EUA como a única superpotência, para criar o que ele chamou de Nova Ordem Mundial. A União Soviética acabava de se autodissolver em caos. Sob as presidências de Bush e adiante, de Clinton, e até o dia de hoje, a política de Washington consistiu exclusivamente em avançar contra, para desvalorizar, destruir, desconstruir e desmembrar a Federação Russa, praticamente como Washington fez contra a Líbia de Gaddafi depois da guerra de Hillary Clinton, lá, em 2011.


Durante os anos 1990s, o presidente Bill Clinton apoiou a "terapia de choque" econômico financiada pelos EUA, com pesado apoio do seu amigo bilionário e corretor financeiro George Soros e das Fundações Sociedade Aberta [orig.Open Society Foundations] de Soros. Soros trouxe pessoalmente vários Harvard-boys, como Jeffrey Sachs, para a Rússia, logo depois de eles terem devastado a Polônia, a Ucrânia e outros estados ex-comunistas no leste da Europa. O regime corrupto de Yeltsin, que só queria saber de encher a cabeça de vodka e os bolsos de dólares, pouco se incomodava com o que acontecesse aos demais russos.

Mas... Como as coisas mudaram, para Washington, desde aqueles dias de depois de 1990! 

Putin e Xi: Quebrando tuuuuuudo em New York

25/9/2015, Pepe Escobar, Asia Times
 


 
Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


O papa Francisco pode ser o rock star. Mas mais uma vez o verdadeiro coração da ação só tem a ver, tudo, com Rússia e China — as tais principais "ameaças" ao Excepcionalistão, segundo o Pentágono.

Onde se mete o Anjo da História, de Benjamin, quando se precisa dele? Com certeza, está agora com os olhos postos na terra dos livres e lar dos valentes. Francisco pode ter posto a casa abaixo em DC, mas é Xi quem realmente está quebrando tuuuuuudo na Costa Oeste, enquanto Putin prepara-se para ser coroado novo Rei de New York. Quem imaginaria que o Novo Grande Jogo na Eurásia pudesse ser assim tão divertido?

E entra Frank Underwood

Já antes de Putin falar do negócio geopolítico de nova ordem mundial a sério na ONU, Xi Jinping da China falou do negócio do Vale do Silício com, ora... Com toda a elite do Vale do Silício. Vê-se na foto deliciosamente descontruída pelo South China Morning Post.




Chineses navegam para a Síria

25/9/2015, Maxfux (trad. ru.-ing. Kristina Rus), Fort Rus

Lembram-se dos exercícios militares conjuntos de Rússia e China no mar e em terra? Com exercícios de desembarque e combate contra terroristas em áreas litorâneas? Pois aqui está a resposta de por que treinaram juntas.

 

 
Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Rusvesna: "Veículo árabe [Al Masdar News] noticia que um contingente militar da República Popular da China está a caminho de Latakia, esperado a qualquer momento em portos sírios. Um navio chinês de transporte, com carga militar foi avistado na 3ª-feira pela manhã, cruzando o canal de Suez.

Informações sobre especialistas militares chineses a caminho de Tartus foram confirmadas pelo comandante do Exército Sírio. A matéria conclui que Moscou criará na Síria uma coalizão antiterror que será versão alternativa da aliança que os EUA formaram para abastecer e armar os terroristas do ISIS.

A entrada da China na luta pela Síria será importante acréscimo à declaração de hoje, do Ministério de Relações Exteriores do Irã. Em conferência de imprensa com RT, o vice-ministro de Relações Exteriores do Irã Hossein Amir Abdollahian declarou que o Irã se integrará à coalizão organizada pela Rússia, para combater contra o ISIS. Significativamente, Amir não falou de uma "aliança", mas de se criar ampla coalizão militar.


"Consideramos bem-vinda a proposta do presidente russo para o estabelecimento de uma frente comum na luta contra o terrorismo, e estamos prontos para a iniciativa de operações conjuntas e cooperação" – disse o vice-ministro iraniano de Relações Exteriores.


Que Rússia e Irã combaterão juntos contra os terroristas, fontes russas já anunciavam há uma semana. E a chegada da China para contribuir como mais uma força no grupo de apoio é mais do que se poderia ter imaginado. A presença da coalizão internacional altera a favor de Moscou o equilíbrio de poder – deixando livres as mãos russas para ação militar direta no Oriente Médio.

Parece que a Rússia está voltando a se integrar ao Oriente Médio."*****

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Rússia vai desmontando as mentiras ocidentais sobre a Síria




Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu

© REUTERS/ Bassam Khabieh

Não há como discordar: nas semanas recentes, a cada um dos movimentos de Moscou relacionados à crise na Síria, um depois do outro, quase se pode ouvir um "Xeque! Feito!" – o que deixa Washington e sua coorte de vassalos completamente desorientados, sem saber como reagir aos movimentos russos.


No centro da desorientação do 'ocidente', o que aparece aí, à frente de todos, são as espantosas, quase inacreditáveis mentiras e falsidades que se repetem sobre a Síria.

Essa semana, a porta-voz do ministério de Relações Exteriores da Rússia Maria Zahkarova desmontou a base de toda a argumentação do ocidente relacionada à Síria, com uma única proposta que, mais clara, impossível.

Zahkarova disse que, se Washington pretende continuar a insistir em que o presidente Bashar al-Assad da Síria deixe o governo, nesse caso, os EUA que providenciem para retirar sua assinatura do Comunicado Genebra 2012. E o mesmo ultimatum vale para Grã-Bretanha e França. Bingo! Xeque!

O Comunicado Genebra 2012, assinado há três anos por governos e também pela ONU, União Europeia e Liga Árabe, claramente dispõe que "o futuro político da Síria será determinado pelo próprio povo sírio".

Esse é documento oficial, que cria obrigações para todos os signatários, resultado de demoradas negociações entre Rússia, China e as potências ocidentais, e foi assinado em Genebra no verão de 2012 sob os auspícios do então secretário da ONU Annan. Na ocasião, Hillary Clinton ocupava a Secretaria de Estado dos EUA.



"Em lugar algum daquele documento fala-se ou menciona-se qualquer cláusula que determine que Assad da Síria teria de renunciar."


Aquele documento endossa um processo político de diálogo entre partidos políticos sírios, cujo resultado final terá, necessariamente, de ser decidido pelo povo sírio. E efetivamente, dois anos depois de o Comunicado ser assinado, o povo sírio votou; e, por larga maioria, reelegeu o presidente Assad para governar a Síria.


Pois atropelando a assinatura de sua própria secretaria de Estado... há quem ainda insista que "Assad tem de sair".

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Ao vivo, de New York, "Putin o Grande"!

24/9/2015, Pepe Escobar, RT

É o suspense geopolítico máximo da temporada: será que o presidente Barack Obama dos EUA finalmente decidirá conversar com o presidente Vladimir Putin da Rússia, ou nessa 6a-feira ou durante a Assembleia Geral da ONU, semana que vem em New York?


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




O dramático movimento dos russos na Síria, que virou o jogo – não só entrega de armas, mas a real possibilidade de real intervenção pela Força Aérea da Rússia – deixou todos zonzos na área da Avenida Beltway.



O ministro de Relações Exteriores da Síria Walled Muallem disse claramente ao jornal RT que o envolvimento direto dos russos na luta contra ISIS/ISIL/Daesh e os tais "moderados" (como os neoconservadores dos EUA os tratam) da Frente al-Nusra, codinome Al-Qaeda na Síria, é ainda mais importante que as armas fornecidas.


Washington, entrementes, permanece enredada num buraco negro geopolítico, para tudo que tenha a ver com a estratégia de Putin. A resposta do governo Obama está conectada como os dois lados de uma dobradura a como será recebido em todo o mundo o discurso de Putin na ONU, e a como se desenrolará a diplomacia frenética relacionada ao teatro de guerra na Síria.

É ingenuidade interpretar o avanço militar dos russos como mero show de força, convite aos norte-americanos para que afinal se sentem e discutam tudo, do sudoeste da Ásia à Ucrânia.

Também é ingenuidade interpretar o movimento como desespero, em Moscou, por algum diálogo, no sentido dequalquer diálogo. Não há ilusões no Kremlin. Obama e Putin trocaram umas poucas palavras em Pequim, ano passado – e foi só; nada de visitas oficiais, nada de encontros detalhados.

O que é certo é que a mais recente jogada do xadrez de Putin tem potencial para reduzir a cacos a 'estratégia' do governo Obama pós-Maidan de isolar a Rússia. Daí o medo previsível, o ranger de dentes e a paranoia que tomou conta de toda a área da Avenida Beltway.

Síria: Fim do embuste dos tais "rebeldes seletos"

22/9/2015, Moon of Alabama



Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



Eis aí o que o London Times publicou ontem. Por alguma estranhíssima razão, nenhum dos veículos da grande mídia-empresa nos EUA tomou conhecimento dessa notícia:


"Uma tentativa dos EUA para relançar seu muito criticado programa de treinamento para rebeldes enfrentou ontem grave revés, quando uma segunda 'remessa' de combatentes treinados no ocidente foi capturada por outros grupos rebeldes no norte da Síria.
Cerca de 70 elementos do grupo de combatentes treinados pelos EUA, chamada "30ª Divisão" [orig. 30th Division], haviam entrado pela passagem de Bab al-Salama na fronteira, ao norte de Aleppo, num comboio de 12 veículos pesadamente armados e com cobertura aérea dos norte-americanos – como noticiou o Observatório Sírio de Direitos Humanos."

O 'seleto grupo' de rebeldes do Pentágono parece ter sido detido por uma milícia de turcomenos patrocinada pela Turquia. Durante o dia de ontem, surgiram boatos ainda mais ensandecidos sobre o destino do grupo; mas agora a situação parece ter sido esclarecida. 


A verdade parece ser que os rebeldes cuidadosamente selecionados e treinados pelo Pentágono não foram "detidos": eles mudaram de lado minutos depois de terem sido introduzidos na Síria:

"Segundo novas notícias, os rebeldes selecionados e treinados pelo Pentágono traíram os EUA e entregaram as armas a um grupo afiliado da al-Qaeda, imediatamente depois de pisar na Síria.
Combatentes da "30ª Divisão" renderam-se e entregaram "todas as suas armas" à Frente al-Nusra na Síria, reportam as fontes, na 2ª-feira.
...
"Forte bofetada [na cara] dos EUA (...) O novo grupo da "Divisão 30" que entrou ontem, rendeu-se e entregou todas as armas à Frente al-Nusra logo depois de ser autorizado a passar" – tuitou Abu Fahd al-Tunisi, que diz ser membro do grupo afiliado da al-Qaeda.

O [Czar da Guerra do Estado Islâmico de Obama] general Allen acaba de ser demitido – provavelmente por causa do incidente acima. Ele foi o gênio que deu carta branca à Turquia para bombardear os curdos, em troca de livre acesso à base aérea de Incirlik, na Turquia. (E se o general Petraeus, eternamente azarado e ainda despencado em poço fundo de vergonha pública, for nomeado para substituí-lo?)

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Quem tanto quer uma 3ª Guerra Mundial?

21/9/2015, Pepe Escobar, SputnikNews

O que Washington realmente mais deseja é encontrar alguma forma de coerção que obrigue Pequim a abrir o muito ambicionado mercado financeiro chinês, para o cassino financeiro megaespeculativo conhecido como sistema dos Big Banks dos EUA. Não está funcionando – porque a Casa Branca absolutamente não tem meios para pressionar nesse campo.



Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




O presidente chinês Xi Jinping surfa os EUA em sua primeira visita de estado, quase ao mesmo tempo que o Papa Francisco. Será fascinante observar como os centros de decisão da hiperpotência reagirão a essa dupla exposição ao materialismo dialético – com características chinesas – e à Igreja Católica, em tese, "em reconstrução".


Em discurso histórico em Havana, o Papa Francisco – que se intrometeu na reuniãozinha entre o presidente Barack Obama dos EUA e Raul Castro – insistiu que quer o aprofundamento das relações entre Washington e Havana. Pediu a Obama e Raul que busquem plena reconciliação como exemplo para o mundo, "um mundo que necessita de reconciliação, nessa atmosfera de terceira guerra mundial por etapas que estamos vivendo".

"Terceira guerra mundial" não aparecia na redação oficial do discurso do Papa. Francisco acrescentou essa linha no avião, voando de Roma a Havana.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Putin: ""Faremos da Síria uma Stalingrado. Turquia não entrará."

Putin lança Ultimato, e ameaça com guerra o apoio de Erdogan ao ISIS no conflito Sírio
4/8/2015, Gordon Duff, editor chefe de Veterans Today


Trazemos a você este artigo publicado no site Veterans Today que relata um suposto atrito ocorrido entre o embaixador da Turquia na Russia e o próprio presidente Putin.

Resolvemos publicá-lo porque o encontro realmente aconteceu, e foi relatado de forma diversa (ainda que bombástica) pelo jornal russo The Moscow Times, uma publicação controlada pela Booz Allen Hamilton, empresa que presta serviços a CIA. O artigo entretanto, foi removido logo depois pelo jornal.

Não é possível confirmar a veracidade dos relatos contidos no artigo, mas estas infos estão circulando em alguns sites da internet. Por curiosidade, e por duvidar eu mesmo da veracidade do artigo, resolvi consultar o The Saker, conhecido blogueiro e profundo conhecedor da alma russa, uma das pessoas mais bem informadas sobre os acontecimento naquele país, quando o mesmo declarou não acreditar na história abaixo relatada. Definitivamente, a histeria não é uma característica de Putin. 

Julguem por vocês mesmos...     é a guerra de informação que por vezes se torna mais violenta que conflito militar...   [nota do Blog]





Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu






O presidente Vladimir Putin da Rússia, em reunião com o embaixador turco, lançou ultimato verbal, exigindo o fim imediato do apoio que Erdogan está dando aos terroristas do ISIS e repetidas violações da soberania da Síria.  Com isso, Putin demarcou uma linha vermelha em torno da Síria, depois de a OTAN escalar durante semanas, em repetidos ataques ao país.

Em movimento surpreendente, o presidente russo Vladimir Putin atacou duramente o presidente Recep Erdogan da Turquia, chamando-o de "ditador" e ameaçando romper relações diplomáticas com a Turquia, por causa do que Putin chama de continuado apoio de Erdogan à organização terrorista ISIS.

Essa parece ser a resposta de Putin a declarações que Erdogan distribuiu ontem para toda a imprensa-empresa ocidental, segundo as quais Putin lhe teria dito que a Rússia suspenderia o apoio à Síria (o país está lutando contra a al-Qaeda, o ISIS e outras organizações afiliadas mantidas pelo ocidente).

Putin convocou ao Kremlin o embaixador turco em Moscou, Umit Yardim, para o que foi uma dura conversa, quando Putin respondeu diretamente e claramente às acusações de Erdogan e de seu embaixador. Aqui uma tradução satisfatoriamente fidedigna do que o embaixador turco ouviu:

domingo, 9 de agosto de 2015

Devagar, os Estados Unidos destroem a Europa.

domingo, 9 de agosto de 2015














por Eric Zuesse
tradução mberublue
Artigo originalmente publicado no site Strategic Culture Foundation
Tradução originalmente publicada no Blog btpsilveira


Refugiados Líbios atravessam o Mediterrâneo em busca de asilo na Europa

Na Líbia, Síria, Ucrânia e outros países da periferia ou bordas europeias, O presidente dos Estados Unidos, Barak Obama, continua com sua política de desestabilização, bombardeios e outros tipos de assistência militar que faz com que milhões de refugiados sejam violentamente expulsos desses países periféricos da Europa, com a consequência natural de que se dirigem para ao continente europeu, adicionando combustível ao incêndio já deflagrado pela rejeição ferrenha oposta pela extrema direita europeia para com a imigração. Isso traz a desestabilização como resultado dessa política para o seio da própria Europa e não apenas em sua periferia, como até ao seu interior profundo, atingindo mesmo o norte europeu.

Shamus Cooke, repórter do Guardian, afirma em manchete de 03 de agosto de 2015: “A ‘zona livre’ de Obama pretende transformar a Síria em uma nova Líbia” e conta que Obama aprovou apoio aéreo para o plano improvável e impraticável da Turquia de criar uma zona de exclusão aérea sobre a Síria. Dessa forma, os Estados Unidos querem destruir os planos do Presidente Sírio Bashar Al Assad, que mira principalmente os grupos extremistas islâmicos, incluindo o ISIS, que tomaram o controle sobre grande parte do território Sírio:

Relata Cooke: