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sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Todos a bordo do mundo pós-Parceria Trans-Pacífico, por Pepe Escobar

24/11/2016, Pepe Escobar, Strategic Culture Foundation















Os apertos de mãos pode-se dizer 'de indiferença' que trocaram os presidentes Barack Obama dos EUA e Vladimir Putin da Rússia, um antes e outro depois de terem conversado "por cerca de quatro minutos", em pé, nos corredores da cúpula de Cooperação Econômica do Pacífico Asiático (CEPA) [ing. Asia-Pacific Economic Cooperation (APEC)] em Lima, Peru, capturou à perfeição o ocaso melancólico da era Obama. 

Qualquer flashback mesmo que superficial das sempre precárias relações entre Obama e as duas "ameaças existenciais" Rússia e China incluiria de tudo, desde Maidan patrocinado por Washington em Kiev, até o "Assad tem de sair" de Obama na Síria, com menção especial à guerra pelo preço do petróleo, sanções, o ataque contra o rublo, a demonização extremada de Putin e de tudo que tenha a ver com a Rússia, provocações no Mar do Sul da China – até a reviravolta final: a morte do tão almejado Tratado da Parceria Trans-Pacífico (PTP) [ing. Trans-Pacific Partnership (TPP)], morte que foi reconfirmada na CEPA em Lima, imediatamente depois da eleição de Donald Trump.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

O lado mais tenebroso da 'parceria' TPP



Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




THOMAS HEDGES, TRNN: Ontem à noite, o presidente Obama usou parte de seu discurso "O Estado da União" de 2016 para fazer lobby a favor do acordo da Parceria Trans-Pacífico [ing. Transpacific Partnership, ou TPP], que ele espera ver aprovado nessa primavera em Washington.
Presidente Obama: "[O acordo] corta 18 mil taxas sobre produtos feitos nos EUA, o que por sua vez apoiará mais empregos nos EUA. Com o TPP, a China não fixa as regras naquela região: os EUA fixamos. Querem mostrar nossa força nesse novo século? Apoiem esse acordo. Deem-nos as ferramentas para fazê-lo valer."

HEDGES: Mas os críticos do mesmo TPP dizem que a disputa EUA x China é invenção de propaganda, para encobrir o real propósito do acordo. O TPP representa, isso sim, se for aprovado, vitória gigantesca para as corporações multinacionais que inventaram sistema complicado pelo qual podem processar quaisquer governos, sempre que acharem que algum governo está interferindo nos lucros de uma ou outra empresa.


MELINDA ST. LOUIS: Apesar de o tratado cuidar de negociações entre estados e governos, é sempre uma empresa privada que terá meios para fazê-lo valer, fora das cortes legais, em tribunais privados.

HEDGES: Melinda St. Louis trabalha com o grupo Public Citizens Global Trade Watch, e diz que o sistema de prestação e acerto de contas [ing. accountability] do TPP  uma instituição que o próprio tratado cria, chamadaInvestor State Dispute Settlement, ISDS [aprox. Arbitragem para Decidir Disputas entre Investidores e Estado, ADDIE] – favorece pesadamente as corporações, porque lhes permite processar governos sempre que façam aprovar leis que ameacem a margem de lucros de uma companhia.