Tradução de Alva com revisão de Ricardo Cavalcanti-Schiel publicada no Portal GGN
A intervenção militar de Moscou na Síria não apenas revirou a situação militar no terreno e semeou o pânico entre os jihadistas. Ela vem mostrando ao resto do mundo, em situação de guerra real, a atual capacidade das forças armadas russas. Para surpresa geral, elas dispõem de um sistema de interferência capaz de deixar a OTAN surda e cega. A despeito de ter um orçamento muito superior, os Estados Unidos acabam de perder a sua supremacia militar.
A intervenção militar russa na Síria, que poderia ser uma aposta arriscada para Moscou diante dos jihadistas, transformou-se numa manifestação de poderio que transtorna o equilíbrio estratégico mundial [1]. Concebida inicialmente para isolar os grupos armados apoiados por Estados que violam as resoluções do Conselho de Segurança da ONU a esse propósito, para em seguida destruí-los, a operação foi conduzida de modo a cegar o conjunto dos atores ocidentais e seus aliados.
Estupefato, o Pentágono está dividido entre os que tentam minimizar os fatos, tentando encontrar uma falha no dispositivo russo, e aqueles que, pelo contrário, consideram que os Estados Unidos perderam a sua superioridade em matéria de guerra convencional, e que serão necessários muitos anos para recuperá-la [2].
